Hoje como prometido resolvemos mostrar-vos uma das muitas peças que Telemann escreveu para instrumentos de sopro. Neste caso poderemos outra das mais famosas orquestras de época "Il Giardino Armonico" a executar a Suite em A minor, TWV 55:a2 para flauta e baixo continuo.
A possibilidade de colocar o video embebido foi desinibida pelo utilizador do You Tube por isso para ouvirem basta clicar aqui.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Telemann: Concerto para Viola
Telemann foi sem duvida um inovador na música. A ele se deve o primeiro concerto publicado para Viola de Arco. Por acaso conseguimos encontrar no You Tube uma interpretação com alguns músicos portugueses. Uma estreia também neste Blog.
Aqui fica então o primeiro andamento do concerto para Viola de Telemann dirigido pelo maestro José Atalaya e a Orquestra das Raízes Ibéricas.
Antes que alguém me questione, antecipo a questão. Então e não houve barroco em Portugal que mereça menção ? Houve sim senhor e lá iremos ...
Se tiver alguma sugestão de algum concerto ou alguma outra sugestão que queira partilhar para além de comentar também pode enviar um email para: fernando.vasconcelos@gmail.com
Aqui fica então o primeiro andamento do concerto para Viola de Telemann dirigido pelo maestro José Atalaya e a Orquestra das Raízes Ibéricas.
Antes que alguém me questione, antecipo a questão. Então e não houve barroco em Portugal que mereça menção ? Houve sim senhor e lá iremos ...
Se tiver alguma sugestão de algum concerto ou alguma outra sugestão que queira partilhar para além de comentar também pode enviar um email para: fernando.vasconcelos@gmail.com
Fim do Inquérito e uma curiosidade
Bom, o nosso primeiro inquérito chegou ao fim com a vitória de Bach. Vitória esperada sem dúvida. Aproveito para vos introduzir a uma curiosidade chamada Google Trends que vos permite conhecer o volume de pesquisa relativo de determinadas palavras.

Como podem ver ligeira supremacia de interesse por Bach sobre Vivaldi. Quanto a Handel, bem nem aparece. Claro que tudo depende das palavras exactas por isso o melhor é darem uma vista de olhos e experimentarem em www.google.com/trends .
domingo, 4 de novembro de 2007
Jean Baptiste Lully
Temos falado até agora neste período barroco de compositores Alemães e Italianos. Ainda não terminamos Telemann mas hoje vamos fazer uma pausa porque reparei que na realidade ainda não falamos (vergonha) dos franceses.
Dos três compositores franceses do barroco de que iremos falar (Couperin, Lully e Rameau) vamos começar precisamente por aquele que mais apreciaria ser chamado françês.
Na realidade Lully nasceu em Florença a 28 de Novembro de 1632. Filho do povo, sem grande educação musical cedo mostrou talento para tocar Violino e dançar. Foi por isso trazido por um nobre francês para a corte de Luís XIV onde acabou por ganhar os favores do rei, sobretudo através da dança (em que ele próprio e o rei dançavam).
Lully foi extremamente inovador não só na música como na sua ligação com outras formas de arte (não é que não se fizesse até aí mas a forma em que Lully as uniu foi na verdade única). Oiçam aqui uma peça que fazia parte da comédia "Bourgeois Gentilhomme" de Moliére com quem Lully criou um novo formato de entretenimento que perdurou até aos nossos dias: A Comédia Musical.
Na época obviamente a música enquadrada nas peças de Molière seria ouvida de forma diferente abafada pelas gargalhadas do público como reacção ao resto do entretenimento um pouco como o mostra o filme sobre a vida de Lully (mas note-se fazia parte deste novo género criado por dois génios - um no teatro e um na música e bailado).
E note-se quando falamos em génio estamos a medir bem o que dizemos. Lully para além das peças para teatro criou a ópera francesa e se dúvidas existissem sobre a sua genialidade a obra Miserere (criada para o funeral do ministro Seguier) removeriam todas as dúvidas.
Felizmente a inclusão de uma composição de Lully no método de ensino Suzuki contribuiu para minorar o esquecimento do compositor.
A morte de Lully, um pouco à imagem da sua vida teatral e sempre intensa (e diz-se moralmente pouco recomendável) foi também ela dramática. Lully morreu de gangrena por se ter recusado a amputar um pé depois de um dedo ter infectado na sequência de um acidente com um bastão quando marcava o tempo do "Te deum" do rei. Na altura não havia vídeo mas o filme sobre a vida de Lully de que já vos falamos encena o que terá acontecido.
Por tudo isto Lully é possivelmente um dos compositores mais injustamente ignorados ou menosprezados de toda a história da música. Faleceu a 22 de Março de 1687.
Dos três compositores franceses do barroco de que iremos falar (Couperin, Lully e Rameau) vamos começar precisamente por aquele que mais apreciaria ser chamado françês.
Na realidade Lully nasceu em Florença a 28 de Novembro de 1632. Filho do povo, sem grande educação musical cedo mostrou talento para tocar Violino e dançar. Foi por isso trazido por um nobre francês para a corte de Luís XIV onde acabou por ganhar os favores do rei, sobretudo através da dança (em que ele próprio e o rei dançavam).
Lully foi extremamente inovador não só na música como na sua ligação com outras formas de arte (não é que não se fizesse até aí mas a forma em que Lully as uniu foi na verdade única). Oiçam aqui uma peça que fazia parte da comédia "Bourgeois Gentilhomme" de Moliére com quem Lully criou um novo formato de entretenimento que perdurou até aos nossos dias: A Comédia Musical.
Na época obviamente a música enquadrada nas peças de Molière seria ouvida de forma diferente abafada pelas gargalhadas do público como reacção ao resto do entretenimento um pouco como o mostra o filme sobre a vida de Lully (mas note-se fazia parte deste novo género criado por dois génios - um no teatro e um na música e bailado).
E note-se quando falamos em génio estamos a medir bem o que dizemos. Lully para além das peças para teatro criou a ópera francesa e se dúvidas existissem sobre a sua genialidade a obra Miserere (criada para o funeral do ministro Seguier) removeriam todas as dúvidas.
Felizmente a inclusão de uma composição de Lully no método de ensino Suzuki contribuiu para minorar o esquecimento do compositor.
A morte de Lully, um pouco à imagem da sua vida teatral e sempre intensa (e diz-se moralmente pouco recomendável) foi também ela dramática. Lully morreu de gangrena por se ter recusado a amputar um pé depois de um dedo ter infectado na sequência de um acidente com um bastão quando marcava o tempo do "Te deum" do rei. Na altura não havia vídeo mas o filme sobre a vida de Lully de que já vos falamos encena o que terá acontecido.
Por tudo isto Lully é possivelmente um dos compositores mais injustamente ignorados ou menosprezados de toda a história da música. Faleceu a 22 de Março de 1687.
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