Há algum tempo atrás fiz uma recomendação para darem uma vista de olhos ao Digital Concert Hall da Filarmónica de Berlim. Hoje renovo este convite por uma razão especial. No dia 20 de Fevereiro o valor angariado dos bilhetes quer na sala física quer na audiência virtual reverterão integralmente para a UNICEF e especificamente para o fundo de auxilio para as crianças Haitianas.
O Concerto inclui uma obra de Ligetti, a segunda sinfonia de Sibelius e ainda o Quarto Concerto para piano e Orquestra de Beethoven sendo solista Mitsuko Ushida. O bilhete para assistirem ao concerto online custa €9,90. Para saberem mais apontem os vossos browsers para aqui. Eu já comprei o meu!
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Recomendações para o fim de semana 19/22 de Fevereiro 2010
Começando pelo Algarve, como é nosso hábito temos no Teatro Municipal de Faro um concerto intitulado "Músicas do Mundo - Ásia" pela Orquestra do Algarve dirigida pelo Maestro Osvaldo Ferreira que como o nome indica terá no programa obras de compositores asiáticos. Será no Domingo às 12h.
Um pouco mais a Norte, mas precisamente no Alentejo e integrado no "6º Festival Terras sem Sombra - Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo" teremos na Igreja do Concento de Nossa Senhora da Conceição (Almodovar) um recital pelo Quarteto Arabesco que interpretará o Requiem de Mozart numa versão para quarteto de cordas. Este quarteto (podem visitar o seu site oficial aqui) é composto por Denys Stetsenko (violino), Raquel Cravino (violino), Lúcio Studer (violeta) Ana Raquel Pinheiro (violoncelo). Será no Sábado às 21:30.
Na Sexta-Feira às 21:30 teremos na Culturgest Joana Carneiro que irá dirigir a Orquestra Gulbenkian num concerto de Entrada Livre e inserido no 8º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores Portugueses. Na Fundação Calouste Gulbenkian mas no Sábado às 21:30 haverá mais um concerto integrado neste Workshop.
Em Leiria poderão assistir no Orfeão da cidade a um recital de Clarinete pela Classe da respectiva escola. A Entrada é Livre. Será no Sábado às 19:30
Na invicta cidade do Porto teremos um recital de Piano e Violoncelo por Maria João Pires e Pavel Gomsiakov (não faço ideia se este concerto estará esgotado mas pela qualidade dos interpretes deveria estar e mais não digo ). Será na Casa da Música do Porto no Sábado às 18h.
Finalmente totalmente ao Norte nas terras de Trás-os-Montes na lindissima cidade de Bragança teremos no seu Teatro Municipal no Sábado pelas 21:30 um espectáculo intitulado "Enchanted Opera Evening" pelos alunos da Primo Canto Associação Cultural dirigidos pelo seu professor e maestro Costa Campos.
Um pouco mais a Norte, mas precisamente no Alentejo e integrado no "6º Festival Terras sem Sombra - Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo" teremos na Igreja do Concento de Nossa Senhora da Conceição (Almodovar) um recital pelo Quarteto Arabesco que interpretará o Requiem de Mozart numa versão para quarteto de cordas. Este quarteto (podem visitar o seu site oficial aqui) é composto por Denys Stetsenko (violino), Raquel Cravino (violino), Lúcio Studer (violeta) Ana Raquel Pinheiro (violoncelo). Será no Sábado às 21:30.
Na Sexta-Feira às 21:30 teremos na Culturgest Joana Carneiro que irá dirigir a Orquestra Gulbenkian num concerto de Entrada Livre e inserido no 8º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores Portugueses. Na Fundação Calouste Gulbenkian mas no Sábado às 21:30 haverá mais um concerto integrado neste Workshop.
Em Leiria poderão assistir no Orfeão da cidade a um recital de Clarinete pela Classe da respectiva escola. A Entrada é Livre. Será no Sábado às 19:30
Na invicta cidade do Porto teremos um recital de Piano e Violoncelo por Maria João Pires e Pavel Gomsiakov (não faço ideia se este concerto estará esgotado mas pela qualidade dos interpretes deveria estar e mais não digo ). Será na Casa da Música do Porto no Sábado às 18h.
Finalmente totalmente ao Norte nas terras de Trás-os-Montes na lindissima cidade de Bragança teremos no seu Teatro Municipal no Sábado pelas 21:30 um espectáculo intitulado "Enchanted Opera Evening" pelos alunos da Primo Canto Associação Cultural dirigidos pelo seu professor e maestro Costa Campos.
Post nº 1000 - Os vossos comentários a este blog (Parte 14: 16 a 31 de Outubro de 2008)
Dizia Geocrusoe a 16 de Outubro de 2008 a propósito de um post (o segundo da série que dediquei à biografia de Bernstein) : "Não sabia que bernstein é que tinha feito a estreia mundial da sinfonia turangalila... uma das minhas obras predilectas do século XX"
No dia 22 de Outubro dizia Moura Aveirense a propósito das sonatas de Brahms para Violoncelo : "Adoro estas sonatas! Costumam tocar muito enquanto trabalho. Um boa noite, Moura Aveirense". A 24 de Outubro relembrava uns concertos em Aveiro (mais uma vez tínhamos esquecido a cidade da ria): "E os Festivais de Outono em Aveiro?? A ler, aqui !"
A 22 de Outubro Pianoman propunha que se juntasse Guilhermina Suggia a uma votação para determinar qual dos Violoncelistas iria merecer uma série de posts especiais: "Eu propunha também a nossa Guilhermina Suggia...". A 29 de Outubro dizia Pianoman sobre o blog Folhas Pautadas: "Também estive para aderir, pois gostei do projecto e da iniciativa. Apenas não o fiz, devido à obrigatoriedade de ter um certo número de participações activas num determinado período temporal." A 30 de Outubro dizia comentando um post sobre Wilhelm Backhaus: "é verdade...um grande pianista. O Leão do Teclado como era conhecido. Curiosamente, nasceu no mesmo dia que Beethoven morreu (26 de Março), como se pode ver AQUI"
No dia 22 de Outubro dizia Moura Aveirense a propósito das sonatas de Brahms para Violoncelo : "Adoro estas sonatas! Costumam tocar muito enquanto trabalho. Um boa noite, Moura Aveirense". A 24 de Outubro relembrava uns concertos em Aveiro (mais uma vez tínhamos esquecido a cidade da ria): "E os Festivais de Outono em Aveiro?? A ler, aqui !"
A 22 de Outubro Pianoman propunha que se juntasse Guilhermina Suggia a uma votação para determinar qual dos Violoncelistas iria merecer uma série de posts especiais: "Eu propunha também a nossa Guilhermina Suggia...". A 29 de Outubro dizia Pianoman sobre o blog Folhas Pautadas: "Também estive para aderir, pois gostei do projecto e da iniciativa. Apenas não o fiz, devido à obrigatoriedade de ter um certo número de participações activas num determinado período temporal." A 30 de Outubro dizia comentando um post sobre Wilhelm Backhaus: "é verdade...um grande pianista. O Leão do Teclado como era conhecido. Curiosamente, nasceu no mesmo dia que Beethoven morreu (26 de Março), como se pode ver AQUI"
A 24 de Outubro dizia Luis Maia : "Atribuí a este blogue o prémio "Brilhante Weblog", como poderá constatar no último post do "Com blogs de ver". A fantástica qualidade que exibem, não merece menos que este de chamado de Brilhante. Peço-lhe que indique agora 7 blogues que julgue merecedores do prémio. Um abraço." Penso que não devo ter feito a menção pedida ...
A 26 de Outubro dizia Mita (Guilhermina Suggia foi a vencedora): "Não importa, esperaremos. Obrigada. Agora votei a Jacqueline du Pré, também tenho discos seus. Beijos"
A 29 de Outubro comentando um post dedicado ao aniversário da minha irmã dizia Bhixma : "Não há melhor prenda!". A destinatária comentava também justamente : "Quem tem um Irmão assim [é verdade que àsvezes distraido e absorvido:-)]tem o seu presente diariamente! Obrigada Fernando!". Dizia também sobre este post Marcos Nardon: "Muito feliz com a escolha desta gravação com Gundula Janowitz! Talvez seja esta a minha canção do coração, e para ela a voz da cantora austríaca é a mais linda de quantas eu já tenha ouvido. Sem contar que o uso que Karajan faz do carrilhão (substituído por celesta em inúmeras execuções) é simplesmente perfeito e profundo. É uma das peças que eu levaria para um bunker de fim de mundo ou uma ilha deserta... Já a ouvimos em Brasília, pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, muito tempo atrás, nem me lembro,infelizmente, quem as cantou; mas ficou na memória o registro de uma linda e emocionante apresentação. Há algumas semanas, tivemo-las, novamente, em São Paulo, no Municipal, com Eliane Coelho, e foi, também, linda e emocionante. Grata escolha!"
A 31 de Outubro dizia Afonso comentando as habituais recomendações de Quinta-Feira: "Sugiro também o "Festival de Música Antiga dos Açores", que se encontra actualmente a decorrer. Mais detalhes nos seguintes links: http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/temas/cidadao/Cultura/Festival+de+Música+Antiga+dos+Açores+chega+a+todas+as+ilhas.htm?mode=category http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/176270 Cumprimentos"
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Bach: As Suites para Violoncelo Solo
Tínhamos já falado destas obras mesmo no começo deste blog em Outubro de 2007 e por isso admito que a maioria dos nossos leitores não tenha lido esse post. Recomendo a sua leitura porque embora hoje não o escrevesse assim a ideia da comparação de várias interpretações da mesma peça é engraçada para se entender o papel do interprete e como a mesma obra, com as mesmas notas pode assumir diferentes faces.
Hoje no entanto vamos completar esse post com uma visão mais completa dessa obras que são estruturais no reportório dos solistas de Violoncelo. Estas obras foram provavelmente compostas quando Bach estava em Cothën entre 1717 e 1723 (este período aliás é possivelmente o mais produtivo da sua vida pelo menos do ponto de vista "laico" dado que tanto as sonatas e partitas para violino solo como os concertos de Brandenburgo datam desse período).
Reza a história (ou o mito) que estas partitas eram ignoradas até que Pablo Casals as encontrou e as transformou nas obras indispensáveis que hoje conhecemos. Na verdade há uma teoria diferente que indica que essas obras eram efectivamente utilizadas mas apenas como simples exercícios ... Fosse de uma forma ou de outra uma coisas é certa: Estas peças não eram interpretadas enquanto obras para serem ouvidas em público até essa altura, estávamos então no inicio do século XX. Ainda no que diz respeito à história das seis suites apenas num caso existe um manuscrito por Bach, todos os restantes são da mão da sua esposa Anna Magdalena. Claro que este facto foi suficiente para que alguns musicólogos tivessem emitido a hipótese que seria a sua mulher a autora das obras ao invés de Bach.
As seis partitas são notavelmente homogéneas contrariamente a outras suites da época e do próprio Bach o que nos leva a pensar que o compositor na realidade pretendia que estas constituíssem uma unidade e não peças separadas. Todas possuem seis andamentos sendo que uma parte da estrutura é igual em todos, ou seja o primeiro andamento é sempre um Prelúdio o segundo uma Allemande, o terceiro uma Courante o quarto uma Sarabande e o sexto uma Giga. O quinto difere aos pares mantendo assim uma notável simetria , isto é: na primeira e segunda suite temos um Minueto, na terceira e quarta suites temos uma Bourrée e na quinta e sexta temos uma Gavotte - para quem não saiba estas são todas danças da época obviamente estilizadas, não se pretende que estas obras sejam dançáveis, embora à nossa alma possa precisamente apetecer fazer isso. Claro que o Prelúdio da primeira Suite é o mais conhecido mas garanto-vos que tudo o resto vale a pena ser ouvido !
Bem mas já falamos demais vamos então ouvir estas obras sempre por grandes mestres violoncelistas. Primeiro na Suite nº1 (BWV 1007 em Sol Maior) o Prelúdio por Mirolav Rostropovich. Claro que não podíamos também nesta primeira suite dispensar de ouvir Pau Casals (a segunda parte está aqui) ou ainda Jacqueline du Pré .
Para a Suite nº 2 (BWV 1008 em Ré Menor) escolhemos Yo-Yo Ma , podem ouvir o Prelúdio. Para comparação considerem a interpretação de Daniil Shafran (1923-1997) um grande violoncelista russo nascido em Leninegrado e de origem judaica. Reparem na diferença na interpretação especialmente no vibrato tão mais intenso nesta segunda interpretação. Podem ouvir também o Prelúdio para a comparação ser mais rigorosa. Uma outra interpretação alternativa é a do Violoncelista chinês Jian Wang.
Para a Suite nº 3 (BWV 1009 em Dó Maior) propomos Pierre Fournier - o aristocrata dos Violoncelistas - pela forma absolutamente "elegante" e musicalmente perfeita com que interpretava todas as peças. Temos a sorte de ter esta suite completa por este grande artista: Prelúdio, Allemande, Courante, Sarabande, Bourrée, Giga. Como alternativa podem ouvir por exemplo Misha Maisky um dos alunos de Rostropovich.
Para a Suite nº 4 (BWV 1010 em Mi Bemol Maior) propomos Paul Tortelier numa interpretação da Sarabande.
Para a Suite nº 5 (BWV 1011 em Dó Menor) propomos Misha Maisky que podem ouvir na sua interpretação do Prelúdio, Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte e Giga. A título de comparação podem ouvir o seu professor Rostropovich no Prelúdio.
Para a Suite nº 6 (BWV 1012 em Ré Maior) propomos Yo-Yo Ma que podem ouvir aqui no Prelúdio desta Suite.
Hoje no entanto vamos completar esse post com uma visão mais completa dessa obras que são estruturais no reportório dos solistas de Violoncelo. Estas obras foram provavelmente compostas quando Bach estava em Cothën entre 1717 e 1723 (este período aliás é possivelmente o mais produtivo da sua vida pelo menos do ponto de vista "laico" dado que tanto as sonatas e partitas para violino solo como os concertos de Brandenburgo datam desse período).
Reza a história (ou o mito) que estas partitas eram ignoradas até que Pablo Casals as encontrou e as transformou nas obras indispensáveis que hoje conhecemos. Na verdade há uma teoria diferente que indica que essas obras eram efectivamente utilizadas mas apenas como simples exercícios ... Fosse de uma forma ou de outra uma coisas é certa: Estas peças não eram interpretadas enquanto obras para serem ouvidas em público até essa altura, estávamos então no inicio do século XX. Ainda no que diz respeito à história das seis suites apenas num caso existe um manuscrito por Bach, todos os restantes são da mão da sua esposa Anna Magdalena. Claro que este facto foi suficiente para que alguns musicólogos tivessem emitido a hipótese que seria a sua mulher a autora das obras ao invés de Bach.
As seis partitas são notavelmente homogéneas contrariamente a outras suites da época e do próprio Bach o que nos leva a pensar que o compositor na realidade pretendia que estas constituíssem uma unidade e não peças separadas. Todas possuem seis andamentos sendo que uma parte da estrutura é igual em todos, ou seja o primeiro andamento é sempre um Prelúdio o segundo uma Allemande, o terceiro uma Courante o quarto uma Sarabande e o sexto uma Giga. O quinto difere aos pares mantendo assim uma notável simetria , isto é: na primeira e segunda suite temos um Minueto, na terceira e quarta suites temos uma Bourrée e na quinta e sexta temos uma Gavotte - para quem não saiba estas são todas danças da época obviamente estilizadas, não se pretende que estas obras sejam dançáveis, embora à nossa alma possa precisamente apetecer fazer isso. Claro que o Prelúdio da primeira Suite é o mais conhecido mas garanto-vos que tudo o resto vale a pena ser ouvido !
Bem mas já falamos demais vamos então ouvir estas obras sempre por grandes mestres violoncelistas. Primeiro na Suite nº1 (BWV 1007 em Sol Maior) o Prelúdio por Mirolav Rostropovich. Claro que não podíamos também nesta primeira suite dispensar de ouvir Pau Casals (a segunda parte está aqui) ou ainda Jacqueline du Pré .
Para a Suite nº 2 (BWV 1008 em Ré Menor) escolhemos Yo-Yo Ma , podem ouvir o Prelúdio. Para comparação considerem a interpretação de Daniil Shafran (1923-1997) um grande violoncelista russo nascido em Leninegrado e de origem judaica. Reparem na diferença na interpretação especialmente no vibrato tão mais intenso nesta segunda interpretação. Podem ouvir também o Prelúdio para a comparação ser mais rigorosa. Uma outra interpretação alternativa é a do Violoncelista chinês Jian Wang.
Para a Suite nº 3 (BWV 1009 em Dó Maior) propomos Pierre Fournier - o aristocrata dos Violoncelistas - pela forma absolutamente "elegante" e musicalmente perfeita com que interpretava todas as peças. Temos a sorte de ter esta suite completa por este grande artista: Prelúdio, Allemande, Courante, Sarabande, Bourrée, Giga. Como alternativa podem ouvir por exemplo Misha Maisky um dos alunos de Rostropovich.
Para a Suite nº 4 (BWV 1010 em Mi Bemol Maior) propomos Paul Tortelier numa interpretação da Sarabande.
Para a Suite nº 5 (BWV 1011 em Dó Menor) propomos Misha Maisky que podem ouvir na sua interpretação do Prelúdio, Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte e Giga. A título de comparação podem ouvir o seu professor Rostropovich no Prelúdio.
Para a Suite nº 6 (BWV 1012 em Ré Maior) propomos Yo-Yo Ma que podem ouvir aqui no Prelúdio desta Suite.
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