Meus amigos, vamos retirar o destaque que tínhamos a este projecto porque chegou a um fim feliz a recolha de fundos para o projecto. Obrigado a todos os que leram e ajudaram. Obrigado também aos que leram mas não puderam ajudar e aos que ajudaram sem ler :-)
O fundamental é mesmo terem feito o máximo possível !
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
domingo, 7 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Paganini - Os 24 "capriccios"
Depois de um longo interregno voltamos ao violino. Agora com aquele que é considerado por muitos como o maior violinista de todos os tempos. Não sei (é impossível determinar) se será efectivamente o melhor mas que se trata sem dúvida de um dos maiores instrumentistas de sempre disso não há dúvida.
Estamos a falar deles porque incluímos na nossa lista uma entrada de Paganini enquanto compositor em que colocamos precisamente os 24 capriccios e também o primeiro concerto para Violino de que falaremos amanhã.
Os 24 capriccios foram escritos entre 1802 e 1817 tendo sido publicados em 1819. São aproximadamente uma forma de estudo ou seja cada um deles pretende ilustrar ou permitir ao seu executante treinar uma ou mais capacidades técnicas especificas. A sua influência na técnica violinistica foi enorme não só pelo aspecto técnico que explorava de forma verdadeiramente inovadora mas também pela sua génese e colocação do artista no centro da obra do qual o virtuosismo e a dedicatória "alli artisti" são duas demonstrações fundamentais. Não esqueçamos que estávamos no inicio do romantismo e que essas afirmações de liberdade e de independência que hoje parecem normais à época eram perfeitamente revolucionárias.
No que diz respeito a gravações a primeira gravação integral da versão original de Paganinni é normalmente atribuída a Ruggiero Ricci em 1947 embora antes disso (em 1940) Ossy Renardy tenha interpretado e gravado uma versão com acompanhamento ao piano.
Hoje Paganinni é muitas vezes visto como um "mero" virtuoso o que infelizmente reduz a noção da influência que teve na consolidação do romantismo. Não nos esqueçamos que compositores como Chopin e Liszt eram grandes admiradores do compositor e não apenas enquanto virtuoso.
Propomos para ilustrar este post dois capriccios primeiro o nº 24 precisamente por Ruggiero Ricci mas não na gravação de 1947.
Depois graças ao You Tube podemos mostrar-vos a gravação de 1940 de Ossy Renard no capriccio nº 14 dito "Militar" por razões que serão óbvias quando ouvirem a obra.
Por fim para quem desejar ouvir a totalidade dos 24 Capriccios recomendamos uma versão de Salvatore Accardo de que podem ouvir a primeira parte neste video
E a segunda parte neste outro
No total mais de uma hora de música mas vale a pena. Se tiverem de ouvir apenas um então claramente o nº 24 com cerca de meia hora de duração é a obra maior neste conjunto.
Estamos a falar deles porque incluímos na nossa lista uma entrada de Paganini enquanto compositor em que colocamos precisamente os 24 capriccios e também o primeiro concerto para Violino de que falaremos amanhã.
Os 24 capriccios foram escritos entre 1802 e 1817 tendo sido publicados em 1819. São aproximadamente uma forma de estudo ou seja cada um deles pretende ilustrar ou permitir ao seu executante treinar uma ou mais capacidades técnicas especificas. A sua influência na técnica violinistica foi enorme não só pelo aspecto técnico que explorava de forma verdadeiramente inovadora mas também pela sua génese e colocação do artista no centro da obra do qual o virtuosismo e a dedicatória "alli artisti" são duas demonstrações fundamentais. Não esqueçamos que estávamos no inicio do romantismo e que essas afirmações de liberdade e de independência que hoje parecem normais à época eram perfeitamente revolucionárias.
No que diz respeito a gravações a primeira gravação integral da versão original de Paganinni é normalmente atribuída a Ruggiero Ricci em 1947 embora antes disso (em 1940) Ossy Renardy tenha interpretado e gravado uma versão com acompanhamento ao piano.
Hoje Paganinni é muitas vezes visto como um "mero" virtuoso o que infelizmente reduz a noção da influência que teve na consolidação do romantismo. Não nos esqueçamos que compositores como Chopin e Liszt eram grandes admiradores do compositor e não apenas enquanto virtuoso.
Propomos para ilustrar este post dois capriccios primeiro o nº 24 precisamente por Ruggiero Ricci mas não na gravação de 1947.
Depois graças ao You Tube podemos mostrar-vos a gravação de 1940 de Ossy Renard no capriccio nº 14 dito "Militar" por razões que serão óbvias quando ouvirem a obra.
Por fim para quem desejar ouvir a totalidade dos 24 Capriccios recomendamos uma versão de Salvatore Accardo de que podem ouvir a primeira parte neste video
E a segunda parte neste outro
No total mais de uma hora de música mas vale a pena. Se tiverem de ouvir apenas um então claramente o nº 24 com cerca de meia hora de duração é a obra maior neste conjunto.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Uma recomendação para Sábado
No Museu da Electricidade uma oportunidade para poderem ouvir a Orquestra Sinfónica Juvenil, Sábado às 18h. A entrada é livre. Mais detalhes sobre o programa aqui.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Era mentira mas poderia não ser, ou como colocar Monty Python e Jacques Brel no mesmo post
Confesso que ontem os meus dois posts neste blog eram pura invenção. Houve quem me dissesse que não deveria dar boas ideias ao nosso ministro das finanças para mais impostos. Na verdade se taxássemos a ausência de cultura algo do tipo (%rendimento) / (1-índice cultural) talvez fosse uma boa forma de incentivar os portugueses a consumirem mais bens culturais. Medida "quase liberal" estão a ver um incentivo do lado da procura, embora enfim baseada num imposto ... Ok continuo a brincar e a dar ideias ... Mas e que tal uma iniciativa tipo "carbono Zero" para as empresas para incentivar o mecenato?
A segunda mentira não foi planeada. Aconteceu simplesmente porque o meu colega Nuno Catarino me enviou aquela noticia. Achei tão deliciosa a ideia de conquistar o mundo com música (literalmente) e o filme era tão bom que não resisti. Infelizmente ainda não é desta que poderão tornar-se donos do mundo através da música, nem sequer num jogo. Temos verdadeiramente pena. Porque se imperar no mundo tem algo de excessivamente possessivo quando dizemos apenas "conquistar o mundo com música" existe uma certa poesia na expressão.
Lembra-me esta ultima mentira a "piada fatal" dos Monty Python. Se existisse uma forma de conquistar o mundo com música certamente não seria pela exterminação física (embora enfim certas "músicas" pudessem estar perto) seria mais pela paz, pela paz que proporciona. Uma conquista pelo amor se quisermos. E nesse particular e para ficarmos sempre com música poderia sugerir-vos várias músicas; o ultimo andamento da nona de Beethoven seria uma delas. Mas hoje pelo poema e porque de amor falamos só poderia ser uma outra forma de música clássica. Jacques Brel "Quand on a que l´amour" e o crescendo mais conquistador da história da música.
Primeiro os Monty Python e a sua piada fatal
E depois Jacques Brel ao vivo dificilmente resistirão à conquista.
A segunda mentira não foi planeada. Aconteceu simplesmente porque o meu colega Nuno Catarino me enviou aquela noticia. Achei tão deliciosa a ideia de conquistar o mundo com música (literalmente) e o filme era tão bom que não resisti. Infelizmente ainda não é desta que poderão tornar-se donos do mundo através da música, nem sequer num jogo. Temos verdadeiramente pena. Porque se imperar no mundo tem algo de excessivamente possessivo quando dizemos apenas "conquistar o mundo com música" existe uma certa poesia na expressão.
Lembra-me esta ultima mentira a "piada fatal" dos Monty Python. Se existisse uma forma de conquistar o mundo com música certamente não seria pela exterminação física (embora enfim certas "músicas" pudessem estar perto) seria mais pela paz, pela paz que proporciona. Uma conquista pelo amor se quisermos. E nesse particular e para ficarmos sempre com música poderia sugerir-vos várias músicas; o ultimo andamento da nona de Beethoven seria uma delas. Mas hoje pelo poema e porque de amor falamos só poderia ser uma outra forma de música clássica. Jacques Brel "Quand on a que l´amour" e o crescendo mais conquistador da história da música.
Primeiro os Monty Python e a sua piada fatal
E depois Jacques Brel ao vivo dificilmente resistirão à conquista.
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