Este ultimo fim de semana fui ouvir a Orquestra da Escola superior de Música no belissimo auditório Vianna da Motta nas instalações da referida Faculdade. Além da abertura das Bodas de Figaro, de uma das cem sinfonias de Haydn e de um concerto para Oboe de Vivaldi tive oportunidade de voltar a ouvir o concerto para Cravo e Orquestra de Cordas de Carlos Seixas. Carlos Seixas foi o primeiro compositor português de que falamos neste blog, mais precisamente com esta biografia.
Este concerto em Lá Maior é uma das obras do período barroco que mais me encantam e não me cansarei de vos referir a genialidade do compositor e a inovação que introduziu. esta peça em particular poderá ter sido uma das primeiras obras para este tipo de composição de Orquestra. Os temas são simplesmente deliciosos e quando acaba só temos pena que já tenha terminado. Os cerca de 7/8 minutos sabem a muito pouco.
Desta vez (já da ultima vez num concerto à conversa também assim tinha sido) ouvi o concerto interpretado por uma jovem cravista (Catarina Melo) que nos encantou. Claramente não gravei o evento mas caso alguém tenha um registo autorizado e esteja a ler este post (combinação de eventos quase tão improvável como ganhar a lotaria mas enfim) e o queira e possa partilhar (cada vez mais difícil) já sabe, basta fazer um comentário neste post !
Na falta do registo anterior podem ouvir aqui a Orquestra Barroca Norueguesa dirigida por Ketil Haugsand que também é o solista no cravo. O concerto segue a disposição normal com um primeiro andamento rápido (allegro) seguido de um lento (adagio) para terminar com um novo andamento rápido, neste caso uma Giga. São cerca de 6:30 de música que como dizia gostaríamos que durassem mais ...
A propósito ou a despropósito é deste compositor que actualmente estou a aprender uma outra peça que finalmente consegui encontrar no You Tube ! Fica aqui também essa Toccata interpretada pelo Rui Paiva (de que obviamente nunca chegarei aos calcanhares sequer, aliás depois de ouvir isto a minha luta será para conseguir algo de vagamente parecido :-)) ...
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
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terça-feira, 20 de março de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Carlos Seixas
Hoje ao ler num post no blog PortaLivros um poema do Miguel Torga cheguei à conclusão que era altura de falarmos de um compositor português. Tínhamos evocado Adriano Correia de Oliveira (aliás assumidamente completamente fora do tópico) mas de resto pouco mais.
Escolhemos falar do compositor português mais conhecido deste período que aliás tem uma composição que todos nós já devemos ter ouvido um bom milhar de vezes, possivelmente ignorando que se trata de música portuguesa aqui na interpretação da orquestra barroca norueguesa (interpretação que se recomenda).
Carlos Seixas nasceu em Coimbra a 11 de Junho de 1704. Filho do organista da Catedral cedo viajou para Lisboa onde conheceu (aqui mais uma coincidência com o nick do autor do já referido blog Portalivros ... Scarlatti) Domenico Scarlatti. Reza a história que Scarlatti terá dito ao Rei que não era Seixas que precisava de lições dele, mas sim o inverso.
Infelizmente a maioria da obra de Carlos Seixas perdeu-se no terramoto de 1755. Carlos Seixas já havia falecido uns anos antes a 25 de Agosto de 1742.
Apesar da sua curta existência Carlos Seixas deixou um legado - sobretudo de obras para teclas - que o coloca sem duvida como o maior compositor deste período em Portugal e um dos mais representativos da época.
Na pesquisa que efectuamos encontramos no You Tube alguns outros vídeos a que vale a pena dar uma vista de olhos. Veja por exemplo uma fuga interpretada no Órgão da Sé Patriarcal de Lisboa.
Ou ainda a Orquestra de São João da Madeira a interpretar a obra que há pouco ouvimos uma parte pela Orquestra Barroca Norueguesa. Não vale fazerem comparações - estes músicos são todos muito jovens - menos de 15 anos e não deixam de ter um excelente conjunto.
Acreditem que só para chegar a este nível estão investidas muitas horas de trabalho. Numa sociedade que nos quer fazer acreditar que tudo se consegue fazer sem esforço, estilo farinha amparo, é uma delicia ver jovens investir tanto na música. Aqui fica a Orquestra de São João da Madeira de jovens músicos portugueses a tocar uma obra portuguesa do período barroco com os meus sinceros parabéns.
Escolhemos falar do compositor português mais conhecido deste período que aliás tem uma composição que todos nós já devemos ter ouvido um bom milhar de vezes, possivelmente ignorando que se trata de música portuguesa aqui na interpretação da orquestra barroca norueguesa (interpretação que se recomenda).
Carlos Seixas nasceu em Coimbra a 11 de Junho de 1704. Filho do organista da Catedral cedo viajou para Lisboa onde conheceu (aqui mais uma coincidência com o nick do autor do já referido blog Portalivros ... Scarlatti) Domenico Scarlatti. Reza a história que Scarlatti terá dito ao Rei que não era Seixas que precisava de lições dele, mas sim o inverso.
Infelizmente a maioria da obra de Carlos Seixas perdeu-se no terramoto de 1755. Carlos Seixas já havia falecido uns anos antes a 25 de Agosto de 1742.
Apesar da sua curta existência Carlos Seixas deixou um legado - sobretudo de obras para teclas - que o coloca sem duvida como o maior compositor deste período em Portugal e um dos mais representativos da época.
Na pesquisa que efectuamos encontramos no You Tube alguns outros vídeos a que vale a pena dar uma vista de olhos. Veja por exemplo uma fuga interpretada no Órgão da Sé Patriarcal de Lisboa.
Ou ainda a Orquestra de São João da Madeira a interpretar a obra que há pouco ouvimos uma parte pela Orquestra Barroca Norueguesa. Não vale fazerem comparações - estes músicos são todos muito jovens - menos de 15 anos e não deixam de ter um excelente conjunto.
Acreditem que só para chegar a este nível estão investidas muitas horas de trabalho. Numa sociedade que nos quer fazer acreditar que tudo se consegue fazer sem esforço, estilo farinha amparo, é uma delicia ver jovens investir tanto na música. Aqui fica a Orquestra de São João da Madeira de jovens músicos portugueses a tocar uma obra portuguesa do período barroco com os meus sinceros parabéns.
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