Alguém, quem vamos manter anónimo, porque anónimo merece ficar (pelo menos no que diz respeito à autoria dessas desgraçadas palavras) disse que o Teatro não é especial, que não pode ficar acima das sacro-santas restrições financeiras que se agitam por aí como se essas fossem a solução aos nossos problemas. Antes fossem, antes fossem.
Na realidade não pode nem quer penso que alguém o deseje. Porém também não se pode tratar a arte e a cultura e do ponto de vista mais geral a intelectualidade como se fosse uma espécie de luxo de que nos poderíamos abster por uns momentos para retomar mais tarde como se a questão económica nos devesse consumir toda a atenção. É que não vai tardar quem apareça por aí a dizer que nos devemos deixar de pensar em ideologias para nos concentrarmos no essencial. No essencial que é? Existe algo mais essencial do que as ideias? Ou achais que hoje o que nos propõem como solução é suficiente?
Vem esta nota a propósito do que li hoje no blog do Alex Ross uma excelente entrevista que este fez ao Esa-Pekka Salonen (a propósito do seu prémio Grawemeyer Award - ironia alguém que achava que a arte era efectivamente especial :-)) em que o grande maestro finlandês nos diz:
"The sad fact is that we are witnessing a fierce anti-intellectual period in Western culture, both here and in Europe. Populist right-wing movements are attacking the arts and enlightened critical thinking everywhere, and the epithet "elitist" is being used as the favorite blunt instrument by those politicians. So far I haven't seen the anti-Wall Street/London City protest movement forming any direct cultural positions, but I cannot see how classical music with its very modest commercial dimensions would be seen as an enemy by anybody who is willing and able to look beyond the uninformed use of the word "elitist.""
Este raciocínio contra a arte e mais geralmente contra as minorias, contra o que nos é exterior ou estranho, contra os "outros" como se pelo menos numa dimensão das nossas vidas não fizéssemos parte dessa minoria não é novo , não é novo mas normalmente funciona em tempos de crise em que é mais fácil colocar o problema de fora e culpar os demais - facilmente explorável por políticos pouco escrupulosos e por uma comunicação social ainda menos critica.
Normalmente tem um triste fim. Gostaria de acreditar que em média os povos da Europa tenham hoje mais informação e mais base cultural do que em 1935 aproximadamente ... Agora sim iremos ver se o investimento em educação valeu a pena. Iremos também perceber se afinal de contas esses estudos que provam a superioridade de alguns sistemas de ensino da Europa Ocidental são realmente substantivos. Por esta razão espero sinceramente que sejam pelo menos em parte verdade, sobretudo no que diz respeito à História, só para ver se conseguimos evitar repetir os mesmos erros ... de novo.
O Teatro, a Música, o Cinema, a Arte são especiais sim senhor. Não por darem abrigo a um conjunto minoritário de excêntricos mas por nos abrirem janelas para outras formas de pensar e de ver o mundo. E essas acreditem são pelo menos tão necessárias quanto as medidas de recuperação económico-financeiras.
A propósito podem ler a transcrição da resposta ao tal anónimo pelo Bruno Nogueira no País do Burro.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Mafalda Vasconcelos faria 48 Anos hoje ...
A Mafalda, ou a Fá como eu lhe chamava faria hoje 48 anos. Neste blog falei dela por vezes mas menos vezes, muito menos do que as que gostaria de ter feito. A Mafalda gostava de ler o que eu escrevia, fazia questão de comentar no dia seguinte a maioria dos meus posts ou pelo menos alguns e por isso hoje este post é só para ti, como há três anos com a tua lista a Lista da Mafalda, lista que mantenho no teu Ipod rosa e que oiço sempre que quero recordar e acredita que são algumas muitas vezes ...
Lembro-me em particular como ficou preocupada com um comentário num post que me tinha pedido sobre o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Lembras-te Céu o que nos rimos?
Dizia há uns dias num comentário em um outro blog que essas músicas para mim já não são músicas são o som da tua voz, são o teu cheiro, a memória de locais onde estivemos juntos ou daquilo que nos dissemos, a memória dos dias e do calor ou do frio que fazia. Memórias boas todas ...
Não consigo ouvir Caçador de Mim sem me lembrar do primeiro abraço no Coliseu das horas de espera e do pontapé nas costas ou daquele Concerto dos Trovante. Não consigo ouvir "The Long and Winding Road" sem me lembrar dos Domingos ou Sábados de manhã em que chegavas para, como dizias, namorar com as minhas irmãs quando estava ocupado a estudar uma qualquer cadeira de Electrotecnia do IST. Não consigo ouvir Cigarra sem me lembrar das manhãs em que acordava com esta canção e contigo ao meu lado (shiu ... isto é segredo). Não consigo ouvir Jobim ou mesmo Vinicius sem me lembrar da Luz dos teus Olhos e do que brincávamos com essa canção. Lembro-me quando ainda tínhamos - como dizer - um semi-namoro e dos almoços ao pé da Mocar na 5 de Outubro onde trabalhavas e das nossas visitas à loja da Dargil e dos seus vinis. Lembro-me de procurar e não encontrar Para Não Dizer que Não falei de Flores. Não consigo ouvir Trem das Cores sem me lembrar da sala da casa dos meus pais onde este disco rodou tantas vezes que a pista (do disco o que é que estão a pensar?) já devia estar gasta, ou das canções do Sérgio e dos dias em Sesimbra. Digo que não consigo mas na verdade não quero ...
Gostava de te ter dito tudo isto e tantas outras coisas, gostava de te ter perguntado ainda mais. Sei que não é possível agora mas posso pelo menos tentar falar contigo desta forma. Já tentei de outras maneiras mas por pudor ou por estupidez bloqueio. Tu dirias com a frontalidade que te conhecia - deixa-te de histórias que tu és mesmo assim, nunca dirás nada ... e tinhas provavelmente razão. Não obstante com a minha teimosia (obstinação era a tua palavra) tentarei. Talvez ainda assim me consiga libertar um pouco da angústia do que ficou por dizer ou fazer.
Tínhamos combinado que quando fizéssemos 25 anos de casado iríamos a Edimburgo de novo. Porque razão nos pegamos tanto a uma data e não o fizemos antes? Porque razão depois de termos sabido da tua doença não te dei mais tempo? Sei que querias assim - que não houvesse mudanças na nossa rotina - que querias encarar com naturalidade a morte que te esperava. Sei disso mas no entanto não posso deixar de pensar porque razão não te consegui (ou não tentei) convencer-te do contrário. Teria mudado alguma coisa? Não sei, provavelmente não. Mas que gostaria de ter tentado isso gostaria.
Encontrei ontem por acaso uma agenda do teu pai do ano em que nasceste. No dia 28 de Novembro de 1963 estava simplesmente marcada a entrada - "Nasceu a menina". Assim mesmo sem nome - ainda deveria estar por decidir penso.
Hoje há uma missa para ti, para o teu pai, para nós como todos os 28 do mês na Igreja de que gostavas. Depois estaremos juntos em família e tu estarás comigo nestas e em outras memória. Em dia de Fado lembro-me também ... De quem eu gosto nem às paredes confesso e da nossa brincadeira (nem à tua mãe dizia eu ... ). Choro agora mas não te preocupes; tu sabes que tenho a lágrima fácil.
Abreijos do teu Nã (nome que detestava e que só tu podias utilizar ... )
Lembro-me em particular como ficou preocupada com um comentário num post que me tinha pedido sobre o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Lembras-te Céu o que nos rimos?
Dizia há uns dias num comentário em um outro blog que essas músicas para mim já não são músicas são o som da tua voz, são o teu cheiro, a memória de locais onde estivemos juntos ou daquilo que nos dissemos, a memória dos dias e do calor ou do frio que fazia. Memórias boas todas ...
Não consigo ouvir Caçador de Mim sem me lembrar do primeiro abraço no Coliseu das horas de espera e do pontapé nas costas ou daquele Concerto dos Trovante. Não consigo ouvir "The Long and Winding Road" sem me lembrar dos Domingos ou Sábados de manhã em que chegavas para, como dizias, namorar com as minhas irmãs quando estava ocupado a estudar uma qualquer cadeira de Electrotecnia do IST. Não consigo ouvir Cigarra sem me lembrar das manhãs em que acordava com esta canção e contigo ao meu lado (shiu ... isto é segredo). Não consigo ouvir Jobim ou mesmo Vinicius sem me lembrar da Luz dos teus Olhos e do que brincávamos com essa canção. Lembro-me quando ainda tínhamos - como dizer - um semi-namoro e dos almoços ao pé da Mocar na 5 de Outubro onde trabalhavas e das nossas visitas à loja da Dargil e dos seus vinis. Lembro-me de procurar e não encontrar Para Não Dizer que Não falei de Flores. Não consigo ouvir Trem das Cores sem me lembrar da sala da casa dos meus pais onde este disco rodou tantas vezes que a pista (do disco o que é que estão a pensar?) já devia estar gasta, ou das canções do Sérgio e dos dias em Sesimbra. Digo que não consigo mas na verdade não quero ...
Gostava de te ter dito tudo isto e tantas outras coisas, gostava de te ter perguntado ainda mais. Sei que não é possível agora mas posso pelo menos tentar falar contigo desta forma. Já tentei de outras maneiras mas por pudor ou por estupidez bloqueio. Tu dirias com a frontalidade que te conhecia - deixa-te de histórias que tu és mesmo assim, nunca dirás nada ... e tinhas provavelmente razão. Não obstante com a minha teimosia (obstinação era a tua palavra) tentarei. Talvez ainda assim me consiga libertar um pouco da angústia do que ficou por dizer ou fazer.
Tínhamos combinado que quando fizéssemos 25 anos de casado iríamos a Edimburgo de novo. Porque razão nos pegamos tanto a uma data e não o fizemos antes? Porque razão depois de termos sabido da tua doença não te dei mais tempo? Sei que querias assim - que não houvesse mudanças na nossa rotina - que querias encarar com naturalidade a morte que te esperava. Sei disso mas no entanto não posso deixar de pensar porque razão não te consegui (ou não tentei) convencer-te do contrário. Teria mudado alguma coisa? Não sei, provavelmente não. Mas que gostaria de ter tentado isso gostaria.
Encontrei ontem por acaso uma agenda do teu pai do ano em que nasceste. No dia 28 de Novembro de 1963 estava simplesmente marcada a entrada - "Nasceu a menina". Assim mesmo sem nome - ainda deveria estar por decidir penso.
Hoje há uma missa para ti, para o teu pai, para nós como todos os 28 do mês na Igreja de que gostavas. Depois estaremos juntos em família e tu estarás comigo nestas e em outras memória. Em dia de Fado lembro-me também ... De quem eu gosto nem às paredes confesso e da nossa brincadeira (nem à tua mãe dizia eu ... ). Choro agora mas não te preocupes; tu sabes que tenho a lágrima fácil.
Abreijos do teu Nã (nome que detestava e que só tu podias utilizar ... )
domingo, 27 de novembro de 2011
Fado - Património Imaterial da Humanidade
Já não é (felizmente) novidade para a maioria dos portugueses mas o Fado foi votado na madrugada de Sábado para Domingo (hora de Lisboa) - Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Não poderíamos deixar de por um lado dar os parabéns à equipa que trabalhou a proposta e em particular ao seu líder o musicólogo Rui Vieira Nery e por outro lado festejar. Os festejos já sabem que aqui é sempre com música e por isso escolhi para vós alguns fados de que gosto particularmente, pela música, pelo interprete ou pelo poema. Dirão que não é música clássica. Não será, mas é Fado e nos momentos que vos mostro creio que atinge o sublime ...
Em primeiro lugar Amália cantando Ary dos Santos ... Meu Amor, Meu Amor, meu corpo em movimento ...
Depois também de Ary dos Santos mas agora cantado por Carlos do Carmo Um Homem na Cidade
E porque não o Fado Falado pelo inesquecível João Villaret?
Ou para não nos esquecermos O Fado do Campo Grande com música do grande compositor português Maestro António Vitorino d´Almeida (Letra de Ary dos Santos)
Ou ainda Amália cantando Camões
E será com o poema de Camões que vos deixo porque há pouco mais para acrescentar. Vale pouco a nomeação, talvez. Vale certamente muito se nos ajudar a lembrar e a manter a memória de todos estes (e outros) artistas.
Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
que mor não seja a dor que me deixou o tempo,
de meu bem desenganado.
Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
triste quero viver, poi se mudou em tristeza
a alegria do passado.
Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão
duro que lastima ao pé que a sofre e sente.
De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.
Não poderíamos deixar de por um lado dar os parabéns à equipa que trabalhou a proposta e em particular ao seu líder o musicólogo Rui Vieira Nery e por outro lado festejar. Os festejos já sabem que aqui é sempre com música e por isso escolhi para vós alguns fados de que gosto particularmente, pela música, pelo interprete ou pelo poema. Dirão que não é música clássica. Não será, mas é Fado e nos momentos que vos mostro creio que atinge o sublime ...
Em primeiro lugar Amália cantando Ary dos Santos ... Meu Amor, Meu Amor, meu corpo em movimento ...
Depois também de Ary dos Santos mas agora cantado por Carlos do Carmo Um Homem na Cidade
E porque não o Fado Falado pelo inesquecível João Villaret?
Ou para não nos esquecermos O Fado do Campo Grande com música do grande compositor português Maestro António Vitorino d´Almeida (Letra de Ary dos Santos)
Ou ainda Amália cantando Camões
E será com o poema de Camões que vos deixo porque há pouco mais para acrescentar. Vale pouco a nomeação, talvez. Vale certamente muito se nos ajudar a lembrar e a manter a memória de todos estes (e outros) artistas.
Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
que mor não seja a dor que me deixou o tempo,
de meu bem desenganado.
Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
triste quero viver, poi se mudou em tristeza
a alegria do passado.
Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão
duro que lastima ao pé que a sofre e sente.
De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.
A Paz - Albert Schweitzer (1875-1965)
Este post foi também publicado ainda que de forma ligeiramente diferente aqui: Por Um Mundo Melhor (Facebook). Desculpem mas não sei fazer links para o Facebook, que desgraça de ignorância.
Este conjunto de posts será sobre a Paz sempre com um músico um musicólogo um melómano ou simplesmente música como razão ou pretexto. Resultou de um desafio que o Raul me fez para publicar uma vez por semana uma música relacionada com a Paz na referida página do Facebook. Confesso que tenho falhado miseravelmente a esse pedido. De facto até agora fiz apenas um único post. Comecei bem é certo com a nona de Beethoven mas depois secou a inspiração ou venceu um dos pecados mortais: a preguiça !
Secou até hoje em que me lembrei que há pessoas ligadas à música e que personificam de forma quase exemplar a paz. E isso dá-me agora razão para pelo menos uma dúzia de posts. Fico contente por poder falar de tantos e tantos músicos (ou melómanos) para quem a paz ou o amor do próximo (não será a mesma coisa?) fazia parte integrante da sua vida. Penso que o Raul não se importará que este texto seja também um post no meu blog, é que me apetece mesmo fazer esta série ...
Vou começar esta sequência com a pessoa que me fez pensar nela: Albert Schweitzer. Teólogo, Médico, Filósofo, Humanista, Musicólogo e Músico. Albert tornou-se conhecido ao abandonar a sua carreira enquanto médico e investigador para criar em África antes da primeira Guerra Mundial um hospital. Tentou uma primeira vez e falhou mas não desistiu. Voltou à Europa e durante vários anos procurou angariar fundos para a reconstrução do projecto agora num outro local mais adequado. E voltou a África onde acabou por falecer em 1965. A sua actividade humanitária salvou milhares de vidas. Foi justamente Prémio Nobel da Paz em 1952.
Enquanto músico notabilizou-se pelos seus estudos e interpretações de Bach sobretudo no que diz respeito ao órgão relativo ao qual publicou diversas obras e inventou mesmo técnicas de interpretação e de gravação. Poderia perfeitamente ter seguido uma carreira na música de tal forma o seu trabalho foi considerado.
Para terminar com música só poderia mesmo ser Bach e graças à Internet e ao You Tube posso mesmo mostrar-vos o próprio Albert Schweitzer a interpretar Bach.
Podem ouvir Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 731 (Querido Jesus estamos aqui numa tradução à letra). A gravação é de 1936! Notem apesar disso a qualidade da mesma ...
Este conjunto de posts será sobre a Paz sempre com um músico um musicólogo um melómano ou simplesmente música como razão ou pretexto. Resultou de um desafio que o Raul me fez para publicar uma vez por semana uma música relacionada com a Paz na referida página do Facebook. Confesso que tenho falhado miseravelmente a esse pedido. De facto até agora fiz apenas um único post. Comecei bem é certo com a nona de Beethoven mas depois secou a inspiração ou venceu um dos pecados mortais: a preguiça !
Secou até hoje em que me lembrei que há pessoas ligadas à música e que personificam de forma quase exemplar a paz. E isso dá-me agora razão para pelo menos uma dúzia de posts. Fico contente por poder falar de tantos e tantos músicos (ou melómanos) para quem a paz ou o amor do próximo (não será a mesma coisa?) fazia parte integrante da sua vida. Penso que o Raul não se importará que este texto seja também um post no meu blog, é que me apetece mesmo fazer esta série ...
Vou começar esta sequência com a pessoa que me fez pensar nela: Albert Schweitzer. Teólogo, Médico, Filósofo, Humanista, Musicólogo e Músico. Albert tornou-se conhecido ao abandonar a sua carreira enquanto médico e investigador para criar em África antes da primeira Guerra Mundial um hospital. Tentou uma primeira vez e falhou mas não desistiu. Voltou à Europa e durante vários anos procurou angariar fundos para a reconstrução do projecto agora num outro local mais adequado. E voltou a África onde acabou por falecer em 1965. A sua actividade humanitária salvou milhares de vidas. Foi justamente Prémio Nobel da Paz em 1952.
Enquanto músico notabilizou-se pelos seus estudos e interpretações de Bach sobretudo no que diz respeito ao órgão relativo ao qual publicou diversas obras e inventou mesmo técnicas de interpretação e de gravação. Poderia perfeitamente ter seguido uma carreira na música de tal forma o seu trabalho foi considerado.
Para terminar com música só poderia mesmo ser Bach e graças à Internet e ao You Tube posso mesmo mostrar-vos o próprio Albert Schweitzer a interpretar Bach.
Podem ouvir Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 731 (Querido Jesus estamos aqui numa tradução à letra). A gravação é de 1936! Notem apesar disso a qualidade da mesma ...
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