segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Shostakovich - Concerto para Violoncelo nº 1

Já falamos neste blog muitas vezes deste concerto porque na verdade não perco uma única ocasião para o ouvir ao vivo e claro aconselho todos que possam que me imitem - garanto que não ficarão indiferentes aquele que é possivelmente o grande concerto para Violoncelo do século XX e claro um dos melhores da história da música.

O concerto resulta da amizade e colaboração artística de Schostakovich e Rostropovich (o grande violoncelista para quem não sabe). Obviamente o concerto foi dedicado a este ultimo que também foi responsável pela estreia a 4 de Outubro de 1959 com a Orquestra sinfónica de Leninegrado sobre a direcção de outro grande nome da música Russa Yevgeny Mravinsky.

Se  excluirmos o facto do concerto ser quatro andamentos o mesmo segue uma estrutura clássica (ou "normal" para evitarmos confusões com o termo) começando com um Allegreto que é seguido por um andamento lento e para depois terminar com uma cadenza seguida do ultimo andamento sendo que os andamentos 2 a 4 são interpretados sem pausa entre eles (attacca).

O concerto tem uma estrutura cíclica tão querida dos românticos e que dá ao concerto uma maravilhosa unidade (pelo menos é assim que o sinto) estrutura cíclica essa construída à volta do tema exposto logo no inicio da obra e que é tão marcante como as pancadas do destino de Beethoven. Esse pequeno tema é uma espécie de código já que as notas de que é composto (em alemão) formam uma espécie de monograma do compositor.

Schostakovich está longe de ser um compositor aceite unanimemente inclusivamente pelos seus pares do século XX sendo muitas vezes julgado um compositor menor ou ainda pior. O que eu acho que muitos não entendem é que da música composta no século XX dentro da música erudita (evito de novo a palavra clássica para evitar confusões) a música composta por Schostakovich é das poucas que mantém alguma relação com aquilo que o publico consegue entender e verdadeiramente apreciar e não perder-se em composições tão intelectualmente artificiais que apenas literalmente meia dúzia de iluminados podem apreciar. Bem sei que esta é uma opinião polémica mas é voluntário.

E pronto fiquem com este magnifico concerto, claro que só poderia ser por Rostropovich numa gravação de 1961 com a Sinfónica de Londres dirigida por Sir Charles Grove.


domingo, 7 de dezembro de 2014

De volta ao humor - Os interpretes de Viola

Que me desculpem os interpretes de viola meus amigos, juro que sei que isto é brincadeira, mas também não vos vou de certeza dar nenhuma novidade. Aliás a bem dizer juntamente com os sopros os Violetistas devem ser os músicos mais vezes alvo de anedotas: A prova que em todas as comunidades existem sempre os "sacos de pancada" preferidos. Com carinho claro está.

Isto dito eis 12 anedotas sobre violetistas ... dizem que são as melhores mas sinceramente não sei. A escolha é tão diversificada ... Na verdade das 12 apenas 11 se aplicam aos violetistas de lingua portuguesa. A segunda apenas vale em inglês donde se conclui que os Violetistas porguueses são melhores que os ingleses. A lista original é da Classic FM a que acrescentei duas (as duas ultimas) de outras fontes ... que no fim revelo ...


  1. Como se pode descobrir que um violetista está a tocar desafinado ? Fácil ! O arco move-se ...
  2. What is the difference between a Viola player and a vacuum cleaner ? The second has to be plugged in before it sucks ... A tal reservada apenas aos ingleses ... 
  3. Como se chama a alguém que costuma andar junto com os músicos? Um Violetista.
  4. Qual é a diferença entre uma Viola e um caixão ?  Os caaixões têm pessoas mortas do lado de dentro ... Um bocado para o macabro esta ... 
  5. Qual é a diferença entre um violetista e uma Pizza ? Uma Pizza alimenta uma família de 4 pessoas.
  6. Qual é a única coisa que um violinista pode fazer melhor que um violetista? Tocar Viola (de arco ou violeta) 
  7. Porque é que os Violetistas não jogam às escondidas? Porque ninguém os iria procurar ... 
  8. Qual a diferença entre um Violetista e um cão? Um cão consegue parar de arranhar.
  9. Como conseguir impedir que um violino seja roubado? Guarda-lo numa caixa de Viola de Arco
  10. Qual é a semelhança entre um relampago e os dedos de um violetista? Nunca batem duas vezes no mesmo local !
  11. Qual a diferença entre a primeira e ultima estante do naipe das Viola de Arco? Aproximadamente um compasso.
  12. Como conseguir que dois violetistas toquem afinados em simultâneo? Pede-se a um para ir-se embora. 
  13. Numa variante musical da anterior : Qual a melhor forma de obter uma segunda menor? Pedir a dois violetistas para tocarem um uníssono. 
  14. Qual a diferença entre uma máquina de lavar e um violetista? Uma máquina de lavar tem um vibratto mais intenso e o resultado é mais limpo :-)

E não vão acreditar mas existe quem tenha escrito uma espécie de enciclopédia de anedotas de violetistas (donde foram retiradas estas duas ultimas).


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sinfonia nº 7 de Bruckner

Para mim Bruckner e em especial esta 7ª Sinfonia relembra-me Salzburgo e uma noite de frio (frio de Verão entenda-se) em que a pude ouvir numa das suas praças  numa projecção de video como se faz por cá para um jogo de futebol.

Não a praça não estava cheia - haveria provavelmente outras atracções artisticamente mais relevantes na cidade mas na altura lembro-me de pensar que era sem dúvida diferente ...

Ao procurar uma imagem para representar este post apercebi-me que na verdade Bruckner representa para mim ainda uma outra memória, esta não musical e que vos deixo adivinhar ... 

A sinfonia composta em 1883 e revista dois anos depois naquela procura incessante da perfeição que caracterizava o compositor tem os habituais quatro andamentos sendo dedicada a Ludwig II da Baviera.  Os quatro andamentos são dispostos numa forma clássica naquela que é uma das sinfonias mais conhecidas de Bruckner e sinceramente uma das que prefiro e que acho mais fácil para quem se inicia à música clássica. 

E sim quem se inicia um dia tem que ouvir Bruckner, o homem das sinfonias que não acabam (esta tem uma duração superior a uma hora) e por isso esta obra faz parte das nossa recomendação das 100 Obras. Também poderia fazer parte dessa mesma lista a quarta sinfonia mas pela razão que expus prefiro esta.

Por essa razão e pelo magnifico segundo andamento um adágio que se diz ter sido escrito já com a morte de Wagner em pensamento (na altura em que Bruckner compôs a obra Wagner estava já profundamente doente). Se quiserem cometer o pecado de não ouvir a obra completa então seleccionem este segundo andamento.

A obra como muitas das composições de Bruckner está envolvida em alguma polémica quanto a revisões exteriores à vontade do compositor nomeadamente de Arthur Nikisch maestro que dirigiu a estreia no teatro da Opera de Leipzig pela Orquestra da Gewendhaus a 30 de Dezembro de 1884.

Deixo-vos com a interpretação da Orquestra do Festival de Lucerna dirigida por Claudio Abbado que suponho segue a versão anotada por Nikisch.


A cenoura e a música por Linsey Pollak

O que poderá ter uma cenoura a ver com música ? Para Linsey Pollak tudo. Num post no Facebook de dois músicos meus amigos (obrigado Catarina e Pedro) descobri este tesouro que não resisti a partilhar convosco.

Em menos de 5 minutos Linsey Pollak transforma uma cenoura num Clarinete.

Claro que a minha curiosidade me fez investigar mais e assim se quiserem ir até ao You Tube recomendo também o canal do músico onde podem encontrar outras invenções igualmente interessantes incluindo um clarinete feito de um regador (sim deve existir algum tipo de obsessão) ou ainda uma gaita de foles a partir de uma luva.


E claro o site do músico contém as especificações técnicas da cenoura clarinete assim como de todos os demais instrumentos inventados pelo extraordinário músico.

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