sábado, 21 de julho de 2012

Resultados provisórios - Melhor obra para violino solo

Após mais uma semana temos agora 21 votantes num total de 99 votos expressos o que significa uma média de 4,71 votos por votante uma diminuição significativa relativa à semana passada. 

Na frente desta nossa votação com 47% dos votantes a terem preferido esta obra encontramos as sonatas e partitas de Bach - um expoente do período barroco sem dúvida e um expoente da nossa civilização. Em segundo lugar com 38% temos a sonata de Cesar Franck e em terceiro as duas sonatas de Beethoven e Tzigane de Ravel todas com 33% dos votantes.

Da cauda da tabela saíram as Sonatas de Mozart eventualmente fruto da nossa campanha eleitoral. Mantêm-se com apenas um voto Elgar, Korngold, Kreisler e Reger.

No resto meus amigos, 21 votantes? Num dia este blog tem mais de 100 visitantes. Vá votem que não custa nada! O Post com uma descrição de cada uma das obras e com links para o You Tube para que as possam ouvir está aqui.

Classificação a 21.07.2012


Bach - Sonatas e Partitas para Violino.......10 


Cesar Franck - Sonata em Lá Maior............8 


Ravel - Tzigane..............................7 
Beethoven - Sonata Primavera.................7 
Beethoven: Sonata Kreutzer...................7  

Ysaye - Sonatas..............................6 
Paganini - 24 Caprichos......................6  
Chausson - Poéme.............................6 


Prokofiev - Sonata nº1.......................5
Mozart - Sonatas para Violino................5


Locatelli Op. 6 - 12 Sonatas para Violino....4

Brahms - Violin Sonata Nº1 (Sonata da Chuva).3 
Debussy - Sonata para Violino em Sol Menor...3 
Schubert - Sonata em La Maior................3 
Bartok - Sonata nº 1.........................3


Schumann - Violin Sonata Nº 1................2  
Fauré - Sonata nº 1..........................2 
Grieg - Sonata Nº 3 em Dó Menor..............2  
Janacek - Sonata para Violino e Piano........2
Vaughan Williams : Sonata para Violino.......2
Mendelssohn - Sonata em Fá Menor.............2 
 
Max Reger - Violin Sonata Nº1................1
Fritz Kreisler - Caprice Viennois............1
Korngold Violin Sonata.......................1 
Elgar - Violin sonata em Mi Menor............1

Requiem de Mozart na Versão de Robert Levin

Em resposta a um comentário de um nosso leitor que nos perguntava onde poderia ouvir esta versão, bem para começar no You Tube podem ouvir a totalidade desta obra nesta edição basta para isso pesquisarem por Requiem Mozart Levin.

Por exemplo o inicio  - Introitus e Kyrie ou ainda a reconstrução de Dies Irae . Para poderem ter uma ideia das partes que foram ou não compostas por Mozart e aquelas em que Levin tem maior influência recomendamos que leiam: Mozart - Requiem.

Notem porém que Levin não se limitou a completar a obra de Mozart tendo também reorquestrado a obra tentando torná-la menos pesada e equilibrando a parte vocal com a instrumental. Como todas as tentativas de interpretação da obra de um mestre é discutível mas como diria Mozart a música tem de ser uma obra viva e não me parece que uma interpretação deste tipo que procura dar a esta obra uma dimensão ainda mais próxima do talento de Mozart seja negativa. Eu gostei da interpretação que ouvi.

Para quem desejar adquirir esta obra para a ouvir na sua totalidade por exemplo na Amazon têm o seguinte disco:

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Duas Listas de 10 Pianistas

Vianna da Motta - Outro pianista que
poderia estar na nossa lista
Ontem no post de um amigo no facebook fiquei a conhecer uma lista de 10 pianistas, publicada pela revista Limelight que segundo um conjunto de grandes pianistas de hoje terão sido os 10 mais influentes pianistas de todos os tempos. Já sabem que não consigo resistir a listas quanto mais a listas de 10 !






Posso dizer-vos que não tenho qualquer reserva relativamente a essa lista. Admito que não conhecia o 10º Artur Schnabel (1882-1951) e que o primeiro da lista Rachmaninov (1873-1943) nunca o pude ouvir suficientemente para poder apreciar enquanto instrumentista (enquanto compositor um dos seus concertos para piano é uma das obras que mais me emociona).

O desafio que me lancei foi de construir uma lista de outro conjunto de 10 pianistas igualmente relevantes embora isto me lembre aqueles períodos de infância na escolha das equipas em que o dono da bola escolhia primeiros todos os jogadores da sua equipa, ou seja a minha lista incluíria certamente muitos dos outros mas pronto uma segunda Lista de 10 tem muito mais piada ! E acreditem que não só os há como ainda vou ter de deixar alguns de fora ...

Sem qualquer ordem por agora desde logo me veio à cabeça Claudio Arrau. Em termos humanos e artísticos dificilmente se poderá argumentar que não é um dos instrumentistas mais relevantes do século XX. Desde logo oiçam uma entrevista do pianista neste nosso outro post, precisamente sobre Claudio Arrau.

Continuando sem ordem nenhuma em particular o segundo que me veio à memória foi Van Cliburn. A sua vitória no primeiro concurso Tchaikovsky em plena Guerra Fria em pleno Moscovo com o juri a revelar a dimensão dos génios que o compunham dificilmente o poderia retirar de uma lista dos pianistas mais significativos do século XX. Mas Van Cliburn não foi apenas esse heroi improvável do Ocidente, foi também um notável interprete de Tchaikovsky e de precisamente Rachmaninoff. Só por isso e pela sua não cedência ao tocar por tocar merecia estar numa lista deste tipo.

Lembrei-me depois de Nelson Freire outro nome que claramente também podia fazer parte desta lista quanto mais não fosse pelas suas interpretações de Beethoven ou de Chopin.

Pensei também em Lang Lang passe todo o folclore à volta do pianista chinês a verdade é que como em todos os grandes artistas há qualquer coisa diferente nele. Algo que o faz saír da "simples" excelência para atingir o patamar dos verdadeiramente sublimes ou únicos.

Marta Argerich - Não havia uma única mulher na nossa lista senão. Na "deles" também não há o que só por si já é uma vantagem da nossa. Melhor do que vos dizer qualquer coisa é convidar-vos a ouvir e ver o Terceiro Concerto de Rachmaninoff .

Ultrapassando a metade da lista em sexto proponho Vladimir Askhenazy . O que vos posso dizer deste Islandês (desde 1968) ? Nada o melhor é mesmo ouvirem este Nocturno de Chopin por ele interpretado. assim mesmo sem mais nada, uma música simples mas vão perceber porque razão este homem tem de estar nesta lista.

Depois Ignace Paderewski (1860-1941), pianista e primeiro-ministro da República Polaca antes da barbara invasão Nazi e depois no exilio em Londres. Podem ouvir e ver uma interpretação magistral de Liszt se tiverem duvidas.

Em oitavo (mas como digo sem ordem particular) Daniel Barenboim - Nem vale a pena falar mais. Pianistas influentes do século XX? E não é pela sua actividade extra-musical , é mesmo enquanto pianista que merece estar nesta lista embora seja verdade que a influência artística possa provir mais do talento enquanto maestro.

Em penúltimo na nossa lista Arturo Michelangeli : Como poderíamos deixar de fora um dos poetas do piano?

E por fim Robert Casadesus - Estamos no século XX e este pianista trabalha com ravel ajudando a transformar a música para sempre ... Termino as minhas sugestões musicais a propósito ou a despropósito desta lista com Ravel - Sonatina.

E como disse haveria mais - mesmo não quebrando a regra de não incluir pianistas sem gravações substanciais e dessa forma excluindo Vianna da Motta que doutra forma teria de estar nesta lista - há certamente uma outra boa dezena de nomes relevantes.

Caros leitores querem aceitar o desafio de sugerirem nomes para a terceira equipa? Só para vos ajudar em nenhuma das listas está Kissin ou Helene Grimaud por exemplo, nem tão pouco Gershwin ou Bernstein ... estão a ver é fácil só assim de repente já vos dei quatro nomes - Still six more to go :-) - Your turn now :-)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Publicidade e a Arte - Carta Aberta aos meus colegas Marketeers

Vem este post a propósito de um comentário de um dos nossos mais antigos leitores, lalage, que nos perguntava se seguíamos o blog De Rerum Natura . Confesso que não seguia mas esse pecado foi rapidamente eliminado.

O tema do post que motivou o comentário de lalage era a utilização de música clássica em publicidade. Nós já tínhamos falado disso a propósito do anúncio do óleo Fula.

Daniel Barenboim no seu livro "Está tudo ligado" de que por acaso (bom não bem por acaso dado sermos fanáticos apoiantes do maestro) também já havíamos falado precisamente a propósito da sua presença em Portugal quando do lançamento do livro e também obviamente pelo seu trabalho com a  West Divã Orquestra pela Paz.

Fechando os longos  parênteses introdutórios que têm vindo a tornar-se hábito por aqui (as minhas desculpas) como vos tinha dito a utilização de música clássica em publicidade ou mais geralmente em comunicação ou  pela mesa razão a utilização de qualquer outro tipo de arte não me parece forçosamente errada.

O que está errado isso sim  não é portanto a dessacralização do objecto artístico ou o insulto aparente ao seu autor mas antes a estupidez da utilização sem critério - algum critério que aproveite o fundamento da obra de arte e o coloque ao serviço do que se pretende comunicar.

A utilização sem critério, sem contexto, para além da ignorância que deixa perceber (mas essa é desculpável) demonstra uma outra coisa que essa sim é um pecado mortal: A Preguiça. Porque não tenham dúvida que em todos os maus exemplos citados com algum trabalho seria possível encontrar uma obra musical mais adequada a transmitir o que se pretende, com ganhos para todas as partes: Para a peça de comunicação que ficaria francamente melhor e para a arte em si que ganharia dessa forma uma forma de divulgação que doutra forma dificilmente atingiria.

É verdade que depois será difícil ouvi-la (a obra de arte) da mesma forma mas acreditem que se a obra for mesmo boa ao fim de um tempo esta permanecerá, muito mais conhecida, enquanto o anuncio em si cairá no esquecimento. A não ser claro que o anuncio seja ele também uma obra de arte que suplante a própria música (não é impossível, não sendo propriamente música clássica quem não se lembra do anuncio da Regisconta e aquela máquina?). A questão é que nesse caso e em outros trabalhou-se para que a música não estivesse ali simplesmente para servir de fundo. Faz parte da peça de comunicação e foi escolhida por um motivo.

Por outras palavras caros publicitários e colegas de profissão, caros marketeers. Querem utilizar obras de arte musicais ou outras nas vossas produções de comunicação? Óptimo. Grande ideia. Façam então o obséquio de o merecer e de trabalharem por isso não vos limitando a escolher a música de fundo da casa de banho. Se quiserem comunicar um seguro desde já vos digo que Beethoven está pronto para assinar um contrato com a batida do destino da sua 5ª ... Façam por o merecer, façam por o merecer ... E por Amor de Deus deixem o Vivaldi e as Quatro Estações em Paz, ou pelo menos se entenderem falar da morte usem o Inverno e não a Primavera sempre faz mais sentido.

Não saber, não ter conhecimento, não está errado per se. O que está errado isso sim é a recusa de aprender e glorificação da ignorância. Isso sim está errado.

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