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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Agostino Steffani (1654-1728) - Compositor, Padre, Diplomata e Espião

Agostino Steffani é um daqueles personagens cuja história facilmente daria um livro ou um filme sem grande necessidade de adição de elementos dramáticos. Tendo nascido em Itália a 25 de Julho de 1654 foi admitido no coro da Igreja de São Marcos em Veneza. Foi nesse coro que a beleza da sua voz o levou a ser notado por um conde alemão que o levou para a sua corte para que completasse a sua educação musical o que acabou por acontecer nas mãos capazes de Johann Kaspar Kell (1627-1693).

Voltou a Itália para estudar em Roma com Ercole Bernabei onde no entanto apenas ficou um ano. Volta para a Alemanha onde é nomeado organista da corte. Uns largos anos mais tarde em 1681, relativamente tarde para um compositor nessa altura, publica a sua primeira ópera, Marco Aurélio a que se seguirão várias outras até à sua obra mais conhecida neste género, Niobe de 1688.

Aceita então o cargo de director artístico na corte de Hanover onde conhece várias personagens e figuras importantes da época entre as quais Leibniz. É também desse período o seu encontro com Handel então a começar o seu percurso pessoa em relação à qual demonstrou grande bondade tendo tido sem dúvida um papel importante em possibilitar que este músico chegasse a ser o vulto que acabou por se tornar na história da música.

Compõe em Hanover mais uma dezena de óperas algumas das quais lhe valem uma grande reputação e sucesso mas o Padre não se limita a esse papel já que enquanto membro do clero desempenha alguns papeis diplomáticos difíceis sendo recompensado pelo papa Inocencio XI com o titulo de Bispo nas Antilhas Espanhola sendo depois em 1698 nomeado embaixador da Santa Sé em Bruxelas.

Em 1724 a Academia de Música Antiga de Londres nomeia presidente vitalício facto que poderia permanecer mais ou menos desconhecido não fosse o facto de como forma de agradecimento o compositor ter enviado à Academia provavelmente a sua obra mais notável, um magnifico Stabat Mater, uma obra verdadeiramente notável para a época.

A sua vida enquanto compositor e diplomata é tanto mais interessante quanto conseguiu apesar de tudo manter uma boa reputação muito possivelmente por ser hábil em esconder os seus verdadeiros sentimentos e opiniões numa época em que tanto teve de trabalhar em cortes católicas como protestantes. A sua música nomeadamente a que compunha em homenagem a quem pretendia aceder fazia maravilhas. O seu raciocínio lógico e claro também deverá ter tido a sua quota parte numa vida que não terá sido de forma nenhuma aborrecida.

Agostino Steffani faleceu em Frankfourt (julga-se) a 12 de Fevereiro de 1728 (pensa-se) ...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Haydn - Concertos para Violoncelo (Segunda Parte)

O Segundo Concerto para Violoncelo, em Ré Maior Hob. VIIb/2 (Op. 101) foi composto em 1783 para Antonín Kraft ele também violoncelista da corte do príncipe Eskenhazy. Esta obra composta uns anos depois do Primeiro Concerto para Violoncelo já assume uma forma muito mais próxima do concerto clássico com uma disposição rápido-lento-rápido.

Também relativamente a este concerto tal como o primeiro escrito durante os férteis anos em que Haydn esteve na corte do príncipe Eskenhazy subsistiram durante muitos anos dúvidas quanto à autoria desta obra no inicio atribuída ao próprio violoncelista. Grande parte das dúvidas deveram-se à extraordinária produtividade de Haydn mesmo tendo em consideração os seus padrões - não se esqueçam que Haydn, o pai das sinfonias escreveu por exemplo mais de 100 sinfonias, uma autêntica bofetada "avant la lettre" à maldição da nona mas isso é assunto para falarmos daqui por uns dias quando abordarmos as sinfonias de Haydn no ambito desta nossa revisão das 100 Obras que recomendo para se iniciarem à música clássica. No entanto estas dúvidas dissiparam-se quando foi encontrada uma assinatura de Haydn no manuscrito aliás apenas descoberto em 1951.

1º Andamento (Allegro moderato) : Uma clara forma de sonata com um fantástico primeiro tema, para mim uma das mais belas melodias escritas por Haydn. É aliás uma melodia que certamente vos soará familiar, tão próxima que nos parece. Para ilustrar este andamento escolhi uma gravação de 1935 de um violoncelista algo esquecido Emanuel Feuermann (1902-1942) muito possivelmente por ter falecido muito jovem com apenas 40 anos e em plena Segunda Guerra.




O 2º Andamento (Adagio) tal como acontece nos andamentos lentos do primeiro concerto é muito mais expressivo e mesmo lírico do que é tradicional nas obras do período clássico. Não chega a ser romântico, Haydn não se permite tal expansão emocional que continua contida numa forma perfeita mas ainda assim é dos andamentos em que mais facilmente podemos ouvir a sua  alma. Que me desculpem mas terei de voltar a Jacqueline du Pré numa gravação de 1967 com Barborolli e a Sinfónica de Londres.




Por fim o 3º Andamento - Rondo (Allegro)  em que vos propomos Mischa Maisky que nos parece adequado para o carácter alegre e conscientemente virtuoso exigido ao solista. A forma de Rondo com o alegre tema recorrente (mesmo quando volta numa tonalidade menor) contribui para uma impressão de ligeireza, luz e alegria com que termina o concerto. Atenção que em algumas cadências utilizadas neste andamento existem por vezes momentos algo sombrios que rapidamente são esquecidos por uma coda brilhante.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Haydn - Concertos para Violoncelo - Primeira Parte

Optamos neste caso por vos falar em simultâneo dos dois concertos (embora em dois posts consecutivos) porque embora sejam de natureza totalmente diversa partilham uma história comum no que diz respeito à sua descoberta tardia e às dúvidas subjacentes relativamente à sua autenticidade.

O concerto nº1 em Dó Maior (Hob VIIb/1) foi composto entre 1761 e 1765 para o amigo e violoncelista Joseph Franz Weigl. Foi uma obra que se julgou perdida até 1961 quando se descobriu uma partitura no Museu National de Praga. Embora continuem a existir dúvidas sobre a autoria da obra  a maior parte dos musicólogos hoje em dia considera esta obra como sendo da autoria de Haydn. 

Esta obra foi composta nos primeiros anos da permanência de Haydn na corte do príncipe Esterházy. Este concerto ainda não assume totalmente a forma clássica como haveria de ser cristalizada anos mais tarde por Mozart. O concerto segue antes uma linha mais próxima do concerto barroco sendo que cada um dos três andamentos que o compõem estão na forma de sonata. 

Contrariamente à disposição de um concerto na sua forma clássica (rápido-lento-rápido para quem não se lembre) o primeiro andamento deste concerto é um Moderato para depois termos no segundo andamento um Adagio para o concerto terminar com um frenético Allegro Molto. 

Apesar de ter sido descoberto recentemente como afirmei este concerto rapidamente se tornou uma referência no reportório dos solistas de violoncelo tendo sido interpretado e gravado por praticamente todos os grandes violoncelistas em actividade desde essa data fazendo hoje solidamente parte do reportório. entre outros a grande Jacqueline du Pré ou o inimitável Rostropovich gravaram versões verdadeiramente únicas.

Precisamente para vos ilustrar o primeiro andamento escolhemos uma interpretação de Rostropovich com a Orquestra da Academia de St. Martin in the Fields.



No segundo andamento só podia mesmo escolher Jacqueline du Pré. Há quem toque este andamento de forma mais perfeita mas ninguém absolutamente ninguém o interpreta com esta sensibilidade.



Para o final escolhi Maisky embora esta versão esteja longe de ser perfeita (demasiado rápida para meu gosto) - mas gosto da dinâmica da camerata baltica que o acompanha.



domingo, 15 de julho de 2012

Telemann - Tafelmusik

Num dos primeiros post deste blog (de Novembro de 2007 vejam lá) já vos tinha falado desta obra deste compositor alemão do período barroco contemporâneo de Bach. Porém não estou satisfeito com o que na altura vos disse e por isso resolvi voltar ao tema até porque esta obra faz parte das minhas 100 recomendações.

Telemann era contemporâneo de Bach e acreditem ou não no seu tempo era considerado um compositor bem mais relevante do que Bach ao ponto de ter conseguido sempre melhores posições, maior número de publicações e melhores salários e sobretudo uma reputação muitíssimo melhor enquanto músico. Não foi aliás nessa época o único músico a suplantar Bach já que Christoph Graupner também o fez. Aliás a bem dizer se Bach obteve o posto em Leipzig que acabou por o levar à fama um século mais tarde foi porque tanto Telemann como Graupner não quiseram esse mesmo lugar. Curiosamente Telemann era aliás amigo pessoal de Bach tendo sido padrinho de um dos filhos do compositor (precisamente o mais conhecido Carl Emanuel Bach).

Uma reacção a esta circunstância quase tão absurda como o facto que relatamos é reduzir estes dois compositores à insignificância, uma espécie de vingança uns quatro séculos depois ... Injustificada pois qualquer um destes dois músicos (sobretudo Telemann) tem o seu lugar na história da música.

Claro que Telemann também ajudou pelo facto de mais do que outro qualquer músico da época se ter preocupado com o seu marketing pessoal e da sua obra. Muitas vezes erradamente esse argumento é utilizado do ponto de vista negativo para denegrir a qualidade intrínseca das suas obras como se uma coisa proibisse a outra.

Acresce que Telemann foi um compositor extraordinariamente prolífico (aliás faz parte do Guiness Book of Records como sendo o compositor com mais obras publicadas) o que também não terá contribuído favoravelmente para a sua reputação qualitativa.

Fechando o longo parênteses e falando da obra em questão ela foi publicada em 1733 sendo constituída quase certamente por obras que não foram compostas para este fim. A obra está dividida em três partes cada uma constituída por 6 peças que forma uma espécie de suite. Cada uma das suites é concebida para formações com dimensões diferentes progredindo de obras para Orquestras de Câmara passando por obras para quartetos e trios e sonatas para instrumentos solo terminando de novo com uma orquestração para o mesmo conjunto orquestral do inicio.

Este conjunto de obras demonstra a enorme versatilidade de Telemann quer de estilos quer de formas que incluem estilos Polacos, Franceses e Italianos além da variedade orquestral e instrumental já referida.

Como vos explicamos o nome Tafelmusik significa "música de mesa" embora seja um pouco excessivo qualifica-la como música ambiente na verdade destinava-se a ser interpretada em ocasiões festivas.

Quando foi publicada a obra foi desde logo subscrita por mais de 200 pessoas entre nobres, clero e outros compositores (entre os quais Handel). Aliás o facto das encomendas terem nessa altura vindo um pouco de toda a Europa é ao mesmo tempo um elogio à capacidade de Telemann enquanto compositor mas também enquanto marketeer: Nessa altura um evento deste tipo pan-europeu estava longe de ser fácil. esta obra assegurou a Telemann considerável rendimento e desafogo financeiro.

Para vos demonstrar a latitude de estilos e de orquestração que esta obra inclui resolvi incluir bocados de cada uma das partes (também chamadas "suites" ou "produções").

Da primeira produção e como exemplo da música orquestral presente neste conjunto escolhi a abertura em Mi Menor (relembro que além da introdução a conclusão também é orquestral).



Da segunda produção e como exemplo da música de câmara escolhi o andante para quarteto em Ré Menor.

 

Da terceira produção escolhi a sonata para Oboe e Cravo como exemplo da música para solistas.

domingo, 10 de junho de 2012

Corelli - 12 Concerti Grossi (Op. 6)

Imagem retirada daqui. Página
 inicial  da edição original
de 1714
Este conjunto de concertos publicado em 1714 sendo portanto uma publicação póstuma. Porém a escolha e o agrupamento é de Corelli que em 1712 tinha escrito e preparado uma dedicatória para o conjunto.

Como o nome indica esta obra agrupa 12 concertos que curiosamente são de géneros diferentes. Na verdade os oito primeiros são "concerti da chiesa" enquanto os quatro últimos são "concerti da camara".

Contrariamente ao que se possa pensar (e é um erro comum) a expressão "concerti da chiesa" não indica que estes se destinavam a uma utilização litúrgica embora fossem na verdade interpretados em igrejas destinavam-se ao entretenimento e não à liturgia. A diferença entre os dois tipos de concertos provém mais da sua forma, dado que o primeiro era tipicamente construído com base em andamentos de carácter contrastante (andamento rápido sucedido de andamento lento) enquanto os segundos - os concerti da camara eram construídos na base de "suites" compostas pela maior ou menor estilização de danças da corte normalmente precedidas de uma introdução (Prelúdio).

O conjunto destes concertos inclui o famoso "fatto per la notte de natale" o número oito da sequência mas nós vamos mostrar-vos todos. Este conjunto foi na época e durante muito tempo considerado a mais influente obra musical publicada. É difícil hoje entender isso mas esta obra está na base do trabalho de Vivaldi e de Bach que se inspiraram nestas formas para a levarem à perfeição do final do barroco mas sem este fundamento não existiria o pináculo.

Concerto Nº1 em Ré Maior
I. Largo - Allegro - Largo - Allegro
II. Largo
III. Allegro
IV. Allegro
Philharmonia Baroque Orchestra dirigida por Nicholas McGegan.

Concerto Nº2 em Fá Maior
I. Vivace, allegro, adagio
II. Allegro
III. Grave, andante largo
IV. Allegro
Europa Galante dirigida por Fabio Biondi

Concerto Nº3 em Dó Menor
I. Largo - Allegro
II. Grave - Vivace
III. Allegro
Slovak Chamber Orchestra dirigida por Bohdan Warchal

Concerto Nº 4 em Ré Maior (Concerto em Ré Maior - Segunda Parte)
I. Adagio – Allegro
II. Adagio
III. Vivace
IV. Allegro – Giga: Presto
Chiara Banchini e o Ensemble 415 com a direcção de Jesper Christensen (dir.)

Notem o detalhe deste concerto apesar de ser um concerti di chiesa conter um andamento, o ultimo, em que aparece uma dança. Faço-vos notar isto porque embora se distingam os dois tipos de concertos que referi essas duas formas não eram estanques, representam experiências de forma nem sempre totalmente explicitas.

Concerto Nº 5 em Si Bemol Maior
I. Adagio-Allegro;
II. Adagio;
III. Fugue;
IV. Largo-Allegro
Para este concerto seleccionei uma gravação muito antiga, de 1952, que segundo o poster no You Tube é a primeira gravação completa deste opus 6. A Orquestra foi criada explicitamente para festejar o tri-centenário do nascimento de Corelli e é dirigida por Dean Eckertsen. 

Concerto Nº6 em Fá Maior (Concerto Nº 6 em Fá Maior - Segunda Parte)
I. Adagio
II. Allegro
III. Largo
IV. Vivace
V. Allegro
Mantive a escolha anterior no que diz respeito à interpretação. Escolha é um pouco forte dado que na verdade não encontrei outra interpretação satisfatória esta sendo a melhor mesmo considerando o som "mono" e apenas um dos canais (o esquerdo).

Concerto Nº7 em Ré Maior
I. Vivace - Allegro – Adagio
II. Allegro
III. Adagio
IV. Vivace
V. Allegro
Fabio Biondi dirige o ensemble Europa Galante

 Concerto Nº 8 em Sol Menor (Concerto Nº8 Op. 6 em Sol Menor - Parte 2)
I. Vivace – Grave
II. Allegro
III. Adagio – Allegro – Adagio
IV. Vivace
V. Allegro
VI. Pastorale: Largo
Para este concerto escolhi uma gravação do The Brandenburg Consort dirigido por Roy Goodman.

De longe o concerto desta série mais vezes interpretado, este concerto é conhecido pelo seu sub-titulo "fatto per la notte di natale" sendo regularmente interpretado nessa ocasião em todo o mundo. Aliás não só nessa ocasião. É uma peça extraordinária e uma das razões (individualmente a principal) pelas quais este conjunto se encontra na nossa lista de 100 obras. Não há muito mais que possamos dizer quando ouvimos o ultimo andamento, a Pastoral.

Concerto Nº 9 em Fá Maior
I. Preludio: Largo
II. Allemanda: Allegro
III. Corrente: Vivace
IV. Gavotta: Allegro
V. Adagio
VI. Minuetto: Vivace
Southwest German Chamber Orchestra dirigida por Paul Angerer
Com este concerto Corelli abandona a forma Concerti di Chiesa passando a utilizar a forma Concerti de Camara. Notem o nome das danças estilizadas que dão origem aos andamentos II, III, IV e VI. Notem também no entanto que grosso-modo se mantém a alternancia entre andamentos rápidos e lentos e que existem alguns casos em que mesmo dentro da suite o andamento não opta por nenhum tipo de dança, isto para além da introdução (prelúdio) típico desta forma de suite. Na primeira ocorrência de cada um dos tipos de dança coloquei um link para o nosso dicionário de termos musicais (ainda muito incompleto confesso) mas que no diz respeito aos tipos de danças barroco está relativamente bem (prometo-vos a Allemande, o Minuetto e a Corrente para breve).

Concerto Nº 10 em Dó Maior
I. Preludio: Largo
II. Allemanda: Allegro
III. Adagio
IV. Corrente: Vivace
V. Giga: Presto
VI. Minuetto: Vivace
Fabio Biondi dirige o ensemble Europa Galante

Concerto Nº 11 em Si Bemol Maior
I. Preludio: Largo
II. Allemanda: Allegro
III. Adagio
IV. Largo
V. Sarabanda: Largo
VI. Giga: Vivace
Fabio Biondi dirige o ensemble Europa Galante

Concerto Nº 12 em Fá Maior
I. Preludio: Adagio
II. Allegro
III. Adagio
IV. Sarabanda: Vivace
V. Giga: Allegro
Fabio Biondi dirige o ensemble Europa Galante

domingo, 3 de junho de 2012

Heinrich Albert (1604-1651)

Embora muito menos conhecido do que o primo Heinrich Schütz de quem falaremos a seguir Heinrich Albert não deixa de ser um músico relevante no período barroco alemão.

Heinrich Albert nasceu a 28 de Junho de 1604 em Lobenstein. Seguindo os desejos da família estudou direito em Leipzig. Depois de ter tentado um esquema para escapar à guerra dos 30 anos e ser preso pelos Suecos acabou por se fixar em Konisgberg onde se fixou. Trabalhou como organista da Catedral a partir de 1930 e até à sua morte a 6 de Outubro de 1651.

O seu trabalho mais conhecido é a recolha de canções intitulada "Arien oder Melodeyen"  (Arias ou Melodias) constituído por 170 composições baseadas em poemas seus ou do seu amigo e também poeta Simon Dach e eventualmente outros poetas alemães membros da Königsberger Dichterkreis uma espécie de sociedade de poetas. Compôs igualmente um número considerável de cânticos destinados à prática da igreja Luterana alguns dos quais continuam a ser utilizados hoje em dia.

Como ilustração da sua música escolhemos vários extractos começando por uma interpretação de Andreas
Scholl  (1: Turpe senex miles, turpe senilis amor 2: Veneris miseras resonare querelas)

 

Depois uma linda canção intitulada "Maio o mês em que o Ano começa". Curiosamente este video contem na verdade duas interpretações da mesma canção ambas excepcionais embora prefira a segunda.



Por fim mais duas cantatas belíssimas  - Wer das Alter schätzt erhaben / Wie ist der Mensch doch so betört




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Jacopo Perri (1561-1633)

Jacopo Perri é considerado ser o "inventor" da ópera mesmo antes de Monteverdi. A obra que segundo alguns musicólogos marca o inicio dessa forma de expressão musical e teatral é Daphne (1597) embora esta não tenha sobrevivido ao passar dos tempos (partituras perdidas) sendo que Euridice (1600) é para alguns a primeira ópera conhecida. Curiosamente parte da música dessa ópera é da autoria de Caccini de quem falamos num post anterior. Na verdade a passagem da Renascença para o período Barroco encontra uma das suas ancora nestes três compositores: Cavalieri, Caccini e Perri.

Jacopo Perri nasceu em Roma a 20 de Agosto de 1561 tendo no entanto mudado para Florença na sua infância. Conhecido em primeiro lugar pelos seus dotes enquanto cantor na corte dos Medici (a partir de 1588). Com o seu mecenas Jacopo Corsi e com o libretista Otávio Rinuccini procura então recriar a tragédia grega. Embora o que acabaram por criar tenha certamente pouco a ver com a forma original o processo acabou na verdade por dar origem a uma nova forma: a Opera que será posteriormente consolidada por Monteverdi entre outros.

Como referimos a primeira ópera Daphne foi totalmente perdida mas de Euridice existem partituras completas embora a sua execução apenas se faça raramente e (quase) sempre por razões mais históricas do que artísticas. neste extracto mostro-vos o prologo que pensa prova bem o talento do compositor e a ponte que ajudou a estabelecer entre a música da renascença e o primeiro período do barroco.



Além desta ópera Jacopo Peri compôs mais algumas muitas vezes em colaboração com outros compositores como por exemplo La Flora que escreveu com Galliano. Jacopo Peri faleceu em Florença a 13 de Agosto de 1633.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Handel - Messiah

No dia de Natal pensamos que seria interessante revisitar a obra Messiah HWV 56 composta durante o verão de 1741 e estreada a 13 de Abril de 1742 na Irlanda embora tenha sofrido várias revisões até à versão final de 1754. Na verdade esta obra apesar de ter sido um sucesso foi escrita numa altura em que a carreira de Handel atravessava um mau período. Foi uma obra redentora e é também com  Water Music uma das poucas que goza hoje de fama mundial.

A obra apresenta a visão cristã do Messias num libreto em três actos escrito por Charles Jennens no final de 1739. A obra é dividida em três actos sendo a maior parte inspirada no velho testamento. Embora seja muita vezes interpretada no Natal a narrativa é muito mais centrada na Paixão e na Ressurreição do que na Natividade.

Do primeiro acto A Natividade escolhemos esta ária (a terceira do primeiro acto)  "Every Valley Shall be Exalted".  Do segundo acto (A Paixão) só podíamos seleccionar o famoso Hallelujah que fecha precisamente este acto. Finalmente no terceiro acto (A Ressurreição) escolhemos também o coro final Amen.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Michael Barenboim - Segunda Parte

Hoje fui ouvir o segundo concerto com que Michael Barenboim terminou a integral das peças de Bach para Violino Solo. Desta vez não tive tanta sorte no lugar e não estava suficientemente perto do vidro para ter direito ao Holograma do Michael nos jardins da Gulbenkian (vejam o post de ontem para uma explicação sobre este fenómeno da física).

Achei de uma forma geral que Michael Barenboim ainda está um pouco verde para este reportório. Houve algumas falhas de interpretação e mesmo algumas falhas técnicas audíveis até para um simples amador como eu.

De qualquer forma hoje foi globalmente melhor do que ontem. Tal como ontem vou deixar-vos com algumas interpretações que vos podem mostrar o que tive a oportunidade de ouvir na Gulbenkian (bem são interpretes bem melhores, terão de dar o devido desconto :-))




  • Partita Nº 3, em Mi Maior, BWV 1006
Para ilustrar esta Partita escolhemos um outro grande Violinista - Nathan Milstein. Mais uma gravação que faz parte da história da música.







  • Sonata Nº 2, em Lá menor, BWV 1003, por Augustin Hadelich no concurso de Indianapólis (um dos concursos mais relevantes para este instrumento).






  • Partita Nº 2, em Ré menor, BWV 1004 por Anne-Sophie Mutter, não posso embeber por pedido do poster no You Tube por isso para verem este vídeo sigam este link.

Amanhã (ou melhor hoje à noite) retomaremos a explicação sobre a música clássica e porque razão a poderíamos chamar de "Exacta" e iniciaremos também a nossa visita ao período clássico.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Johann Caspar Ferdinand Fischer (1656-1746)

Estamos ultimamente a chamar a atenção para alguns compositores do período barroco que por uma razão ou outra não são tão conhecidos como Bach, Handel ou Vivaldi mas que não só têm interesse para os especialistas como também conceberam peças muito interessantes para o simples amador de música.

Hoje vamos falar de um compositor alemão chamado Johann Caspar Ferdinand Fischer.

VIDA

Nasceu em 1656 em Schönfeld (Boémia, sudoeste de Karlsbad) tendo falecido em 1746 em Rastatt.

OBRA

Fischer é muito interessante enquanto compositor porque junta a tradição alemã a uma forte influência françesa. Oiçam esta chaconne para terem uma ideia do génio deste compositor. Infelizmente grande parte da sua obra perdeu-se o que explica em parte a razão pela qual é tão pouco tocado e conhecido.



Da sua obra provavelmente o mais relevante será o conjunto
Ariadne Musica que precede o cravo bem temperado de Bach por mais de vinte anos. Aliás Bach conhecia bem este trabalho e tinha-o em grande consideração.

SITES DE REFERÊNCIA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Biografia de Francesco Geminiani (1687-1762)

Hoje tenho de começar por confessar a minha ignorância ! Nunca tinha ouvido antes sequer falar deste compositor e obviamente nunca tinha ouvido nada dele, pelo menos que me recorde. Porém ao ler alguns textos sobre Corelli e Scarlatti descobri algumas referências a este violinista e compositor que me intrigaram o suficiente para procurar algumas das suas composições. Como gostei aqui fica o post do dia de hoje sobre Francesco Geminiani.

VIDA

Francesco Geminiani nasceu a 5 de dezembro de 1687 (sim seria hoje o seu aniversário mas juro-vos que é coincidência) na cidade de Luca.

Estudou música com Scarlatti e Corelli sendo também conhecido por ter escrito um manual de violino que apesar de não ser o primeiro do tipo é sem dúvida o primeiro a incluír os fundamentos do que hoje se consideraria ser um manual técnico fundamentado. Quem tiver curiosidade pode ler a tabela de conteúdos aqui (caso estejam muito interessados no livro podem mesmo adquiri-lo - uma das maravilhas da net - neste site).

Geminiani viveu grande parte da sua vida em Londres onde era muito apreciado como professor e onde faleceu a 17 de Setembro de 1762.

OBRA

As suas principais obras são três conjuntos de Concerto Grossi Op.1, Op. 2 e Op. 7 . São obras que se podem considerar muito próximas de Corelli (note-se que na altura Geminiani estava em Londres que era completamente dominada pelo estilo de Corelli). Para ilustrar o estilo típico do compositor escolhemos uma orquestra de época : A Europa Galante num concerto em Bucareste por ocasião do festival Enescu.



Porém ao procurarmos este video no You Tube deparamos com uma autêntica pérola que não podiamos deixar de forma nenhuma de vos mostrar. Trata-se de uma interpretação de Philippe
Hirshhorn de uma parte da Sonata em C de Geminiani (infelizmente não completa ...) mas vale a pena ouvir este bocado ...



terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Heinrich Ignaz Biber (1644-1704)

Vida

Biber nasceu em Wartenberg (hoje uma cidade chamada Straz pod Ralskem na Republica Checa). Para além de ser um compositor notável foi também um virtuoso do Violino. Em 1684 tornou-se kappelmeister em Salzburgo onde acabou por falecer 20 anos depois.

Obra

Na sua obra que ganhou recentemente alguma popularidade podemos destacar pela originalidade o conjunto de 16 sonatas chamadas The Mystery Sonatas ou Copper-Engraving Sonatas que têm a particularidade de cada uma delas exigir uma afinação do violino diversa da usual.

Uma outra peça de referência pela sua grandiosidade é a Missa Salisburgensis (escrita par 53 partes independentes de vozes e instrumentos). É alias uma parte desta missa que escolhemos para ilustrar o trabalho deste compositor composta em 1682.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Biografia de Dietrich Buxtehude (1637-1707)

Dieterich Buxtehude foi um compositor dinamarquês e organista que se notabilizou por ter sido para ir ter com ele que Johann Sebastian fez mais de 400 km e esteve mais de três meses a aprender, segundo palavras suas "uma ou duas coisas da sua arte".

Para além de ser um extraordinário organista era também um compositor notável. Dentro das suas obras destacam-se os prelúdios e as tocatas.

A titulo de exemplificação fiquem com o preludio e fuga em Sol Menor  Bux WV 149

domingo, 2 de dezembro de 2007

Biografia de Marc-Antoine Charpentier (1643-1704)

Para além de Couperin, Lully e Rameau o barroco francês conta com alguns outros compositores de relevo. Hoje vamos falar de Marc-Antoine Charpentier.

VIDA
Marc-Antoine Charpentier nasceu em Paris em 1643 tendo falecido em 1704.

OBRA

Marc-Antoine Charpentier foi ele também contemporâneo de Molière tendo também musicado algumas peças de teatro como por exemplo o Doente Imaginário transformando-as em óperas-ballet. Compôs também música incidental para peças de teatro quer comédias (por exemplo Medecin malgré lui de Molière) ou tragédias como por exemplo Andromède de Corneille.

Compôs 6 operas, várias pastorais e outras obras diversas. Porém é justo referir que terá sido na música sacra que mais soube exprimir o seu génio.

Há uma peça de Marc-Antoine Charpentier que ouvimos com frequência dado que é o Hino da eurovisão. Trata-se do prelúdio para o seu Te Deum. Proponho-vos aqui uma versão tocada por uma orquestra de alunos de instrumentos de sopro.



Como um outro exemplo das composições de música Sacra podem ouvir este Magnificat a quatro vozes verdadeiramente magnifico.

Emma Kirkby

Como prometido hoje iremos falar de Emma Kirkby que é uma das sopranos especialistas em música barroca e renascentista.

Já ontem a ouvimos interpretar de forma extraordinária Stabat Mater de Pergolesi. Hoje iremos conhecer um pouco mais da sua carreira.

VIDA

Emma Kirkby nasceu a 26 de Fevereiro de 1949 e segundo o seu site oficial que aliás se recomenda (e onde ficamos a saber que em 2007/2008 pelo menos até Maio não virá ao nosso país ... podem ir a Barcelona no dia 11 de Dezembro se quiserem ...) não tinha qualquer intenção de se tornar uma cantora profissional.

Quando se começou a especializar no reportório barroco (nos inícios dos anos 70) foi uma das primeiras a fazê-lo pelo que será justo referir que teve de encontrar muitos dos caminhos que hoje outros percorrem.

Fez já centenas de gravações de obras do período barroco e renacentista tendo sido em 2007 num inquérito conduzido pela BBC Music Magazine considerada a 10ª maior soprano de sempre.

Como se diz também na sua biografia oficial embora estas nomeações sejam éfemeras e controversas a artista diz-se contente por revelarem o apreço do público. Diz Emma Kirkby que apesar da sua intensa actividade de gravação prefere as actuações ao vivo e o contacto com o público. E nós estamos com ela nessa preferência ....

CARREIRA

A carreira de Emma Kirkby é marcada por longas relações com algumas das mais significativas orquestras de época barrocas. A Consort of Musicke a que juntou em 1973 e a Academy of Ancient Music (por exemplo a interpretação de ontem foi com essa orquestra).

Mais recentemente Emma Kirby tem actuado com muitas outras orquestras de camera por exemplo a London Baroque, a Freiburger Barockorchester, o L'Orfeo (deLinz) e a Orchestra of the Age of Enlightenment, e ainda com o Palladian Ensemble e o Florilegium.

Já a ouvimos cantar Pergolesi. A nossa proposta é acompanha-la na interpretação de uma peça de cada um dos grandes compositores do período Barroco. Começando por Bach e pela Paixão segundo S. Mateus .



De seguida podemos ouvir uma interpretação de uma área de uma das óperas de Vivaldi: Griselda (se tiverem tempo leiam os comentários no You Tube e a polémica comparação com Bartoli, falaremos disso mais tarde ....)



Finalmente Handel. Leiam também os comentários ..... mas não fiquem confusos. Que não vos restem dúvidas: Esta soprano (goste-se ou não) é uma das grandes especialistas do barroco e esta interpretação é excelente.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Biografia de Giovanni Baptista Pergolesi

Como viram o nosso blog mudou de aspecto este fim de semana ... agora temos três colunas o que nos permite ter mais alguns destaques e uma melhor navegação entre artigos, achamos nós.

Hoje depois das recomendações vamos falar ainda que de forma bastante resumida de Giovanni Baptista Pergolesi (iremos completando aos poucos estas curtas biografias sem nos esquecermos que o objectivo é mesmo que comecem a ouvir e a conhecer este género de música) ....

VIDA

Pergolesi nasceu a 4 de Janeiro de 1710. Viveu apenas 26 anos tendo falecido a 16 de Março de 1736 vítima de Tubercolose.

OBRA

Pergolesi escreveu na sua curta vida algumas óperas e outras peças laicas. Não obstante a sua Stabat Mater é sem duvida a obra mais conhecida e faz-nos pensar o que teria acontecido caso Pergolesi não tivesse falecido tão novo. Para ilustrar esta obra escolhi uma interpretação da Staatskapelle Dresden dirigida por Bertrand de Billy e gravada na Dresdner Frauenkirche . São solistas Anna Netrebko (Soprano) and Marianna Pizzolato (Mezzo Sopranno).



Comentário: Originalmente tinha escolhido esta outra interpretação que infelizmente foi removida do You Tube. Actualizei a entrada com um novo video. Claro que é uma boa questão se esta remoção ajudou algum músico, mas isso é conversa de um outro rosário.

Para ilustrar esta obra magnífica escolhemos uma interpretação de Emma Kirby com The Academy of Ancient Music/Cristopher Hogwood. Escusado será dizer que Emma Kirby mereceria só por si um post que ficará para amanhã ... Emma Kirby é sem duvida uma das grandes especialistas de música barroca (e mesmo renascentista penso).

Dido e Eneias

Já vos tinha colocado esta referência nas recomendações do fim de semana mas encontrei no Blog Belogue de Notas umas fotografias dos ensaios por isso não quero deixar de vos voltar a recomendar que vão ver esta ópera de Purcell. Hoje em Espinho (Auditório de Espinho) às 21:30.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Biografia Domenico Scarlatti

Hoje iremos falar de Domenico Scarlatti, o compositor Italiano convidado para vir para a corte de Portugal conforme vimos no post que escrevemos sobre Carlos Seixas.

VIDA

Domenico Scarlatti nasceu em Nápoles a 26 de Outubro de 1685. Em 1709 foi para Roma ao serviço da princesa Polaca Marie Casimire exilada nessa cidade . Em 1719 veio para Lisboa para ser professor da princesa Maria Barbara tendo ficado na nossa cidade até 1727 voltando a Roma onde se casou pela primeira vez com Catarina Gentilli. Um ando depois mudou-se para Sevilha onde permaneceu quatro anos e onde se diz teve contacto com o flamenco que na opinião de alguns especialistas marca a sua obra.

Muda-se de seguida para Madrid para a corte de Maria Barbara que entretanto se tinha mudado para Madrid em virtude do seu casamento.

Scarlatti fixa residência em Madrid onde acaba por falecer 25 anos depois a 23 de Julho de 1757. Durante este intervalo de tempo Scarlatti acabaria por compôr mais de 500 sonatas e embeber no tecido do barroco Italiano a influência ibérica.

OBRA

Embora Scarlatti tenha composto algumas obras para voz nomeadamente algumas óperas é sem dúvida o seu trabalho para teclas (as tais mais de 500 sonatas) que são mais sigificativas. Na verdade apesar de serem obras nitidamente barrocas e italianas a sua construção e sonoridade é única por ser fortemente influenciada pela musica tradicional ibérica.

Estas sonatas foram fonte de grandes elogios de vários compositores e muitos grandes pianistas. É de um destes pianistas que esolhemos uma interpretação para demonstrar o estilo de Scarlatti. Oiçam Horowitz a interpretar a Sonata L224.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Biografia de Pietro Locatelli

Depois de dois dias com compositores franceses e um inglês voltamos a Itália para falar de Pietro Locatelli.

VIDA

Pietro Locatelli nasceu em Bergamo em 1695. Sabe-se relativamente pouco da sua vida embora seja claro que desde cedo mostrou dotes para tocar Violino. Na verdade sabe-se que aos 16 anos viajou para Roma (e aqui surgem as primeiras dúvidas- há quem afirme que para estudar com Corelli enquanto outros preferem referir Valentini).

Sabe-se que depois dessa estadia tocou em várias cidades e regiões da Europa Veneza (1725), Baviera (1727), Berlim e Kassel (1728).

Em 1729 estabeleceu-se em Amesterdão onde viria a falecer em 1764. Nessa cidade publicou o opus 3 que é provavelmente a sua obra mais mediática tendo antecedido Paganinni nas peças escritas pela simples razão ou justificação da apresentação dos dotes técnicos do violinista.

OBRA

Para ilustrar este compositor escolhemos duas actuações históricas. Vamos poder ouvir e comprar dois dos melhores violinistas de sempre: Oistrack e que vão tocar exactamente a mesma peça para que possam comparar mais uma vez como embora se estejam a tocar exactamente as mesmas notas o sentimento transmitido pode ser diferente. Vamos começar por Oistrack.



Agora continuamos com Henryk Szeryng . A peça que estes dois magnificos interpretes estão a tocar é um dos capricios a que fizemos referência à pouco.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Biografia de Henry Purcell

VIDA

Henry Purcell é possivelmente o compositor nativamente inglês mais significativo do período barroco. Nasceu a 10 de Setembro de 1659. O pai de Purcell era também músico (na corte de Charles II). Orfão muito cedo foi educado pelo tio.

Começa por cantar no coro mas cedo os seus dotes de compositor e organista revelam-se. Durante muito tempo compoe apenas música sacra para em 1689 compor aquela que se julga ser a primeira opera inglesa que aliás nunca foi exibida ao público durante a vida do compositor.

Henry Purcell morreu muito novo (com apenas 36 anos) mas compôs suficiente para ser considerado um dos maiores compositores ingleses de todos os tempos.

OBRA

Purcell compôs uma única ópera Dido & Aeneas baseada no poema Eneida. Para ilustrar esta obra magnifica escolhemos uma interpretação não menos sublime da meio-soprano inglesa Janet Baker. Verdadeiramente de arrepiar.

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