Interrompendo hoje a série reservada às sinfonias de Beethoven, quero dar-vos tempo para se reporem emocionalmente depois da Terceira Sinfonia dos dois ultimos dias hoje vou falar-vos brevemente de um compositor do período clássico relativamente desconhecido apelidado o músico da revolução por ter composto e dedicado inúmeras obras à Revolução Francesa. Depois da queda de Napoleão Gossec viveu tempos dificeis quando o conservatório de que tinha sido um dos grandes impulsionadores foi fechado por Luis XVIII.
A sua extensa produção sinfónica é relativamente desconhecida no entanto poderão reconhecer uma das suas peças "Gavotte" (que é uma dança palaciana para quem não sabe) dado que é utilizada em alguns desenhos animados da Warner Brothers e também no método de ensino Suzuki para violino.
E pasme-se encontramos uma interpretação de um grande violinista desta mesma Gavotte.
Vejam aqui Mischa Elman (1891-1967) a interpretar primeiro uma obra de Dvorack e depois a Gavotte de Gossec (começa por volta do quarto minuto mas se querem a minha opinião oiçam tudo que a peça de Dvorack é ela também deliciosa).
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
As Recomendações de Quinta-Feira à Sexta-Feira
Bom desculpem-me mas ontem fui ver a ante-estreia do musical da Disney High School Musical e quando cheguei a casa não tive energia suficiente para escrever. Em relação a esse espectáculo para quem tiver miúdos na faixa etária correspondente é um musical engraçado, bem montado e que em termos da mensagem que procura transmitir parece-me correcto. Algumas vozes poderiam ser melhores mas no global gostei e recomendo: É um excelente entertenimento para a familia (aliás hoje este é mesmo o tema das recomendações já que todas excepto uma são recomendações para todos ... mesmo os mais novos)
Bom mas adiante as recomendações clássicas para o fim de semana, começando como vem sendo costume pelo sul, em Lagoa no Auditório Municipal poderão ouvir a Orquestra do Algarve com Eudoro Grade (Guitarra) e Sergej Bolkhovets (Violino) dirigida por Laurent Wagner. Sábado dia 1 de Março às 21:30. Entrada: EUR 7,00. Reservas: 282380434. Serão interpretadas duas obras de que gosto muito. O Concerto de Aranjuez e as Quatro Estações por isso se estiverem pelos Algarves ou se forem de lá ou mesmo se quiserem um pretexto para se deslocarem até Lagoa, já ouvi motivos bem piores :-) ... Esta é a unica recomendação "adulta" da semana ...
Em Lisboa não poderia deixar de recomendar no dia 2, Domingo às 16h a Flauta Mágica Sub-16 numa versão para crianças adaptada por Eike Ecker. De acordo com o programa do São Carlos as récitas terão lugar nos seguintes dias:
Espectáculos para escolas
3. Março, 20. Maio 2008 às 15:00h
Matinées Família
29. Fevereiro às 19:30h; 2. Março, 24. Maio 2008 às 16:00h
Os preços até são bastante aceitáveis, variam entre os €5 para jovens até aos 18 anos e os €25 mas como a página de preços do Teatro São Carlos é um pouco confusa o melhor é consultarem as reservas de que aqui ficam os contactos:
As reservas podem ser efectuadas por e-mail, telefone e/ou fax da bilheteira, as quais serão garantidas por 48 horas após a reserva. Só serão aceites reservas até 48 horas antes do dia do espectáculo.
Tel. 213 253 045/6 Fax 213 253 047 / 083
reserva.bilhetes@saocarlos.pt
Também no Domingo, 2 de Fevereiro às 18h00 no Auditório Municipal Ruy de Carvalho (Rua 25 de Abril. Lt.5 - CARNAXIDE(junto ao Centro Cívico Carnaxide)
em poderão ver de novo o "CARNAVAL CONCERTO" concebido para os Filhos, os Pais e os Músicos onde serão interpretadas obras de O. Riding, G. Rossini, J. Haydn, L. Anderson e outros. Pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov. Não tenho indicação de preços se alguém souber diga-me por favor que eu faço a adenda respectiva.
Finalmente no Porto a Orquestra Nacional do Porto dirigida por Neil Thomson na Casa da Música do Porto no Domingo às 11h propoe-nos uma ideia que considero absolutamente fantástica! Rever o filme Feitiçeiro de Oz com a voz inesquecível (para mim claro) de Judy Garland e com a Orquestra Nacional do Porto a acompanhar o filme ao vivo! Acho que é uma ideia fabulosa a não perder mesmo. Eu se estivesse no Porto garanto-vos que estaria lá caído. Domingo, 11h Entrada: EUR 15,00. Reservas: 220120220
Eu sei que me vão dizer que não é assim tão longe, que daria para ir até ao Porto(e já o fiz várias vezes, por motivos bem menos relevantes como por exemplo para ir ao Aleixo ou para comer uma francesinha :-)). Porém este fim-de-semana já tenho programa de Domingo. Estarei no São Carlos a ver a Flauta Mágica e depois também noutro tipo de música no fim da tarde :-).
Já sabem, saiam do sofá, não se deixem engulir pelas pantufas e vão ouvir e ver música que ao vivo é outra coisa.
Bom mas adiante as recomendações clássicas para o fim de semana, começando como vem sendo costume pelo sul, em Lagoa no Auditório Municipal poderão ouvir a Orquestra do Algarve com Eudoro Grade (Guitarra) e Sergej Bolkhovets (Violino) dirigida por Laurent Wagner. Sábado dia 1 de Março às 21:30. Entrada: EUR 7,00. Reservas: 282380434. Serão interpretadas duas obras de que gosto muito. O Concerto de Aranjuez e as Quatro Estações por isso se estiverem pelos Algarves ou se forem de lá ou mesmo se quiserem um pretexto para se deslocarem até Lagoa, já ouvi motivos bem piores :-) ... Esta é a unica recomendação "adulta" da semana ...
Em Lisboa não poderia deixar de recomendar no dia 2, Domingo às 16h a Flauta Mágica Sub-16 numa versão para crianças adaptada por Eike Ecker. De acordo com o programa do São Carlos as récitas terão lugar nos seguintes dias:
Espectáculos para escolas
3. Março, 20. Maio 2008 às 15:00h
Matinées Família
29. Fevereiro às 19:30h; 2. Março, 24. Maio 2008 às 16:00h
Os preços até são bastante aceitáveis, variam entre os €5 para jovens até aos 18 anos e os €25 mas como a página de preços do Teatro São Carlos é um pouco confusa o melhor é consultarem as reservas de que aqui ficam os contactos:
As reservas podem ser efectuadas por e-mail, telefone e/ou fax da bilheteira, as quais serão garantidas por 48 horas após a reserva. Só serão aceites reservas até 48 horas antes do dia do espectáculo.
Tel. 213 253 045/6 Fax 213 253 047 / 083
reserva.bilhetes@saocarlos.pt
Também no Domingo, 2 de Fevereiro às 18h00 no Auditório Municipal Ruy de Carvalho (Rua 25 de Abril. Lt.5 - CARNAXIDE(junto ao Centro Cívico Carnaxide)
em poderão ver de novo o "CARNAVAL CONCERTO" concebido para os Filhos, os Pais e os Músicos onde serão interpretadas obras de O. Riding, G. Rossini, J. Haydn, L. Anderson e outros. Pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov. Não tenho indicação de preços se alguém souber diga-me por favor que eu faço a adenda respectiva.
Finalmente no Porto a Orquestra Nacional do Porto dirigida por Neil Thomson na Casa da Música do Porto no Domingo às 11h propoe-nos uma ideia que considero absolutamente fantástica! Rever o filme Feitiçeiro de Oz com a voz inesquecível (para mim claro) de Judy Garland e com a Orquestra Nacional do Porto a acompanhar o filme ao vivo! Acho que é uma ideia fabulosa a não perder mesmo. Eu se estivesse no Porto garanto-vos que estaria lá caído. Domingo, 11h Entrada: EUR 15,00. Reservas: 220120220
Eu sei que me vão dizer que não é assim tão longe, que daria para ir até ao Porto(e já o fiz várias vezes, por motivos bem menos relevantes como por exemplo para ir ao Aleixo ou para comer uma francesinha :-)). Porém este fim-de-semana já tenho programa de Domingo. Estarei no São Carlos a ver a Flauta Mágica e depois também noutro tipo de música no fim da tarde :-).
Já sabem, saiam do sofá, não se deixem engulir pelas pantufas e vão ouvir e ver música que ao vivo é outra coisa.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Beethoven - Sinfonia nº 3 - Segunda Parte
A primeira parte do texto sobre esta Sinfonia: Sinfonia Heróica (Primeira Parte)
O Segundo Andamento (Marcia funebre: Adagio assai) como o nome indica é uma marcha fúnebre. Trata-se de uma composição que é das mais pungentes de toda a história da música. Alterna entre a mais profunda expressão da dor com momentos de luz e esperança. Grove diz no seu livro "Beethoven and his Nine Symphonies" que em certos momentos a música parece-nos dizer "se formos fortes iremos conseguir vencer a dor para depois cair numa tristeza ainda mais profunda". É sem duvida uma obra prima de uma perfeição absoluta e de expressão de sentimentos fortíssimos. É impossível ouvir esta música sem ficar emocionalmente abalado. Oiçam aqui e aqui uma interpretação deste andamento dividido em duas partes, dirigido em duas partes. A direcção da orquestra sinfónica de Nova Iorque é de Bruno Walter. Notem que o video faz publicidade a uma rádio online que sinceramente não posso recomendar ou deixar de recomendar porque ainda não experimentei. Como implica a instalação de uma toolbar utilizem muita cautela se o resolverem fazer.
O Terceiro Andamento (Scherzo: Allegro vivace), tal como aliás e sobretudo o quarto, são por vezes considerados menores, ao ponto de um dos maiores críticos ingleses do século XIX ter afirmado uma vez "a interpretação da terceira sinfonia terminou e muito correctamente no fim da marcha fúnebre tendo as restantes partes sido omitidas". Pessoalmente discordo por várias razões. Primeiro porque retomando o que dizia o segundo andamento tem de ser equilibrado pela solução da angústia e da dor e desse ponto de vista não há nada melhor do que o terceiro andamento. Depois porque musicalmente este terceiro andamento não deixa de ser brilhante. Continuamos com Bruno Walter para este andamento aqui.
Se o terceiro andamento já divide opiniões o Quarto Andamento (Finale: Allegro molto) ainda recolhe mais dúvidas. Construído inteiramente a partir de um tema e variações em fuga bastantes simples não deixa de ser uma composição extraordinaria. Berlioz na sua análise das sinfonias de Beethoven, onde não deixa nunca palavras pelo meio diz a respeito deste andamento que aqui Beethoven conseguiu construir a diferença de cores que existe entre o azul e o violeta. Diz ainda Berlioz que essa diferença era antes de Beethoven completamente desconhecida. Ainda Bruno Walter para este andamento aqui.
Como nota final e em resumo retomando de novo Berlioz ele refere que Beethoven terá provavelmente escrito sinfonias e obras que emocionam mais o público do que esta sinfonia, no entanto diz ele "la Symphonie héroïque est tellement forte de pensée et d’exécution, le style en est si nerveux, si constamment élevé, et la forme si poétique, que son rang est égal à celui des plus hautes conceptions de son auteur". Nesse texto, que um dia destes hei-de reproduzir aqui devidamente traduzido e anotado na sua integra (fica a promessa), Berlioz parte nesse instante e a propósito desta sinfonia, para uma discussão filosófica sobre a percepção do que é belo e das diferenças que essa percepção tem entre as pessoas, mesmo quando partilham um código cultural comum. É um texto muito interessante que sem dúvida irei partilhar convosco um dia destes, até porque parece-me ser um texto bastante contemporâneo face a alguns acontecimentos recentes neste país à beira-mar plantado.
O Segundo Andamento (Marcia funebre: Adagio assai) como o nome indica é uma marcha fúnebre. Trata-se de uma composição que é das mais pungentes de toda a história da música. Alterna entre a mais profunda expressão da dor com momentos de luz e esperança. Grove diz no seu livro "Beethoven and his Nine Symphonies" que em certos momentos a música parece-nos dizer "se formos fortes iremos conseguir vencer a dor para depois cair numa tristeza ainda mais profunda". É sem duvida uma obra prima de uma perfeição absoluta e de expressão de sentimentos fortíssimos. É impossível ouvir esta música sem ficar emocionalmente abalado. Oiçam aqui e aqui uma interpretação deste andamento dividido em duas partes, dirigido em duas partes. A direcção da orquestra sinfónica de Nova Iorque é de Bruno Walter. Notem que o video faz publicidade a uma rádio online que sinceramente não posso recomendar ou deixar de recomendar porque ainda não experimentei. Como implica a instalação de uma toolbar utilizem muita cautela se o resolverem fazer.
O Terceiro Andamento (Scherzo: Allegro vivace), tal como aliás e sobretudo o quarto, são por vezes considerados menores, ao ponto de um dos maiores críticos ingleses do século XIX ter afirmado uma vez "a interpretação da terceira sinfonia terminou e muito correctamente no fim da marcha fúnebre tendo as restantes partes sido omitidas". Pessoalmente discordo por várias razões. Primeiro porque retomando o que dizia o segundo andamento tem de ser equilibrado pela solução da angústia e da dor e desse ponto de vista não há nada melhor do que o terceiro andamento. Depois porque musicalmente este terceiro andamento não deixa de ser brilhante. Continuamos com Bruno Walter para este andamento aqui.
Se o terceiro andamento já divide opiniões o Quarto Andamento (Finale: Allegro molto) ainda recolhe mais dúvidas. Construído inteiramente a partir de um tema e variações em fuga bastantes simples não deixa de ser uma composição extraordinaria. Berlioz na sua análise das sinfonias de Beethoven, onde não deixa nunca palavras pelo meio diz a respeito deste andamento que aqui Beethoven conseguiu construir a diferença de cores que existe entre o azul e o violeta. Diz ainda Berlioz que essa diferença era antes de Beethoven completamente desconhecida. Ainda Bruno Walter para este andamento aqui.
Como nota final e em resumo retomando de novo Berlioz ele refere que Beethoven terá provavelmente escrito sinfonias e obras que emocionam mais o público do que esta sinfonia, no entanto diz ele "la Symphonie héroïque est tellement forte de pensée et d’exécution, le style en est si nerveux, si constamment élevé, et la forme si poétique, que son rang est égal à celui des plus hautes conceptions de son auteur". Nesse texto, que um dia destes hei-de reproduzir aqui devidamente traduzido e anotado na sua integra (fica a promessa), Berlioz parte nesse instante e a propósito desta sinfonia, para uma discussão filosófica sobre a percepção do que é belo e das diferenças que essa percepção tem entre as pessoas, mesmo quando partilham um código cultural comum. É um texto muito interessante que sem dúvida irei partilhar convosco um dia destes, até porque parece-me ser um texto bastante contemporâneo face a alguns acontecimentos recentes neste país à beira-mar plantado.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Beethoven - Sinfonia nº3
Chegamos à terceira sinfonia que é um marco de importância fundamental na história da música. Mesmo que não compartilhemos a opinião que esta obra marca o fim do período clássico e a entrada no romantismo, não deixa nunca de ser uma obra de profunda ruptura.
A Sinfonia nº 3 em Mi Bemol Maior, Op. 55, também chamada de Eroica foi composta no fim de 1803 início de 1804. Inicialmente foi dedicada a Napoleão Bonaparte que Beethoven admirava por representar os ideais da revolução francesa. Porém conta a anedota que quando Beethoven soube que Napoleão se tinha proclamado Imperador num acesso de fúria riscou o seu nome do manuscrito.
Foi assim que a sinfonia ganhou o seu nome actual "Sinfonia eroica, composta per festeggiare il sovvenire d'un grand'uomo".
A sinfonia foi executada pela primeira vez em privado para o seu grande amigo o príncipe Joseph Franz Maximilian Lobkowitz em 1804 tendo a primeira interpretação publica tido lugar no ano seguinte.
O Primeiro Andamento (Allegro con brio)começa com uns acordes que serão retomados de forma bem mais enfática na quinta sinfonia mas sobretudo temos de nos recordar do magnifico primeiro tema que começa por ser exposto primeiro em parte pelos violoncelos e que certamente teremos trauteado um dia sem saber. Diz Berlioz na sua análise das nove sinfonias que temos vindo a citar que "Quand, à ce rhythme heurté viennent se joindre encore certaines rudes dissonances, comme celle que nous trouvons vers le milieu de la seconde reprise, où les premiers violons frappent le fa naturel aigu contre le mi naturel, quinte de l’accord de la mineur, on ne peut réprimer un mouvement d’effroi à ce tableau de fureur indomptable." Não nos apercebemos hoje do profundo choque que este quadro músical representou.
Oiçam aqui a interpretação que já vos mostramos de Herbert von Karajan . Na verdade este link já não está activo por razões de reclamação de direitos da Filarmónica de Berlim (algo que acho um perfeito disparate tendo em consideração que se trata de um documento histórico e que na qualidade apresentada não substitui a aquisição antes a potencia mas enfim ... ) . Assim sendo e enquanto não for também retirada proponho-vos uma interpretação não inferior de Bernstein e a Filarmónica de Viena (neste caso a obra está completa ... ).
Amanhã analisaremos os restantes andamentos que sinceramente a madrugada já vai longa e o sono já não me deixa escrever com um mínimo de discernimento.
A Sinfonia nº 3 em Mi Bemol Maior, Op. 55, também chamada de Eroica foi composta no fim de 1803 início de 1804. Inicialmente foi dedicada a Napoleão Bonaparte que Beethoven admirava por representar os ideais da revolução francesa. Porém conta a anedota que quando Beethoven soube que Napoleão se tinha proclamado Imperador num acesso de fúria riscou o seu nome do manuscrito.
Foi assim que a sinfonia ganhou o seu nome actual "Sinfonia eroica, composta per festeggiare il sovvenire d'un grand'uomo".
A sinfonia foi executada pela primeira vez em privado para o seu grande amigo o príncipe Joseph Franz Maximilian Lobkowitz em 1804 tendo a primeira interpretação publica tido lugar no ano seguinte.
O Primeiro Andamento (Allegro con brio)começa com uns acordes que serão retomados de forma bem mais enfática na quinta sinfonia mas sobretudo temos de nos recordar do magnifico primeiro tema que começa por ser exposto primeiro em parte pelos violoncelos e que certamente teremos trauteado um dia sem saber. Diz Berlioz na sua análise das nove sinfonias que temos vindo a citar que "Quand, à ce rhythme heurté viennent se joindre encore certaines rudes dissonances, comme celle que nous trouvons vers le milieu de la seconde reprise, où les premiers violons frappent le fa naturel aigu contre le mi naturel, quinte de l’accord de la mineur, on ne peut réprimer un mouvement d’effroi à ce tableau de fureur indomptable." Não nos apercebemos hoje do profundo choque que este quadro músical representou.
Oiçam aqui a interpretação que já vos mostramos de Herbert von Karajan . Na verdade este link já não está activo por razões de reclamação de direitos da Filarmónica de Berlim (algo que acho um perfeito disparate tendo em consideração que se trata de um documento histórico e que na qualidade apresentada não substitui a aquisição antes a potencia mas enfim ... ) . Assim sendo e enquanto não for também retirada proponho-vos uma interpretação não inferior de Bernstein e a Filarmónica de Viena (neste caso a obra está completa ... ).
Amanhã analisaremos os restantes andamentos que sinceramente a madrugada já vai longa e o sono já não me deixa escrever com um mínimo de discernimento.
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