terça-feira, 18 de junho de 2013

Festival de Música em Montalegre (Verão de 2013)

Como já é tradição neste blog recomenda-se esta actividade para os mais jovens. Uma grande experiência, uma semana intensa, enfim certamente tempo que não esqueceram. Se o vosso filho estiver a aprender um instrumento não hesitem em considerar esta hipótese. Recomenda-se !

domingo, 16 de junho de 2013

10 Posts sobre os nocturnos de Chopin

Na nossa revisão das 100 obras que recomendo que vamos tentar finalizar até ao final deste mês (porque começaremos então um novo desafio ... uma nova lista por assim dizer) reparamos que a entrada sobre os Nocturnos ainda não tinha sido completada embora tivéssemos feito uma sequência de 10 posts sobre eles. Resolvemos assim para vossa conveniência reunir os 10 posts num único índice com um pequeno comentário sobre cada um deles sempre que justificado.


  1. Post nº1 : Nocturno nº1 com um link para uma interpretação de Maria João Pires (o nocturno nº1 faz parte do Op. 9 juntamente com o nº2 e nº3 de que por acaso praticamente não falamos.
  2. Post nº 2: Op. 15 - Nocturnos 4 a 6
  3. Post nº 3 : Op. 27 - Nocturnos 7 e 8
  4. Post nº 4 : Op. 32 - Nocturnos 9 e 10
  5. Post nº5 : Op. 37 - Nocturnos 11 e 12
  6. Post nº 6 : Op. 48 - Nocturnos 13 e 14
  7. Post nº7 : Op. 55 - Nocturnos 15 e 16
  8. Post nº 8: Op. 62 - Nocturnos 17 e 18 - Com um poema de Prevert - Sables Mouvants como extra ou complemento se preferirem.
  9. Post nº 9 : Op. 72- Nocturno 19 (o primeiro dos póstumos)
  10. Post nº 10 : Nocturnos nº 20 e nº 21 ambos também póstumos. 

sábado, 15 de junho de 2013

Com a televisão também acabaram algumas orquestras ligadas à Emissora Grega

Dizem que não existe lugar para a música. Sim comecemos a produzir que nem uns loucos bens de consumo inúteis que ninguém poderá comprar, serviços de que ninguém poderá usufruir mas produza-se sempre mais. Vamos fazer crescer a economia até ao sol. Façamos como Ícaro mesmo e esqueçamos que as coisas têm propósitos e pressupostos. Esqueçamos o bom senso e a própria razão de existir ao som dos soundbytes de um crescimento abstracto e que nos levará apenas a uma repartição de riqueza mais injusta.

Deixemos que a música volte a ser o privilégio de alguns que nós não precisamos dela. Não há lugar para orquestras e músicos, cigarras e outros artistas. É só produzir o que precisamos. Mais e mais produtos. Não ousem perguntar para quem ou porquê porque serão de imediato considerados perigosos esquerdistas revolucionários. Não o que fazem bem em fazer é retorquir de imediato: Abaixo esses malandros que vivem à conta dos nossos impostos sem fazerem nada a não ser rasparem uns arcos numas cordas. Isso sim garante-vos popularidade.

Não tenho a certeza como já disse aqui que um modelo totalmente subsidiado para as orquestras seja a solução. Tenho até bastantes dúvidas. Porém uma coisa é certa. Que é pungente este ultimo concerto lá isso é. Da mesma forma que não tenho certeza relativamente ao modelo que referia também abomino a justificação simplista que ironicamente enfatizava.

Will that be all ?


sexta-feira, 14 de junho de 2013

A semana passada foi semana de Diapason

Desta vez o tema de capa é uma interessantíssima entrevista com Nikolaus Harnoncourt o famoso maestro e musicólogo fundador do ensemble Consentus Musicus e pai (ou pelo menos um dos progenitores) da música de época ou interpretada em instrumentos de época.

Da entrevista - que é uma revisão da vida do maestro - gostaria de realçar alguns pontos que achei especialmente interessantes. O primeiro tem a ver com o complemento que o maestro fornece da sua famosa frase "a música barroca fala a música romântica pinta". Diz ele que sim ainda pensa assim mas que mais importante para ele é que as coisas nunca são "claras". Tudo se mistura, tudo muda. termina a resposta dizendo que quando "retoma" uma obra nunca a retoma verdadeiramente é sempre como se fosse a primeira vez.

A outra frase que achei interessante está relacionado com a Quinta de Beethoven que por acaos tenho ouvido muitas vezes ultimamente. Diz Harnoncourt que esta é a única obra de Beethoven que tem verdadeiramente alguma coisa a ver com politica. A este propósito proponho-vos um ensaio da Quinta com o maestro e a Simon Bolivar, reparem na atitude de Dudamel já agora.



O outro assunto interessante abordado pelo maestro é precisamente o facto de achar que é necessário explicar aos músicos o que estão a tocar porque senão não vale a pena. Não basta tocar bem é preciso perceber para interpretar. Se ouvirem toda a master class anterior podem perceber totalmente a importância que o maestro dá a esse aspecto.

Por fim sem mais comentários uma frase que subscrevo inteiramente e que reproduzo o mais fielmente que consigo: " Hoje não se ensina às crianças o esforço de se tornarem humanos. Ensinamos-lhe apenas a ganhar dinheiro. Ganhar, Tomar, Ter. Isso chega."

Para terminar este post com música teria de ser Bach claramente e o seu Concentus Musicus (atenção que a afinação é mesmo diferente, os mais habituados podem estranhar).


Oportunidades na Amazon