Hoje ao vir para casa fui surpreendido na Antena 1 por este Fado de Amália mas agora com um dueto muito especial. Um dueto de voz e piano espaçados no tempo algumas décadas. Que ideia maravilhosa e que concretização da mesma ! Dirão que não é música clássica e que não tem portanto lugar neste blog. Privilégio do autor responderei e uma liberdade poética que decerto me perdoarão.
Esta obra faz parte de um disco editado em 2013 e apelidado Amália por Júlio Resende que naturalmente se recomenda. Fica no fim o famoso dueto possivelmente a melhor faixa do disco embora também goste muito da versão de Fado (Gaivota).
Para quem queira saber mais sobre o pianista recomenda-se a sua página no Facebook .
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sábado, 13 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Prokofiev - Concerto para Piano e Orquestra nº 1
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| Prokofiev em 1917 |
Isto dito é um concerto que recomendo para quem quer começar a ouvir música clássica e por isso faz parte da nossa lista das 100 obras. E recomendo porque tem para mim a característica das grandes obras; é impossível a indiferença a começar pela exuberância do seu tema principal.
Os três andamentos são interpretados sem pausa entre eles seguindo uma estrutura bastante clássica de andamento rápido - lento - rápido. A dedicatória ao seu professor Tcherepin (temido professor como Prokofiev dizia) transparece também na natureza um tanto clássica dessa estrutura.
O concerto foi composto em 1911 sofrendo uma revisão em 1912 tendo a sua estreia com Prokofiev enquanto solista sido a 7 de Agosto de 1912. Gostava de encontrar uma versão do próprio Prokofiev para vos mostrar mas não consegui. Assim sendo proponho na mesma uma excelente interpretação de Sviatoslav Richter com a Orquestra Sinfónica da Checoslováquia dirigida pelo magnifico Karel Ancerl numa gravação de 1953.
Carta aberta à FNAC do Vasco da Gama
Exmos Srs.
A primeira vez que entrei numa FNAC em França umas largas dezenas de anos atrás ainda a vossa cadeia era apenas uma miragem em Portugal - digo miragem porque na verdade na altura as vossas lojas eram efectivamente templos de cultura - lembro-me de ter tido precisamente essa impressão. Que se respirava nesse espaço o gosto do conhecimento, quer literário quer musical.
Este fim-de-semana tive o desprazer de voltar à vossa loja no Vasco da Gama. Para manter as coisas sem adjectivos demasiado fortes diria-vos o seguinte: Eu teria vergonha da selecção de música francesa que oferecem.
E escusam de me dizer que é o sinal dos tempos e das preferências. Escusam de me dizer isso porque é impossível ser duas coisas ao mesmo tempo. Se o vosso posicionamento é ser um templo do consumo tudo bem, basta dizê-lo que deixarei de vos visitar. Há outras lojas não físicas onde posso encontrar o que procuro. Porém se desejam manter a diferença em relação ao resto há mínimos olímpicos, há mínimos olímpicos a que estão longe muito longe de chegar.
Não aceito que numa FNAC exista um linear inteiro de topo a baixo para RAP e apenas nem metade de metade de um linear para música francesa. Inaceitável. E pior ainda, poderíamos dizer que era uma boa selecção, mas nem isso. Tenham vergonha, tenham vergonha.
O ponto positivo era que para mim era difícil entrar numa FNAC porque já sabia que sairia com o amargo sentimento de não ter trazido nem 10% do que gostaria. Não neste fim-de-semana, não neste fim-de-semana. Neste fim-de-semana a dificuldade foi encontrar alguma coisa de jeito. Lá se encontrou perdido no meio de uma selecção descompensada e anárquica um bom disco mas foi mesmo como encontrar uma agulha num palheiro.
Mudem, voltem ao que eram e rápido. É que sabem esse outro espaço a que parecem almejar já está ocupado por outros bem melhores nesse posicionamento do que vós.
A primeira vez que entrei numa FNAC em França umas largas dezenas de anos atrás ainda a vossa cadeia era apenas uma miragem em Portugal - digo miragem porque na verdade na altura as vossas lojas eram efectivamente templos de cultura - lembro-me de ter tido precisamente essa impressão. Que se respirava nesse espaço o gosto do conhecimento, quer literário quer musical.
Este fim-de-semana tive o desprazer de voltar à vossa loja no Vasco da Gama. Para manter as coisas sem adjectivos demasiado fortes diria-vos o seguinte: Eu teria vergonha da selecção de música francesa que oferecem.
E escusam de me dizer que é o sinal dos tempos e das preferências. Escusam de me dizer isso porque é impossível ser duas coisas ao mesmo tempo. Se o vosso posicionamento é ser um templo do consumo tudo bem, basta dizê-lo que deixarei de vos visitar. Há outras lojas não físicas onde posso encontrar o que procuro. Porém se desejam manter a diferença em relação ao resto há mínimos olímpicos, há mínimos olímpicos a que estão longe muito longe de chegar.
Não aceito que numa FNAC exista um linear inteiro de topo a baixo para RAP e apenas nem metade de metade de um linear para música francesa. Inaceitável. E pior ainda, poderíamos dizer que era uma boa selecção, mas nem isso. Tenham vergonha, tenham vergonha.
O ponto positivo era que para mim era difícil entrar numa FNAC porque já sabia que sairia com o amargo sentimento de não ter trazido nem 10% do que gostaria. Não neste fim-de-semana, não neste fim-de-semana. Neste fim-de-semana a dificuldade foi encontrar alguma coisa de jeito. Lá se encontrou perdido no meio de uma selecção descompensada e anárquica um bom disco mas foi mesmo como encontrar uma agulha num palheiro.
Mudem, voltem ao que eram e rápido. É que sabem esse outro espaço a que parecem almejar já está ocupado por outros bem melhores nesse posicionamento do que vós.
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