segunda-feira, 9 de junho de 2008

Jean-Baptiste Accolay (1845 - 1910)

Jean-Baptiste Accolay nasceu em Bruxelas a 19 de Agosto de 1845. Foi violinista, maestro e pedagogo. A sua peça mais conhecida é um concerto para violino que faz parte de vários métodos de ensino deste instrumento sendo por essa razão bastante interpretada (o meu filho por exemplo já tocou este concerto - tenho de ver se tenho esse video para vos mostrar ...) mas isso só quando o meu PC estiver de volta ...

Como todas as peças utilizadas para o ensino este concerto (num único andamento) é um pouco subestimado apesar de ter sido tocado por grandes violinistas como por exemplo Itzhak Perlman.

Podem ouvir aqui este concerto tal como foi escrito na sua origem (para violino e orquestra) precisamente por um jovem violinista.

Accolay faleceu em Bruges no dia 19 de Agosto de 1910.

Dia Mundial da Criança - Desafio e pedido de desculpas

Bom como devem ter percebido não tenho podido colocar neste blog posts com a regularidade normal. Tal deve-se ao facto do meu computador em casa se ter avariado (em principio recupera a sua saúde hoje - vantagem das máquinas face aos humanos, mesmo a fonte de alimentação pode ser substituída) e por isso não pude ainda fazer o post que tinha prometido com os resultados do desafio que acabou ontem. As minhas desculpas para todos os leitores fieis (e menos fieis também :-)) deste blog.

Mas não desesperem porque não está esquecido. Se o computador voltar hoje amanhã estão prometidos os resultados e a surpresa.

sábado, 7 de junho de 2008

Schubert - As sinfonias

Continuando uma primeira visão global do conjunto da obra de Schubert hoje vamos centrar-nos no conjunto das suas sinfonias. Também aqui se revela o seu caracter romântico e poético e a sua desorganização e falta de atenção à sua própria obra criativa. Acho que dificilmente haverá um compositor em que existam mais obras inacabadas, deixadas em esquisso ou póstumas.

Schubert terá escrito entre 8 a 11 sinfonias, dependendo das opiniões quanto a algumas obras inacabadas. Vejamos então. Da primeira à sexta sinfonia não existem grandes dúvidas. Publicadas num espaço de 4 anos são segundo a enciclopédia Grove Music "o retrato de um aprendiz dotado". A partir deste ponto começam as obras incompletas .... Na opinião da referida enciclopédia isto traduz a insatisfacção do compositor por não encontrar a sua própria voz, não encontrar na sua composição sinfónica o espelho da poesia que tinha no coração e que tão bem exprimia nos seus "lied".

Assim temos a sinfonia 7 (D.729) inacabada, a sinfonia nº8 (D.759) também incabada e por vezes contada como número 7 (por não se considerar a 7) - desta apenas existem dois andamentos completos e um terceiro em fase de esquisso (o quarto andamento nunca terá sido escrito).

Temos depois desta a nona sinfonia (D.944) em Dó Maior - "A Grande" (ou 7 ou 8 consoante a opinião sobre as duas anteriores) de que vos proponho verem uma parte aqui . Aliás notarão que no video aparece exactamente como sendo a sétima sinfonia, não se contando assim as duas anteriores na opinião da produção do video que não é a mesma do poster no You Tube. Grande confusão como podem ver ...

Para melhorar o romance depois desta nona ainda existe um esquisso de uma derradeira décima sinfonia (D.936a) escrita nos derradeiros meses de vida e ainda rumores sobre uma décima primeira sinfonia composta em 1824. Hoje acredita-se segundo estudo de Reed em 1972 que esta na verdade é a nona em Dó Maior ... Enfim mais romântico e misterioso seria completamente impossível.

Uma coisa é certa, tendo em conta que Schubert viveu apenas 31 anos é notável a quantidade e qualidade do trabalho produzido. Pena que não tenha podido quer por temperamento quer por falta de tempo rever e terminar as suas obras. Em todo o caso é certamente um dos compositores mais injustamente esquecidos da história.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Recomendações de música ao vivo da Quinta-Feira de novo à Sexta

Pois é, o meu PC em casa entregou a alma ao criador - perdoem-me a blasfémia (não nada a ver com o blog de mesmo nome) - ou pelo menos a sua fonte de alimentação decidiu que era tempo de se reformar. Foi por isso que me foi impossível fazer ontem este habitual post e por isso também hoje será um pouco mais curto do que habitual. Mesmo assim cobrimos o país inteiro com concertos de entrada livre para não haver desculpas na vossa (nossa) batalha contra os sofás e pantufas (agora com o calor talvez essas já estejam derrotadas à partida). Saiam de casa e vão ouvir e ver música ao vivo porque já sabem: Ao Vivo é outra Coisa !

Começando pelo sul como de costume na Igreja da Misericórdia (Tavira) poderão ouvir Ana Rita Faleiro num recital de piano inserido no ciclo "Música nas Igrejas", promovido pela Câmara Municipal de Tavira. . Dia 7 de Junho (Sábado) às 19h. A entrada é livre.

Um pouco mais ao norte, mais precisamente em Évora no Convento dos Remédios poderão ouvir o Coro da Universidade de Lisboa dirigido por José Robert. Dia 8 de Junho (Domingo) pelas 18h30. Serão interpretadas obras de Britten (Hymn to St. Cecília) e Giles Swayne (Missa Tiburtina). Entrada Livre.

Ainda ligeiramente mais a Norte e para o interior em Portalegre poderão ouvir «Il Trovatore», de Giuseppe Verdi pela Orquestra do Norte dirigida por José Ferreira Lobo. Será hoje Sexta-Feira dia 6 de Junho às 22h no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Entrada Livre.

Em Lisboa (mais precisamente em Cascais) no Centro Cultural de Cascais poderão ouvir a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO) dirigida por Nikolay Lalov num concerto intitulado "Miniatura Musical". Serão interpretadas obras de P. Sarassate, P. Stainov, N. Paganini, Fr. Kreisler e A. Piazzola. Sexta-Feira, 6 de Junho às 21h.

Agora sim em Lisboa propriamente dita na Basílica dos Mártires integrado no Ciclo de Páscoa e Santos - Concertos de Música Sacra da Baixa-Chiado poderão ouvir «Se la face y pale» pelo Ensemble Mensura. Será interpretada a missa "Se la face y pale" de Guillaume Dufay e obras de outros compositores flamengos. Domingo 8 de Junho às 16h. Entrada Livre.

Ainda em Lisboa no dia 7 de Junho (Sábado), poderemos ouvir na Sé de Lisboa o Concerto de final de ano dos coros Instituto Gregoriano de Lisboa. Será às 21:30 e a entrada é livre.

Um pouco mais a norte, em Torres Vedras no Teatro-Cine o Ensemble Darcos interpretará Quarteto para o Fim dos Tempos de Olivier Messiaen. Será hoje sexta-feira 6 de Junho às 21:30.

Para a invicta cidade do Porto tenho uma proposta que me deixou bastante curioso. Poderão ouvir na MAC de Serralves Jozef van Wissem num recital de alaúde. Só que segundo a descrição do concerto trata-se aqui da ponte entre a música renascentista, barroca e contemporanea com improvisão e recurso pontual a manipulação electrónica. Estranho não ? Será nos dias 7 e 8 de Junho às 15h, 17h e 19h sendo a entrada livre.

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