Nasceu em Veneza a 8 de Junho de 1671. Filho de um comerciante rico este facto valeu-lhe a independencia que faltou a muitos músicos da mesma época obrigados a compor por encomenda.
Sendo essencialmente um compositor de Óperas (compôs mais de 40) é mais conhecido por um trabalho que na verdade não é de sua autoria: O famoso Adagio de Albinoni (leia esta história aqui).
Uma grande parte do seu trabalho perdeu-se durante a segunda guerra mundial devido ao bombardeamento aliado de Dresden onde estava grande parte do espólio relativo ao compositor.
São conhecidas e interpretadas ainda hoje algumas das suas obras instrumentais de que podemos salientar o concerto para Oboe que pode ouvir aqui.
Apesar de não ser do conhecimento público Albinoni influenciou fortemente Bach que escreveu por exemplo algumas fugas baseadas em temas deste compositor.
Albinoni morreu em Veneza a 17 de Janeiro de 1751.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Tomaso Albinoni
Continuando nos compositores do Barroco e saindo agora de Bach (haveremos ainda de voltar com um resumo e uma biografia não se preocupem) hoje vamos falar de Tomaso Albinoni.
Albinoni é um desses compositores de uma única música. Ou melhor conhecido por uma única música. Como muitas vezes acontece nestes casos nem sequer é justa esta obsessão. Na verdade Albinoni é essencialmente - pasme-se - um compositor de operas tendo composto mais de 40 obras deste tipo.
Curiosamente a obra pela qual chegou à imortalidade até talvez nem seja dele, ou pelo menos não será totalmente de sua autoria. Na verdade é hoje aceite que esta obra é na verdade uma composição de Remo Giazotto um musicólogo do século XX que estudou profundamente a obra de Albinoni e terá composto este Adágio partindo de uma sonata ou de um fragmento de sonata de Albinoni.
Não deixa claro de ser uma obra fascinante por isso e uma das minhas preferidas para os momentos mais melancólicos. Uma trovoada de verão ao som de Albinoni continua a ser algo de fantástico.
Oiçam a Orquestra Sinfónica de Berlim conduzida por Herbert von Karajan (não vai dar para obter a trovoada mas se estiverem ao pé de uma janela com vista para o campo ou para o mar também dá ...).
Albinoni é um desses compositores de uma única música. Ou melhor conhecido por uma única música. Como muitas vezes acontece nestes casos nem sequer é justa esta obsessão. Na verdade Albinoni é essencialmente - pasme-se - um compositor de operas tendo composto mais de 40 obras deste tipo.
Curiosamente a obra pela qual chegou à imortalidade até talvez nem seja dele, ou pelo menos não será totalmente de sua autoria. Na verdade é hoje aceite que esta obra é na verdade uma composição de Remo Giazotto um musicólogo do século XX que estudou profundamente a obra de Albinoni e terá composto este Adágio partindo de uma sonata ou de um fragmento de sonata de Albinoni.
Não deixa claro de ser uma obra fascinante por isso e uma das minhas preferidas para os momentos mais melancólicos. Uma trovoada de verão ao som de Albinoni continua a ser algo de fantástico.
Oiçam a Orquestra Sinfónica de Berlim conduzida por Herbert von Karajan (não vai dar para obter a trovoada mas se estiverem ao pé de uma janela com vista para o campo ou para o mar também dá ...).
terça-feira, 23 de outubro de 2007
As obras para violino solo de Bach
Uma visão ainda que curta do universo de Bach não ficaria completa sem vos mostrar um exemplo das obras que compôs para violino solo. Sem duvida nenhuma que a Chaconne é dessas peças a mais significativa.
Porque hoje não tenho muito tempo deixo-vos com 4 intepretes desta mesma peça - três deles são grandes nomes do passado (de alguns já falamos) e uma delas é possivelmente uma das melhores violinistas da actualidade (por acaso já tivemos a sorte de a poder ver na Gulbenkian, o ano passado se não estou em erro).
Assim sem nenhuma ordem em particular começamos por Heifetz (prometo que assim que tiver tempo estes textos ficarão linkados para as biografias dos interpretes também).
De seguida Yehudi Menuhin. Pessoalmente prefiro esta interpretação (mas é mesmo uma questão de gosto ...)
O ultimo dos clássicos que seleccionei para que possam comparar é Nathan Milstein.
Finalmente a violinista da nova geração Mullova ...
(se lerem os comentários verão que esta interpretação é polémica). De qualquer forma terão certamente notado as diferenças com as anteriores.
Porque hoje não tenho muito tempo deixo-vos com 4 intepretes desta mesma peça - três deles são grandes nomes do passado (de alguns já falamos) e uma delas é possivelmente uma das melhores violinistas da actualidade (por acaso já tivemos a sorte de a poder ver na Gulbenkian, o ano passado se não estou em erro).
Assim sem nenhuma ordem em particular começamos por Heifetz (prometo que assim que tiver tempo estes textos ficarão linkados para as biografias dos interpretes também).
De seguida Yehudi Menuhin. Pessoalmente prefiro esta interpretação (mas é mesmo uma questão de gosto ...)
O ultimo dos clássicos que seleccionei para que possam comparar é Nathan Milstein.
Finalmente a violinista da nova geração Mullova ...
(se lerem os comentários verão que esta interpretação é polémica). De qualquer forma terão certamente notado as diferenças com as anteriores.
domingo, 21 de outubro de 2007
Biografia de Jean-Pierre Rampal
Nasceu em Marselha a 7 de Janeiro 1922 tendo falecido a 20 de Maio de 2000. Jean-Pierre Rampal é um dos melhores flautistas de sempre sendo conhecido por ter trazido à Flauta o protagonismo como instrumento solista que tinha perdido desde o século XVIII.
Jean-Pierre Rampal é conhecido como o "Homem da Flauta de Ouro" por ser o dono da única flauta em Ouro manufacturada pelo célebre fabricante de Flautas Louis Lot. Rampal tocou com essa flauta até 1958 altura em que a substituiu por uma outra fabricada também em ouro por william S. Waynes. Rampal achava que o metal transmitia ao som uma qualidade diferente da prata.
Ainda durante a guerra Rampal é igualmente conhecido por ter participado numa emissão clandestina de rádio emitida em Paris nos inicios de 1944 em que interpretou obras proíbidas pelos Nazis por terem ligações judaicas ... Hindemith, Schoenberg e Milhaud. Rampal era também conhecido entre os seus colegas por estar sempre disponível para ajudar.
Voltando à musica propriamente dita Rampal é conhecido como referimos por ter trazido a flauta de volta a uma posição de destaque. Interpretou praticamente todo o reportório existente para o instrumento (veja aqui uma interpretação de Bach) tendo inclusivamente alargado o seu ambito quer através de peças escritas especialmente para ele (Rampal) de que se destaca sem dúvida a de Poulenc quer através de transcrições que ele próprio executava (por exemplo o concerto para Violino de Kachaturian).
Jean-Pierre Rampal é conhecido como o "Homem da Flauta de Ouro" por ser o dono da única flauta em Ouro manufacturada pelo célebre fabricante de Flautas Louis Lot. Rampal tocou com essa flauta até 1958 altura em que a substituiu por uma outra fabricada também em ouro por william S. Waynes. Rampal achava que o metal transmitia ao som uma qualidade diferente da prata.
Ainda durante a guerra Rampal é igualmente conhecido por ter participado numa emissão clandestina de rádio emitida em Paris nos inicios de 1944 em que interpretou obras proíbidas pelos Nazis por terem ligações judaicas ... Hindemith, Schoenberg e Milhaud. Rampal era também conhecido entre os seus colegas por estar sempre disponível para ajudar.
Voltando à musica propriamente dita Rampal é conhecido como referimos por ter trazido a flauta de volta a uma posição de destaque. Interpretou praticamente todo o reportório existente para o instrumento (veja aqui uma interpretação de Bach) tendo inclusivamente alargado o seu ambito quer através de peças escritas especialmente para ele (Rampal) de que se destaca sem dúvida a de Poulenc quer através de transcrições que ele próprio executava (por exemplo o concerto para Violino de Kachaturian).
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