segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fim do Inquérito e uma curiosidade

Bom, o nosso primeiro inquérito chegou ao fim com a vitória de Bach. Vitória esperada sem dúvida. Aproveito para vos introduzir a uma curiosidade chamada Google Trends que vos permite conhecer o volume de pesquisa relativo de determinadas palavras.

Como podem ver ligeira supremacia de interesse por Bach sobre Vivaldi. Quanto a Handel, bem nem aparece. Claro que tudo depende das palavras exactas por isso o melhor é darem uma vista de olhos e experimentarem em www.google.com/trends .

domingo, 4 de novembro de 2007

Jean Baptiste Lully

Temos falado até agora neste período barroco de compositores Alemães e Italianos. Ainda não terminamos Telemann mas hoje vamos fazer uma pausa porque reparei que na realidade ainda não falamos (vergonha) dos franceses.

Dos três compositores franceses do barroco de que iremos falar (Couperin, Lully e Rameau) vamos começar precisamente por aquele que mais apreciaria ser chamado françês.

Na realidade Lully nasceu em Florença a 28 de Novembro de 1632. Filho do povo, sem grande educação musical cedo mostrou talento para tocar Violino e dançar. Foi por isso trazido por um nobre francês para a corte de Luís XIV onde acabou por ganhar os favores do rei, sobretudo através da dança (em que ele próprio e o rei dançavam).

Lully foi extremamente inovador não só na música como na sua ligação com outras formas de arte (não é que não se fizesse até aí mas a forma em que Lully as uniu foi na verdade única). Oiçam aqui uma peça que fazia parte da comédia "Bourgeois Gentilhomme" de Moliére com quem Lully criou um novo formato de entretenimento que perdurou até aos nossos dias: A Comédia Musical.



Na época obviamente a música enquadrada nas peças de Molière seria ouvida de forma diferente abafada pelas gargalhadas do público como reacção ao resto do entretenimento um pouco como o mostra o filme sobre a vida de Lully (mas note-se fazia parte deste novo género criado por dois génios - um no teatro e um na música e bailado).



E note-se quando falamos em génio estamos a medir bem o que dizemos. Lully para além das peças para teatro criou a ópera francesa e se dúvidas existissem sobre a sua genialidade a obra Miserere (criada para o funeral do ministro Seguier) removeriam todas as dúvidas.

Felizmente a inclusão de uma composição de Lully no método de ensino Suzuki contribuiu para minorar o esquecimento do compositor.



A morte de Lully, um pouco à imagem da sua vida teatral e sempre intensa (e diz-se moralmente pouco recomendável) foi também ela dramática. Lully morreu de gangrena por se ter recusado a amputar um pé depois de um dedo ter infectado na sequência de um acidente com um bastão quando marcava o tempo do "Te deum" do rei. Na altura não havia vídeo mas o filme sobre a vida de Lully de que já vos falamos encena o que terá acontecido.



Por tudo isto Lully é possivelmente um dos compositores mais injustamente ignorados ou menosprezados de toda a história da música. Faleceu a 22 de Março de 1687.

sábado, 3 de novembro de 2007

Telemann: Tafelmusik

Um dos conjuntos de obras mais tocados de Telemann é sem duvida o conjunto de obras intitulado "Tafelmusik" que literalmente significa música para se ouvir á mesa. Telemann não inventou este tipo de música mas sem dúvida ajudou a consolidar as suas regras especificas.

A popularidade deste conjunto é tanta que deu nome a uma das orquestras de época mais famosas da actualidade: a orquestra Canadiana "Tafelmusik" (recomendamos aliás a visita ao seu site oficial (www.tafelmusik.org) onde poderão encontrar muita informação sobre o período barroco. Se bem se lembram já vos tinha dito que uma orquestra de época é uma orquestra que procurar reproduzir as peças o mais próximo possível do que era costume na época.

Fiquem agora com alguns exemplos desta Tafelmusik de Telemann ... não pela orquestra de que vos acabei de falar ...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Telemann: As cantatas

Começamos a falar hoje deste compositor injustamente pouco conhecido neste artigo. Para além do concerto para trompete que podem ouvir nesse primeiro artigo (está fora de ordem porque já o tinha começado há muito e ainda não descobri como mudar a data - desculpem) a obra de Telemann inclui muitas outras peças para sopro de que vos irei mostrar alguns outros exemplos.

Mas por agora gostava que ouvissem esta cantata (Machet die Tore Weit) cantada por Teresa Sticht-Randall (área :"Jesu, komm in meiner Seele").

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