Em primeiro lugar e porque não o temos feitos nas ultimas semanas gostaríamos de recomendar a visita a cultura.sapo.pt ou a verem as sugestões pelos nossos amigos da Sercultur no widget que temos nesta página. Para além de algumas das sugestões que aqui vos apresentamos poderão encontrar muitas outras ...
Em segundo lugar peço desculpa a quem nos últimos dias fez comentários que não foram aprovados mas estive em terras de sua majestade britânica e não tive ocasião de consultar a net ... os posts tinha-os planeado através da nova "feature" do blogger. Giro, não ?
Começando pelo sul do país como de costume temos uma recomendação fortissima para não perderem Ivan Monighetti que integrado no FIMA 2008 - 30º Festival Internacional de Música do Algarve dará um recital de violoncelo solo no dia 24 às 21:30 na Igreja do Imaculado Coração de Maria (Altura) com as seguintes obras de Bach "Suite para Violoncelo nº 2, em Ré menor, BWV 1008"; "Suite para Violoncelo nº 3, em Dó Maior, BWV 1009"; "Suite para Violoncelo nº 5, em Dó menor, BWV 1011". Este concerto repete no dia 25 na Igreja Matriz de Aljezur às 16h. Monighetti foi o ultimo aluno de Rostropovich. Ouvi-o há dois anos em Viana do Castelo a interpretar o concerto para Violoncelo de Shostakovich. Garanto-vos que nesse reportório é mais do que excelente, é um fora de série. Em Bach não sei mas se tiverem oportunidade não percam. Raramente terão oportunidade de ver um instrumentista deste calibre. Mais informações no site oficial que está mencionado no destaque na coluna ao lado deste texto.
Também no Algarve integrado no FIMA 2008 - 30º Festival Internacional de Música do Algarve poderão ouvir o pianista Ricardo Castro com a Orquestra do Algarve
na Igreja Matriz de Loulé Sexta-Feira às 21:30. A entrada é livre. Neste concerto serão interpretadas as obras de W. A. Mozart - "Concerto para piano, nº 9, em Mi bemol maior, K271"; "Concerto para piano KV 595 em si bemol maior".
Ainda no Algarve integrado na X Semana Coral de Lagoa o Coral Sotto Voce actuará na Sexta-Feira às 21h30 na Igreja de Porches.
Ligeiramente mais a norte mais precisamente em Beja teremos o XX Encontro de Coros no
Pax Julia - Teatro Municipal, Sábado 24 de Maio, às 17h30. A Entrada Livre. Para além do coro da cidade de Beja participam também o coro de Câmara de Lobos e o Coro da da cidade de Évora.
Na região de Lisboa voltamos a recomendar os concertos que se realizam no Solar dos Zagallos em Almada. Poderão ouvir Sábado às 21:30 o Quinteto Diaphonia (II) que irá interpretar obras de J. M. Cambini - "Quinteto Nº 3"; F. Danzi - "Quinteto op.56 Nº 1" e P. Taffanel - "Quinteto em Sol menor".
No Teatro São Carlos, Domingo 25 de Maio terá lugar o Concerto dos Laureados do Concurso Capela às 17 horas no Teatro São Carlos. A entrada é livre.
Ainda em Lisboa e já na Segunda-Feira recomendo-vos uma promessa portuguesa o violinista Otto Pereira que na Fundação Calouste Gulbenkian pelas 19h irá interpretar um conjunto de obras sobre o denominador comum do virtuosismo. Otto Pereira, vencedor do Prémio Jovens Músicos da RDP na classe de violino nível superior em 2005 será acompanhado ao piano por João Crisóstomo.
Agora um pouco mais a Norte em Alcobaça integrado no Cistermúsica 2008 - XVI Festival de Música de Alcobaça poderão ouvir «Ave Sponsa et Mater: O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen» pelo Mediae Vox Ensemble. Sábado 24 pelas 21:30. O Mediae Vox Ensemble é composto por Carolina Figueiredo, Manon Marques, Mónica Santos e Filipa Taipina.
Sei que não é música clássica mas não resisto a recomendar Jacinta na Sexta 23 de Maio às 21:30 que apresenta em Espinho (Auditório de Espinho) o seu novo trabalho "Convexo". Preço único €10.
No Porto a Orquestra Barroca da Casa da Música e o Taverner Consort dirigidos por Andrew Parrott apresentam um concerto em que que serão interpretadas obras de Diderich Buxtehude e Georg Philipp Telemann. Sábado 24 de Maio pelas 18h na Casa da Música. Preço : €10.
Em Castelo Branco no dia 24 de Maio pelas 21h30 no Cine-Teatro Avenida teremos a
Orquestra Sinfónica da ESART sobre a Direcção de Timothy Russell. Mais detalhes no destaque aqui ao lado (Festival Primavera Músical).
Finalmente em Bragança a Orquestra Piaget e Roberto Valdez dirigidos por Christopher Bochmann darão um concerto no Teatro Municipal de Bragança Sexta-Feira 23 pelas 21h30. Preço: €2.00
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Chopin - Prelúdios
Chopin escreveu 26 preludios e também neste caso não vos vou falar de todos um a um. Vinte e Quatro destes preludios constituem o Opus 28, um forma sozinho o Opus 45 e o vigésimo sexto é póstumo sem numeração.
Estas peças estão fortemente ligadas na sua concepção à obra de Bach "Cravo bem Temperado" no sentido em que se sabe que Chopin não só admirava bastante a obra de Bach pela sua perfeição, pela sua minúcia e atenção aos mais pequenos detalhes como também se sabe que Chopin estudou profundamente essa obra antes de compor os preludios que constituem o Op. 28.
Á semelhança de Bach existe uma ordem lógica nos prelúdios embora enquanto Bach escolheu uma ordem cromática Chopin preferiu uma ordenação que segue o ciclo das tonalidades (explicações sobre estes dois temas estão prometidas daqui a uns tempos, por agora basta saberem que se tratam de formas diferentes, mas ambas racionais de ordenação em termos musicais).
Uma nota final antes de vos falarmos de alguns dos Prelúdios. O nome se traduzido "á letra" significaria "introdução", peças que serviriam como introdução a outras peças de maior importância. É um erro pensar assim por duas razões. Se tomados individualmente cada um destes preludios é uma obra de arte de concisão, embora por vezes apenas esquissos, mas são esquissos de um grande mestre. Se tomados no seu conjunto esta será talvez a obra mais revolucionária de Chopin. A obra que em conjunto com os Estudos o coloca sem margem para duvidas na galeria dos mais relevantes compositores no que diz respeito ao ensino do piano. Aliás é curioso a esse respeito que Chopin não tenha deixado escola, talvez pelo seu feitio ou outros interesses ... talvez pela sua vida demasiado curta e preenchida.
Por todas as razões achamos que devem tomar cerca de 30 a 35 minutos do vosso tempo e ouvir todos os preludios em sequência, na sequência que Chopin imaginou e perceberem a natureza do génio. A propósito e como nota de rodapé existem muitas fábulas mais ou menos românticas sobre quase todos os preludios, muitos deles têm nomes não atribuídos por Chopin mas pelos seus admiradores ou estudiosos. Existe nomeadamente controvérsia sobre onde teriam sido escritos: A fábula mais romântica diz que foram compostos num monasterio em Maiorca mas sabe-se que se é verdade que foram terminados quando Chopin vivia com a actriz George Sand nessa ilha também não deixa de ser verdade que muitos deles já teriam sido certamente compostos anteriormente.
Escolhemos dois preludios porque são dos nossos preferidos mas poderíamos facilmente ter escolhido outros tal a riqueza deste conjunto de obras. Lembram-me pela concisão e pela variação abrupta de tom, do humor à mais profunda escuridão passando pelo lirismo mais completo - lembram-me dizia - algumas obras de Prevert por exemplo.
Fiquem assim com Vladimir Horowitz no Op. 28 nº 15 (Raindrop) aqui ou com Dong-Min Lim no Op.28 nº 17 aqui.
Se quiserem ouvir todos os preludios podem por exemplo recorrer a esta interpretação de Martha Argerich que é excelente. É pena o ruído de fundo que estraga a experiência mas para terem um ideia da profundidade da obra e posteriormente adquirirem (ou não) é adequado. Está dividido em três partes (e graças a Deus os números são iguais em Japonês :-)).
Parte 1 (Preludios 1 a 8), Parte 2 (Preludios 9 a 15), Parte 3 (Preludios 16 a 24)
Estas peças estão fortemente ligadas na sua concepção à obra de Bach "Cravo bem Temperado" no sentido em que se sabe que Chopin não só admirava bastante a obra de Bach pela sua perfeição, pela sua minúcia e atenção aos mais pequenos detalhes como também se sabe que Chopin estudou profundamente essa obra antes de compor os preludios que constituem o Op. 28.
Á semelhança de Bach existe uma ordem lógica nos prelúdios embora enquanto Bach escolheu uma ordem cromática Chopin preferiu uma ordenação que segue o ciclo das tonalidades (explicações sobre estes dois temas estão prometidas daqui a uns tempos, por agora basta saberem que se tratam de formas diferentes, mas ambas racionais de ordenação em termos musicais).
Uma nota final antes de vos falarmos de alguns dos Prelúdios. O nome se traduzido "á letra" significaria "introdução", peças que serviriam como introdução a outras peças de maior importância. É um erro pensar assim por duas razões. Se tomados individualmente cada um destes preludios é uma obra de arte de concisão, embora por vezes apenas esquissos, mas são esquissos de um grande mestre. Se tomados no seu conjunto esta será talvez a obra mais revolucionária de Chopin. A obra que em conjunto com os Estudos o coloca sem margem para duvidas na galeria dos mais relevantes compositores no que diz respeito ao ensino do piano. Aliás é curioso a esse respeito que Chopin não tenha deixado escola, talvez pelo seu feitio ou outros interesses ... talvez pela sua vida demasiado curta e preenchida.
Por todas as razões achamos que devem tomar cerca de 30 a 35 minutos do vosso tempo e ouvir todos os preludios em sequência, na sequência que Chopin imaginou e perceberem a natureza do génio. A propósito e como nota de rodapé existem muitas fábulas mais ou menos românticas sobre quase todos os preludios, muitos deles têm nomes não atribuídos por Chopin mas pelos seus admiradores ou estudiosos. Existe nomeadamente controvérsia sobre onde teriam sido escritos: A fábula mais romântica diz que foram compostos num monasterio em Maiorca mas sabe-se que se é verdade que foram terminados quando Chopin vivia com a actriz George Sand nessa ilha também não deixa de ser verdade que muitos deles já teriam sido certamente compostos anteriormente.
Escolhemos dois preludios porque são dos nossos preferidos mas poderíamos facilmente ter escolhido outros tal a riqueza deste conjunto de obras. Lembram-me pela concisão e pela variação abrupta de tom, do humor à mais profunda escuridão passando pelo lirismo mais completo - lembram-me dizia - algumas obras de Prevert por exemplo.
Fiquem assim com Vladimir Horowitz no Op. 28 nº 15 (Raindrop) aqui ou com Dong-Min Lim no Op.28 nº 17 aqui.
Se quiserem ouvir todos os preludios podem por exemplo recorrer a esta interpretação de Martha Argerich que é excelente. É pena o ruído de fundo que estraga a experiência mas para terem um ideia da profundidade da obra e posteriormente adquirirem (ou não) é adequado. Está dividido em três partes (e graças a Deus os números são iguais em Japonês :-)).
Parte 1 (Preludios 1 a 8), Parte 2 (Preludios 9 a 15), Parte 3 (Preludios 16 a 24)
terça-feira, 20 de maio de 2008
Chopin - Sonata para piano nº3 Opus 58 em Si Menor
A terceira e ultima sonata para piano de Chopin foi composta diz-se para calar as críticas referentes à segunda sonata que como vimos aqui foi considerada destituída de unidade, de ligação. Esta peça Op. 58 em Si Menor foi editada em 1845 e é dedicada à condessa E. de Perthuis.
Na verdade esta obra apresenta-se muito mais próxima da composição clássica de uma Sonata na tradição germânica numa transformação continua de temas e a integração entre o acompanhamento e a melodia. Também neste caso seleccionamos quatro pianistas de eleição para vos mostrar cada um dos quatro andamentos que constituem a sonata.
O primeiro andamento (Allegro Maestoso) é marcado por um inicio constituído por uma sequência de acordes fantástica e que muito prometem que aos poucos como que se dissolvem para dar lugar a uma melodia lindíssima. A conclusão deste andamento é também muito marcante pelo seu profundo lirismo. Podem ouvir aqui este andamento na interpretação de Dinu Lipatti.
Do segundo andamento (Scherzo: Molto vivace) que podemos ouvir aqui pelo pianista russo Oleg Boshniakovich realçamos a sua inegável leveza.
Do terceiro andamento (Largo) realçamos o seu carácter sonhador, tranquilo e etéreo quase hipnótico. Confessamos que escolhemos neste caso um pianista que na nossa opinião mais realça estas características, oiçam aqui Alfred Cortot, um dos grandes especialistas de Chopin na mais profunda tradição romântica.
Do quarto andamento (Finale: Presto non tanto; Agitato) teremos de destacar a enorme força interior que emite. Oiçam aqui um outro grande pianista William Kapell.
Na verdade esta obra apresenta-se muito mais próxima da composição clássica de uma Sonata na tradição germânica numa transformação continua de temas e a integração entre o acompanhamento e a melodia. Também neste caso seleccionamos quatro pianistas de eleição para vos mostrar cada um dos quatro andamentos que constituem a sonata.
O primeiro andamento (Allegro Maestoso) é marcado por um inicio constituído por uma sequência de acordes fantástica e que muito prometem que aos poucos como que se dissolvem para dar lugar a uma melodia lindíssima. A conclusão deste andamento é também muito marcante pelo seu profundo lirismo. Podem ouvir aqui este andamento na interpretação de Dinu Lipatti.
Do segundo andamento (Scherzo: Molto vivace) que podemos ouvir aqui pelo pianista russo Oleg Boshniakovich realçamos a sua inegável leveza.
Do terceiro andamento (Largo) realçamos o seu carácter sonhador, tranquilo e etéreo quase hipnótico. Confessamos que escolhemos neste caso um pianista que na nossa opinião mais realça estas características, oiçam aqui Alfred Cortot, um dos grandes especialistas de Chopin na mais profunda tradição romântica.
Do quarto andamento (Finale: Presto non tanto; Agitato) teremos de destacar a enorme força interior que emite. Oiçam aqui um outro grande pianista William Kapell.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Perguntas e Respostas de Segunda
Pesquisa nº1 : "Pessoas Envergonhadas" - Uma pesquisa surpreendente !
Esta surpreendeu-me não pelo facto de alguém chegar ao blog por esta pesquisa (bem isto só por si seria suficientemente surpreendente) mas sobretudo por terem sido 5 pessoas ! cinco pesquisas. Fiz o percurso inverso e descobri o culpado. Um dos meus textos (o do passatempo de destreza musical continha a expressão "pessoas envergonhadas". E não é que pesquisando por esta expressão estamos nos primeiros lugares do search do google?
Pesquisa nº2 : "Qual a relação de Beethoven com a música clássica"
Questão pertinente mas ao mesmo tempo ambígua. Na verdade não sabemos se se está a referir ao período clássico ou ao conjunto da música a que chamamos clássica. Pensamos que deverá ser em relação à primeira destas hipóteses que a questão é colocada.
Pesquisa nº3 : "A única obra de Beethoven"
Intrigante. Talvez a pesquisa fosse "A única ópera de Beethoven" o que seria correcto dado que efectivamente Beethoven apenas escreveu uma - Fidélio - de que falámos aqui. Já agora uma outra pesquisa relacionada com esta ópera pedia o libretto em Português. Pois não temos nem sabemos se haverá. Alguém sabe?
Esta surpreendeu-me não pelo facto de alguém chegar ao blog por esta pesquisa (bem isto só por si seria suficientemente surpreendente) mas sobretudo por terem sido 5 pessoas ! cinco pesquisas. Fiz o percurso inverso e descobri o culpado. Um dos meus textos (o do passatempo de destreza musical continha a expressão "pessoas envergonhadas". E não é que pesquisando por esta expressão estamos nos primeiros lugares do search do google?
Pesquisa nº2 : "Qual a relação de Beethoven com a música clássica"
Questão pertinente mas ao mesmo tempo ambígua. Na verdade não sabemos se se está a referir ao período clássico ou ao conjunto da música a que chamamos clássica. Pensamos que deverá ser em relação à primeira destas hipóteses que a questão é colocada.
Pesquisa nº3 : "A única obra de Beethoven"
Intrigante. Talvez a pesquisa fosse "A única ópera de Beethoven" o que seria correcto dado que efectivamente Beethoven apenas escreveu uma - Fidélio - de que falámos aqui. Já agora uma outra pesquisa relacionada com esta ópera pedia o libretto em Português. Pois não temos nem sabemos se haverá. Alguém sabe?
Subscrever:
Mensagens (Atom)