Se a sexta sinfonia é conhecida pelo seu conjunto poético e tranquilo, se a quinta é conhecida pelo seu jorrar de emoções fortes a sétima sinfonia é sobretudo conhecida pelo seu maravilhoso segundo andamento. Este andamento foi repetido na estreia, a pedido do público e tem-se mantido popular desde então.
É de certa forma uma injustiça já que esta obra mereceria uma atenção muito mais profunda pelo seu todo. Esta sinfonia é a sétima pela sua data de edição (apenas) dado que provavelmente em termos de composição se acredita que terá sido a quinta. Foi estreada em Viena a 8 de Dezembro de 1813.
Hoje não vos consigo fazer a descrição total da sinfonia e não sei se nos próximos dias conseguirei fazer posts ... estarei na terra de nuestros hermanos (não, não vou ver o Benfica que Deus me livre de tal sorte :-) :-) :-)) ... Por agora fiquem com o primeiro andamento dirigido por Carlos Kleiber, aqui.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Violinhos no CCB já no próximo Domingo
Pois é, tem estado aqui em destaque, mas não queria deixar de chamar a vossa atenção para o já habitual concerto dos Violinhos no Centro Cultural de Belem. Será no Domingo às 16h. Podem adquirir o vosso bilhete online na bilheteira do CCB aqui .
Não percam !
Não percam !
domingo, 9 de março de 2008
Beethoven - Sinfonia nº 6 (Segunda Parte)
A Sexta Sinfonia é constituída por cinco andamentos contrariamente à prática comum no período clássico (quatro andamentos). Como veremos cada um dos andamentos tem um nome especifico que procura remeter o leitor para um determinado clima. Saliente-se a esse propósito que Beethoven nitidamente não acreditava na música programática propriamente dita. Muitas das notas dos seus cadernos quando compunha a sexta sinfonia demonstram que uma das preocupações do compositor era que não tomassem as partes da sua música como imitações da natureza.
O primeiro andamento (Allegro ma non troppo) - Despertar de sentimentos felizes à chegada ao campo - Este andamento é composto da repetição de pequenos temas com alterações várias um considerável número de vezes mas sem nunca nos aborrecer. Há quem tenha referido que esta repetição de padrões é própria da natureza. Para ilustrar este andamento oiçam a Orquestra Sinfónica de Tóquio dirigida por Otmar Suitner aqui.
O segundo andamento (Andante molto mosso) - Cena perto do ribeiro - É provavelmente aquele que pela melodia e pela orquestração mais perto está de sugerir directamente os sons da natureza e não os sentimentos por esta inspirado como Beethoven pretendia. Oiçam aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte) deste andamento com Arturo Toscanini dirigindo a BBC Symphony Orquestra.
O terceiro andamento (Allegro) - Festa da gente do campo - Este andamento na verdade um Scherzo traz pela primeira vez o elemento humano. Para trazer á nossa memória esse elemento humano beethoven utiliza os sopros utilizando inclusivamente pequenas notas de humor como por exemplo a imitação estilizada de um instrumentista algo limitado. É um elemento barulhento, cheio de vida e que acaba de forma intempestiva como que interrompido por algo de inesperado: A chuva.
O quarto andamento (Allegro) - Trovoada, tempestade - Começa gentilmente como se ouvissemos as gotas da chuva e a trovoada ao longe para num crescendo sucessivo a tempestade se aproximar.
O quinto andamento (Allegretto) - Canção dos pastores, agradecimento - Este andamento é um verdadeiro canto idílico de agradecimento pelo fim da tempestade pelo retorno à serenidade.
Oiçam estes últimos andamentos sempre com a BBC Symphony Orchestra dirigida por Toscanini aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
O primeiro andamento (Allegro ma non troppo) - Despertar de sentimentos felizes à chegada ao campo - Este andamento é composto da repetição de pequenos temas com alterações várias um considerável número de vezes mas sem nunca nos aborrecer. Há quem tenha referido que esta repetição de padrões é própria da natureza. Para ilustrar este andamento oiçam a Orquestra Sinfónica de Tóquio dirigida por Otmar Suitner aqui.
O segundo andamento (Andante molto mosso) - Cena perto do ribeiro - É provavelmente aquele que pela melodia e pela orquestração mais perto está de sugerir directamente os sons da natureza e não os sentimentos por esta inspirado como Beethoven pretendia. Oiçam aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte) deste andamento com Arturo Toscanini dirigindo a BBC Symphony Orquestra.
O terceiro andamento (Allegro) - Festa da gente do campo - Este andamento na verdade um Scherzo traz pela primeira vez o elemento humano. Para trazer á nossa memória esse elemento humano beethoven utiliza os sopros utilizando inclusivamente pequenas notas de humor como por exemplo a imitação estilizada de um instrumentista algo limitado. É um elemento barulhento, cheio de vida e que acaba de forma intempestiva como que interrompido por algo de inesperado: A chuva.
O quarto andamento (Allegro) - Trovoada, tempestade - Começa gentilmente como se ouvissemos as gotas da chuva e a trovoada ao longe para num crescendo sucessivo a tempestade se aproximar.
O quinto andamento (Allegretto) - Canção dos pastores, agradecimento - Este andamento é um verdadeiro canto idílico de agradecimento pelo fim da tempestade pelo retorno à serenidade.
Oiçam estes últimos andamentos sempre com a BBC Symphony Orchestra dirigida por Toscanini aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
sábado, 8 de março de 2008
Castelo Branco e Edith Piaf
Amanhã não haverá post. Estarei em Castelo Branco a assistir ao Concerto dos Violinhos. Hoje era suposto continuar a falar-vos da Sexta Sinfonia mas sinceramente não estou muito inspirado para a poesia bucólica da obra.
Como acho que não devo neste espaço fazer posts contrariado poderia simplesmente abster-me de o fazer hoje e procurar inspiração na paisagem rural da Beira.
Estava neste processo de dúvida quando me lembrei que ainda não falei aqui da minha outra paixão. A música popular de expressão francesa dos anos 40-80. Aliás esse é um projecto de um outro blog que um dia nascerá, juntando talvez a música popular brasileira e a portuguesa. Logo veremos. Mas vem isto a propósito do facto de não vos ter contado o quão contente fiquei com o Oscar do filme "La Môme".
A Edith Piaf foi uma das cantoras que melhor soube transformar a canção de rua de Paris em verdadeira arte e neste filme a Marion Cotillard faz um papel que escapa a toda a adjectivação. Tive a sorte de o ir ver (foi mesmo sorte porque aconteceu um pouco por acaso) e posso dizer-vos que há muito não me emocionava tanto com um filme.
Fiquem hoje portanto com uma pequena transgressão, pequena porque de certa forma este também é um clássico. Edith Piaf canta La vie en Rose em 1954 num programa televisivo aqui.
Como acho que não devo neste espaço fazer posts contrariado poderia simplesmente abster-me de o fazer hoje e procurar inspiração na paisagem rural da Beira.
Estava neste processo de dúvida quando me lembrei que ainda não falei aqui da minha outra paixão. A música popular de expressão francesa dos anos 40-80. Aliás esse é um projecto de um outro blog que um dia nascerá, juntando talvez a música popular brasileira e a portuguesa. Logo veremos. Mas vem isto a propósito do facto de não vos ter contado o quão contente fiquei com o Oscar do filme "La Môme".
A Edith Piaf foi uma das cantoras que melhor soube transformar a canção de rua de Paris em verdadeira arte e neste filme a Marion Cotillard faz um papel que escapa a toda a adjectivação. Tive a sorte de o ir ver (foi mesmo sorte porque aconteceu um pouco por acaso) e posso dizer-vos que há muito não me emocionava tanto com um filme.
Fiquem hoje portanto com uma pequena transgressão, pequena porque de certa forma este também é um clássico. Edith Piaf canta La vie en Rose em 1954 num programa televisivo aqui.
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