Bem de novo Portugal assume o primeiro lugar (344 visitas) face a um Brasil mais atento ao Carnaval (?) com 288 visitas. Em terceiro lugar de novo o Reino Unido com umas fantásticas 15 visitas.
No que diz respeito a cidades mantém-se a ordem Lisboa 146, São Paulo 48 e a Invicta cidade do Porto com 37.
1. nona sinfonia tradução: Bem mesmo com a maldição da nona sinfonia há bastantes nonas sinfonias. Se nos restringirmos às que têm uma parte vocal então eu suponho que o conjunto fica restrito à nona de Beethoven (pelo menos assim que me lembre). Estaremos então a falar do poema de Friedrich Schiller. Nós já falamos desta sinfonia aqui mas fica desde já prometida mais uma visita ao ultimo andamento com uma tradução deste poema (um dos que me lembro ter aprendido em formação musical na escola por acaso).
2. tchaikovsky (concerto em d maior para violino) : Bom nos falámos deste concerto aqui. Mas na verdade escolhemos esta pesquisa para vos dar um conselho. Quando pesquisarem evitem misturar designações anglo-saxónicas com as latinas. Quero dizer com isto podem falar em Dó, Ré, Mi, Fá Sol, Lá, Si - Maior ou Menor (neste caso Ré Maior) mas "d Maior" é má ideia em termos de resultados.
3. quando nasceu e quando morreu luigi boccherini : Para uma curta biografia deste compositor podem ler este post. Boccherini nasceu em Luca (Itália) a 19 de Fevereiro de 1743 tendo falecido em Madrid no dia 28 de Maio de 1805.
4. yosif kotek : Aluno de Tchaikovsky que terá inspirado o seu concerto para violino ao interpretar a Sinfonia Espanhola de Lalo.
5. william kapell : Grande pianista americano, estamos mesmo em maré de piano por aqui. Faleceu muito jovem num quando o avião onde seguia se despenhou. Fica aqui prometida também uma curta biografia. Oiçam para já aqui uma interpretação de Shostakovich.
6. massenet a little nightmare music : A primeira vez que este espectáculo foi no Mezzo há dois anos na passagem de Ano creio. Hilariante. Estiveram no CCB há uns dias, infelizmente não pude ir ver. Recomendo que procurem no You Tube (um exemplo aqui) os videos deles ou então que visitem o seu site oficial aqui. E preparem-se para uma valentes gargalhadas.
7. karajan ainda está vivo? : Na sua música sim. Fisicamente não. Leiam aqui uma curta biografia.
8. biografia‘für elise’ : Bem é impossível fazer uma "biografia" de uma composição. Podemos contar a história da sua origem embora neste caso especifico nos vejamos confrontados com um dilema. É que não há certezas. Leiam o que escrevemos aqui.
9. Antonio Capela Luthier : A família Capela é uma das familias de Luthiers portugueses mais significativas da actualidade, possivelmente a mais conhecida internacionalmente. Infelizmente não conseguimos dar-vos um site oficial por isso fiquem aqui com uma entrevista dada ao Expresso por Joaquim Domingos Capela.
10. K622 : Concerto para Clarinete de Mozart. Como vos expliquei há já algum tempo a letra "K" significa "Köchel" - o autor da classificação das obras de Mozart e obviamente 622 refere-se ao número de ordem, no caso o referido concerto para Clarinete de que falámos aqui.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Sérgio Varella-Cid (1937-1981*)
Escrevo esta curta nota biográfica respondendo a uma sugestão do nosso atento leitor pianoman. Na verdade em boa hora o fiz porque fiquei a conhecer, e a desejar conhecer melhor a vida daquele que poderia ter sido o melhor pianista português de sempre, e que o terá sido segundo alguns claro.
O que aqui vos conto resulta em grande parte deste artigo que por sua vez faz referência a um artigo da revista Atlantico que infelizmente já não se encontra online (pelo menos não encontrei). Esse excelente artigo da Atlantico (Outubro de 2005) da autoria de Pedro Dordio está felizmente transcrito na sua totalidade na primeira fonte que citei, pelo que não o transcrevo aqui. Fiquem aqui com um breve "resumo" porque muito mais haveria para dizer ...
Sérgio Varella-Cid nasceu em Lisboa a 5 de Outubro de 1937. Era filho de Lourenço Varela Cid pianista e professor do conservatório , também lisboeta e de Dora Soares Varela Cid violinista natural do Pará (Brasil).
O Jovem Sérgio deste muito novo revelou possuír um talento indiscutível para as teclas dando aos oito anos o seu primeiro concerto no ginásio do Liceu Camões e aos dez o primeiro recital público no Tivoli. O sucesso destas apresentações eleva-o desde logo a categoria de menino prodigio com concertos em várias cidades da Europa: Paris, Madrid, Escandinávia.
Porém o pai possivelmente já se apercebeu também que o talento de Sérgio tem de ser disciplinado pelo estudo e é assim que em 1955 Sérgio vai para Londres estudar com Benno Moiseiwitsch (1890-1963) de origem Ucraniana e aluno de Rubinstein. A escolha pese a sua excelência não terá sido a melhor no sentido da disciplina dado que Moiseiwitsch se caracterizava sobretudo pela sua enorme "liberdade" o que aliás se ajustava perfeitamente às características de Varella-Cid.
O facto é que entre 1955 e 1962, Varela Cid acumula prémios dos quais o maior (ainda antes de 1955) terá sido a famosa frase de Rubinstein "Este poderá ser o meu sucessor". Vence 1955 o 1º Prémio do Conservatório, em 1957 o 1º Prémio Concurso Internacional Magda Tagliaferro ainda em 1957 o 4º Prémio do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta e em 1962 o 6º lugar no primeiro concurso Internacional Van Cliburn.
Em 1972 no auge das suas capacidades, imediatamente após ter dado uma série de concertos com sucesso no Canergie Hall e dois anos depois de ter ganho o prémio da Imprensa com a sua gravação integral dos concerto de Beethoven abandona a carreira de pianista.
Desapareceu em São Paulo a 26 de Junho de 1981 onde tinha fixado residência a partir de 1979. Diz Vitorino de Almeida que Varella-Cid tinha alma de aventureiro ao jeito de Arséne Lupin, ao jeito de Rimbaud diria eu, um gosto inexplicável pelo marginal.
Suspeita-se que tenha sido assassinado por Hosmany Ramos que numa recente entrevista ao Expresso que pode ouvir aqui explica a natureza da sua relação com o pianista português e nega a autoria do crime. Porém deve-se dar a credibilidade que tem um homem acusado de múltiplos crimes, foragido e mentiroso compulsivo ...
Certo é que Sérgio Varella-Cid tinha tudo para ser um pianista de eleição e que pese ter rivalizado com Sequeira Costa nos anos 50-60 esteve muito longe de realizar todo o seu potencial, pelo menos se acreditarmos na validade da profecia de Rubinstein.
O que aqui vos conto resulta em grande parte deste artigo que por sua vez faz referência a um artigo da revista Atlantico que infelizmente já não se encontra online (pelo menos não encontrei). Esse excelente artigo da Atlantico (Outubro de 2005) da autoria de Pedro Dordio está felizmente transcrito na sua totalidade na primeira fonte que citei, pelo que não o transcrevo aqui. Fiquem aqui com um breve "resumo" porque muito mais haveria para dizer ...
Sérgio Varella-Cid nasceu em Lisboa a 5 de Outubro de 1937. Era filho de Lourenço Varela Cid pianista e professor do conservatório , também lisboeta e de Dora Soares Varela Cid violinista natural do Pará (Brasil).
O Jovem Sérgio deste muito novo revelou possuír um talento indiscutível para as teclas dando aos oito anos o seu primeiro concerto no ginásio do Liceu Camões e aos dez o primeiro recital público no Tivoli. O sucesso destas apresentações eleva-o desde logo a categoria de menino prodigio com concertos em várias cidades da Europa: Paris, Madrid, Escandinávia.
Porém o pai possivelmente já se apercebeu também que o talento de Sérgio tem de ser disciplinado pelo estudo e é assim que em 1955 Sérgio vai para Londres estudar com Benno Moiseiwitsch (1890-1963) de origem Ucraniana e aluno de Rubinstein. A escolha pese a sua excelência não terá sido a melhor no sentido da disciplina dado que Moiseiwitsch se caracterizava sobretudo pela sua enorme "liberdade" o que aliás se ajustava perfeitamente às características de Varella-Cid.
O facto é que entre 1955 e 1962, Varela Cid acumula prémios dos quais o maior (ainda antes de 1955) terá sido a famosa frase de Rubinstein "Este poderá ser o meu sucessor". Vence 1955 o 1º Prémio do Conservatório, em 1957 o 1º Prémio Concurso Internacional Magda Tagliaferro ainda em 1957 o 4º Prémio do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta e em 1962 o 6º lugar no primeiro concurso Internacional Van Cliburn.
Em 1972 no auge das suas capacidades, imediatamente após ter dado uma série de concertos com sucesso no Canergie Hall e dois anos depois de ter ganho o prémio da Imprensa com a sua gravação integral dos concerto de Beethoven abandona a carreira de pianista.
Desapareceu em São Paulo a 26 de Junho de 1981 onde tinha fixado residência a partir de 1979. Diz Vitorino de Almeida que Varella-Cid tinha alma de aventureiro ao jeito de Arséne Lupin, ao jeito de Rimbaud diria eu, um gosto inexplicável pelo marginal.
Suspeita-se que tenha sido assassinado por Hosmany Ramos que numa recente entrevista ao Expresso que pode ouvir aqui explica a natureza da sua relação com o pianista português e nega a autoria do crime. Porém deve-se dar a credibilidade que tem um homem acusado de múltiplos crimes, foragido e mentiroso compulsivo ...
Certo é que Sérgio Varella-Cid tinha tudo para ser um pianista de eleição e que pese ter rivalizado com Sequeira Costa nos anos 50-60 esteve muito longe de realizar todo o seu potencial, pelo menos se acreditarmos na validade da profecia de Rubinstein.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Johann Strauss II (1825 - 1899)
Hoje resolvemos falar-vos de um compositor que se notabilizou num tipo muito especifico de composição: A Valsa.
Confesso que para mim este compositor é bastante especial porque foi precisamente a ouvir a valsa que comecei a gostar de música clássica. Como já contei aqui, para os mais novos isto vai parecer quase uma história de encantar, quando tinha 11/12 anos apenas existiam dois canais de televisão (e mesmo assim um deles nem emitia sempre), tínhamos só uma televisão na casa e quanto a gira-discos bem em minha casa havia o do meu pai no qual não podia mexer.
Rádios tinha alguns mas confesso que na altura desconhecia a existência de uma Rádio Clássica. E de qualquer forma estamos a falar daqueles pequenos rádios de pilhas que serviam muito bem para os relatos de futebol ou de Hoquei mas dificilmente para ouvir música ... IPod ou walkmans (com K7´s) ainda não existiam e portanto o nosso acesso à música era muito mais complicado.
Ora bem acontece que a minha mãe possuía um velho giradiscos e juntamente com esse giradiscos um fantástico acervo de alguns 45 rpms entre os quais bastante música francesa e alguns discos de música clássica. Entre esses havia um de que devo ter gasto os sulcos: No lado A tinha o Danúbio Azul do nosso convidado de hoje e no lado B, a Valsa do Imperador do mesmo compositor. Também havia Chopin lembro-me ...
Johann Strauss II nasceu a 25 de Outubro de 1825 em Viena filho do também famoso compositor Johann Strauss I. Curiosamente o seu pai preferia que o filho seguisse a carreira de banqueiro e não a de músico. Foi assim às escondidas do pai que estudou música até ao fim da adolescência. Quando o pai saíu de casa foi-lhe então possível assumir abertamente a sua paixão.
Os primeiros anos da sua vida enquanto músico não foram fáceis sobretudo porque devido às suas ideias revolucionárias muitos dos possíveis contratos eram praticamente impossíveis de obter. Ainda por cima as relações com o seu pai eram no minimo tensas, perturbadas por uma intensa rivalidade.
As suas valsas mais conhecidas foram compostas a partir de 1867 começando precisamente com o Danúbio Azul (1867), Bosques de Viena (1868), Sangue Vienense (1873), Rosas do Sul (1880) e a Valsa do Imperador (1888).
Para além das valsas Johann Strauss também escreveu algumas operetas entre as quais a mais famosa será "O Morcego" ou o "Barão Cantor".
Strauss faleceu em Viena a 3 de Viena de 1899.
Confesso que para mim este compositor é bastante especial porque foi precisamente a ouvir a valsa que comecei a gostar de música clássica. Como já contei aqui, para os mais novos isto vai parecer quase uma história de encantar, quando tinha 11/12 anos apenas existiam dois canais de televisão (e mesmo assim um deles nem emitia sempre), tínhamos só uma televisão na casa e quanto a gira-discos bem em minha casa havia o do meu pai no qual não podia mexer.
Rádios tinha alguns mas confesso que na altura desconhecia a existência de uma Rádio Clássica. E de qualquer forma estamos a falar daqueles pequenos rádios de pilhas que serviam muito bem para os relatos de futebol ou de Hoquei mas dificilmente para ouvir música ... IPod ou walkmans (com K7´s) ainda não existiam e portanto o nosso acesso à música era muito mais complicado.
Ora bem acontece que a minha mãe possuía um velho giradiscos e juntamente com esse giradiscos um fantástico acervo de alguns 45 rpms entre os quais bastante música francesa e alguns discos de música clássica. Entre esses havia um de que devo ter gasto os sulcos: No lado A tinha o Danúbio Azul do nosso convidado de hoje e no lado B, a Valsa do Imperador do mesmo compositor. Também havia Chopin lembro-me ...
Johann Strauss II nasceu a 25 de Outubro de 1825 em Viena filho do também famoso compositor Johann Strauss I. Curiosamente o seu pai preferia que o filho seguisse a carreira de banqueiro e não a de músico. Foi assim às escondidas do pai que estudou música até ao fim da adolescência. Quando o pai saíu de casa foi-lhe então possível assumir abertamente a sua paixão.
Os primeiros anos da sua vida enquanto músico não foram fáceis sobretudo porque devido às suas ideias revolucionárias muitos dos possíveis contratos eram praticamente impossíveis de obter. Ainda por cima as relações com o seu pai eram no minimo tensas, perturbadas por uma intensa rivalidade.
As suas valsas mais conhecidas foram compostas a partir de 1867 começando precisamente com o Danúbio Azul (1867), Bosques de Viena (1868), Sangue Vienense (1873), Rosas do Sul (1880) e a Valsa do Imperador (1888).
Para além das valsas Johann Strauss também escreveu algumas operetas entre as quais a mais famosa será "O Morcego" ou o "Barão Cantor".
Strauss faleceu em Viena a 3 de Viena de 1899.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Tchaikovsky (1840 -1893) : Uma biografia - Os azares das estreias
Não deve ser fácil encontrar um compositor que tenha tido de forma tão consistente "azar" com as estreias das suas obras. Estamos agora em 1874 e para trás tinha ficado já a estreia da primeira sua primeira sinfonia em 1868, acolhida sem grande entusiasmo, a Vovodea a sua primeira ópera interpretada por artistas de segunda categoria em 1869, a simples recusa da segunda ópera Undina nesse mesmo ano, a estreia de Romeo e Julieta que começa por passar desapercebida na sua estreia em 1870 simplesmente por ter coincidido com a absolvição de Rubinstein num qualquer caso em que era acusado, as estreia da sua Sinfonia nº2 e da fantasia "A Tempestade" em 1873 qualquer uma delas sem grande sucesso: As reacções foram muito variadas indo desde a indiferença ao ódio.
E finalmente em 1874 na estreia do seu concerto Nº 1 para piano possivelmente uma das obras mais emblemáticas de todo o reportório clássico também ela recebida de forma relativamente fria a começar por Rubinstein que considera o concerto demasiado mau para lhe ser dedicado ...
Porém Tchaikovsky tinha já por essa altura aprendido alguma coisa com os anteriores fracassos e recusou-se a mudar uma nota que fosse ...
E finalmente em 1874 na estreia do seu concerto Nº 1 para piano possivelmente uma das obras mais emblemáticas de todo o reportório clássico também ela recebida de forma relativamente fria a começar por Rubinstein que considera o concerto demasiado mau para lhe ser dedicado ...
Porém Tchaikovsky tinha já por essa altura aprendido alguma coisa com os anteriores fracassos e recusou-se a mudar uma nota que fosse ...
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