sábado, 10 de janeiro de 2015

Estado da Votação - 25 Melhores Compositores

Passados alguns dias , tumultuosos convenha-se, sobre o inicio da nossa votação para os 25 Melhores Compositores (para quem se quer iniciar na música clássica entenda-se) registamos uma fraca adesão de votantes.

Para conhecerem as regras e a lista leiam o post original.

Até agora temos 3 participantes na votação ... 4 se contarmos a minha ...

Então o que tenho de fazer para vos incentivar?

Radu Lupu , David Afkham e a Orquestra Gulbenkian

Cheguei à pouco a casa vindo do Auditório principal da Fundação Calouste Gulbenkian onde tive a sorte graças a uns bilhetes comprados a uma das primeiras leitoras deste blog (obrigado Gi fantásticos bilhetes e posicionamento perfeito para as mãos do Radu Lupu) de ouvir o quarto concerto para piano e Orquestra de Beethoven e a Quarta Sinfonia de Bruckner com a Orquestra Gulbenkian dirigida por David Afkham.

Os leitores mais regulares já sabem que se não tivesse gostado não falaria ... portanto sim gostei da primeira parte - mais do "encore" do que da interpretação do concerto para Piano e Orquestra embora notem que isso não significa que fosse mau. Fiquem com o mesmo solista numa gravação de 1979-1981 com a Filarmónica de Israel dirigida por Zubin Mehta (o video está indexado pelo que podem ir de imediato ao quarto concerto - obviamente já sabem que a regra que defendo é que se gostarem devem procurar adquirir a gravação). A propósito no Domingo dia 11 para quem queira ainda há alguns bilhetes disponíveis (infelizmente apenas 4 numa parte da sala em que é possível eventualmente ver as mãos do pianista - bastante mais do lado "errado" da sala).



Da segunda parte, a quarta Sinfonia de Bruckner o que vos posso dizer? Eu até gosto de algumas coisas deste compositor em particular desta sinfonia e da sétima de que por acaso vos falei há pouco tempo. Foi esta a obra que tive a oportunidade de ouvir (na gravação que vos sugiro uma interpretação da Filarmónica de Viena dirigida por Claudio Abbado).

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Não consegui descobrir no You Tube uma versão dirigida pelo maestro que tive hoje a oportunidade de ver mas em contrapartida descobri uma entrevista relativamente recente que acho muito interessante (embora fale de um compositor totalmente diferente, Brahms).


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O que dizer hoje ?


Depois do post de ontem e ao pensar o que vos iria escrever hoje lembrei-me de um concerto de ultimo dia do ano da Filarmónica de Berlim em 2004. Nesse concerto dirigido por Sir Simon Rattle depois de uma obra particularmente intensa emocionalmente  (Carmina Burana de Carl Off) o maestro face à insistência do público num encore disse-lhes algo como:

"Bem sabem, depois de uma obra com esta densidade emocional foi difícil pensar em qualquer coisa que fizesse sentido."

Hoje sinto-me mais ou menos com esse dilema mas curiosamente pensando no texto da "Fortuna" (Destino) e na própria história de Carl Off cheguei à conclusão que  seria essa mesma a música do dia de hoje sem mais explicações. Para mais informação leiam o meu post sobre a obra em causa.




A propósito e coincidência das coincidências o concerto desse dia 31 de Dezembro de 2004 abria com a Abertura Leonore da única Ópera de Beethoven Fidelio (adivinhem o tema da Ópera?) sendo que o encore descobri após alguma investigação foi o “Aleluia” do Messias de Handel.

E bem graças à net podem ouvir esse concerto quase como se estivessem na sala graças ao Digital Concert Hall da Filarmónica de Berlim por €10 para um passe de sete dias (nesse tempo aproveitem para ouvir tudo o que puderem ... ).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Juro que não sou profeta ...


Quando ontem vos falava da necessidade de lutarmos pela liberdade, desta não nos ser dada sem esforço, de não ser "garantida" não poderia adivinhar o que hoje se passaria em Paris. Se eu fosse o Charlie e soubesse desenhar e teriam provavelmente hoje um desenho satírico em que o vosso estimado autor vos apareceria como profeta com dons adivinhatórios ...

Mas não sou, não sei desenhar e de uma maneira geral a fé é um dos poucos assuntos com o qual não aprecio brincar a não ser em privado e com pessoas que me conhecem tão bem que sabem o que penso e dificilmente se ofenderiam.

Mas é precisamente por isso que defendo visceralmente quem pense o exacto oposto. Que não existe limite para o humor e que a liberdade de expressão se sobrepõe a qualquer tema. Que o facto de não ter gostado ou mesmo de me ter sentido ofendido não me dá qualquer direito especial de vingança pela simples razão que a minha liberdade acaba onde começa a do meu próximo, E a minha liberdade posso exercê-la não lendo, não ligando, contestando de forma pacifica ...

Caros cobardes encapuçados, lamento mas não vos vou fazer a vontade confundindo a vossa parvoíce e ignorância com a fé que dizem defender. Não vou fazer-vos a vontade e dar força ao extremismo e radicalismo. Vou simplesmente dizer isto: Espero que todos os estados do mundo independentemente da fé maioritária dos seus cidadãos emitam um comunicado condenando explicitamente e sem reservas o atentado bárbaro e cobarde de Paris. Espero que os jornalistas deste mundo compilem essa lista e denunciem os estados que não o fizerem. Espero que o façam a bem de pelo menos não deixarem perdurar a hipocrisia de uma boa parte da diplomacia ocidental.

E porque neste blog tudo tem uma música e porque estou seguro que encontrarão o vosso lugar no céu, para todos os que hoje deixaram a existência terrena - para todos mesmo incluindo os de outras fés e de outros credos só vos poderia deixar com Bach.


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