A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
O que dizer hoje ?
Depois do post de ontem e ao pensar o que vos iria escrever hoje lembrei-me de um concerto de ultimo dia do ano da Filarmónica de Berlim em 2004. Nesse concerto dirigido por Sir Simon Rattle depois de uma obra particularmente intensa emocionalmente (Carmina Burana de Carl Off) o maestro face à insistência do público num encore disse-lhes algo como:
"Bem sabem, depois de uma obra com esta densidade emocional foi difícil pensar em qualquer coisa que fizesse sentido."
Hoje sinto-me mais ou menos com esse dilema mas curiosamente pensando no texto da "Fortuna" (Destino) e na própria história de Carl Off cheguei à conclusão que seria essa mesma a música do dia de hoje sem mais explicações. Para mais informação leiam o meu post sobre a obra em causa.
A propósito e coincidência das coincidências o concerto desse dia 31 de Dezembro de 2004 abria com a Abertura Leonore da única Ópera de Beethoven Fidelio (adivinhem o tema da Ópera?) sendo que o encore descobri após alguma investigação foi o “Aleluia” do Messias de Handel.
E bem graças à net podem ouvir esse concerto quase como se estivessem na sala graças ao Digital Concert Hall da Filarmónica de Berlim por €10 para um passe de sete dias (nesse tempo aproveitem para ouvir tudo o que puderem ... ).
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Juro que não sou profeta ...
Quando ontem vos falava da necessidade de lutarmos pela liberdade, desta não nos ser dada sem esforço, de não ser "garantida" não poderia adivinhar o que hoje se passaria em Paris. Se eu fosse o Charlie e soubesse desenhar e teriam provavelmente hoje um desenho satírico em que o vosso estimado autor vos apareceria como profeta com dons adivinhatórios ...
Mas não sou, não sei desenhar e de uma maneira geral a fé é um dos poucos assuntos com o qual não aprecio brincar a não ser em privado e com pessoas que me conhecem tão bem que sabem o que penso e dificilmente se ofenderiam.
Mas é precisamente por isso que defendo visceralmente quem pense o exacto oposto. Que não existe limite para o humor e que a liberdade de expressão se sobrepõe a qualquer tema. Que o facto de não ter gostado ou mesmo de me ter sentido ofendido não me dá qualquer direito especial de vingança pela simples razão que a minha liberdade acaba onde começa a do meu próximo, E a minha liberdade posso exercê-la não lendo, não ligando, contestando de forma pacifica ...
Caros cobardes encapuçados, lamento mas não vos vou fazer a vontade confundindo a vossa parvoíce e ignorância com a fé que dizem defender. Não vou fazer-vos a vontade e dar força ao extremismo e radicalismo. Vou simplesmente dizer isto: Espero que todos os estados do mundo independentemente da fé maioritária dos seus cidadãos emitam um comunicado condenando explicitamente e sem reservas o atentado bárbaro e cobarde de Paris. Espero que os jornalistas deste mundo compilem essa lista e denunciem os estados que não o fizerem. Espero que o façam a bem de pelo menos não deixarem perdurar a hipocrisia de uma boa parte da diplomacia ocidental.
E porque neste blog tudo tem uma música e porque estou seguro que encontrarão o vosso lugar no céu, para todos os que hoje deixaram a existência terrena - para todos mesmo incluindo os de outras fés e de outros credos só vos poderia deixar com Bach.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Temos de lutar pela democracia e o Quarto Concerto para Piano e Orquestra de Beethoven ...
Poderia ser a propósito do post de ontem caros leitores regulares ou visitantes ocasionais. Poderia ser a propósito mas não é que não me atreveria a utilizar palavras de Bernstein para tão prosaicos fins.
Dizia Bernstein numa entrevista à NHK em 1985
"You have to fight for democracy, you have to fight every day. It won't happen by itself. If you just sit back there will be no democracy, therefore there will be no free debate, there will be no right of speech, human rights, there will be no basic way for the human society to conduct itself in such a way that there is freedom, which brings peace."
Numa tradução rápida:
"Têm de lutar pela democracia, têm de lutar cada dia. Não irá acontecer por si mesma. Se ficar sentado não existirá democracia logo não existirá livre debate, não existirá direito de expressão, não existirão direitos humanos, não existirá forma através da qual a sociedade se conduzirá no caminho da liberdade e logo da paz"
Porque razão vos falo disto hoje? Bem duas razões diferentes mas que se podem resumir numa. Li hoje no Facebook Oficial do Maestro um post que remete para o concerto que vou ouvir na Gulbenkian na próxima Sexta ... e logo como acredito que não existem coincidências ou acasos ... fiquem com o quarto concerto para piano e orquestra de Beethoven neste caso num concerto cujos fins revertiam para a Amnistia Internacional . Claudio Arrau como solista , a Orquestra da Baviéria dirigida por Leonard Bernstein num concerto que teve lugar no distante ano de 1976 em Munique.
Dizia Bernstein numa entrevista à NHK em 1985
"You have to fight for democracy, you have to fight every day. It won't happen by itself. If you just sit back there will be no democracy, therefore there will be no free debate, there will be no right of speech, human rights, there will be no basic way for the human society to conduct itself in such a way that there is freedom, which brings peace."
Numa tradução rápida:
"Têm de lutar pela democracia, têm de lutar cada dia. Não irá acontecer por si mesma. Se ficar sentado não existirá democracia logo não existirá livre debate, não existirá direito de expressão, não existirão direitos humanos, não existirá forma através da qual a sociedade se conduzirá no caminho da liberdade e logo da paz"
Porque razão vos falo disto hoje? Bem duas razões diferentes mas que se podem resumir numa. Li hoje no Facebook Oficial do Maestro um post que remete para o concerto que vou ouvir na Gulbenkian na próxima Sexta ... e logo como acredito que não existem coincidências ou acasos ... fiquem com o quarto concerto para piano e orquestra de Beethoven neste caso num concerto cujos fins revertiam para a Amnistia Internacional . Claudio Arrau como solista , a Orquestra da Baviéria dirigida por Leonard Bernstein num concerto que teve lugar no distante ano de 1976 em Munique.
Os melhores 25 compositores
Ora bem ... para 2015 anuncia-se desde já um polémico tema. Vamos introduzir neste blog uma outra forma de iniciação à música clássica. Agora em vez de listarmos por um género musical especifico ou uma época especifica , um instrumento especifico ou então obra a obra sem restrição de género - tudo formas de selecção válidas e que já experimentamos neste blog - vamos antes propor uma selecção de 25 compositores que tem de conhecer.
Porquê 25? Bem por uma razão absolutamente cientifica. 10 é pouco - acreditem tentei e não consegui. 100 é demais ... poderiam ser 50 mas ... como já temos algumas listas de 25. Muito cientifico como vêm. Antes que me digam - mas e então o compositor X ou Y ? Pois listar 25 vai implicar escolha - mas será a nossa escolha e alguma democracia musculada em caso de necessidade :-) ... Não estejam descansados que neste blog não se pratica qualquer tipo de censura mesmo quando não se gosta da escolha da maioria.
Bom o processo eleitoral também vai ser altamente inovador. Vamos fazer isto numa espécie de jogo à australiana ... Vou propor-vos 75 compositores diferentes e vou pedir-vos simplesmente que comentem este post indicando o seguinte: Um compositor que tem mesmo de estar nos 25 e dois outros que pensem que não podem mesmo estar nesse grupo. Não se esqueçam que esta escolha é para pessoas que se querem iniciar à musica clássica.
Se houver um compositor que não esteja nesta lista de 75 e queiram colocar no vosso voto positivo podem fazê-lo (negativo não vale a pena por razões óbvias ... ). Podem fazer tantos grupos de 3 quantos os desejarem (até ao limite óbvio de 25 grupos) - não se esqueçam 1 Positivo 2 Negativos - sempre.
Para que servem os votos negativos ? Bom essencialmente como forma de desempate ...
A votação da comunidade será considerada vinculativa com 100 votantes diferentes ou 1000 votos o que ocorrer primeiro. Se no final do primeiro trimestre deste ano não tiver sido atingido um destes valores a comissão organizadora da votação procederá ao anuncio de uma nova fase com regras a anunciar.
A nossa lista inicial é a seguinte . Ah, antes que me perguntem - a ordem tem algum sentido ? Tem até ao nº 10 ... Até esse número seria a minha escolha num top 10 ... Depois entre o décimo e vigésimo estão outros dez de que seria muito mas muito difícil separar-me e por fim ... entre o número 20 e 25 os últimos 5 que seriam a minha escolha ... E esta será a única campanha eleitoral que o autor deste blog se permitirá.
Votação na forma de comentário . Por exemplo no meu caso votaria:
Beethoven (+) , Weber (-), Lalo (-) se quisesse votar uma segunda vez acrescentaria no mesmo comentário Bach (+) . Notem que aqui já não especifiquei os negativos que não são obrigatórios numa segunda, terceira ou quarta escolha. Os votos seguintes poderiam portanto listar apenas os restantes nomes que consideraria deverem estar nos 25 (até um máximo de 25 obviamente !).
Porquê 25? Bem por uma razão absolutamente cientifica. 10 é pouco - acreditem tentei e não consegui. 100 é demais ... poderiam ser 50 mas ... como já temos algumas listas de 25. Muito cientifico como vêm. Antes que me digam - mas e então o compositor X ou Y ? Pois listar 25 vai implicar escolha - mas será a nossa escolha e alguma democracia musculada em caso de necessidade :-) ... Não estejam descansados que neste blog não se pratica qualquer tipo de censura mesmo quando não se gosta da escolha da maioria.
Bom o processo eleitoral também vai ser altamente inovador. Vamos fazer isto numa espécie de jogo à australiana ... Vou propor-vos 75 compositores diferentes e vou pedir-vos simplesmente que comentem este post indicando o seguinte: Um compositor que tem mesmo de estar nos 25 e dois outros que pensem que não podem mesmo estar nesse grupo. Não se esqueçam que esta escolha é para pessoas que se querem iniciar à musica clássica.
Se houver um compositor que não esteja nesta lista de 75 e queiram colocar no vosso voto positivo podem fazê-lo (negativo não vale a pena por razões óbvias ... ). Podem fazer tantos grupos de 3 quantos os desejarem (até ao limite óbvio de 25 grupos) - não se esqueçam 1 Positivo 2 Negativos - sempre.
Para que servem os votos negativos ? Bom essencialmente como forma de desempate ...
A votação da comunidade será considerada vinculativa com 100 votantes diferentes ou 1000 votos o que ocorrer primeiro. Se no final do primeiro trimestre deste ano não tiver sido atingido um destes valores a comissão organizadora da votação procederá ao anuncio de uma nova fase com regras a anunciar.
A nossa lista inicial é a seguinte . Ah, antes que me perguntem - a ordem tem algum sentido ? Tem até ao nº 10 ... Até esse número seria a minha escolha num top 10 ... Depois entre o décimo e vigésimo estão outros dez de que seria muito mas muito difícil separar-me e por fim ... entre o número 20 e 25 os últimos 5 que seriam a minha escolha ... E esta será a única campanha eleitoral que o autor deste blog se permitirá.
Votação na forma de comentário . Por exemplo no meu caso votaria:
Beethoven (+) , Weber (-), Lalo (-) se quisesse votar uma segunda vez acrescentaria no mesmo comentário Bach (+) . Notem que aqui já não especifiquei os negativos que não são obrigatórios numa segunda, terceira ou quarta escolha. Os votos seguintes poderiam portanto listar apenas os restantes nomes que consideraria deverem estar nos 25 (até um máximo de 25 obviamente !).
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- Chopin
- Tchaikovsky
- Prokofiev
- Schostakovich
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- Haydn
- Schumann
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- Stravinsky
- Verdi
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- Strauss
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