Este post é a quarta parte da biografia de Brahms. Pode ler a terceira parte aqui.
Teríamos de esperar apenas mais alguns anos mais precisamente até 1883 para ouvirmos a terceira sinfonia que seria publicada no ano subsequente.
Tinha entretanto publicado também o segundo concerto para piano dedicado a Eduard Marxen que inova bastante na forma do concerto aliá na linha do que já o primeiro tinha feito.
Em 1885 estreia a sua quarta e ultima sinfonia que é uma obra absolutamente notável do ponto de vista da composição nomeadamente o quarto andamento. Será também a ultima obra que Brahms ouviria dado que tendo esta sido tocada por ocasião do seu aniversário a 7 de Maio de 1897 viria a falecer uns dias depois.
Em 1886 é condecorado mais uma vez quando o Imperador da Alemanha o nomeia Cavaleiro da Ordem pelas Artes e Ciências. Nesse mesmo ano a Academia das Artes em Berlim nomeia-o membro "externo".
Em 1888 estreia o concerto para violino e para violoncelo, uma forma que tinha estado adormecida durante muito tempo e que Brahms recupera de forma notável. Nesse mesmo ano são publicadas as Op. 99 e Op. 100.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
As recomendações da Quinta-Feira de Música Clássica
Este post é também publicado no blog Folhas Pautadas.
Começamos esta sequência de recomendações como é costume pelo sul do país mais precisamente em Tavira onde teremos no Sábado 22 às 21:30 na Igreja da Misericórdia um concerto pelo Grupo Coral de Tavira com um programa composto por obras de Sebastião Leiria.
Em Lisboa no CCB no Domingo 23 às 17h no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém teremos a Orquestra Metropolitana de Lisboa com a direcção de Augustin Dumay que também será solista. Serão interpretados os concertos Nº3 e Nº 5 de Mozart e ainda a Sinfonia Nº 3 de Schubert na segunda parte deste concerto.
Ainda em Lisboa teremos no dia 23 de Novembro, Domingo às 17.00 na Igreja de S. Pedro de Alcântara o Coro Gregoriano de Lisboa.
Na zona da grande Lisboa, mais precisamente em Cascais no Conservatório de Música de Cascais, teremos no dia 23 de Novembro às 17h00, um concerto integrado no ciclo "Histórias da Música" em que será contada a história e ouvida a música de António Vivaldi. Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov.
Um pouco mais a norte, em Santarém teremos também no domingo 23 de Novembro às 17h no Teatro Sá da Bandeira um Concerto Integrado no ciclo de concertos promenade promovidos pela Caixa Geral de Depósitos. O programa inclui obras de Mozart "Eine kleine Nachtmusik", Sergei Prokofiev "Pedro e o Lobo", Johannes Brahms "Dança Húngara nº 5 em Sol Menor" e Johann Strauss "Marcha Radetzky". este concerto será interpretado pela Orquestra do Algarve dirigida por Cesário Costa.
No dia anterior, Sábado 22 de Novembro esta mesma Orquestra estará no Centro Cultural e Congressos nas Caldas da Rainha às 21:30 para interpretar "O Elixir d´Amor" de Gaetano Donizetti (1797-1848). A orquestra será dirigida por Cesário Costa. A encenação é de Maria Emília Correia e a versão portuguesa de Nuno Côrte-Real. Serão solistas Carla Caramujo (Soprano), João Cipriano Martins (Tenor), Nuno Dias (Baixo), Diogo Oliveira (Barítono), Alexandra Moura (Soprano). Coro de Câmara Lisboa Cantat.
Finalmente em Penafiel hoje Sexta-Feira às 21:30 na Igreja de Abragão teremos pelo grupo de Sopros da Orquestra do Norte um concerto incluindo obras de Mozart, Donizetti e Poulenc. A orquestra será dirigida por Vitor Matos.
Começamos esta sequência de recomendações como é costume pelo sul do país mais precisamente em Tavira onde teremos no Sábado 22 às 21:30 na Igreja da Misericórdia um concerto pelo Grupo Coral de Tavira com um programa composto por obras de Sebastião Leiria.
Em Lisboa no CCB no Domingo 23 às 17h no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém teremos a Orquestra Metropolitana de Lisboa com a direcção de Augustin Dumay que também será solista. Serão interpretados os concertos Nº3 e Nº 5 de Mozart e ainda a Sinfonia Nº 3 de Schubert na segunda parte deste concerto.
Ainda em Lisboa teremos no dia 23 de Novembro, Domingo às 17.00 na Igreja de S. Pedro de Alcântara o Coro Gregoriano de Lisboa.
Na zona da grande Lisboa, mais precisamente em Cascais no Conservatório de Música de Cascais, teremos no dia 23 de Novembro às 17h00, um concerto integrado no ciclo "Histórias da Música" em que será contada a história e ouvida a música de António Vivaldi. Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov.
Um pouco mais a norte, em Santarém teremos também no domingo 23 de Novembro às 17h no Teatro Sá da Bandeira um Concerto Integrado no ciclo de concertos promenade promovidos pela Caixa Geral de Depósitos. O programa inclui obras de Mozart "Eine kleine Nachtmusik", Sergei Prokofiev "Pedro e o Lobo", Johannes Brahms "Dança Húngara nº 5 em Sol Menor" e Johann Strauss "Marcha Radetzky". este concerto será interpretado pela Orquestra do Algarve dirigida por Cesário Costa.
No dia anterior, Sábado 22 de Novembro esta mesma Orquestra estará no Centro Cultural e Congressos nas Caldas da Rainha às 21:30 para interpretar "O Elixir d´Amor" de Gaetano Donizetti (1797-1848). A orquestra será dirigida por Cesário Costa. A encenação é de Maria Emília Correia e a versão portuguesa de Nuno Côrte-Real. Serão solistas Carla Caramujo (Soprano), João Cipriano Martins (Tenor), Nuno Dias (Baixo), Diogo Oliveira (Barítono), Alexandra Moura (Soprano). Coro de Câmara Lisboa Cantat.
Finalmente em Penafiel hoje Sexta-Feira às 21:30 na Igreja de Abragão teremos pelo grupo de Sopros da Orquestra do Norte um concerto incluindo obras de Mozart, Donizetti e Poulenc. A orquestra será dirigida por Vitor Matos.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Guilhermina Suggia (1885 - 1950) - Quarta Parte
Esta é a quarte parte da nossa história sobre Guilhermina Suggia. Pode ler a terceira parte aqui.
Desconhece-se a razão pela qual Guilhermina escolheu Londres. Não tinha especial fama em Inglaterra, se excluirmos Tovey (a eventual causa da separação com Casals não se conhecem amigos) e logo esta escolha parece muito mais revelar do acaso do que de uma decisão muito racional.
Facto é que passada uma década Guilhermina era já uma das mulheres mais conhecidas no circulo musical e mesmo intelectual britânico. Infelizmente Guilhermina não tinha por hábito manter um registo detalhado dos vários concertos que fazia e por isso é relativamente dificil saber com exactidão os concertos que concretizou durante esses anos.
Data dessa época o mais famoso retrato de Suggia do pintor Augustus John (1878-1961) e que é especialmente notável por ter conseguido retratar de forma notável o espírito da interprete que tinha uma postura notável em público transmitindo de forma integral a forma como sentia a música. A fama deste quadro na época transcendia e precedia a da própria interprete; muitas vezes o público conhecia o quadro antes de conhecer a artista.
Depois de uma década de intensa actividade Suggia abranda entre 1925 e 1935 e depois durante a guerra voltando a Portugal suspendendo mesmo a sua actividade entre 1939 e 1942.
Desconhece-se a razão pela qual Guilhermina escolheu Londres. Não tinha especial fama em Inglaterra, se excluirmos Tovey (a eventual causa da separação com Casals não se conhecem amigos) e logo esta escolha parece muito mais revelar do acaso do que de uma decisão muito racional.
Facto é que passada uma década Guilhermina era já uma das mulheres mais conhecidas no circulo musical e mesmo intelectual britânico. Infelizmente Guilhermina não tinha por hábito manter um registo detalhado dos vários concertos que fazia e por isso é relativamente dificil saber com exactidão os concertos que concretizou durante esses anos.
Data dessa época o mais famoso retrato de Suggia do pintor Augustus John (1878-1961) e que é especialmente notável por ter conseguido retratar de forma notável o espírito da interprete que tinha uma postura notável em público transmitindo de forma integral a forma como sentia a música. A fama deste quadro na época transcendia e precedia a da própria interprete; muitas vezes o público conhecia o quadro antes de conhecer a artista.
Depois de uma década de intensa actividade Suggia abranda entre 1925 e 1935 e depois durante a guerra voltando a Portugal suspendendo mesmo a sua actividade entre 1939 e 1942.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Leonard Bernstein - Sétima Parte - A música e as causas
Embora Leonard Bernstein tenha sido sempre um homem de causas entre 1973 e 1990 a sua actividade é retrospectivamente avassaladora pela pertinência. Não crendo deificar Leonard Bernstein a verdade é que é dificil não deixarmos de ficar sensibilizados e espantados com as causas e as posições que tomou e com os concertos verdadeiramente históricos em que foi figura de primeiro plano.
Tudo começou em 1973 com o concerto de que já falámos aqui a favor da paz e em protesto contra a reeleição de Nixon. É fácil hoje dizer retrospectivamente que é natural mas na altura era bem menos óbvio.
Em 1977 contrastando com a posição contra Nixon apoia deliberadamente Jimmy Carter ao tocar na cerimónia de posse numa espécie de ante-estreia da sua obra "Songfest".
Em 1980 dirigindo "Lincoln Portrait" com o compositor Aaron Copland como narrador, Copland que fazia então 80 anos. Não nos esqueçamos que Copland é "apenas" um dos grandes compositores americanos do século XX.
Em 1983 Missa pelo desarmamento nuclear.
Em 1985 dirige a Orquestra de Jovens da Europa (não esqueçamos que isto num maestro americano é absolutamente notável quer pelo facto de ser uma Orquestra Europeia, quer sobretudo pela conjugação de ser Europeia e de Jovens) numa tournée pela Paz e ainda aceitando (desejando) partilhar a regência com Eiji Oue (seu aluno).
Em 1989 recusa a condecoração americana "National Medal of Arts" atribuída por George Bush em protesto pela supressão do financiamento federal de uma instituição por ter supostamente exposto arte relacionada com a luta contra a SIDA.
Finalmente em Dezembro desse mesmo ano no dia 25 de Dezembro Leonard Bernstein dirige um concerto que ficará sem dúvida alguma na história da civilização. Tocou em Berlim uma orquestra constituída por membros da Orquestra da Baviera, da Staatskapelle Dresden, da Orquestra de Kirov, da Sinfónica de Londres, da Orquestra de Paris e claro da Filarmónica de Nova Iorque. Foram solistas June Anderson, Sarah Walker, Klaus Konig e Jan-Hendrik Rootering. Este concerto onde Bernstein muito apropriadamente substitui a palavra Freude (alegria) por Freheit (liberdade) celebrando desta forma metafórica, como a linguagem musical a queda do muro de Berlim. Oiçam aqui um extracto do ultimo andamento deste concerto fantástico.
Depois deste concerto e antes de falecer a 14 de Outubro de 1990 Bernstein apenas dirigiria mais cinco vezes, duas na Europa - A missa em Dó Menor de Mozart e de novo a Nona Sinfonia e três nos Estados Unidos entre os quais um ultimo concerto em Nova Iorque e um em Tanglewood, o ultimo acabando com a Sétima de Beethoven.
Tudo começou em 1973 com o concerto de que já falámos aqui a favor da paz e em protesto contra a reeleição de Nixon. É fácil hoje dizer retrospectivamente que é natural mas na altura era bem menos óbvio.
Em 1977 contrastando com a posição contra Nixon apoia deliberadamente Jimmy Carter ao tocar na cerimónia de posse numa espécie de ante-estreia da sua obra "Songfest".
Em 1980 dirigindo "Lincoln Portrait" com o compositor Aaron Copland como narrador, Copland que fazia então 80 anos. Não nos esqueçamos que Copland é "apenas" um dos grandes compositores americanos do século XX.
Em 1983 Missa pelo desarmamento nuclear.
Em 1985 dirige a Orquestra de Jovens da Europa (não esqueçamos que isto num maestro americano é absolutamente notável quer pelo facto de ser uma Orquestra Europeia, quer sobretudo pela conjugação de ser Europeia e de Jovens) numa tournée pela Paz e ainda aceitando (desejando) partilhar a regência com Eiji Oue (seu aluno).
Em 1989 recusa a condecoração americana "National Medal of Arts" atribuída por George Bush em protesto pela supressão do financiamento federal de uma instituição por ter supostamente exposto arte relacionada com a luta contra a SIDA.
Finalmente em Dezembro desse mesmo ano no dia 25 de Dezembro Leonard Bernstein dirige um concerto que ficará sem dúvida alguma na história da civilização. Tocou em Berlim uma orquestra constituída por membros da Orquestra da Baviera, da Staatskapelle Dresden, da Orquestra de Kirov, da Sinfónica de Londres, da Orquestra de Paris e claro da Filarmónica de Nova Iorque. Foram solistas June Anderson, Sarah Walker, Klaus Konig e Jan-Hendrik Rootering. Este concerto onde Bernstein muito apropriadamente substitui a palavra Freude (alegria) por Freheit (liberdade) celebrando desta forma metafórica, como a linguagem musical a queda do muro de Berlim. Oiçam aqui um extracto do ultimo andamento deste concerto fantástico.
Depois deste concerto e antes de falecer a 14 de Outubro de 1990 Bernstein apenas dirigiria mais cinco vezes, duas na Europa - A missa em Dó Menor de Mozart e de novo a Nona Sinfonia e três nos Estados Unidos entre os quais um ultimo concerto em Nova Iorque e um em Tanglewood, o ultimo acabando com a Sétima de Beethoven.
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