domingo, 7 de dezembro de 2014

De volta ao humor - Os interpretes de Viola

Que me desculpem os interpretes de viola meus amigos, juro que sei que isto é brincadeira, mas também não vos vou de certeza dar nenhuma novidade. Aliás a bem dizer juntamente com os sopros os Violetistas devem ser os músicos mais vezes alvo de anedotas: A prova que em todas as comunidades existem sempre os "sacos de pancada" preferidos. Com carinho claro está.

Isto dito eis 12 anedotas sobre violetistas ... dizem que são as melhores mas sinceramente não sei. A escolha é tão diversificada ... Na verdade das 12 apenas 11 se aplicam aos violetistas de lingua portuguesa. A segunda apenas vale em inglês donde se conclui que os Violetistas porguueses são melhores que os ingleses. A lista original é da Classic FM a que acrescentei duas (as duas ultimas) de outras fontes ... que no fim revelo ...


  1. Como se pode descobrir que um violetista está a tocar desafinado ? Fácil ! O arco move-se ...
  2. What is the difference between a Viola player and a vacuum cleaner ? The second has to be plugged in before it sucks ... A tal reservada apenas aos ingleses ... 
  3. Como se chama a alguém que costuma andar junto com os músicos? Um Violetista.
  4. Qual é a diferença entre uma Viola e um caixão ?  Os caaixões têm pessoas mortas do lado de dentro ... Um bocado para o macabro esta ... 
  5. Qual é a diferença entre um violetista e uma Pizza ? Uma Pizza alimenta uma família de 4 pessoas.
  6. Qual é a única coisa que um violinista pode fazer melhor que um violetista? Tocar Viola (de arco ou violeta) 
  7. Porque é que os Violetistas não jogam às escondidas? Porque ninguém os iria procurar ... 
  8. Qual a diferença entre um Violetista e um cão? Um cão consegue parar de arranhar.
  9. Como conseguir impedir que um violino seja roubado? Guarda-lo numa caixa de Viola de Arco
  10. Qual é a semelhança entre um relampago e os dedos de um violetista? Nunca batem duas vezes no mesmo local !
  11. Qual a diferença entre a primeira e ultima estante do naipe das Viola de Arco? Aproximadamente um compasso.
  12. Como conseguir que dois violetistas toquem afinados em simultâneo? Pede-se a um para ir-se embora. 
  13. Numa variante musical da anterior : Qual a melhor forma de obter uma segunda menor? Pedir a dois violetistas para tocarem um uníssono. 
  14. Qual a diferença entre uma máquina de lavar e um violetista? Uma máquina de lavar tem um vibratto mais intenso e o resultado é mais limpo :-)

E não vão acreditar mas existe quem tenha escrito uma espécie de enciclopédia de anedotas de violetistas (donde foram retiradas estas duas ultimas).


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sinfonia nº 7 de Bruckner

Para mim Bruckner e em especial esta 7ª Sinfonia relembra-me Salzburgo e uma noite de frio (frio de Verão entenda-se) em que a pude ouvir numa das suas praças  numa projecção de video como se faz por cá para um jogo de futebol.

Não a praça não estava cheia - haveria provavelmente outras atracções artisticamente mais relevantes na cidade mas na altura lembro-me de pensar que era sem dúvida diferente ...

Ao procurar uma imagem para representar este post apercebi-me que na verdade Bruckner representa para mim ainda uma outra memória, esta não musical e que vos deixo adivinhar ... 

A sinfonia composta em 1883 e revista dois anos depois naquela procura incessante da perfeição que caracterizava o compositor tem os habituais quatro andamentos sendo dedicada a Ludwig II da Baviera.  Os quatro andamentos são dispostos numa forma clássica naquela que é uma das sinfonias mais conhecidas de Bruckner e sinceramente uma das que prefiro e que acho mais fácil para quem se inicia à música clássica. 

E sim quem se inicia um dia tem que ouvir Bruckner, o homem das sinfonias que não acabam (esta tem uma duração superior a uma hora) e por isso esta obra faz parte das nossa recomendação das 100 Obras. Também poderia fazer parte dessa mesma lista a quarta sinfonia mas pela razão que expus prefiro esta.

Por essa razão e pelo magnifico segundo andamento um adágio que se diz ter sido escrito já com a morte de Wagner em pensamento (na altura em que Bruckner compôs a obra Wagner estava já profundamente doente). Se quiserem cometer o pecado de não ouvir a obra completa então seleccionem este segundo andamento.

A obra como muitas das composições de Bruckner está envolvida em alguma polémica quanto a revisões exteriores à vontade do compositor nomeadamente de Arthur Nikisch maestro que dirigiu a estreia no teatro da Opera de Leipzig pela Orquestra da Gewendhaus a 30 de Dezembro de 1884.

Deixo-vos com a interpretação da Orquestra do Festival de Lucerna dirigida por Claudio Abbado que suponho segue a versão anotada por Nikisch.


A cenoura e a música por Linsey Pollak

O que poderá ter uma cenoura a ver com música ? Para Linsey Pollak tudo. Num post no Facebook de dois músicos meus amigos (obrigado Catarina e Pedro) descobri este tesouro que não resisti a partilhar convosco.

Em menos de 5 minutos Linsey Pollak transforma uma cenoura num Clarinete.

Claro que a minha curiosidade me fez investigar mais e assim se quiserem ir até ao You Tube recomendo também o canal do músico onde podem encontrar outras invenções igualmente interessantes incluindo um clarinete feito de um regador (sim deve existir algum tipo de obsessão) ou ainda uma gaita de foles a partir de uma luva.


E claro o site do músico contém as especificações técnicas da cenoura clarinete assim como de todos os demais instrumentos inventados pelo extraordinário músico.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A História do Soldado - Stravinsky

Representação no teatro da Cornucópia
Esta obra foi composta em 1918 nos meses que antecederam o fim da guerra e conta a história de um soldado russo que volta a casa (a Rússia como sabemos retirou-se da primeira guerra mundial em 1917 na sequência da revolução).

A obra foi estreada em Lausanne a 28 de Setembro desse mesmo ano tendo sido dedicada a Werner Reinhart filantropo Suiço grande apoiante de Stravinsky e diz-se responsável pelo facto da opereta ter duas versões para ensembles . A primeira para um trio pouca vezes interpretada mas a primeira a ser composta precisamente para piano, violino e clarinete o que poderá ser um piscar de olho adicional a Werner ele próprio um excelente clarinetista amador. Esta primeira suite em 5 partes foi estreada em 1919. A segunda suite muito mais próxima do original data de 1920.

A história é muito interessante já que o regresso do soldado a casa é interrompido pelo Diabo (garantia de uma história pelo menos movimentada) que o convence a trocar o seu violino (a sua alma) pelo livro onde está escrito o futuro (representando o materialismo).

Esta obra é como todas as que estão nesta lista uma excelente forma de introdução à música clássica neste caso de um compositor relativamente recente (já sei que se utilizo a palavra contemporâneo vamos ter polémico) e se puderem assistir a uma versão representada recomendo fortemente para uma sessão passada em família (para maiores de 6 anos diria) já que a duração - aproximadamente uma hora é conveniente para esse efeito.

Não podendo aqui fica uma versão completa.


E a moral da história? Bem felizmente o autor esclarece as coisas ...

Il ne faut pas vouloir ajouter 
A ce qu'on a ce qu'on avait, 
On ne peut pas être à la fois 
Qui on est et qui on était 

Il faut savoir choisir; 
On n'a pas le droit de tout avoir: 
C'est défendu. Un bonheur est tout le bonheur; 
Deux, c'est comme s'ils n'existaient plus.

Numa tradução aproximada fica assim:

Não devemos querer juntar
ao que temos aquilo que tínhamos
Não podemos ser em simultâneo
o que somos e o que eramos

Temos de saber escolher
Não temos o direito de tudo ter

É proíbido. Uma felicidade é toda a felicidade
Duas é como se não existissem.

Oportunidades na Amazon