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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Melhor Sinfonia de Mozart

Terminou recentemente a pequena sondagem que tinha feito a respeito da vossa opinião sobre qual a Melhor Sinfonia de Mozart. Como poderão recordar no post tinha-vos proposto quatro alternativas e uma opção livre que tiveram os seguintes resultados:

Nº 38 (Praga) .........................  8 
Nº 40 (Grande Sinfonia em Sol Menor)... 18 
Nº 41 (Júpiter)........................ 20
Sinfonia Concertante................... 17 
Outra.................................. 15 

O que tenho para vos dizer em relação ao resultado desta votação é que tendo a concordar com a vossa escolha da nº 41 - Júpiter embora a nº 40 também me agrade bastante. A sinfonia Concertante está próxima, tão próxima quanto os vossos votos.

Por fim em relação aos que votaram "outra". Com a excepção do Mário que nos disse explicitamente que as suas preferidas seriam a nº 36 e a nº 39 mais ninguém revelou qual seria a sua preferência o que é lamentável porque assim privam-nos de ter a vontade de experimentar outras obras. Fica assim o desafio a quem votou "Outras" que nos diga quais seriam então as suas escolhas ...

Quero por fim agradecer a vossa participação. 63 votantes, bom registo sem dúvida.

A Sinfonia Júpiter fica portanto com o titulo da nossa Sinfonia de Mozart preferida e com ela vos deixo.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica (Segunda Parte)

A primeira parte deste post pode ser lida em Mozart - Flauta Mágica.

No segundo acto os membros da ordem de Osiris dizem a Sarastro que Tamino está pronto para prestar prova de que é digno de Pamina. Sarastro revela que raptou Pamina para que esta possa casa com Tamino.

Na segunda cena Tamino e Papageno apresentam-se para prestar provas e os membros da ordem perguntam-lhe "O que procuram", Tamino responde Luz, Conhecimento e Amor. Resistem depois a primeira tentação

Na terceira cena Pamina estando a dormir Monostatos tenta força-la. A rainha da noite aparece e revela as suas verdadeiras intenções dando um punhal a Pamina para que esta mate Sarastro. Monostatos tenta então chantegear Pamina ameaçando contar a Sarastro as intenções da Raínha da Noite.

Na quarta cena continuam as provas de Tamino e Papageno que sabem que devem manter o silêncio. Papageno não resiste e fala com Papagena, Tamino porém apesar da presença de Pamina mantém-se sem falar o que a leva ao desespero.

Os sacerdotes da Ordem de Osiris revelam o seu contentamento por Tamino ter passado as provas com distinção. Pamina no entanto contempla o suicídio por pensar que Tamino já não a ama. Três crianças-dissuadem-na e levam-na até Pamino com quem é autorizada a passar a ultima prova: Não temer a morte. Protegidos pela música da Flauta Mágica passam com distinção.

Monostatos, a Rainha da Noite e as suas três aias tentam incendiar o palácio de Sarastro mas são derrotadas e lançadas para as escuridão eterna.

Podem ver aqui o Segundo Acto .

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica

Este post deveria ter sido o do primeiro dia de 2013 e tinha decidido falar-vos da Flauta Mágica precisamente por causa do poder da referida Flauta de transformar a tristeza em alegria e que segundo o libretto seria capaz de trazer Paz ao Mundo.

A Flauta Mágica é uma opereta em dois actos composta por Mozart em 1791 e estreada a 30 de Setembro de 1791 em Viena sendo actualmente uma das peças deste género mais vezes interpretadas no mundo inteiro, sucesso que aliás se declarou desde a sua estreia.

O libretto escrito por Emanuel Schikaneder (1751–1812) é inspirado no poema Oberon de Christoph Martin Wieland (1733-1813) e conta-nos uma história de forte influência maçónica e que pode ser descrita como a procura do conhecimento e da luz.

Note-se que durante muito tempo se considerou que Mozart apenas teria aceite esta encomenda por não ter conseguido "nada de melhor". Isto porém é ignorar o profundo amor que Mozart tinha pelo teatro em particular pelo teatro popular de origem alemã, dificilmente aliás se teria encontrado um melhor casamento desse ponto de vista.

A obra foi composta por Mozart à medida das capacidade vocais dos executantes da estreia (os elementos da companhia de  Emanuel Schikaneder) que Mozart conhecia bem o que explica que existam papeis de dificuldade consideravelmente diferente.

Na primeira cena Tamino, um principe está em perigo perseguido por uma serpente e pede ajuda aos Deuses para o salvarem o que acontece às mãos de três ajudantes da Raínha da Noite. No entanto Tamino desmaia e quando acorda pensa que foi Papageno que entretanto aparece que o salvou. A falsa impressão é rapidamente desfeita pelas três serviçais da Raínha da Noite que reaparecem mostrando a Tamino uma fotografia de Pamina a desaparecida filha da Raínha da Noite e por quem Tamino imediatamente se apaixona. Tamino promete que irá libertar Pamina das garras de Sarastro o feiticeiro de quem Pamina está prisioneira. Tamino recebe a Flauta Mágica que tem o poder de transformar tristeza em alegria.

Na segunda cena já no Palácio de Sarastro Papageno que se juntou à missão do príncipe anuncia a boa noticia a Pamina. Entretanto Pamina e Tamino vêm-se pela primeira vez e beijando-se causando a indignação da corte de Sarastro que diz a Tamino que terá de provar que é digno de Pamina.




Amanhã falar-vos-ei do segundo acto.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mozart Concerto para piano nº 24

Peço desculpa mas mais uma vez não cheguei a tempo do ouvir o concerto em directo. Bem na verdade por causa do aniversário do meu filho cheguei quase a tempo (ainda ouvi o terceiro andamento). Para quem não pode acompanhar a transmissão em directo aqui fica uma segunda oportunidade. Não percam sexta-feira às 22h o concerto de Haydn, sempre aqui !

Este concerto para piano foi composto entre 1785 e 1786 sendo dos concertos mais inovadores do compositor pela sua característica essencialmente concertante. Devo dizer-vos que dos concertos de Mozart este é o meu preferido.

O concerto que tem uma duração aproximada de 30 minutos está como é usual dividido em três andamentos na estrutura convencional andamento rápido - andamento lento - andamento rápido. Do primeiro andamento (Allegro em Dó menor) destacaria para além alguns solos de sopros (vejam por exemplo por volta do minuto 6:00) nesta interpretação de Previn. A segunda parte deste andamento pode ser ouvida aqui.

No que diz respeito ao segundo andamento (Larghetto in Mi bemol maior) que podem ouvir aqui numa interpretação de Daniel Gortler e da Orquestra de Camara de Israel pode ser caracterizado por uma utilização muito marcante de sopros, oiçam por exemplo o dialogo com piano 6:30.

Finalmente o terceiro andamento (Allegretto -Variações - em Dó menor) que podem ouvir aqui na interpretação também de Daniel Gortler talvez o mais virtuoso dos três andamentos não deixa por isso de ser rico em diálogos entre o piano e a orquestra (gosto especialmente das passagens por volta de 3:00) com espelhos sucessivos entre o piano as cordas e o piano.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mozart Concerto Nº 20 (K. 466) em Ré Menor

Este concerto para piano e orquestra escrito foi como muitas obras de Mozart num ápice, o que se sabe através da correspondência existente entre o pai de Mozart e uma das irmãs do compositor.

A obra foi estreada a 11 de Fevereiro de 1785 em Viena sendo o próprio Mozart o Solista. Este concerto, o primeiro dos dois que escreveu numa tonalidade menor, foi escrito já depois de ter deixado o serviço do arcebispo de Salzburgo e insere-se no plano de Mozart para se conseguir sustentar.

O concerto é composto de três andamentos que vamos poder ouvir numa interpretação de três pianistas. 1º Andamento (Allegro) interpretado por Gulda. O 2º andamento (Romanze) podemos ouvi-lo aqui desta vez por Marta Argerich. Finalmente o 3º Andamento (Allegro assai) encontrei uma versão interpretada por Chick Corea grande pianista de Jazz que aqui tenta um género diferente ... é interessante ...

sábado, 24 de maio de 2008

Chopin - Uma obra para violoncelo

Chopin foi sobretudo um mestre do piano como decerto já se aperceberam (se ainda não o sabiam). Escreveu algumas peças para outros instrumentos entre as quais escolhemos uma para violoncelo porque sinceramente já temos um pouco de saudade de falar aqui de instrumentos de cordas.

Esta sonata Op. 65 em Sol menor para violoncelo e piano foi precisamente a ultima obra publicada em vida razão pela qual esta peça é sem duvida adequada para terminarmos este primeiro ciclo sobre Chopin.

Esta peça foi recentemente interpretada no Porto na Casa Música (vejam o comentário de um dos nossos blogs de referência o Desnorte aqui) por Maria João Pires. Conforme poderão ler é geralmente aceite que a escrita de Chopin para outros instrumentos estava longe da genialidade que demonstrava no piano.

Curiosamente em relação ao artigo do Desnorte a nossa referência (Grove Music) atribui a dedicatória ao violoncelista Auguste Franchomme com o qual aliás terá feito um dos últimos concertos em Paris tocando precisamente os últimos três andamentos desta obra. Daria na verdade um ultimo concerto para os Amigos da Polónia quando voltou de Londres já muito debilitado pela tuberculose que acabaria por lhe retirar a vida.

Como é normal na forma de Sonata esta divide-se em quatro andamentos:

I. Allegro Moderato : Oiçam aqui Yo-Yo Ma no Violoncelo e Emanuel Ax no piano.
II. Scherzo
III. Largo : Oiçam aqui Richter e Gutman (também o quarto andamento).
IV. Finale

domingo, 27 de janeiro de 2008

Mozart - Exsultate, jubilate, K. 165 e Ave verum corpus, K. 618

Continuando hoje as obras de Mozart - Animem-se os fãs de Beethoven estamos perto de começar a falar da obra deste compositor - hoje vamos falar de duas composições de música sacra absolutamente fantásticas e de natureza muito diferente. Na verdade hoje ainda farei um segundo post para vos falar um pouco do concerto a que fui assistir em Queluz mas aí admito será na qualidade de pai babado ...

Exsultate, jubilate, K. 165

Este motet é dividido em três partes Allegro, Andante, Allegro tendo sido escrito para o castrati Venanzio Rauzzini. Hoje em dia é cantado normalmente por uma soprano. Neste caso tentando de certa forma esconjurar o meu desgosto por não a poder ir ver à Gulbenkian escolhi Cecilia Bartoli na interpretação que podem ouvir e ver aqui.

Ave verum corpus, K. 618

A outra das obras de Mozart de que vamos falar hoje tem um carácter muito mais introspectivo do que a anterior. Composto apenas seis meses antes da sua morte foi escrito para Anton Stoll um amigo comum de Mozart e Haydn responsável musical na paróquia de Baden perto de Viena. Para ilustrar esta composição escolhemos uma interpretação do Coro de Rapazes de Viena que poderão ver aqui.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mozart - Sinfonia "Jupiter" - K 551

Como prometido o post deste Sábado é sobre a ultima Sinfonia de Mozart a K. 551 também chamada Júpiter. Não se sabe ao certo se esta terá sido alguma vez interpretada durante a vida do Compositor. Foi composta em 1788 sendo a ultima de um sequência de três concebidas num curtíssimo espaço de tempo (mais concretamente no Verão desse ano).

Esta sinfonia em Dó Maior é composta por 4 andamentos como era tradicional no período clássico (incluindo um minueto como terceiro andamento).

Allegro vivace
Andante cantabile
Menuetto: Allegretto - Trio
Molto allegro

Para ilustrar esta sinfonia tinha a alternativa entre repetir Karl Bohm e mostrar-vos uma outra orquestra (a English Chamber Orchestra) conduzida por Jeffrey Tate. Pela qualidade da regência provavelmente escolheria o primeiro mas tendo em conta que o meu objectivo também é dar-vos a conhecer interpretes, compositores e maestros que eventualmente não conheçam vamos optar pelo último.

Chamamos em especial a vossa atenção para o ultimo andamento desta composição que segundo alguns musicólogos representam o culminar das capacidades de orquestração de Mozart.

Allegro Vivace - Primeiro Andamento (Primeira Parte)
Allegro Vivace - Primeiro Andamento (Segunda Parte)
Andante - Segundo Andamento
Menuetto: Allegretto - Trio - Terceiro Andamento
Molto allegro - Quarto Andamento

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

De volta a Mozart - Sinfonia Praga - K 504

Depois das recomendações de ontem hoje voltamos a Mozart. E voltamos para falar das suas sinfonias. Neste tipo de obras há duas composições que me agradam particularmente. A Sinfonia K. 504 também chamada "Praga" dado que embora tenha sido estreada em Viena foi na realidade composta pensando em Praga e no povo da Boémia (de certa forma este nome é uma homenagem à cidade onde Mozart foi melhor recebido) e a Sinfonia K. 551 "Júpiter" em particular o ultimo andamento. Iremos hoje falar da primeira guardando a segunda para amanhã.

A Sinfonia "Praga" em Ré Maior foi composta em 1786 sendo constituída por três andamentos.

1. Adagio—Allegro (Ré Maior)
2. Andante (Sol Maior)
3. Presto (Ré Maior)

O Primeiro andamento adopta a forma de sonata sendo precedido por um adágio que serve de introdução. No segundo andamento em Sol Maior Mozart também opta por uma forma de sonata. No andamento final (Presto) Mozart retorna ao Ré Maior.

Para ilustrar esta sinfonia escolhemos uma interpretação do grande Maestro Alemão Karl Bohm.

Início do primeiro andamento
Fim do primeiro andamento (Allegro)
Segundo andamento
Terceiro andamento

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mozart - Concerto para dois pianos - K. 365

Dos muitos concertos que Mozart escreveu para piano um deles é não para um mas para dois pianos. Desta vez o critério para falarmos deste concerto é essencialmente baseado no facto destes concertos serem relativamente raros.

Confesso que acabei por ficar completamente convencido que esta seria uma excelente escolha quando descobri que no You Tube havia uma interpretação destes concerto por dois pianistas fabulosos: Keith Jarret e Chick Corea.

O Concerto está organizado segundo a tradicional sequência de andamentos : Rápido-Lento-Rápido:

1. Allegro
2. Andante
3. Rondo: Allegro

O concerto nº 10 em Mi menor foi composto em 1779 mesmo antes de Mozart deixar Salzburgo para ir para Viena. Foi escrito para ser tocado por Mozart e a sua irmã mais velha "Nannerl". Se por natureza um concerto para dois pianos se diferencia de um concerto para um único instrumento pelo facto de existir um diálogo entre os dois solistas, neste caso particular este diálogo é sem duvida reforçado pelo facto de ter sido composto com esta intenção específica. Como que uma última e longa conversa antes da separação.

Fiquem agora com o primeiro andamento pelos dois magníficos pianistas que referi Notem que vêem de outras áreas como alguns de vocês talvez saibam mas não deixam os seus créditos por mão alheias. é uma interpretação diferente das habituais mas este concerto também é ele mesmo diferente !

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Mozart - Concertos para Piano - K. 491

Ontem ao referir a obra de Mozart no que diz respeito aos concertos para Piano não nos lembramos de referir porventura o mais importante: É que se no que diz respeito aos concertos para Violino Mozart "limitou-se" a tornar perfeito o modelo barroco no caso do piano Mozart inventou uma nova forma musical.

Tendo ontem gasto o meu "Ás" fico hoje com o problema da escolha de novo em aberto. Vou procurar refúgio não no gosto pessoal mas no saber dos especialistas que consideram a minha escolha de hoje, o Concerto para Piano nº 24 (K. 491) uma das obras primas de Mozart.

Deixo-vos assim hoje com um extracto de um notável pianista Wilhelm Kempff.

Actualização (15.04.2009): Tinha deixado, porque entretanto este vídeo foi retirado do You Tube por violação de utilização.

André Previn em vez de Kempff ... ficaram a perder um bocadito mas não muito.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mozart e os Concertos para Piano

Se no caso dos concertos para violino a obra de Mozart se concentra em cinco concertos escritos todos praticamente no mesmo ano no caso do Piano os seus concertos espalharam-se ao longo de toda a sua carreira de compositor.

São exactamente 27 concertos o que nos deixa obviamente embaraço da escolha de saber por onde começar. Não havendo melhor critério vou como sempre iniciar este percurso pelo meu concerto preferido.

O Concerto Nº 21 em dó maior é composto por três andamentos

1. Allegro maestoso
2. Andante in F major
3. Allegro vivace assai

Para ilustrar esta maravilha vou vos deixar com o segundo andamento interpretado por Daniel Barenboim e a Filarmónica de Berlim.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mozart - Música Sacra - O Requiem (K. 626)

Esta é uma das obras mais discutidas e analisadas de Mozart. Por várias razões todas elas válidas. Em primeiríssimo lugar pela sua indiscutível qualidade. Em segundo lugar por ter sido a ultima obra do compositor e finalmente pelo interminável debate sobre quem a terá terminado e em que medida essa finalização teria sido "ditada" ou instruída por Mozart.

Isto sem falar claro do facto desta obra ter sido encomendada em segredo (um segredo mal guardado mas não obstante um segredo) e de existirem muitos historiadores que consideram que Mozart estaria ciente da sua morte eminente. O Requiem seria assim para ele e não para a esposa do conde Walsegg-Stuppach que terá encomendado a obra. No entanto segundo a enciclopédia Grove Music esta interpretação é pouco plausível tendo em conta algumas cartas existentes datando do período de composição do Requiem que pelo seu tom não fundamentam esta teoria.

O que é bom de compreender é que o Requiem é infelizmente na sua essência uma obra inacabada. Dizemos infelizmente porque o que se conhece e é originalmente de Mozart fazia prever uma obra absolutamente notável. O Requiem está dividido em 14 ou 15 andamentos (a diferença situa-se no ultimo Comunhão que por vez é dividido em dois). A verde colocamos o que é certamente e totalmente de Mozart, em vários tons de laranja o que sendo de Mozart em parte está incompleto (faltam vozes ou faltam compassos) e a vermelho o que foi completado a seguir à morte de Mozart sem que exista certeza do que realmente Mozart tenha feito (esta história vamos contá-la num post à parte ... ).
  • Introitus (Requiem aeternam)
  • Kyrie (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
  • Sequence
    • Dies irae (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
    • Tuba mirum (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
    • Rex tremendae (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
    • Recordare (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
    • Confutatis (apenas as partes vocais e o baixo continuo)
    • Lacrimosa (apenas os oito primeiros compassos)
  • Offertory
    • Domine Jesu Christe (apenas as partes vocais e o baixo continuo e algumas partes instrumentais mais relevantes)
    • Hostias (apenas as partes vocais e o baixo continuo e algumas partes instrumentais mais relevantes)
  • Sanctus (Composto por Sussmayr sem aparentes indicações de Mozart)
  • Benedictus (Composto por Sussmayr sem aparentes indicações de Mozart)
  • Agnus Dei (Composto por Sussmayr mas aqui existem razões que levam a crer que existiam esboços de Mozart.
  • Communion (Lux aeterna) - Reutilização de materiais ajustados por Sussmayr. Pode ou não ter sido indicado por Mozart.
Agora que estamos conscientes do grau de finalização desta composição podemos ouvir em primeiro lugar o que sabemos ser de Mozart.

Para que possam escolher a vossa interpretação preferida escolhi quatro versões diferentes, todas elas conduzidas por maestros excepcionais (admito que há batota num deles porque as solistas são ... bem vão ver ... ). A minha preferida é a segunda pese a minha absoluta paixão por Bernstein neste caso tenho de dar o braço a torcer.

Primeira versão : Direcção de Claudio Abbado (1999) . Interpretação em memória de Karajan na Catedral de Salzburgo com a Filarmonica de Berlim e o Coro da Rádio da Suécia.



Segunda versão: Direcção de Georg Solti com a Filarmónica de Viena e coro de Viena. Catedral de S. Estevão a 5 de dezembro de 1991 por ocasião do 200º aniversário do falecimento do compositor. Os solistas eram Arleen Auger (Soprano), Cecilia Bartoli (Mezo), Vinson (Cole Tenor)
Rene Pape (Bass).



A terceira versão também com a Filarmonica de Viena mas agora dirigida por Karl Bohm e com outros solistas.



Finalmente a quarta versão , infelizmente para que a comparação fosse real teria de ser da mesma parte mas não encontrei ... por isso aqui fica um pouco do Dies Irae conduzido por Bernstein.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Mozart - A música Sacra (K 427)

Esta missa em Dó menor é considerada uma principais composições de Mozart e é sem duvida a sua missa mais vezes executada. Composta ente 1782 e 1783 esta missa contrariamente a praticamente todos os trabalhos de Mozart deste género não foi encomendada ou seja Mozart escreveu-a para seu próprio prazer.

A missa segue como é claro a estrutura normal sendo que no entanto algumas partes estão incompletas. Concretamente falta todo o Agnus Dei e o Credo está incompleto. Não obstante como disse é uma das obras mais executadas de Mozart.

Para ilustrar esta magnifica obra escolhemos uma interpretação do Laudamus Te com o coro e orquestra da Rádio Bávara dirigida por Leonard Bernstein. A solista é Frederica von Stade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mozart - A música Sacra

Também neste género Mozart concebeu algumas das obras de arte mais belas da história da música.

Começamos esta parte da viagem pela Missa em Dó Maior (K. 317) também chamada de Missa da Coroação por ter sido utilizada na coroação do imperador Leopold II da Aústria em Agosto de 1791.

Como muitas das missas de Mozart esta é uma "missa breve" (por oposição às missas solenes). A estrutura da missa é a seguinte:

1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Benedictus
6. Agnus Dei

Para ilustrar esta obra escolhemos uma interpretação do coro de rapazes de Viena e a orquestra sinfónica da rádio de Viena num concerto realizado em 2006 por ocasião da celebração do aniversário de Mozart.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mozart - Quarto Concerto para Violino K. 218

Como prometido hoje iremos abordar o quarto concerto para violino de Mozart terminando assim o ciclo dos cinco concertos para Violino solo compostos durante o ano de 1775.

Esta obra K.218 tem tal como as restantes quatro uma estrutura clássica em três andamentos (rápido-lento-rápido):

1. Allegro-Sonata Form
2. Andante cantabile
3. Rondeau (Andante grazioso - Allegro ma non troppo)

Vamos também aproveitar esta oportunidade para vos introduzir dois grandes violinistas ambos franceses (não a minha costela francesa não tem nada a ver com esta escolha - não sou dos que canto cocorico a todas as ocasiões), mas neste caso estas interpretações que seleccionei são mesmo as melhores disponíveis e ainda por cima são de instrumentistas já desaparecidos, um deles em circunstâncias trágicas como iremos mais tarde ver.

Em primeiro lugar gostava que ouvissem o primeiro andamento interpretado por Christian Ferras (1933-1972). A pedido do poster do video no You Tube não é possível embeber o vídeo no post por isso terão de clicar aqui para ver o dito.

Para o segundo e terceiro andamentos propomos a interpretação de Zino Francescatti (1902-1991).

Segundo Andamento


Terceiro Andamento


Pessoalmente tenho de vos confessar que esta é uma das peças de Mozart de que mais gosto ... Para amanhã ainda não sei se vamos continuar com a música instrumental ou se vamos voltar ao canto ... Será uma surpresa até para mim !

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mozart - Segundo Concerto para Violino K. 211

Depois dos ímpares passamos aos pares ... 3,5,1 e agora o 2. Não vale a pena começarem a procurar aqui qualquer código porque não há nenhum. Garanto-vos, tal como posso já adiantar que amanhã vamos ouvir o quarto concerto.

Para ilustrar este segundo concerto que claro também segue a forma clássica de três andamentos rápido-lento-rápido escolhemos um dos grandes violinistas da actualidade Maxim Vengerov. Vengerov é um daqueles para quem hesitamos se devemos ainda utilizar a palavra jovem (tem 32 anos). Podem saber mais sobre este violinista no seu site oficial.

Como dissemos o segundo concerto K. 211 em Ré Maior (a propósito como nos relembra a Wikipedia o nosso senhor K. faria hoje anos Ludwig Ritter von Köchel nasceu a 14 de Janeiro de 1800) tem três andamentos:
  1. Allegro moderato
  2. Andante
  3. Rondeau, Allegro
Os restantes dois andamentos deste concerto também podem ser encontrados no You Tube por este mesmo interprete aqui (segundo) e aqui (terceiro).

Espectáculo gravado nas BBC Proms 2006 no Royal Albert Hall em Londres.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Mozart - Primeiro Concerto para Violino - K. 207

Depois de ontem termos ouvido o quinto concerto para violino de Mozart hoje só poderíamos falar do primeiro. De vez em quando sabem bem uns pulos!

Este concerto segue a forma tradicional um andamento rápido, seguido de um andamento lento para se terminar de novo com um andamento rápido.
  1. Allegro Moderato
  2. Adagio
  3. Presto
A interpretação que escolhemos hoje é de um violinista alemão Ulf Hoelscher com uma pequena orquestra que tem a particularidade de ser constituída unicamente por mulheres. Pode saber mais sobre este violinista consultando o seu site oficial aqui.



Os dois restantes andamentos deste magnifico concerto podem também ser encontrados no You Tube. O segundo andamento aqui e o terceiro aqui.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Os concertos para Violino de Mozart

O concerto de que vos mostramos ontem uma interpretação de Giles Apap é um dos cinco concertos para Violino que Mozart compôs. Existem dois outros concertos originalmente atribuídos a Mozart K. 268 e K. 271a que se pensa hoje não terem sido escritos por ele (pelo menos na totalidade).

Estes cinco concertos (o de ontem é o terceiro) foram todos escritos em 1775 e constituem o único período em que Mozart se interessou por este género. Uma explicação possível é que este tipo de composição era aquele em que Mozart sentia que menos poderia inovar tendo por isso preferido concentrar-se em outros tipos de composições. Na realidade o movimento clássico pouco tinha modificado o estilo concertante aperfeiçoado por Vivaldi.

Uma outra explicação possível, defendida pelos mais fieis Mozartianos passe a expressão é que o quinto concerto é de tal forma perfeito que Mozart considerou que não havia mais nada que pudesse melhorar ou inventar.

Já que estamos a falar desse quinto concerto é desse que hoje vos iremos mostrar um extracto tocado por uma outra jovem violinista holandesa Janine Jansen (podem consultar o seu site oficial aqui ).

Este concerto tem uma estrutura tradicional em três andamentos:
  1. Allegro Aperto - Adagio - Allegro Aperto
  2. Adagio
  3. Rondo - Tempo di Minuetto
O terceiro andamento contém passagens de "música turca" pelo que este concerto é por vezes chamado de "Turco".

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Mozart - As peças de música de câmara

Hoje vamos começar a falar das peças de música de câmara de Mozart. A primeira peça que vos quero mostrar é um Divertimento para ser mais preciso o K136 (primeiro andamento). Embora seja apresentado como um quarteto estas obras são quase como pequenas obras sinfónicas.

Deixo-vos com uma interpretação conduzida pelo Maestro Yehudi Menuhin (normalmente violinista mas neste caso na direcção da orquestra).

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