domingo, 27 de julho de 2008

Hector Berlioz - Sinfonia Fantástica

Depois de Schubert em homenagem a Beethoven de quem era um confesso admirador vamos começar a falar de Hector Berlioz.

Hector Berlioz não teve uma vida fácil, nem musicalmente nem do ponto de vista pessoal mas disso falaremos mais tarde.

Por hoje fiquem com a Sinfonia Fantástica uma composição de música programática que conta a história de um jovem artista possuidor de uma imaginação fantástica mas que se envenenou com o ópio de uma paixão não correspondida. "Ligeiramente" autobiográfico como veremos.

Há cinco movimentos de que vos falaremos mais tarde por hoje e porque na verdade já não tenho muito tempo convido-vos para ouvirem aqui o primeiro andamento desta sinfonia.

sábado, 26 de julho de 2008

Schubert - Sonata para piano nº21 D. 960 em Si Bemol Maior

Esta foi a ultima obras que Schubert compôs e embora não tenha sido muito interpretada no século XIX faz hoje parte do reportório pianistico. Esta obra enquadra-se num ciclo de três sonatas todas elas escritas num curto período de tempo e que partilham várias características comuns ao ponto de serem muitas vezes consideradas como fazendo parte de um ciclo (D. 958 e D. 959 são as outras duas sonatas) sendo por vezes tocadas em sequência em concertos. Pela duração de cada uma das peças isto torna-se por vezes dificil para os ouvintes.

As peças estiveram longe de recolher grande simpatia no século XIX como referimos mesmo por aqueles que sempre mostraram grande admiração pelo trabalho de Schubert como é o caso de Schumann que dizia acerca destas sonatas : "passam de página a página como se não tivessem fim, sem nunca duvidarem para onde vão, sempre musicais e cantáveis, interrompidas aqui e ali por focos de veemência mas que cedo se perdem". Na verdade com a excepção de Brahms que apreciou estas obras e que terá sido fortemente influenciado por elas a reacção geral foi bastante fria.

No entanto como dizíamos no século XX a situação inverteu-se e graças ao trabalho de vários estudiosos estas sonatas são hoje colocadas na lista das obras primas do género. A interpretação que vamos ouvir é precisamente de um destes estudiosos, Alfred Brendel e que já por várias vezes ouvimos aqui precisamente a interpretar Schubert acompanhando ao piano as lied do ciclo "Wintereise", por exemplo esta.

As sonatas estão escritas em quatro andamentos. A D. 960 começa com um andamento Molto Moderato. Este andamento quando tocado com a repetição que Schubert tem mais de vinte minutos de duração. Trata-se de uma verdadeira obra prima. Pode ouvir aqui a primeira parte e aqui a segunda parte.

O segundo andamento (Andante sostenuto) é uma melodia sombria um verdadeiro milagre em termos de expressão de sentimentos. aliás note-se que uma grande parte do interesse dos estudiosos que referimos prende-se precisamente com a tentativa de encontrar na própria estrutura da música, das três sonatas uma espécie de significado expressivo descritivo, concreto.
Oiça aqui o segundo andamento.

O terceiro andamento (Allegro vivace con delicatezza) : É uma espécie de preludio para o quarto andamento. Ouça aqui.

O quarto andamento (Allegro, ma non troppo): Este andamento demonstra a ambiguidade emocional de Schubert. Não nos esqueçamos que esta é a sua ultima obra e que ele já sabia que estava a morrer. Porém este andamento, o ultimo andamento da ultima obra termina com uma mensagem de esperança. Ouçam aqui.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Faleceu Randy Pausch ( 23.10.1960 - 25.07, 2008)

Soube há pouco da notícia quase em simultâneo pelo blog Episema e pela subida de pesquisas pelo nome Randy Pausch no Google Trends.

Tinha há pouco tempo lido o seu livro "A ultima aula" uma versão escrita da aula que deu em Carnegie Mellon que confesso me marcou bastante pela ideia de conseguir deixar aos seus filhos uma imagem dos valores que defendia, do que ele era enquanto homem.

Faleceu mas deixou sem dúvida uma lição não só para os seus filhos mas também para todos nós. Pausch merece ser recordado sem dúvida pelo seu software Alice e em geral pela sua brilhante carreira enquanto investigador mas também pela forma como soube viver os últimos dias da sua curta vida. Vejam aqui essa ultima lição porque vale mesmo a pena. É uma hora e vinte de extraordinário significado.

Que Randy Pausch consiga encontrar agora a paz que sempre mostrou procurar.

Schubert - As obras de música sacra

Não sendo o género em que Schubert é mais conhecido não deixou no entanto de ter composto algumas obras significativas. Entre estas escolhemos uma obra da juventude de Schubert. Composta em 1815 a missa nº 2 em Sol Maior foi estreada na paróquia de nascimento do compositor sendo depois quase completamente esquecida até algumas décadas depois da morte do compositor.

Porém gradualmente foi tornando-se relativamente conhecida tendo inclusivamente sido completada na orquestração pelo irmão de Schubert Ferdinand. Isto porque a missa tinha sido composta para a pequena orquestra da paróquia.

Em 1980 descobriram-se partes de orquestração escritas pelo próprio Schubert que também completou a orquestração.

Sendo uma missa "curta" é naturalmente composta por seis partes que pode ouvir e ver numa interpretação do coro Ocean Springs High School Choir e a orquestra de cordas da Universidade do Mississippi do Sul (USM), com a excepção do Sanctus que é interpretado pelo Oslo Vokalensemble Trefoldighetskirken

Kyrie
Gloria
Credo
Sanctus
Benedictus
Agnus Dei

Oportunidades na Amazon