terça-feira, 4 de setembro de 2012

Violino Solo ... And the Winner is ...

Melhor obra de Violino Solo - Classificação Final 

Terminada a votação tivemos 79 votantes com 260 votos expressos ou seja uma média de 3,29 votos por cada votante o que é um número bastante interessante; pessoalmente dificilmente consigo escolher menos de 5 ou 6 destas obras. As dez melhores desta lista vão partir de imediato para a nossa lista das listas das 10 melhores ... Entretanto preparem-se desde já para a próxima votação das 10 melhores obras para piano solo.

1º  Bach Sonatas e Partitas para Violino......... 32
2º  Cesar Franck - Sonata em Lá Maior............ 28
3º  Beethoven - Sonata Primavera................. 19
4º  Ravel - Tzigane.............................. 18
5º  Beethoven- Sonata Kreutzer................... 17 
6º  Chausson - Poéme............................. 16 
7º  Paganini - 24 Caprichos...................... 15 
8º  Mozart - Sonatas para Violino................ 14
9º  Ysaye - Sonatas.............................. 11 
10º Locatelli Op. 6 - 12 Sonatas para Violino.... 10 
11º Schubert - Sonata em La Maior................  9 
12º Brahms - Violin Sonata Nº1 (Sonata da Chuva).  9
13º Schumann - Violin Sonata Nº 1................  8
14º Vaughan Williams : Sonata para Violino........ 8
15º Prokofiev - Sonata nº1........................ 7
16º Fauré - Sonata nº 1........................... 6
17º Bartok - Sonata nº 1.......................... 5
18º Janacek - Sonata para Violino e Piano......... 5 
19º Debussy - Sonata para Violino em Sol Menor.... 4
20º Fritz Kreisler - Caprice Viennois............. 4 

21º Elgar - Violin sonata em Mi Menor............. 4 
22º Mendelssohn - Sonata em Fá Menor.............. 4 

23º Grieg - Sonata Nº 3 em Dó Menor............... 3
24º Korngold Violin Sonata........................ 3
25º Max Reger - Violin Sonata Nº1................. 2 

domingo, 2 de setembro de 2012

Faltam apenas 10 horas

Caros leitores, têm apenas mais 10 horas para votar na vossa obra de violino "solo" preferida. Neste momento na liderança estão as sonatas e partitas de Bach com 42 votos seguidos da sonata de Cesar Franck com 38. Votaram até agora 75 leitores ...

Já percebemos que não chegaremos ao objectivo dos 100 votantes mas ainda há muita coisa por decidir no que diz respeito às obras que vão ficar no top 10 por isso se ainda não o fizeram votem! Não se esqueçam que seremos todos colectivamente responsáveis pela sua publicação nesta sinopse de listas ...

Têm 10 horas, ainda dá para ouvir uma grande parte das obras. Não se esqueçam que com este post em que coloquei um link directo para cada uma delas vos facilitei muito essa tarefa.

sábado, 1 de setembro de 2012

Saint Saens - Concerto nº 3 em Si Menor (Op. 61)

Hoje continuamos com uma obra para violino sempre no reportório romântico e na escola francesa aproximadamente na mesma época da obra de que vos falamos anteriormente - este concerto foi estreado em 1881 - aliás dedicado e estreado por Pablo de Sarasate, amigo de Saint Saens e claro ele também compositor além de violinista virtuoso.

A razão pela qual decidimos abordar esta obra prende-se com o facto de termos podido ver no You Tube o jovem Manuel Abecassis interpretar esta obra num recital de jovens talentos realizado em Andorra. A obra que vos mostro de seguida é a transcrição para violino e piano (a parte de violino pelo que sei é idêntica à original para violino e orquestra que vos mostro no fim o primeiro andamento numa interpretação de Julia Fischer). Já tínhamos falado deste jovem por várias vezes neste blog mas nunca é demais realçar um talento.

Esta obra de Saint Saens pela sua qualidade musical é uma das obras do compositor que se manteve no reportório. O concerto tem três andamentos que segue aproximadamente a forma clássica de andamento rápido - lento - rápido. E dizemos aproximadamente porque no primeiro andamento, de certo o mais francês dos três há passagens bastante líricas e lentas que contrastam com verdadeiras proezas técnicas rapidíssimas que sem serem tecnicamente tão exigentes como outras obras de Saint Saens são não obstante particularmente desafiantes pelos contrastes que exibem. Não é fácil fazer com que se destaque a natureza poética deste andamento no meio de algumas proezas técnicas ...  Depois deste primeiro andamento o segundo baseado numa melodia popular siciliana é o ponto de passagem e de equilíbrio. Este segundo andamento é quase totalmente constituído por um diálogo entre o violino e os sopros dialogo esse que termina em arpégios em harmónicos verdadeiramente feéricos. O terceiro andamento por seu lado é inspirado em temas espanhóis fazendo deste concerto um verdadeiro concerto "latino". Este andamento tem um final verdadeiramente épico

Fiquem portanto com Manuel Abecassis com os três andamentos do Concerto em Si Menor de Saint Saens.


1º Andamento (Allegro non troppo) - Até 8:49
2º Andamento (Andantino quasi allegretto) - Até 16:09
3º Andamento (Molto moderato e maestoso)

A propósito da versão que vos vou mostrar a seguir não quero que comparem os violinistas em causa, não é essa a intenção - a idade dos mesmos não é de todo a mesma - embora em termos de maturidade musical na minha opinião a diferença seja muito pequena e isto não é pequeno elogio para o mais jovem dos dois músicos porque Julia Fischer é provavelmente uma das melhores da sua geração senão mesmo a melhor - mas isto é difícil de dizer sendo como é uma questão que para mim a partir de um determinado ponto é felizmente subjectiva, mais ou menos o mesmo que dizer que Monet é superior a Manet ou vice-versa.

Mas dizia-vos, a razão pela qual vos mostro a versão original é para que comparem a versão transcrita para Violino e Piano e a versão original e que compreendam um pouco dessa forma o poder e o papel da orquestração.

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cesar Franck - A Sinfonia em Ré Menor

Enquanto esperamos pelos resultados da nossa votação hoje para variar teremos uma obra sinfónica do período romântico, uma excelente sugestão do nosso leitor Fernando Manuel Ribeiro Couto. Coincidência interessante este leitor partilha comigo não só o gosto de Cesar Franck mas também os dois primeiros nomes, ou seja é mais um Fernando Manuel que gosta de música clássica :-)

Trata-se de uma obra (a ultima por acaso) do compositor belga, uma sinfonia, uma adição algo estranha na sua obra muito embora esta mantenha as características principais da obra de Franck.

Dizemos que é estranho porque em França onde César Franck residia e trabalhava a forma sinfónica era quase considerada uma traição por ser uma forma "germânica". Mais ainda era vista como uma forma ultrapassada e antiga. Temos de enquadrar esta polémica (porque a obra de Franck na altura foi mesmo polémica) numa intensa querela nacionalista em que a música era arma fundamental. Se a querela em si não me diz nada já o facto de esta ser feita musicalmente não deixa de ser mais interessante do que o arremesso doutro tipo de projécteis: Pelo menos neste caso o público na pior das hipóteses é massacrado com má música; desculpem a má piada. A sério se as nações se têm mesmo de confrontar para determinar algum tipo de superioridade pelo menos que o façam de forma pacifica. Na música e no desporto porque não ...

Esta obra no entanto não foi polémica apenas por isso. Não nos podemos esquecer que em 1886/1888 data em que esta sinfonia foi composta já Debussy havia iniciado uma verdadeira revolução musical e por isso esta sinfonia com o seu apelo às formas clássicas é também antagónica desse progresso. Ou seja César Franck pela escolha que faz da forma sinfónica (uma clara homenagem a Liszt e Beethoven, compositores que adorava) não só contraria a forma "francesa" como ainda por cima contraria o modernismo proposto por Debussy ou Ravel em menor grau.

A bem da verdade a obra de Cesar Franck está no entanto longe de ser apenas uma espécie de revivalismo germânico (aliás é totalmente injusta essa classificação). Na verdade esta sinfonia é totalmente característica das formas predilectas do compositor que são na verdade uma subtil fusão entre elementos de Liszt e de Beethoven e outros típicos da escola francesa.  Fusão seria assim a palavra que escolheria para classificar esta obra o que obviamente deita por terra qualquer pretensão de reclamação nacional.

A obra é invulgar na forma por não utilizar os quatro andamentos normais na forma sinfónica (tem apenas 3) utilizando a forma cíclica tão do gosto de Franck e de que falamos na sua Sonata para Violino. Esta forma cíclica neste caso não deixa de recordar a outra sinfonia do período de que me lembro (a Sinfonia Fantástica de Berlioz) e a sua "idée fixe" embora neste caso sem a componente programática: esta é uma obra totalmente abstracta. Irei completar mais tarde hoje este post com uma descrição dos três andamentos mas por agora fiquem com o inicio do primeiro andamento.

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