Como se lembram há uns dias falei-vos do livro que continua em destaque aqui à direita. Pois bem o meu exemplar chegou no dia a seguir à encomenda efectuada, excelente serviço portanto. O livro em si lê-se com facilidade nas suas cerca de 80 páginas inteiramente constituída por recortes de jornal. Lê-se na contracapa que estes recortes foram recolhidos por Duarte Pimentel (1930-1989) engenheiro electrotécnico melómano e também pianista.
Dos recortes provenientes de jornais ou de extractos de programas, mais dos primeiros que dos segundos já vos contei alguns mas no interior do livro encontrarão outras pérolas. Estes erros provêm de simples gralhas em alguns casos mas que resultam em frases deliciosas ou erros dramáticos motivados pela ignorância ou distracção de quem escrevia essas pérolas. Revi-me num deles já que a confusão entre área e ária foi erro que também por aqui grassou em tempos :-).
Recomenda-se também na contracapa que o livro seja lido na companhia de alguém que perceba música e é verdade que algumas das gralhas apesar da explicação na margem só ganham toda a sua dimensão quando explicadas por alguém que as descodifique completamente.
Só para vos dar mais uns cheirinhos do que podem encontrar no livro podemos aprender coisas interessantes como por exemplo um solista que interpreta um quarteto, quartetos que conseguem interpretar quintetos, podemos ainda saber que houve estreias fundamentais no nosso país como por exemplo a Transmissão de Nosso Senhor Jesus Cristo em Estreia Mundial claro está (um doce para quem adivinhar ao que isto diz na verdade respeito), podemos ficar a saber da existência de novos instrumentos como por exemplo instrumentos de teclas menores e também a Viola de Samba. Há também tonalidades desconhecidas do comum dos músicos mortais como por exemplo a agora revelada "som menor" ou ainda "Dó Menos" ambas obviamente de cariz profundamente misterioso como é bom de ver pela designação.
Para o resto terão de ler o livro que se recomenda. É de leitura muito fácil e quando acaba ao fim das suas 78 páginas temos pena que não existam mais ... A única critica que se pode fazer ao livro é que seria interessante que a data e fonte dos recortes estivesse presente em todos os casos já que tornaria a leitura mais interessante.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Post nº 1000 - Os vossos comentários a este blog ( Parte 19: 1 a 15 de Janeiro 2009)
Entramos com este post no ano de 2009 com a parte 19 do conjunto de posts com a qual estamos a festejar o post nº 1000 fazendo uma revisão geral dos vossos comentários, afinal uma parte tão importante como os posts eles próprios.
Este ano de 2009 começa a 2 de Janeiro com um comentário de Geocrusoe que nos felicita sobre a nossa intenção de falar de Haydn: "Gostei muito de saber que falará de Haydn, um dos maiores músicos da história e daqueles que menos conheço, não possuo nem uma das suas sinfonias, embora as que conheça goste muito, uma contradição que pode vir a ser sanada com esta sua tarefa, pois por norma fico indeciso de as hei-te comprar todas ou só algumas e neste caso por norma perco-me nos números."
A 2 de Janeiro confessava Adriana : "Passei par lhe desejar um ano primoroso,cheio de Bach,Strauss e Beethoven,com a nona sinfonia ( que não é a mais bonita,mas a que define melhor nosso 2009) coraoando seus dias."
Este ano de 2009 começa a 2 de Janeiro com um comentário de Geocrusoe que nos felicita sobre a nossa intenção de falar de Haydn: "Gostei muito de saber que falará de Haydn, um dos maiores músicos da história e daqueles que menos conheço, não possuo nem uma das suas sinfonias, embora as que conheça goste muito, uma contradição que pode vir a ser sanada com esta sua tarefa, pois por norma fico indeciso de as hei-te comprar todas ou só algumas e neste caso por norma perco-me nos números."
A 2 de Janeiro confessava Adriana : "Passei par lhe desejar um ano primoroso,cheio de Bach,Strauss e Beethoven,com a nona sinfonia ( que não é a mais bonita,mas a que define melhor nosso 2009) coraoando seus dias."
Também a 2 de Janeiro dizia sempre sintética mdsol : "Sempre interessante! É uma vertigem vir aqui ehehehe
:))". A 12 de Janeiro voltava a dizer sinteticamente : "Muito bem! :))" (agora comentava o post sobre Barenboim).
Ainda a 2 de Janeiro dizia Audrey : "I LLLLLLLLLLLLLLLLLLove music... Happy new year !!!". A 13 de Janeiro acrescentava: "Muitas coisas interessantes! Gostei!"
:))". A 12 de Janeiro voltava a dizer sinteticamente : "Muito bem! :))" (agora comentava o post sobre Barenboim).
Ainda a 2 de Janeiro dizia Audrey : "I LLLLLLLLLLLLLLLLLLove music... Happy new year !!!". A 13 de Janeiro acrescentava: "Muitas coisas interessantes! Gostei!"
Sempre no dia 2 de Janeiro dizia João Luiz Prada e Silva: "Grande colega Fernando! Desejo a si a todos os seus familiares um feliz e profícuo 2009, com muita Música! Concordo consigo quanto à reforma ortográfica: vejo-a desnecessária, mas o que o se vai fazer agora?... E lembrou bem: a "ideia fixa" remonta a Berlioz e ao seu amor pela atriz. Não consegui pensar noutro termo para designar aquele pensamento musical que não sai da cabeça... Lembrou Haydn, amigo? Vou de Mendelssohn. :) Mandei um post hoje falando sobre os 200 anos de nascimento de Felix e manderei mais ao longo de 2009. Abraço!". A 6 de Janeiro João Luiz voltava a comentar agora falando sobre um bailado de Tchaikovsky: "O "Bela Adormecida" é o meu preferido dos 3 bailados de Tchaikovsky. Possui música de altíssimo nível. Minha versão integral em CD triplo é da Naxos, com Andrew Mogrelia à frente da Filarmônica do Estado Tchecoeslovaco."
A 4 de Janeiro Daniel dizia-nos (pedíamos na altura compositores ignorados) "bem, deixo aqui algumas sugestões então. Glinka, Rimsky Korsakov, Smetana, Villas Lobos, e porque não sobre compositores portugueses?"
A 7 de Janeiro dizia Duarte: "Chamou-me a atenção o titulo deste blog, por estar vinculado com a mentalidade que era frequente nos meus anos moços.Na minha infância escutava-se pouca música, pode que fosse por não estar ao alcance de todos. Mesmo assim a minha avó Arminda, mulher culta para aqueles anos, levava-me ao teatro e falava-me de música.Tenho muita musica e clássica também, não toda a que quero, mas aquela que mais gosto. "Clássicos populares" de RNE, eram os que me acompanhavam durante o almoço, 15 a 16h de Espanha, levados pela sabedoria de Fernando Argenta: algo do que sei de música clássica e de grandes compositores aprendi-o com este programa de rádio. Agora escuto "Música sobre la marcha" muito bem dirigido por Fernando Palácios pois o outro Fernando está reformado. Deram-lhe um toque subtil e já não é só música clássica mas, a que não o é, está vinculada. Desculpa o modo como me expandi, mas como vejo que es um grande entusiasta da música, e verdadeiro conhecedor, imaginei que te resultaria curiosa esta realidade que acabo de narrar. Voltarei, pois aprendi."
A 11 de Janeiro dizia Stalker sobre um post acerca de Barenboim. "De acordo. Relembro que Barenboim fez o que fez sempre (até ele falecer) em parceria com Edward Said. Eles eram um par oriundo dos dois lados do conflito, mas com a inteligência e o equilibrio para mostrar o bom caminho." Sobre esse mesmo post dizia Tinta Azul : "Caro Fernando Gostei muito de ter lido este post aqui, porque há dias fiz n' aluaflutua uma referência a Barenboim, Edward Wadie Said e à Orquesta West-Eastern Divan, precisamente por achar que é um projecto notável, mas não com esta profundidade. :)"
A 12 de Janeiro João revoltava-se com a publicidade no blog. Dizia: Este "post" intitula-se "Glenn Gould (1932-1982) - O Escritor (Parte IV)" ou "Emagrecer 5 ou 25 quilos?". Então decidiu ganhar dinheiro com o seu blog! Muito bem."
A 4 de Janeiro Daniel dizia-nos (pedíamos na altura compositores ignorados) "bem, deixo aqui algumas sugestões então. Glinka, Rimsky Korsakov, Smetana, Villas Lobos, e porque não sobre compositores portugueses?"
A 7 de Janeiro dizia Duarte: "Chamou-me a atenção o titulo deste blog, por estar vinculado com a mentalidade que era frequente nos meus anos moços.Na minha infância escutava-se pouca música, pode que fosse por não estar ao alcance de todos. Mesmo assim a minha avó Arminda, mulher culta para aqueles anos, levava-me ao teatro e falava-me de música.Tenho muita musica e clássica também, não toda a que quero, mas aquela que mais gosto. "Clássicos populares" de RNE, eram os que me acompanhavam durante o almoço, 15 a 16h de Espanha, levados pela sabedoria de Fernando Argenta: algo do que sei de música clássica e de grandes compositores aprendi-o com este programa de rádio. Agora escuto "Música sobre la marcha" muito bem dirigido por Fernando Palácios pois o outro Fernando está reformado. Deram-lhe um toque subtil e já não é só música clássica mas, a que não o é, está vinculada. Desculpa o modo como me expandi, mas como vejo que es um grande entusiasta da música, e verdadeiro conhecedor, imaginei que te resultaria curiosa esta realidade que acabo de narrar. Voltarei, pois aprendi."
A 11 de Janeiro dizia Stalker sobre um post acerca de Barenboim. "De acordo. Relembro que Barenboim fez o que fez sempre (até ele falecer) em parceria com Edward Said. Eles eram um par oriundo dos dois lados do conflito, mas com a inteligência e o equilibrio para mostrar o bom caminho." Sobre esse mesmo post dizia Tinta Azul : "Caro Fernando Gostei muito de ter lido este post aqui, porque há dias fiz n' aluaflutua uma referência a Barenboim, Edward Wadie Said e à Orquesta West-Eastern Divan, precisamente por achar que é um projecto notável, mas não com esta profundidade. :)"
A 13 de Janeiro dizia Mita : "Muchas gracias por todas las cosas bonitas que se acumulan en el blog. Besos". A 14 de Janeiro acrescentava: "Fernando, !qué sorpresa que hayas traducido mi poema al portugués, suena precioso! Muito obrigada. Besos"
A 13 de Janeiro Luis dizia (comentário a um dos nossos posts sobre as pesquisas da semana) : "Lilo eh, é uma peça para coro, de E. Carrapatoso. Penso (ouvi dizer, se bem me lembro) que seja inspirada em Timor. Parabéns pelo blog!". Pianoman em breve não deixou de confirmar: "Sim. É um dos "andamentos" da obra "Timor et non tremor", mais precisamente o 4º e último. Os restantes são: "Olarinda", "Oh!Hele Oh!", e "Loik". Obviamente que é sobre Timor."
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Recomendação - Ensaio Grátis da Filarmónica de Berlim
Os leitores mais frequentes deste blog já por duas vezes poderão ter encontrado aqui recomendações para concertos no Digital Concert Hall da Filarmónica de Berlim. Desta vez recebi hoje no meu email uma sugestão que tenho mesmo de partilhar convosco.
Poderão ouvir gratuitamente um ensaio gravado em Setembro de 2008 conduzido por Sir Simon Rattle. O que este concerto tem de extraordinário é que junta alunos das escolas de música de Berlim a membros da Filarmónica.
Uma ideia fabulosa e a gravação deste ensaio é gratuita, basta portanto apontar o vosso browser para http://dch.berliner-philharmoniker.de, registarem-se se ainda não o fizeram e depois assistirem tranquilamente ...não se vão arrepender ! Berlioz e Elgar no programa.
Poderão ouvir gratuitamente um ensaio gravado em Setembro de 2008 conduzido por Sir Simon Rattle. O que este concerto tem de extraordinário é que junta alunos das escolas de música de Berlim a membros da Filarmónica.
Uma ideia fabulosa e a gravação deste ensaio é gratuita, basta portanto apontar o vosso browser para http://dch.berliner-philharmoniker.de, registarem-se se ainda não o fizeram e depois assistirem tranquilamente ...não se vão arrepender ! Berlioz e Elgar no programa.
Rigoletto - Quarto Episódio
Para lerem o episódio anterior comecem no Terceiro Episódio. Para lerem a sequência deste o inicio comecem no Primeiro Episódio.
No palácio do Duque encontramos este preocupado com o desaparecimento de Guilda (Ella mi fu Rapita). Nessa altura entram os nobres que a haviam raptado. O duque pela descrição rapidamente se apercebe que se trata de Guilda e corre para o quarto onde esta está captiva (Possente amor mi chiama).
Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... )
No palácio do Duque encontramos este preocupado com o desaparecimento de Guilda (Ella mi fu Rapita). Nessa altura entram os nobres que a haviam raptado. O duque pela descrição rapidamente se apercebe que se trata de Guilda e corre para o quarto onde esta está captiva (Possente amor mi chiama).
Aqui pode encontrar alguma informação adicional sobre esta ópera (data de estreia, libretto, ... )
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