A sinfonia nº4 é a ultima das sinfonias de Brahms é a mais claramente romântica das quatro. É geralmente considerada como uma das obras primas do compositor. Composta entre 1884 e 1885 foi estreada em 25 de Outubro de 1885 em Meiningen dirigida pelo próprio Brahms.
O início do primeiro andamento (Allegro non troppo Mi menor) é bastante surpreendente para quem houve a obra pela primeira vez dado que começa logo pelo tema. Não há introdução, o ouvinte é transportado de imediato para o núcleo da peça um pouco como se tivesse apanhado uma conversa a meio. De resto este andamento é uma demonstração de total domínio da forma de Sonata. Para este andamento escolhemos o maestro Takashi Asahina e a Osaka Philharmonic que pode ouvir aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
O segundo andamento (Andante moderato: Mi Menor - Mi Maior) lembra pela sua forma um Requiem. Termina dando a sensação que as sombras tomaram de vez a terra. Felizmente o terceiro andamento vai demonstrar que essa percepção está completamente errada. Para este segundo andamento como aliás para todos os restantes escolhemos Carlos Kleiber e a Bavarian State orchestra. Pode ouvir este segundo andamento aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
O terceiro andamento (Allegro giocoso: Dó Maior) é de uma energia fantástica e um exemplo quase único de humor por parte de Brahms. Não só pela repetida utilização dos triângulos mas também pelo facto de existirem respostas feitas por pequenos sopros ao forte de uma orquestra.
Pode ouvir este terceiro andamento aqui.
O quarto andamento (Allegro energico e passionato Mi Menor) para os estudantes de composição é simplesmente fantástico. Na verdade trata-se de um andamento baseado numa "passacaglia" (forma de composição típica do barroco). Porém este andamento é muito mais do que um simples exercício académico. É o ponto final na arte de orquestração de Brahms mas ao mesmo tempo e talvez paradoxalmente um dos pontos onde Brahms abriu uma porta. Na verdade Brahms pode ser visto para o classicismo um pouco como Bach para o Barroco levando a forma às suas ultimas consequências mas não deixando novos caminhos por explorar. Neste caso porém fê-lo. Como dizia curiosamente parece também a sua ultima palavra, como se depois disto nada mais tivesse a dizer. Pode ouvir este quarto andamento aqui.
Quis também o destino que esta fosse a ultima obra a que Brahms assistiu quando a ouviu a 7 de Maio de 1897 num concerto por ocasião do seu 64º aniversário. Brahms já profundamente doente de cancro no fígado ainda conseguiu levantar-se no seu camarote para agradecer o efusivo aplauso da plateia.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sábado, 20 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Brahms: Sinfonia nº 3 em Fá Maior (Op. 90)
Esta sinfonia foi composta no verão de 1883 cerca de seis depois da segunda sinfonia. Hans Richter que também a estreou a 2 de Dezembro de 1883 disse que esta era a "Eroica" de Brahms. Se se lembram do que dissemos aqui e aqui sobre a necessidade que Brahms sentia de se afastar de Beethoven (embora o admirasse imenso) o compositor não deve ter deixado de se sentir ao mesmo tempo elogiado e frustrado.
A recepção a esta sinfonia foi extraordinária merecendo rapidamente várias interpretações até ao ponto que Brahms já se lhe referia como a "infelizmente muito célebre" sinfonia.
Tal como as duas que já ouvimos esta sinfonia foi escrita em quatro andamentos numa estrutura bastante clássica.
Podem ouvir o primeiro andamento (Allegro con brio - Fá maior) aqui dirigido por Felix Weingartner (1863-1942). Também poderão ouvir o segundo andamento Andante (C major) dirigido pelo mesmo maestro aqui.
O terceiro andamento sem dúvida o mais conhecido e um dos meus andamentos preferidos pode ser ouvido aqui e finalmente o quarto aqui.
A recepção a esta sinfonia foi extraordinária merecendo rapidamente várias interpretações até ao ponto que Brahms já se lhe referia como a "infelizmente muito célebre" sinfonia.
Tal como as duas que já ouvimos esta sinfonia foi escrita em quatro andamentos numa estrutura bastante clássica.
Podem ouvir o primeiro andamento (Allegro con brio - Fá maior) aqui dirigido por Felix Weingartner (1863-1942). Também poderão ouvir o segundo andamento Andante (C major) dirigido pelo mesmo maestro aqui.
O terceiro andamento sem dúvida o mais conhecido e um dos meus andamentos preferidos pode ser ouvido aqui e finalmente o quarto aqui.
Recomendação de Ultima Hora em Aveiro
Não percam em Aveiro hoje mais uma proposta musical. Detalhes no blogue da Moira Aveirense aqui.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Recomendações da Quinta (18.09.2008)
Quinta-Feira é dia de recomendações musicais como sabem. Por essa razão podem saborear propostas para todo o país. Recomendamos também uma visita a cultura.sapo.pt onde os nossos amigos da Sercultur nos dão muitas outras recomendações de música clássica. A maioria destas recomendações foi aliás retirada dessa lista.
Começamos como de costume pelo sul mais precisamente Loulé onde decorre o X Encontro de Música Antiga de Loulé. Assim no dia 20 Sábado teremos um concerto pelo agrupamento Alta Capella na Igreja Matriz de Alte pelas 21:30. No dia 21 pelas 21:30 na Igreja Matriz de Salir o agrupamento La Nave Va apresenta um concerto barroco encenado.
Ainda no Algarve mas agora na Igreja de São José (Albufeira) a Orquestra do Algarve dará um concerto acompanhada pela Soprano Ana Quintans e dirigida por Cesário Costa. Será às 21:30 de Sexta-Feira sendo o programa composto por obras de Félix Mendelssohn, Luís Tinoco e Franz Schubert.
Em Évora integrado no IX Ciclo de Concertos «Música nos Claustros/Encontro de Instrumentos e Vozes Ibéricas» Vladimir Pavtchinskii (clarinete) e Ian Mikirtoumov (piano) darão um Recital de Clarinete e Piano no Convento dos Remédios na Sexta-Feira pelas 21:30. Serão interpretadas obras de Weber, M Arnold, Donatoni, Debussy e Poulenc. Integrado no mesmo ciclo de concertos no Sábado 20 à mesma hora e mesmo local (21:30) teremos um concerto por Paulo Carrilho (tenor), Inês Madeira (mezzo soprano) Sofia de Castro (Soprano), Diogo Oliveira (barítono) e Abel Chaves (piano) intitulado "Ópera e Musicais" composto por excertos de óperas e composições de Mozart, Offenbach, Donizetti, Massenet, Delibes, John Kander, Mitch Leigh, A. Lloyd Webber, M. Schonberg, Leonel Bart e S. Schwartz.
Em Lisboa integrado no Festival Música Viva 2008 a Orquestra Metropolitana de Lisboa estará no Mosteiro dos Jerónimos dia 19 Sexta-Feira pelas 22h dirigida pelo Maestro Pedro Amaral. Será interpretado Mixtur 2003 nas duas versões (original e retrogradada). Neste concerto é também apresentada a histórica obra Gesang der Jünglinge, seguindo uma proposta programática definida pelo próprio compositor. A entrada é livre.
Ainda em Lisboa e estamos nitidamente na época dos ciclos e festivais de música clássica, integrado no XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa propomos na Sexta-Feira 19 às 21:30 na Sé Patriarcal de Lisboa um recital de Orgão por Paolo Crivellaro que apresenta um programa baseado no conceito "J. S. Bach e os seus antecessores". Integrado no mesmo estival poderemos ver no dia seguinte (Sábado 20) na Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) pelas 21:30 António Esteireiro (Orgão) e o Coro de Câmara e Gregoriano do Instituto Gregoriano de Lisboa sobre a direcção do Maestro Armando Possante. Continuando com este festival de novo na Sé Patriarcal de Lisboa teremos no Domingo um recital de Orgão por Harald Vogel às 21:30. A entrada para estes três concertos é livre.
Passando agora para locais perto de Lisboa teremos em Cascais no Domingo no Centro Cultural de Cascais um concerto intitulado «Três mais três igual a quatro (3+3=4)» pelo Moscow Piano Quartet. Será no Domingo às 17h. Serão interpretadas obras de J. Haydn, S. Taneiev e J. Brahms.
Em Loures (penso que uma estreia nestas recomendações) teremos integrado nos III Encontros com a Música Clássica – Loures 2008 o Coro de Câmara In Honoria Música, formado por Filipa Lopes (soprano), Myriam Madzalik (soprano), Inês Khan (mezzo-soprano), João Tiago (tenor), Nuno Fonseca (barítono), João Oliveira (baixo) e Lilian Kopke (organista) na Igreja Matriz de Loures Sábado pelas 17h.
Passando agora à Invicta cidade do Porto teremos no Clube Literário do Porto Alberto Bastos e Marlene Fernandes num recital de clarinete e piano. Será na Sexta-Feira às 21:30 e a entrada é livre.
Finalmente voltamos à Madeira, mais precisamente a Porto Santo (que saudades) com o Ensemble Vocal Regina Pacis do GCEA dirigido por Zélia Ferreira Gomes. Será no Sábado às 21:30 no Centro Cultural e de Congressos de Porto Santo.
E é tudo ! Fiquem bem e já sabem, saiam de casa para ir ver música clássica . Já sabem que Ao Vivo é outra coisa !
Começamos como de costume pelo sul mais precisamente Loulé onde decorre o X Encontro de Música Antiga de Loulé. Assim no dia 20 Sábado teremos um concerto pelo agrupamento Alta Capella na Igreja Matriz de Alte pelas 21:30. No dia 21 pelas 21:30 na Igreja Matriz de Salir o agrupamento La Nave Va apresenta um concerto barroco encenado.
Ainda no Algarve mas agora na Igreja de São José (Albufeira) a Orquestra do Algarve dará um concerto acompanhada pela Soprano Ana Quintans e dirigida por Cesário Costa. Será às 21:30 de Sexta-Feira sendo o programa composto por obras de Félix Mendelssohn, Luís Tinoco e Franz Schubert.
Em Évora integrado no IX Ciclo de Concertos «Música nos Claustros/Encontro de Instrumentos e Vozes Ibéricas» Vladimir Pavtchinskii (clarinete) e Ian Mikirtoumov (piano) darão um Recital de Clarinete e Piano no Convento dos Remédios na Sexta-Feira pelas 21:30. Serão interpretadas obras de Weber, M Arnold, Donatoni, Debussy e Poulenc. Integrado no mesmo ciclo de concertos no Sábado 20 à mesma hora e mesmo local (21:30) teremos um concerto por Paulo Carrilho (tenor), Inês Madeira (mezzo soprano) Sofia de Castro (Soprano), Diogo Oliveira (barítono) e Abel Chaves (piano) intitulado "Ópera e Musicais" composto por excertos de óperas e composições de Mozart, Offenbach, Donizetti, Massenet, Delibes, John Kander, Mitch Leigh, A. Lloyd Webber, M. Schonberg, Leonel Bart e S. Schwartz.
Em Lisboa integrado no Festival Música Viva 2008 a Orquestra Metropolitana de Lisboa estará no Mosteiro dos Jerónimos dia 19 Sexta-Feira pelas 22h dirigida pelo Maestro Pedro Amaral. Será interpretado Mixtur 2003 nas duas versões (original e retrogradada). Neste concerto é também apresentada a histórica obra Gesang der Jünglinge, seguindo uma proposta programática definida pelo próprio compositor. A entrada é livre.
Ainda em Lisboa e estamos nitidamente na época dos ciclos e festivais de música clássica, integrado no XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa propomos na Sexta-Feira 19 às 21:30 na Sé Patriarcal de Lisboa um recital de Orgão por Paolo Crivellaro que apresenta um programa baseado no conceito "J. S. Bach e os seus antecessores". Integrado no mesmo estival poderemos ver no dia seguinte (Sábado 20) na Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) pelas 21:30 António Esteireiro (Orgão) e o Coro de Câmara e Gregoriano do Instituto Gregoriano de Lisboa sobre a direcção do Maestro Armando Possante. Continuando com este festival de novo na Sé Patriarcal de Lisboa teremos no Domingo um recital de Orgão por Harald Vogel às 21:30. A entrada para estes três concertos é livre.
Passando agora para locais perto de Lisboa teremos em Cascais no Domingo no Centro Cultural de Cascais um concerto intitulado «Três mais três igual a quatro (3+3=4)» pelo Moscow Piano Quartet. Será no Domingo às 17h. Serão interpretadas obras de J. Haydn, S. Taneiev e J. Brahms.
Em Loures (penso que uma estreia nestas recomendações) teremos integrado nos III Encontros com a Música Clássica – Loures 2008 o Coro de Câmara In Honoria Música, formado por Filipa Lopes (soprano), Myriam Madzalik (soprano), Inês Khan (mezzo-soprano), João Tiago (tenor), Nuno Fonseca (barítono), João Oliveira (baixo) e Lilian Kopke (organista) na Igreja Matriz de Loures Sábado pelas 17h.
Passando agora à Invicta cidade do Porto teremos no Clube Literário do Porto Alberto Bastos e Marlene Fernandes num recital de clarinete e piano. Será na Sexta-Feira às 21:30 e a entrada é livre.
Finalmente voltamos à Madeira, mais precisamente a Porto Santo (que saudades) com o Ensemble Vocal Regina Pacis do GCEA dirigido por Zélia Ferreira Gomes. Será no Sábado às 21:30 no Centro Cultural e de Congressos de Porto Santo.
E é tudo ! Fiquem bem e já sabem, saiam de casa para ir ver música clássica . Já sabem que Ao Vivo é outra coisa !
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