segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nocturnos de Chopin

Este post indexa os vários posts que fizemos sobre os nocturnos de Chopin por forma a tornar a sua consulta mais fácil. Conforme vimos esta forma não foi criada por Chopin mas sim por John Field. Um compositor irlandês, um romântico "avant-la-lettre" ...

Op. 9 : Nocturnos 1, 2 e 3 : Primeira parte
Op. 15 : Nocturnos 4,5 e 6 : Segunda parte
Op. 27: Nocturnos 7 e 8 : Terceira Parte
Op. 32: Nocturnos 9 e 10: Quarta Parte.
Op. 37: Nocturnos 11 e 12: Quinta Parte
Op. 48: Nocturnos 13 e 14: Sexta Parte
Op. 55: Nocturnos 15 e 16: Sétima Parte
Op. 62: Nocturnos 17 e 18: Oitava Parte
Op. 72: Nocturnos 19, 20 e 21 (obras póstumas): Nona Parte

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Tchaikovsky (1840 -1893) : Uma biografia - O caso da ópera destruída

Hoje, nesta longa biografia de Tchaikovsky que vos estamos a proporcionar ao estilo de uma telenovela, vou vos falar de uma ópera que nunca chegou a conhecer a luz do dia mas que é relevante por aquilo que revela da grande sensibilidade do músico.

A ópera de que vos falo chamava-se Undine tendo sido composta e finalizada em 1870. O que aconteceu então foi que Tchaikovsky enviou as partituras para a direcção do Teatro de S. Petersburgo para aprovação.

Entretanto Tchaikovsky resolve tocar umas partes da obra para alguns amigos tendo estes rejeitado-a de forma absoluta. As partituras entretanto estavam algures no Teatro de S. Petersburgo nas mãos de um qualquer funcionário que apenas as iria devolver alguns anos depois, para que Tchaikovsky as destruísse.

A única parte que sobreviveu desta ópera foi a "Canção de Undine" que foi utilizada na peça Branca de Neve como música ambiente. Há alguns musicólogos que afirmam também que parte do material foi utilizado no segundo movimento da segunda sinfonia.

Em todo o caso o importante neste caso é salientar a hiper-sensibilidade de Tchaikovsky, quase feminina (desculpem-me as mulheres e os homens esta generalização abusiva), que face a uma critica desfavorável não hesitou em destruir completamente uma obra.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tchaikovsky (1840 -1893) : Uma biografia - Romeu e Julieta e a escola Russa

Esta é a terceira parte da sequência sobre a vida de Tchaikovsky. Pode ler a segunda parte aqui.

Em 1867 Tchaikovsky viria a conhecer Balakirev o líder da escola nacionalista que até aí lhe tinha sido bastante hostil. Porém um acaso viria a ligar os dois homens e desta forma tornar Tchaikovsky bastante mais aceite no ciclo de músicos russos.

Nessa altura Balakirev foi nomeado director do conservatório em S. Petersburgo e maestro da Sociedade de Música de S. Petersburgo cargo que porém devido à orientação nacionalista que pretendeu imprimir não conseguiu manter esse cargo por muito tempo. Ora Tchaikovsky resolveu escrever uma carta à administração protestando indignado com a injustiça.

Este facto viria a cimentar uma amizade que se consolidou com a sugestão de Balakirev para uma abertura inspirada na peça de Romeo e Julieta que Tchaikovsky acabou por seguir e por lhe dedicar. Ganhou-se assim uma das grandes obras do compositor, um verdadeiro poema sinfónico numa forma de quase Sonata. Podem ouvir aqui esta peça.

A partir desta obra Tchaikovsky obteve o respeito deste conjunto de compositores embora a sua relação fosse sempre ambivalente. Na verdade pese embora o respeito existente por um lado Tchaikovsky era esteticamente muito mais Ocidental que Russo e por outro lado o grupo dos cinco desconfiava de uma formação musical conservadora e temia que esta se sobrepusesse ao carácter russo que pretendiam introduzir.

Por outro lado Balakirev era um homem com uma grande força de vontade, capacidade de persuasão e ideias musicais muito definidas. Assim a relação entre os dois foi sempre bastante tensa. Porém a verdade é que a obra Romeu e Julieta foi revista várias vezes sempre com base nas criticas de Balakirev e é muito graças a isso que ganhou o seu caracter único.

Recomendações para o fim de semana

Este post também é editado no blog Folhas Pautadas de que obviamente se recomenda a visita para muitas outras sugestões de música Erudita (utilizamos aqui esta expressão em deferência à escolha dos restantes autores do citado blog).

Começamos estas sugestões pelo Algarve onde a Orquestra do Algarve acompanhada ao violino por Nuno Meira e dirigida por Laurent Wagner estará na Igreja Matriz de Estói Sábado dia 21 de Fevereiro interpretando obras de Haydn, Beethoven e Schubert .

Passando rapidamente para a cidade de Lisboa teremos na Basílica da Estrela o Ensemble Joanna Musica num concerto intitulado "Música para a Princesa Sta. Joana de Aveiro". O Ensemble será dirigido por Mário Marques Trilha. Será hoje Sexta às 21:30. Este grupo é constituído por 10 jovens cantores do curso superior de canto (graduação e mestrado) do departamento de música da Universidade de Aveiro

Continuando em Lisboa e no CCB teremos um concerto intitulado "Quatro Efemérides, Quatro Estilos, Quatro Linguagens" com a Orquestra Metropolitana de Lisboa sobre a direcção de Christopher Hogwood. Será no Domingo às 17h sendo intepretadas obras de Handel "Concerto em Ré maior", Joseph Haydn "Sinfonia n.º 70", Bohuslav Martinu "Suite do bailado La Revue de Cuisine" e finalmente Felix Mendelssohn - "Sinfonia n.º 3, Escocesa"

Ainda no CCB e também no Domingo mas logo pela manhã (óptimo para os "madrugadores") teremos às 11h integrado no ciclo "Concertos à Conversa" o "Trio com Piano e Quarteto de Cordas" que interpretarão obras de Haydn e Mendelssohn. O concerto será comentado por Paulo Ferreira de Castro.

Na invicta cidade do Porto temos esta semana duas recomendações para o Clube Literário do Porto. Uma para esta Sexta-Feira com Pedro Telles e Miguel Oliveira num Recital de Canto e Piano e uma outra para Sábado também às 23h e também para um recital de Canto e Piano mas agora com Sandra Botelho e Alberto Mendonça.

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