Anton Rejcha (ou Antoine Reicha como é também conhecido) foi um compositor naturalizado francês de origem checa.
Anton Rejcha nasceu a 26 de Fevereiro de 1770 em Praga tendo perdido o pai muito jovem. A sua mãe aparentemente não se interessava muito pela educação da criança tendo Rejcha sido educado por um tio que era um virtuoso Violoncelista e que cuidou desde dessa altura da sua educação musical.
Em 1785 a família mudou-se para Bona onde Reicha se tornou membro da Hofkapelle. Curiosamente o jovem Beethoven era membro dessa mesma orquestra e os dois tornaram-se grandes amigos, amizade essa que se iria prolongar durante toda a vida.
Foi desde essa altura (1785) que Reicha começou a estudar composição aparentemente contra a opinião do seu tio. De 1789 a 1794 estuda em Bona na universidade onde também tocava como forma de assegurar a sua sobrevivência.
Quando as forças de Napoleão atacaram Bona Reicha fugiu para Hamburgo onde jurou não mais tocar um instrumento ganhando a sua vida dando aulas de composição. Em 1799 mudou-se para Paris onde esperava ganhar a sua vida com as suas óperas.
Desta forma em 1801 mudou-se para Viena onde viria a estudar com o nosso já conhecido s Antonio Salieri e Johann Georg Albrechtsberger. Ambos eram como já sabemos excelentes professores e teóricos o que terá sido sem dúvida determinante no gosto que Reicha desenvolveu pela teoria. Em Viena Reicha teve claro oportunidade de voltar a encontrar Beethoven e de completar uma grande parte das suas obras.
Infelizmente este período fecundo foi mais uma vez interrompido por Napoleão em Novembro de 1805. Fugiu para Leipzig mas sem depois conseguir voltar a Viena. Desta forma decide voltar a Paris onde é desta vez muito bem sucedido enquanto professor sendo nomeado professor de contraponto e fuga no Conservatório de Paris em 1818. Foi também nesta altura que escreveu várias obras teóricas relevantes. O "Cours de Composition Musicale" publicado em 1818 tornou-se o texto recomendado no conservatório. Foi também em Paris que compôs os quintetos para sopros e outras peças para instrumentos de sopro que são hoje as suas peças mais conhecidas. Ouçam aqui um quarteto para instrumentos de sopro.
Na ultima década da sua vida Reicha estava completamente integrado na vida Parisiense tendo obtido a cidadania francesa em 1829 passando a fazer parte a partir de 1835 da Academia Francesa. Publicou dois outros tratados que geraram bastante controvérsia. Franz Liszt, Hector Berlioz, Charles Gounod e mesmo Cesar Franck foram seus alunos o que diz bem da reputação de Rejcha como professor.
Rejcha faleceu em Paris a 28 de Maio de 1836.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 8 de abril de 2008
As pesquisas mais enigmáticas
A exemplo do que alguns colegas da blogosfera fazem tenho por hábito ver as strings de query que trazem as pessoas ao meu site. Fico contente por verificar que na esmagadora maioria dos casos percebo a razão pela qual o Google achou que o meu blog era relevante.
Algumas vezes (poucas) fico perplexo com o algoritmo. Hoje não fiquei surpreendido com o Google. O que eu não percebo neste caso é o que é que este leitor estava à procura ...
"quem não gosta de farinha ...musica"
Alguém faz a mais pequena ideia ? Será uma expressão idiomática que não conheço? Se o autor da pesquisa estiver a ler isto e nos quiser ajudar claro que é bem vindo ... Não tenho nada contra a pesquisa em questão, claro. Apenas despertou a minha curiosidade, que tem sono leve admito.
Algumas vezes (poucas) fico perplexo com o algoritmo. Hoje não fiquei surpreendido com o Google. O que eu não percebo neste caso é o que é que este leitor estava à procura ...
"quem não gosta de farinha ...musica"
Alguém faz a mais pequena ideia ? Será uma expressão idiomática que não conheço? Se o autor da pesquisa estiver a ler isto e nos quiser ajudar claro que é bem vindo ... Não tenho nada contra a pesquisa em questão, claro. Apenas despertou a minha curiosidade, que tem sono leve admito.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Uma recomendação virtual - Joost
Hoje como não temos muito tempo para o nosso post diário confesso que vou recorrer a subterfúgio que tinha em reserva para uma destas ocasiões.
Trata-se de um programa chamado Joost (dos criadores do Skype - não sei se conhecem ) e que poderá vir a ser a nova forma de vermos televisão no computador.
Bem mas claro que se recomendo é porque para o tema que nos interessa - a música clássica temos nada menos nada mais do que 3 canais só com este tipo de música ... E sem ser como no Mezzo ou na People and Arts em que temos de esperar.
Aqui podem passar para a frente até encontrarem um programa que lhes agrade. Já sabem apontem o vosso browser para www.joost.com façam download do referido programa e boas horas de escuta musical. Precisam de uma ligação de banda larga. Em Portugal qualquer ligação via cabo ou qualquer adsl serve.
Por exemplo agora estou a ouvir a sinfonia nº2 de Balakiriev mas poderia rapidamente passar para o concerto nº2 para piano e orquestra de Beethoven, ou para o nº5 do mesmo compositor. Aliás é isso mesmo que vou fazer e surpresa tenho direito a Van Cliburn, nada mau mesmo ...
Trata-se de um programa chamado Joost (dos criadores do Skype - não sei se conhecem ) e que poderá vir a ser a nova forma de vermos televisão no computador.
Bem mas claro que se recomendo é porque para o tema que nos interessa - a música clássica temos nada menos nada mais do que 3 canais só com este tipo de música ... E sem ser como no Mezzo ou na People and Arts em que temos de esperar.
Aqui podem passar para a frente até encontrarem um programa que lhes agrade. Já sabem apontem o vosso browser para www.joost.com façam download do referido programa e boas horas de escuta musical. Precisam de uma ligação de banda larga. Em Portugal qualquer ligação via cabo ou qualquer adsl serve.
Por exemplo agora estou a ouvir a sinfonia nº2 de Balakiriev mas poderia rapidamente passar para o concerto nº2 para piano e orquestra de Beethoven, ou para o nº5 do mesmo compositor. Aliás é isso mesmo que vou fazer e surpresa tenho direito a Van Cliburn, nada mau mesmo ...
domingo, 6 de abril de 2008
Luigi Cherubini (1760 - 1842)
Luigi Cherubini nasceu em Florença em 1760, não se conhece exactamente a data (8 e 14 de Setembro são algumas das possibilidades). Embora tenha nascido em Itália passou a maioria da sua vida em França. Embora tenha composto em praticamente todos os géneros destacou-se sobretudo na Ópera e na música Sacra.
Começou a aprender música com apenas 6 anos pela mão do seu pai. Considerado uma criança prodígio Cherubini cedo estudou composição (aos nove) e aos treze anos já tinha composto várias obras de música sacra.
Em 1785 viajou para Londres na procura de uma maior liberdade criativa e nesse mesmo ano fez uma viagem a França na companhia do seu amigo Gianbattista Viotti que o apresentou à rainha Maria Antonieta e à sociedade parisiense. Cherubini gostou tanto do que viu que praticamente não voltou a sair de Paris.
Foi já em Paris que compôs a sua ópera mais conhecida Médée(1797) que ainda hoje é interpretada pelas grandes figuras e nos grandes palcos mundiais. A título de exemplo fiquem com a grande Maria Callas aqui.
Curiosamente Luigi Cherubini entrou em conflito com um outro músico de quem já temos aqui falado, Hector Berlioz, possivelmente um desacordo entre gerações diferentes no Conservatório de que Cherubini era director.
Continuando neste registo de curiosidades Cherubini tinha no entanto alguns defensores e amigos entre os quais Beethoven (que o considerava o melhor da sua geração), Rossini e o Pintor Ingres. Aliás Cherubini e Ingres partilhavam gostos já que Cherubini apreciava muito a pintura e Ingres o Violino. Aliás é dessa amizade e do facto de Ingres ter aprendido a tocar violino como Hobby que nasceu a expressão "Violino d´Ingres" para referir um hobby ou passatempo de um artista no qual este ou esta não é muito bom apesar de estar firmemente convencido do contrário.
Cherubini faleceu em Paris no dia 15 de Março de 1842.
Começou a aprender música com apenas 6 anos pela mão do seu pai. Considerado uma criança prodígio Cherubini cedo estudou composição (aos nove) e aos treze anos já tinha composto várias obras de música sacra.
Em 1785 viajou para Londres na procura de uma maior liberdade criativa e nesse mesmo ano fez uma viagem a França na companhia do seu amigo Gianbattista Viotti que o apresentou à rainha Maria Antonieta e à sociedade parisiense. Cherubini gostou tanto do que viu que praticamente não voltou a sair de Paris.
Foi já em Paris que compôs a sua ópera mais conhecida Médée(1797) que ainda hoje é interpretada pelas grandes figuras e nos grandes palcos mundiais. A título de exemplo fiquem com a grande Maria Callas aqui.
Curiosamente Luigi Cherubini entrou em conflito com um outro músico de quem já temos aqui falado, Hector Berlioz, possivelmente um desacordo entre gerações diferentes no Conservatório de que Cherubini era director.
Continuando neste registo de curiosidades Cherubini tinha no entanto alguns defensores e amigos entre os quais Beethoven (que o considerava o melhor da sua geração), Rossini e o Pintor Ingres. Aliás Cherubini e Ingres partilhavam gostos já que Cherubini apreciava muito a pintura e Ingres o Violino. Aliás é dessa amizade e do facto de Ingres ter aprendido a tocar violino como Hobby que nasceu a expressão "Violino d´Ingres" para referir um hobby ou passatempo de um artista no qual este ou esta não é muito bom apesar de estar firmemente convencido do contrário.
Cherubini faleceu em Paris no dia 15 de Março de 1842.
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