Já muito se falou do naufrágio do Costa Concordia e das suas trágicas consequências em vidas humanas. A história que vos trago aqui foi também bastante falada mas talvez não suficientemente. O violinista Húngaro Sandor Feher faleceu depois de ter ajudado várias crianças a colocar os seus coletes.
A razão pela qual faleceu é na verdade a desculpa para este post. Sandor Feher que tinha um gosto especial pelo ensino faleceu porque depois de ter participado na ajuda dos mais pequenos resolveu ir à sua cabine buscar o seu violino. Há quem me diga que a maioria dos instrumentistas teria feito o mesmo.
Sandor Feher gostava de ensinar. Acredito que pelo que demonstrou que se perdeu um excelente professor.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Os Compositores da Escola Russa
Acabei hoje de comprar a Diapason de Fevereiro e um dos artigos inspirou-me a necessidade de vos falar sobre os doze compositores de que o artigo fala ( Tchaikovsky não faz parte da lista por ter sido abordado em anterior número da referida revista).
Confesso-vos que o que me levou a comprar foi o disco de oferta, uma gravação de uma das minhas obras preferidas o poema Sinfónico de Rimsky-Korsakov Scherezade (uma das obras que ouvi vezes sem conta na minha adolescência e uma das razões pela qual provavelmente gosto de música clássica) pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque dirigida por Leonard Bernstein.
Este artigo visita Glinka, Borodine, Balakirev, Moussorgsky, Rimsky-Korsakov, Glazounov, Scriabine, Rachmaninov, Stravinsky, Prokofiev, Schostakovich e Goubaidolina. Uma sequência notável, não ?
Melhor ainda o artigo termina com a sugestão de 20 Discos de música de compositores Russos (excluindo o já referido Tchaikovsky pelas razões apresentadas) e também não incluindo Scherezade já que esta para os felizes compradores da publicação já faz parte da colecção ...
Dos outros vinte discos iremos fazer uma pequena viagem às várias selecções (não prometo que serão todas) começando por Scriabine. As Sonatas 2, 3, 9 e 10 por Vladimir Sofronitzki.
Confesso-vos que o que me levou a comprar foi o disco de oferta, uma gravação de uma das minhas obras preferidas o poema Sinfónico de Rimsky-Korsakov Scherezade (uma das obras que ouvi vezes sem conta na minha adolescência e uma das razões pela qual provavelmente gosto de música clássica) pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque dirigida por Leonard Bernstein.
Este artigo visita Glinka, Borodine, Balakirev, Moussorgsky, Rimsky-Korsakov, Glazounov, Scriabine, Rachmaninov, Stravinsky, Prokofiev, Schostakovich e Goubaidolina. Uma sequência notável, não ?
Melhor ainda o artigo termina com a sugestão de 20 Discos de música de compositores Russos (excluindo o já referido Tchaikovsky pelas razões apresentadas) e também não incluindo Scherezade já que esta para os felizes compradores da publicação já faz parte da colecção ...
Dos outros vinte discos iremos fazer uma pequena viagem às várias selecções (não prometo que serão todas) começando por Scriabine. As Sonatas 2, 3, 9 e 10 por Vladimir Sofronitzki.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Resposta a um toque de telemóvel num recital
Percorreu a net o vídeo deste violinista que respondeu a um toque de telemóvel de uma conhecida marca com uma improvisação sobre o tema. Se não comento sequer a falta de jeito e de chá do espectador já devo louvar a presença de espírito do violinista.
O improviso não é nada mau. Uma reacção optimista e bem disposta que não reparando o mal pelo menos reduz a importância relativa a dimensão do acontecimento. Grave é certo mas não de vida ou morte. Estou seguro que a vergonha sentida pelo prevaricador foi infinitamente superior daquela forma. Os restantes pelo menos ganharam com o humor, perdida que estava a magia do momento ...
O improviso não é nada mau. Uma reacção optimista e bem disposta que não reparando o mal pelo menos reduz a importância relativa a dimensão do acontecimento. Grave é certo mas não de vida ou morte. Estou seguro que a vergonha sentida pelo prevaricador foi infinitamente superior daquela forma. Os restantes pelo menos ganharam com o humor, perdida que estava a magia do momento ...
Handel Water Music e Music for the Royal Fireworks
Embora tivéssemos já falado neste blog desta suite o post não me satisfaz totalmente e por isso aproveitando o facto de estar a completar a informação referente às 100 músicas clássicas (mais uma e que não é chinesa) vamos voltar a esta obra incluindo também neste post "Music for the Royal Fireworks" que é muitas vezes considerado em conjunto pelo facto de ambos serem especialmente adequados a interpretações ao ar livre.
Estas duas obras (tanto a Water Music como o Royal Fireworks) estão também estreitamente relacionados com o objectivo deste blog e desta lista.
Na verdade na altura em que Handel compôs estes temas o acesso do povo a este tipo de música era praticamente inexistente a não ser nas versões ultra-simplificadas que os músicos de rua reproduziam pelo que ouviam dos seus colegas. A existência destas performances públicas - no sentido que era possível assistir às mesmas qualquer que fosse a sua condição social - era uma ocasião para Handel dar a conhecer a sua arte. Existem razões para acreditar que o compositor tinha efectiva consciência deste facto e que por essa razão procurou nestas obras juntar todo o seu know how. O facto de centenas de milhares de pessoas terem assistido
Começando pela Water Music trata-se de um conjunto que foi aparentemente baseado em três suites que Handel já tinha previamente composto e que adaptou à circunstância do evento. Para saberem absolutamente tudo sobre estes dois concertos incluindo a integração histórica recomendo fortemente a obra do grande maestro Christopher Hogwood especialista em interpretações de época.
Das três suites a primeira HWV 348 em Fá Maior é a mais extensa estando dividida em 11 andamentos que podem ouvir aqui numa interpretação da Orquestra da The Hague Philarmonic Orchestra dirigida por Pierre Boulez (uma gravação de 1966). A segunda e a terceira suite possuem cada uma cinco andamentos.
A segunda obra a que fazemos referência "Music for the Royal Firework" foi estreada a 27 de Abril de 1749 para celebrar o fim da Guerra de Sucessão Austríaca.
Estas duas obras (tanto a Water Music como o Royal Fireworks) estão também estreitamente relacionados com o objectivo deste blog e desta lista.
Na verdade na altura em que Handel compôs estes temas o acesso do povo a este tipo de música era praticamente inexistente a não ser nas versões ultra-simplificadas que os músicos de rua reproduziam pelo que ouviam dos seus colegas. A existência destas performances públicas - no sentido que era possível assistir às mesmas qualquer que fosse a sua condição social - era uma ocasião para Handel dar a conhecer a sua arte. Existem razões para acreditar que o compositor tinha efectiva consciência deste facto e que por essa razão procurou nestas obras juntar todo o seu know how. O facto de centenas de milhares de pessoas terem assistido
Começando pela Water Music trata-se de um conjunto que foi aparentemente baseado em três suites que Handel já tinha previamente composto e que adaptou à circunstância do evento. Para saberem absolutamente tudo sobre estes dois concertos incluindo a integração histórica recomendo fortemente a obra do grande maestro Christopher Hogwood especialista em interpretações de época.
Das três suites a primeira HWV 348 em Fá Maior é a mais extensa estando dividida em 11 andamentos que podem ouvir aqui numa interpretação da Orquestra da The Hague Philarmonic Orchestra dirigida por Pierre Boulez (uma gravação de 1966). A segunda e a terceira suite possuem cada uma cinco andamentos.
A segunda obra a que fazemos referência "Music for the Royal Firework" foi estreada a 27 de Abril de 1749 para celebrar o fim da Guerra de Sucessão Austríaca.
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