No dia de hoje faz vinte anos estava uma manhã de Sol , era Sol Maior com toda a certeza, na maternidade Alfredo da Costa esperando que nascesses. Não querias nascer como se te fosse importante escolher o dia 7 de Maio, um dia perfeito como tantas vezes dizes.
Tu não querias conhecer o mundo mas eu e a tua mãe mal podíamos esperar. Foste (és) um filho planeado e muito desejado. Porém apesar de todos os planos que pudéssemos ter feito veio a realidade superar toda e qualquer expectativa: Quando te decidiste a conhecer o mundo foi para o mudar de forma irreversível.
Para a tua mãe como sabes e eu repito-o na sua ausência eras o seu grande amor. Mesmo. De forma absoluta e indiscutível. Deves por isso sentir a falta do seu carinho, das suas brincadeiras do seu sorriso sempre que te via. Na sua ausência física digo-te eu em seu (nosso) nome: És o seu (nosso) grande amor.
Mudaste o nosso mundo mas sem dúvida mudarás (ainda) o mundo de tantas e tantas pessoas. Porque reconheço em ti a mesma atitude de total altruísmo e abnegação pelos seus amigos que conheci na tua mãe. Porque reconheço em ti as qualidades de carácter que sabes preservar. Porque te vejo saber separar o essencial da vaidade e do que é oco.
Continua assim Miguel porque o Mundo precisa de pessoas assim. Precisa mais disso do que qualquer outra coisa. Sempre em Sol Maior por certo.
PS: Só tens mesmo de jogar um bocado menos Football Manager (só um bocadinho :-))
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Hoje foi dia de comprar a Diapason
E foi mesmo. Lembram-se de vos dizer que por vezes há coincidências que parecem não o ser? Lembram-se de vos dizer que tinha decidido de fazer uma série sobre Debussy? então e não é que a capa da Diapason deste mês é mesmo sobre Debussy? E juro-vos que não fazia ideia ... mesmo ...
Desta forma vamos todos poder celebrar os 150 anos do génio melhor informados ! Amanhã prometo começar a série para já fiquem com esta linda capa verde e claro com o Quator para piano uma das obras que consta no CD (esta não é gravação em causa mas é uma excelente gravação dos anos 50 que venceu um Grande Prémio do Disco em 1956)
Quatuor à Cordes
Desta forma vamos todos poder celebrar os 150 anos do génio melhor informados ! Amanhã prometo começar a série para já fiquem com esta linda capa verde e claro com o Quator para piano uma das obras que consta no CD (esta não é gravação em causa mas é uma excelente gravação dos anos 50 que venceu um Grande Prémio do Disco em 1956)
Quatuor à Cordes
terça-feira, 1 de maio de 2012
Emílio de Cavalieri (1550-1602)
Hoje por razões que irão entender dentro de uns meses voltamos ao período barroco mais precisamente ao seu inicio ...Emílio de Cavalieri (1550–1602): Compositor Italiano possivelmente nascido em Roma a 11 de Março de 1550 - A data de nascimento não é totalmente segura. É um compositor chave na definição do período barroco pela "invenção" do estilo monódico. A sua composição mais significativa terá sido Rappresentatione di Anima, et di Corpo... . Podem ler uma biografia mais detalhada na Página de Música Antiga.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Kachaturian - Concerto para Violino
Falamos desta obra quando da votação do concerto de violino preferido porém hoje resolvemos retomar essa descrição porque não estamos totalmente satisfeitos com o que referimos na altura.
O segundo andamento (Andante Sostenuto) é o meu preferido pela belíssima melodia que constitui o tema principal. Depois de um fortissimo da orquestra o andamento acaba num maravilhoso decrescendo.
Se o segundo andamento é essencialmente uma exposição de um enorme lirismo então o terceiro andamento (Alegro Vivace) representa sem dúvida a festa (este andamento inicia cerca do minuto 12:30). O andamento começa com um fortissimo da Orquestra para depois o solista entrar com um tema que sem dúvida (não conheço a música popular da Arménia mas nem seria preciso) é inspirado num tema popular deste País. Aliás todo este andamento esta repleto de referências à música popular desse país de que aliás Kachaturian fez recolha.
Este concerto foi composto em 1940 em plena Segunda Guerra Mundial e dedicado ao grande violinista David Oistrakh . Tem três andamentos numa forma bastante "clássica" que na forma (rápido-lento-rápido) quer na parte melódica ou harmónica. Considerando que nesta mesma altura na ex-União Soviética existiam génios como Prokofiev ou Schostakovich é fácil perceber que Kachaturian seja visto como um compositor de segundo plano - injustamente qualificado apenas como um "homem do sistema" embora seja verdade que foi dos que mais apoiou o regime soviético - não sem ter tido a seu tempo os seus problemas.
Se é fácil de perceber essa comparação diga-se que não me parece inteiramente justificada tal como não muito explicável o facto deste concerto ser tão poucas vezes interpretado porque parece-me estar entre as grandes obras do século XX.
Se é fácil de perceber essa comparação diga-se que não me parece inteiramente justificada tal como não muito explicável o facto deste concerto ser tão poucas vezes interpretado porque parece-me estar entre as grandes obras do século XX.
No que diz respeito ao concerto propriamente dito desta vez escolhi para ilustrar o mesmo uma interpretação pela Orquestra Sinfónica da Gulbenkian sendo solista Gareguin Aroutiounian.
Kachatourian era de origem Arménia e creio que essa origem transparece de forma bastante clara quer nas melodias quer nos ritmos nitidamente orientais que percorrem a peça.
No primeiro andamento (Allegro con Fermeza) gosto especialmente da parte rítmica, repetitiva e um pouco agreste (oiçam por exemplo perto do segundo 50" ou no 1:40") e do contraste existente com as partes mais melódicas e doces (por exemplo no minuto 2:50). Escrito na forma de sonata segue o esquema clássico de exposição dos dois temas, desenvolvimento e recapitulação com uma breve coda no final. Nada de inovador desse ponto de vista, aliás esta obra deve ser apreciada pelo que transmite emocionalmente do que pela inovação.
Kachatourian era de origem Arménia e creio que essa origem transparece de forma bastante clara quer nas melodias quer nos ritmos nitidamente orientais que percorrem a peça.
No primeiro andamento (Allegro con Fermeza) gosto especialmente da parte rítmica, repetitiva e um pouco agreste (oiçam por exemplo perto do segundo 50" ou no 1:40") e do contraste existente com as partes mais melódicas e doces (por exemplo no minuto 2:50). Escrito na forma de sonata segue o esquema clássico de exposição dos dois temas, desenvolvimento e recapitulação com uma breve coda no final. Nada de inovador desse ponto de vista, aliás esta obra deve ser apreciada pelo que transmite emocionalmente do que pela inovação.
O segundo andamento (Andante Sostenuto) é o meu preferido pela belíssima melodia que constitui o tema principal. Depois de um fortissimo da orquestra o andamento acaba num maravilhoso decrescendo.
Se o segundo andamento é essencialmente uma exposição de um enorme lirismo então o terceiro andamento (Alegro Vivace) representa sem dúvida a festa (este andamento inicia cerca do minuto 12:30). O andamento começa com um fortissimo da Orquestra para depois o solista entrar com um tema que sem dúvida (não conheço a música popular da Arménia mas nem seria preciso) é inspirado num tema popular deste País. Aliás todo este andamento esta repleto de referências à música popular desse país de que aliás Kachaturian fez recolha.
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