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domingo, 27 de dezembro de 2015

Wagner - Der Ring des Nibelungen

E lá está, um dia teria de escrever sobre este ciclo de obras ... Não o faço propriamente a contragosto porque se está nesta lista é porque é uma daquelas obras incontornáveis. Porém para vos ser sincero não corresponde exactamente ao tipo de música de que gosto, mas obviamente este monumento tinha de estar nesta lista.

O ciclo completo é composto por quatro obras distintas que têm sido interpretadas em separado embora a intenção de Wagner fosse que fossem interpretadas como um ciclo (note-se que cada uma das obras dura entre 2:30 (Das Rheingold - A primeira das quatro) e algo entre 4:00 e 5:00 para a ultima (Gotterdammerung) para um total de mais de 15h de música ... Música com uma orquestração intrincada, verdadeiramente uma obra de arte totalmente e absolutamente romântica na sua maravilhosa complexidade tanto musical como do próprio enredo onde é fácil perder-se tantas são as personagens, traições, juramentos e palavras dadas.

Wagner compôs este ciclo entre 1848 e 1874 tendo a primeira apresentação enquanto ciclo ocorrido apenas em 1876 no festival de Bayreuth entre os dias 13 e 17 de Agosto.

O Libretto do próprio Wagner é baseado num poema épico do século XII de origem germânica ou nórdica antes do período de cristianização. Para quem conhece o Lord of the Rings (Senhor dos Anéis ) em particular a sua fundamentação pode-se dizer com alguma liberdade poética que a origem é aproximadamente a mesma - as lendas nórdicas.

Sem querer revelar demasiado do enredo - aliás se o fizesse receio que este post bateria facilmente o record de número de palavras e vos fatigaria além do imaginável - decidi fazer apenas um breve resumo do que está em causa em cada uma das obras sem grande detalhe quanto ao enredo. Um sumário da moral se quisermos ... Um aviso quanto à dita moral - é uma interpretação pessoal e portanto sujeita a ser discutida e contestada.

Das Rheingold (O Anel de Ouro)

Esta obra foi concebida originalmente para três actos tendo sido reduzida para um único e é na verdade uma espécie de introdução ao resto da história sendo por isso de todas as peças aquela que mais dificilmente pode ser interpretada isoladamente - embora isso tenha acontecido e seja possível. Conta esta obra o roubo do ouro que possibilita a manufactura de um anel com propriedades mágicas que permitem o controlo do mundo e como este anel amaldiçoada trará a desgraça a quem o possuir - incluindo os Deuses.



Die Walküre (As Valquírias) 

Os Deuses nesta obra decidem o destino dos mortais ... A importância da palavra e do dever parecem sobrepor-se ao amor.



Siegfried

Uma história de amor dir-se-ia quando Siegfried depois de matar o dragão que o guardava entrega a Brunnhilde o anel que permite ser dono do mundo como prova da sua fidelidade e amor.




Götterdämmerung (O Ocaso dos Deuses)

Num ambiente de "Armageddon"  esta obra descreve a consequência das escolhas feitas nas obras anteriores ... uma obra sobre amor e traição e o fim dos Deuses ...


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Verdi - La traviata

Esta ópera de Verdi em três actos dispensa qualquer apresentação. É pura e simplesmente a ópera mais vezes interpretada em todo o mundo e certamente uma das que mais paixão desperta.

O libretto (de Francesco Maria Piave) é baseado numa história de Alexander Dumas (Filho) - A Dama das Camélias e conta a história de uma prostituta (ou cortesã se quisermos utilizar uma espécie de eufemismo) e de um jovem aristocrata que acabam por se apaixonar mas que o pai separa para evitar o escândalo e prejudicar o casamento da irmã do jovem fidalgo. Violetta decide deixar o jovem quando instada pelo pai deste a ter em atenção o futuro. Violetta na verdade está doente com tuberculose e acaba por falecer não sem antes de ter esclarecido tudo com Alfredo.

Entre as muitas árias famosas que esta ópera contém teremos de destacar no primeiro acto Libiamo ne' lieti calici (um dueto fantástico) e claro o fim do mesmo com o famoso Sempre Libera .

No segundo acto destaca-se claramente a ária De' miei bollenti spiriti em que o jovem Alfredo fala alegremente da sua vida feliz com Violetta.

No terceiro acto claro o pungente "Addio, del passato bei sogni ridenti" (Adeus belos sonhos do passado).

Com excepção do extracto do segundo acto (Pavarotti)  escolhi sempre Callas propositadamente porque gostava de terminar este post falando-vos ainda que resumidamente de uma das récitas mais míticas de sempre e que teve lugar no nosso país, no Teatro São Carlos.

Na verdade hoje isto seria impensável mas a verdade é que no palco do São Carlos esteve nesse longínquo dia de 27 de Março de 1958 aquela que na altura era a maior estrela da ópera. E por um daqueles milagres inexplicáveis aquela récita produziu uma das interpretações que ficará na história da música. Porque não estive lá recomendo fortemente a leitura deste post do Blog Citizen Grave.

Além disso graças ao You Tube tenho a sorte de vos poder propor ouvirem a rendição completa dessa fabulosa interpretação. Claro que como de costume se gostarem sugiro fortemente que comprem uma versão física ou digital como vos aprouver (3 libras para uma versão digital no link da Amazon Inglaterra que incluo para vossa conveniência).






terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os palhaços (il Pagliacci)

A única obra de Ruggero Leoncavallo (1857-1919) ainda interpretada nos nossos dias. Hoje aqui invocada por aquilo que se passou algures num campo de futebol na Alemanha onde um pseudo-arbitro ajudado por um jovem que estava junto à linha e que simpaticamente vou chamar de palhaço resolveu ajudar os amigos Russos da Gazprom que por acaso do destino patrocinam a equipa alemã.

Lembrei-me do epíteto palhaço por ser aquele que me autorizo neste blog ... e bom para que fique tudo dentro da música e da santa paz deixo-vos com a minha ária preferida da referida ópera - também para que nos reconciliemos com os palhaços que não têm culpa nenhuma. E sim melhor teria feito a equipa de arbitragem de vestir o traje adequado ...

Delibes - Lakmé

Delibes (1836-1891) é um compositor francês que se destingiu essencialmente em obras para bailado ou ópera. Além da obra de que hoje falaremos Delibes é essencialmente conhecido pelo seu bailado Copélia.

Lakmé foi composta entre 1881 e 1882 e estreada no ano seguinte a 14 de Abril pela Ópera Comique na sala Favart em Paris. O libretto de Edmond Godinet e Philippe Gille é baseado em duas obras "Les babouches du Brahamane" de Théodore Pavie e do conto "Le Mariage de Loti" de Pierre Loti. Como era moda na altura a obra centra-se no Oriente trazendo um tema que não é propriamente original: Uma jovem nativa apaixona-se por um oficial que acaba por a abandonar - com o fim trágico que se pode facilmente adivinhar. Mas a banalidade do tema acaba precisamente neste curto resumo porque o resto, tanto o libreto como a música são tudo menos isso.

A ópera foi desde a sua estreia um sucesso imenso para Delibes tendo atingido mais de 1000 interpretações antes do inicio da Segunda Guerra Mundial.

Poderão estar a pensar: Não conheço. Enganam-se. Esta ópera em três actos contem pelo menos duas passagens que é impossível não terem ouvido já uma boa centena de vezes, no mínimo. Vamos começar por vos falar do "dueto da flores" que irão certamente reconhecer e que neste caso vos proponho numa versão não encenada de Anna Netrebko e Elina Garanca.

Para quem não domina o francês o suficiente para conseguir perceber o poema aqui fica uma tradução livre (e felizmente isenta da necessidade de métrica) de uma parte do mesmo.

Sobre a espessa cobertura 
onde o branco jasmim 
se entrelaça à rosa
na margem em flor
rindo pela manhã
Vem! desceremos juntos.
docemente 
[...]




A outra ária mais conhecida, a "Canção dos Sinos" é uma referência no que diz respeito ao canto lírico. Desta vez iremos escolher uma gravação histórica da grande Callas.

Onde vai a rapariga índia
filha dos Párias
quando a lua brinca
entre as grandes mimosas
Ela corre no musgo
e não se lembra
que em todo o lado se rejeitam
as filhas dos Párias
[...]



Mas verdadeiramente o que espanta nesta ópera para aqueles de vós que após terem ouvido estes dois excertos tenham essa curiosidade, o que verdadeiramente espanta dizia é a enorme quantidade de melodias que nos parecem absolutamente deliciosas. Obviamente uma obra que se recomenda na sua totalidade.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Delibes - Lakmé

Lakmé é uma das várias óperas que Delibes escreveu e que permanece no reportório de ópera em grande parte por causa de duas árias famosas: O "sous le dôme épais" (dueto das flores) e o "L´air des clochettes". Sem prejuízo da popularidade dessas árias a verdade é que esta obra composta entre 1881 e 1882 merece estar nesta lista.

Uma obra profundamente marcada pelo "folclore" oriental que estava na moda e influenciava uma grande parte da produção artística francesa da época. Uma história de um amor impossível entre um oficial britânico e uma jovem Hindu que acaba de forma trágica. A obra foi estreada a 14 de Abril de 1883 com enorme sucesso.

Das duas árias de que falamos a primeira é a cena em que o jovem britânico conhece Lakmé o dueto sendo entre Lakmé e a sua aia que colhem flores. Fiquem com uma interpretação notável de Netbreko e Garanca não encenada.



A segunda ária (eventualmente até mais conhecida antes dos anúncios da British Airways e outros filmes que utilizaram este primeiro tema) acontece logo no segundo acto em que esta canção é utilizada para obrigar o jovem oficial britânico a revelar-se o que leva a ser apunhalado pela aia.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica (Segunda Parte)

A primeira parte deste post pode ser lida em Mozart - Flauta Mágica.

No segundo acto os membros da ordem de Osiris dizem a Sarastro que Tamino está pronto para prestar prova de que é digno de Pamina. Sarastro revela que raptou Pamina para que esta possa casa com Tamino.

Na segunda cena Tamino e Papageno apresentam-se para prestar provas e os membros da ordem perguntam-lhe "O que procuram", Tamino responde Luz, Conhecimento e Amor. Resistem depois a primeira tentação

Na terceira cena Pamina estando a dormir Monostatos tenta força-la. A rainha da noite aparece e revela as suas verdadeiras intenções dando um punhal a Pamina para que esta mate Sarastro. Monostatos tenta então chantegear Pamina ameaçando contar a Sarastro as intenções da Raínha da Noite.

Na quarta cena continuam as provas de Tamino e Papageno que sabem que devem manter o silêncio. Papageno não resiste e fala com Papagena, Tamino porém apesar da presença de Pamina mantém-se sem falar o que a leva ao desespero.

Os sacerdotes da Ordem de Osiris revelam o seu contentamento por Tamino ter passado as provas com distinção. Pamina no entanto contempla o suicídio por pensar que Tamino já não a ama. Três crianças-dissuadem-na e levam-na até Pamino com quem é autorizada a passar a ultima prova: Não temer a morte. Protegidos pela música da Flauta Mágica passam com distinção.

Monostatos, a Rainha da Noite e as suas três aias tentam incendiar o palácio de Sarastro mas são derrotadas e lançadas para as escuridão eterna.

Podem ver aqui o Segundo Acto .

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica

Este post deveria ter sido o do primeiro dia de 2013 e tinha decidido falar-vos da Flauta Mágica precisamente por causa do poder da referida Flauta de transformar a tristeza em alegria e que segundo o libretto seria capaz de trazer Paz ao Mundo.

A Flauta Mágica é uma opereta em dois actos composta por Mozart em 1791 e estreada a 30 de Setembro de 1791 em Viena sendo actualmente uma das peças deste género mais vezes interpretadas no mundo inteiro, sucesso que aliás se declarou desde a sua estreia.

O libretto escrito por Emanuel Schikaneder (1751–1812) é inspirado no poema Oberon de Christoph Martin Wieland (1733-1813) e conta-nos uma história de forte influência maçónica e que pode ser descrita como a procura do conhecimento e da luz.

Note-se que durante muito tempo se considerou que Mozart apenas teria aceite esta encomenda por não ter conseguido "nada de melhor". Isto porém é ignorar o profundo amor que Mozart tinha pelo teatro em particular pelo teatro popular de origem alemã, dificilmente aliás se teria encontrado um melhor casamento desse ponto de vista.

A obra foi composta por Mozart à medida das capacidade vocais dos executantes da estreia (os elementos da companhia de  Emanuel Schikaneder) que Mozart conhecia bem o que explica que existam papeis de dificuldade consideravelmente diferente.

Na primeira cena Tamino, um principe está em perigo perseguido por uma serpente e pede ajuda aos Deuses para o salvarem o que acontece às mãos de três ajudantes da Raínha da Noite. No entanto Tamino desmaia e quando acorda pensa que foi Papageno que entretanto aparece que o salvou. A falsa impressão é rapidamente desfeita pelas três serviçais da Raínha da Noite que reaparecem mostrando a Tamino uma fotografia de Pamina a desaparecida filha da Raínha da Noite e por quem Tamino imediatamente se apaixona. Tamino promete que irá libertar Pamina das garras de Sarastro o feiticeiro de quem Pamina está prisioneira. Tamino recebe a Flauta Mágica que tem o poder de transformar tristeza em alegria.

Na segunda cena já no Palácio de Sarastro Papageno que se juntou à missão do príncipe anuncia a boa noticia a Pamina. Entretanto Pamina e Tamino vêm-se pela primeira vez e beijando-se causando a indignação da corte de Sarastro que diz a Tamino que terá de provar que é digno de Pamina.




Amanhã falar-vos-ei do segundo acto.

sábado, 7 de julho de 2012

Gluck - Páris e Helena

Hoje às 21:30 em Alcobaça no Cine Teatro João d´Oliva Monteiro inserido no festival Cister Música irei assistir à estreia em Portugal da ópera de Gluck , Páris e Helena. Já tinha assistido à versão não encenada no Grande Auditório da Escola Superior de Música mas agora vou ter a hipótese de assistir à estreia em Portugal da versão encenada. Do programa deixo-vos aqui a ficha técnica retirada da página de programação do mês de Julho do Festival.
Fica também a recomendação para lhe darem a devida atenção.

Estúdio de Ópera da Escola Superior de Música de Lisboa 
Nicholas McNair, direção artística 


Clara Andermatt
encenação 


Carmen Matos, Carla Simões, Sara Carolina Marques, Sónia Alcobaça
solistas 


Coro do Estúdio de Ópera da Escola Superior de Música de Lisboa 
Clara Alcobia Coelho, direção 


Orquestra de Música Antiga da Escola Superior de Música de Lisboa 
Pedro Castro, direção musical 


Rui Horta, cenografia e desenho de luz 


Aleksandar Protic, figurinos 


Coprodução: Escola Superior de Música de Lisboa, ACCCA - Companhia Clara Andermatt, O Espaço do Tempo e São Luiz Teatro Municipal


Já sabem - de tiverem oportunidade - deixem as pantufas em casa e vão à opera que ao vivo é MESMO outra coisa !

Quanto à opera propriamente dita ela segue as mais conhecidas Orfeo e Euridice e mesmo Alceste tendo sido estreada em Viena a 3 de Novembro de 1770 sendo o libretto de Ranieri de' Calzabigi que já tinha colaborado nas anteriores óperas do compositor.

Embora sendo a menos conhecida e a menos interpretada das três obras não deixa de ser uma obra belíssima seguindo a procura de simplicidade e pureza típica de Gluck e tantas vezes (mal) confundida com falta de expressividade.

A ópera que conta a história da chegada de Páris e da sedução de Helena até à sua partida para Tróia contem não obstante algumas árias que certamente terão já ouvido porque são regularmente interpretadas em recitais (de forma isolada). Dessas escolhemos duas para vos ilustrar a obra.

Em primeiro lugar "O del mio dolce ardor" a declaração de amor de Páris no primeiro acto.




A segunda ária que escolho é uma gravação de Claudia Muzzio de 1923 (só por si é um documento histórico) Spiagge Amate.




Estas duas árias dão uma ideia da dificuldade em encontrar  cantores para este papel dado este ter sido concebido sobretudo para um Soprano Castrato.

Repetindo a primeira ária não queria deixar-vos sem a comparação da grande Teresa Berganza na primeira destas duas árias, simplesmente sublime (não que os dois outros exemplos não sejam excelentes note-se).

sábado, 26 de junho de 2010

Barbeiro de Sevilha (Rossini) - Terceira Parte

Podem ler a primeira parte da história do Barbeiro de Sevilha aqui ou a segunda parte da história aqui.

O Conde consegue entrar em casa de Bartolo disfarçado de Soldado bêbado e entrega um bilhete a Rosina conseguindo dizer-lhe que é ele "Lindoro". No entanto Bartolo que continuava desconfiado vê a entrega e exige saber que papel é aquele.

Rosina consegue engana-lo entregando-lhe a lista da lavandaria mas não impede que o Conde e Bartolo comecem a discutir. O barulho acaba por atrair a policia que num primeiro momento pretende prender o conde. Porém basta este dizer o seu nome (em segredo) para que o policia o deixe e o trate respeitosamente para espanto de todos os presentes (entretanto Basilio, Figaro e Berta também aparecem atraídos pelo barulho).

E assim termina o primeiro acto, para ilustrar esta ultima parte oiçam aqui Maria Callas

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Barbeiro de Sevilha (Rossini) - Segunda Parte

Podem ler a primeira parte da história do Barbeiro de Sevilha aqui.

Estamos agora na casa do Dr. Bartolo Rosina canta "una voce poco fa" - interpretação de Teresa Berganza - depois de ter conseguido (apesar da vigilância de Bartolo e Basilio) enviar um bilhete ao Conde deitando-o da varanda perguntando-lhe o nome. Rosina escreve uma carta de amor ao conde.

Figaro que entretanto deixou o conde entra em casa e diz a Rosina que o Conde está profundamente apaixonado por ela. Rosina entrega a carta a Figaro para que este a entregue ao Conde (Dunque io son, tu non m’ingani?). Interpretação de Maria Callas.

Entretanto Bartolo confessa a Basílio que continua desconfiado (as justificações de Rosina necessárias para iludir a vigilância não o convenceram). Basílio aconselha Bartolo a iniciar um boato para caluniar o conde (La Calumnia).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Barbeiro de Sevilha (Rossini) - Primeira Parte

Começando a cumprir a nossa promessa honrando a vossa escolha vamos então começar a descrever a ópera o Barbeiro de Sevilha de Rossini.

Na madrugada de Sevilha o Conde Almaviva canta uma serenada para Rosina disfarçado de pobre estudante. O conde deseja que Rosina, a "enfermeira" de Bartolo o dono da casa e que também deseja casar com Rosina. O Conde canta "Largo al factotum" mas Rosina não aparece senão por uns breves momentos.

Como Figaro foi no passado criado do Conde Almaviva este pede-lhe ajuda para conseguir encontrar-se com Rosina oferecendo-lhe uma recompensa pelo sucesso (All'idea di quel metallo). Figaro promete ao Conde que vai conseguir.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Barbeiro de Sevilha ( Rossini)

Este é o post inaugural na sequência que ficou combinada com o resultado da vossa votação. Como é usual começamos por dar apenas alguns dados referentes à obra, antes de começar a dar-vos o detalhe da mesma.

Esta ópera foi composta em 1815 tendo sido estreada a 20 de Fevereiro de 1816 no Teatro Argentina em Roma. Reza a história que a ópera não foi muito bem recebida na estreia dado que na audiência estaria uma claque de Paisiello que tinha uns anos antes composto uma ópera com o mesmo enredo.

Isto apesar de Rossini fazer tudo para elogiar o trabalho de Paisiello e ter mesmo proposto um nome alternativo para a sua obra: Almaviva pretendia chamar-lhe. Além de defender que se tratava de uma forma totalmente diferente de exploração da obra de base de Beaumarchais. O libreto é de Cesar Sterbini e não Guiseppe Petrosellini como é muitas vezes indicado (este foi o autor do libretto da obra concebida por Paisiello).

É considerada por muitos o melhor exemplo de ópera cómica sendo actualmente uma das obras mais executadas no mundo fazendo parte do reportório standard de ópera.

Para ilustrar este post com um post só podíamos escolher a ária mais conhecida deste ópera e provavelmente uma das mais conhecidas do reportório operático.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rigoletto - Oitavo Episódio

Para lerem o episódio anterior comecem no Sétimo Episódio. Para lerem a sequência deste o inicio comecem no Primeiro Episódio.

Agora é que a tragédia vai assumir contornos verdadeiramente dramáticos. Rigoletto contrata Sparafucile para assassinar o Duque. No entanto Madalena, a filha de Sparafucile apaixonada implora pela vida do Duque. O pai aceita trocar o Duque por qualquer outra pessoa que apareça até à meia noite, hora em que chegará o pagamento de Rigoletto. 

Guilda que houve a confissão de amor de Madalena apesar de se saber traída resolve dar a sua vida pela do Duque e entra na casa sendo imediatamente apunhalada pelo assassino. 

Quando chega a casa do assassino Rigoletto recebe um saco com um corpo após ter efectuado o pagamento. Fica radiante de alegria, momento que dura até ouvir o Duque ao longe cantando de novo "La donna é mobile". Nessa altura o sangue gela as suas veias e o horror transfigura a sua cara ao abrir o saco e ver a sua filha seguindo-se o ultimo dueto V´ho Ingannato (Pai Enganei-o).

Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... ). A interpretação que escolhemos é de Paolo Gavanelli e Christine Schafer numa gravação de uma récita no Convent Garden em 2002.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Rigoletto - Sexto Episódio

Para lerem o episódio anterior comecem no Quinto Episódio. Para lerem a sequência deste o inicio comecem no Primeiro Episódio.

Nesta altura os cortesãos espancam Rigoletto quando este tenta chegar ao quarto onde Gilda se encontra. Gilda pede aos cortesãos para deixar o seu pai em paz, estes abandonam o quarto julgando que Rigoletto perdeu a razão. Gilda conta então ao seu pai o que ocorreu Tutte le feste al tempio. O Pai pede então vingança enquanto Guilda implora ao seu pai que não o faça.


Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... ). O extracto que vos mostramos é uma gravação de 1971 com o coro Ambrosian Opera e o coro da London Symphony dirigido por Richard Bonynge.  Nesta cena actuam  Joan Sutherland como Gilda e Sherrill Milnes como Rigoletto.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rigoletto - Quinto Episódio

Para lerem o episódio anterior comecem no Quarto Episódio. Para lerem a sequência deste o inicio comecem no Primeiro Episódio.

Entretanto Rigoletto entra procurando Guilda mas tentando disfarçar dado que teme mais que tudo que a sua filha acabe por conhecer o Duque. No entanto o esquema não funciona e Rigoletto vê-se forçado a explicar a verdadeira razão da sua visita (Cortigiani, vil razza dannata).

Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... ) . A ária deste post é interpretada por Tito Gobbi (1913-1984) barítono numa gravação de 1943. 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rigoletto - Quarto Episódio

Para lerem o episódio anterior comecem no Terceiro Episódio. Para lerem a sequência deste o inicio comecem no Primeiro Episódio.

No palácio do Duque encontramos este preocupado com o desaparecimento de Guilda (Ella mi fu Rapita). Nessa altura entram os nobres que a haviam raptado. O duque pela descrição rapidamente se apercebe que se trata de Guilda e corre para o quarto onde esta está captiva (Possente amor mi chiama).

 Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... )

domingo, 28 de março de 2010

Rigoletto - Terceiro Episódio

Lembramos que se quiser começar a história no inicio pode ler (e ouvir) o segundo episódio e o primeiro episódio

A história assume contornos inesperados quando assim que Rigoletto se vai embora podemos ouvir Guilda confessar o seu amor por uma personagem que conheceu na Igreja (esta era a única saída permitida pelo pai). Essa personagem é obviamente o Duque que entretanto ouve essa confissão percebendo então que Guilda é a filha de Rigoletto. Os dois encontram-se e admitem o seu amor mas o Duque não revela a sua identidade dizendo-lhe que se chama Gualtier Maldé. Entretanto ouvindo barulho e tendo receio de ser apanhada pelo Pai Guilda envia o Duque embora, segue-se então uma belíssima ária na qual Guilda fala no doce nome do seu amor "Gualtier Maldé - Caro Nome"

O barulho era provocado por um grupo de nobres que chega a casa de Rigoletto com a missão de raptar aquela que eles pensam ser sua amante (trata-se na verdade de Guilda como já perceberam). Enganando o pai levam-no a colaborar no rapto da sua própria filha. E assim termina o primeiro acto com o pai em desespero quando percebe o que acabou de fazer.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Rigoletto - Segundo Episódio

Segundo Episódio

No  Primeiro Episódio em casa do Duque Rigoletto goza com os maridos enganados pelo Duque enquanto este proclama que todas as mulheres lhe caem aos pés.

Rigoletto sai do palácio do Duque e na rua encontra o assassino Sparafucile. Os dois chegam à conclusão que são semelhantes já que se um assassina com o punhal o outro assassina com a língua (Pari Siamo - somos idênticos). Rigoletto dispensa os serviços de Sparafucile e entra em casa onde encontra a sua filha Guilda que permanece escondida em casa sem qualquer contacto com o mundo. Os dois cumprimentam-se efusivamente: "Figlia , Mio Padre", seguindo-se um belíssimo dueto.

sábado, 20 de março de 2010

Rigoletto - Primeiro episódio

Estamos neste momento na sala do palácio do Duque de Mantua que se vangloria de conseguir conquistar todas as mulheres que pretende e de todas lhe serem iguais (Questa O Quella). Entretanto Rigoletto o bobo da corte do Duque goza com os maridos das mulheres que o Duque conquista. Em particular a brincadeira com o Conde Monterrone sai-lhe mal porque este acaba por lhe lançar uma maldição.

terça-feira, 16 de março de 2010

Rigoletto (1851) de Verdi (1813 - 1901)

Francesco Maria PiaveImage via Wikipedia
Nas descrições que faremos das várias óperas vamos tentar seguir um formato sempre semelhante. O primeiro post fará sempre o enquadramento da Ópera destacando uma ou outra ária especialmente conhecida falando também do libreto e da história da ópera enquanto composição. Para os restantes posts tentaremos um formato um pouco mais lúdico e  procuraremos contar a história quase que num formato de video-novela ... Não sei se irá resultar é uma tentativa ...

Esta ópera como o título indica foi composta e estreada em 1851 no dia 11 de Março em Veneza. É uma ópera em três actos com libretto de Francesco Maria Piave (imagem em cima) baseado na peça de Vitor Hugo "Le Roi s´amuse".

A história que hoje parece ser inofensiva foi na altura alvo da censura austriaca que considerava que um Rei não podia ser ofendido por uma peça que o ilustrava como um mulherengo ... mas a história fica para daqui a pouco ... Hoje graças ao Archive.com é possivel obter um exemplar completo do libretto por exemplo aqui.

De todas as árias não é dificil escolher aquela que provavelmente será a mais conhecida ... Podem ouvir "La Donna è Mobile"  pelo grande Tenor espanho Alfredo Kraus numa gravação de 1958.
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