domingo, 1 de junho de 2008

Benjamin Britten - Obras mais conhecidas

Bem ainda não chegamos à época do compositor Inglês Benjamin Britten (1913-1976). Já falámos dele algumas vezes neste blog por exemplo aqui em que falavamos da "Young persons guide to the orchestra" ou num comentário de um leitor que nos falava de War Requiem aqui .

Britten é sem dúvida um dos compositores mais significativos do século XX e para além das duas obras já citadas teriamos de destacar a ópera Peter Grimes e a Serenata para Tenor, Trompa e cordas. Pessoalmente teria de juntar a esta lista as suas suites para Violoncelo compostas especialmente para Rostropovich mas admito que é uma escolha pessoal quanto ao seu significado na obra de Britten.


O que é um Cravo?

Uma das pesquisas efectuadas esta semana foi "Quando falamos de música o que é um Cravo". Trata-se efectivamente de uma questão interessante dado que nunca falamos neste blog dos instrumentos de música.

Bem fica uma explicação mais sistemática para mais tarde. Por agora para satisfazer a curiosidade desse leitor diremos que se trata de um instrumento de cordas beliscadas (não sei se esta é a tradução correcta do termo - estou habituado à designação francesa pincées). Contrariamente à noção comum este instrumento não é o antecessor do piano (o piano resultou da evolução do piano-forte) instrumento de corda percutida e não beliscada. A espineta e o virginal são instrumentos de caractetisticas semelhantes ao cravo.

O cravo é um instrumento típico da música renascentista e do barroco tendo no ultimo período do barroco e no período clássico perdido os favores dos compositores face ao piano-forte mais adequado à música e às salas de espectáculos cada vez maiores e com maior necessidade de projecção sonora. No século XX as correntes de música de época fizeram renascer o interesse por este instrumento.

Oiçam aqui um exemplo de uma composição para cravo do compositor francês François Couperin.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Schubert - Uma promessa eterna ?

Os Açores estão nitidamente em alta neste blog ... Depois das fotografias segue-se um dos compositores preferidos de um nosso leitor Açoriano ... Vamos falar de Schubert.

Não tivesse Schubert falecido com apenas 31 anos e provavelmente seria muito mais conhecido e reconhecido. Na verdade parece quase incrível que com apenas essa idade tenha composto mais de 600 lieds e nove (ou dez conforme as opiniões) sinfonias para além de várias composições de música de câmara como por exemplo a famosa Truta.

Do talento desperdiçado pelo precoce desaparecimento do compositor a melhor expressão talvez seja a do seu amigo e poeta Franz Grillparzer, "Aqui a música enterrou não só um tesouro mas ainda uma maior esperança".

Das composições de Schubert só podíamos mesmo começar com um lied. E nada melhor do que a canção conhecida por Avé Maria. Dizemos "conhecida por" porque na verdade o seu título original é Ellens Gesang III (ou A Terceira Canção de Helena) do livro de Sir Walter Scott Lady of the Lake. Na verdade em virtude desse título a canção é muitas vezes interpretada com uma letra correspondente a uma verdadeira prece e não ao texto original.

Fiquem aqui com uma interpretação desta obra (Ellens Gesang III, D839, Op 52 no 6 composta em 1825) por Jessye Norma.

Açores, Saudades e Música


Um amigo meu, fotografo, esteve recentemente nos Açores. Se estão a ler isto sabem que a música é a minha paixão. Ao ver algumas das fotografias relembro que apenas estive por duas vezes nos Açores e por períodos curtos. Ficou porém uma paixão (e saudade) igual à música. Afinal os Açores também são música, concluo. Têm a mesma propriedade de catalisação do mistério e da luz. Pelo menos aos meus olhos e aos olhos das fotografias do Joel Santos.
Aqui fica um exemplo só para vos explicar ... Ao ver isto nitidamente estou a ouvir Bach.

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