No dia 18 de Setembro André Rendeiro rendia Moura Aveirense na sua justa luta para completar as nossas recomendações com complementos para Aveiro dizendo: "Já agora aproveito também para anunciar o concerto que haverá hoje na reitoria da Universidade de Aveiro às 21 horas, onde a Orquestra Filarmonia das Beiras (OFB) e solistas interpretarão obras de Haydn, Mozart e Weber (serão 3 concertos), na celebração do início do ano lectivo."
No dia 19 de Setembro Ematejoca perguntava a propósito de um post sobre uma canção de Schumann: "Com que então, o Fernando não só gosta de música clássica como também de mulheres bonitas. Eu prefiro as loiras: Grace Kelly! Para traduzir os poemas de Heine, o Fernando tem de ter bons conhecimentos do alemão. Porque é, que não dá, de vez em quando, uma espreitadela ao "ematejoca"?! Desculpe, Fernando, mas fiquei na dúvida. Traduz os poemas da língua original ou da versão inglesa?" Hum e não é a mesma coisa pergunto? Quero dizer música clássica e mulheres bonitas? Nas palavras de Vinicius de Moraes uma mulher tem de ter algo mais para além da beleza, algo de interior, e mais não digo. Quanto à fonte que utilizo bem depende, na maioria dos casos a partir do Inglês embora tente o Alemão de vez em quando, mas tipicamente do Inglês.
A 20 de Setembro pedia-nos feedback se fossemos à Gulbenkian ver e ouvir Daniel Barenboim: "Adoraria ir à apresentação do livro e aos concertos de Baremboim, mas infelizmente não me vai ser possível. Assisti a um concerto dele nos Proms 2003 e a uma Masterclass dele em Salzburgo e adorei! Se for, aguardo as suas impressões. Uma boa noite, Moura Aveirense". Conseguimos ir à conferência de que demos conta aqui. Por outro lado Pianoman avisava que tinha bilhete para o concerto de piano na Quarta-Feira mas que iria chegar atrasado: "Eu tenho bilhete para o concerto de 4ª feira, mas se conseguir ir é para chegar atrasado..."
A 23 de Setembro Geocrusoe dizia que o nosso post sobre Barenboim merecia um Tweet: "Este post merecia um tweet que já fiz. Parabéns pelo tema e há que agradecer a existência de pessoas como Barenboim". Não sei se mereceria. Sei que Barenboim merece sem margem para dúvida. Gi agradecia a partilha: "Obrigada por nos contar, Fernando, deve ter valido bem a pena ir ouvir o maestro.Depois conte-nos sobre o livro." Por outro lado Pianoman preferia fazer um comentário sobre o concerto do maestro a que assistiu: "Barenboim é sem dúvida uma figura cimeira da cultura musical.Pessoa muito inteligente e sensível aos problemas deste Mundo.Pessoa muito musical, talentoso e um óptimo pianista e maestro. Pena é que o seu recital de 4ª feira tenha sido bastante sofrível. Tudo muito "aldrabado". Pedal mal utilizado, articulação pouco clara. O melhor foram as ideias musicais, mas a forma como tentou pôr essas ideias em prática foi fraca. Que pena. Para variar teve direito a uma ovação de pé e grande simpatia do público, muito por "culpa" da Polaca Op.53.Dois números extra programa (entre eles uma bela interpretação de um Nocturno)."
A 25 de Setembro dizia o ensemble Triad Libitum a propóstito de um post do nosso dicionário musical : "É verdade, sim senhor! E cá estamos nós para o confirmar :D"
A 28 de Setembro Frioleiras confessa não saber do falecimento da pianista Alicia de Larocha : "Não sabia, fiquei a saber. Lamento muito. Quanto à sua sugestão de Buxtehude......... adoro-o. é dos meus compositores preferidos................"
No dia 28 de Setembro Augusto Bogo agradecia o post sobre o seu blog: "Olá Fernando!
Te agradeço muito, mas muito mesmo pelo post. Adorei! hehe Bom, acho que o mínimo que posso fazer é recomendar o seu blog...e farei isso com o maior prazer! Um grande abraço!"
A 29 de Setembro o Sofá Amarelo contava-nos (a propósito de uma das nossas pesquisas da semana) que havia uma rua chamada Guilhermina Suggia em Lisboa: "Há uma rua em Lisboa com o nome de Guilhermina Suggia, uma rua muito especial para mim... Fica na zona do Areeiro perto da estação de comboios Roma/Areeiro. Pode não parecer importante referir isso, mas ainda bem que alguns dos nossos grandes nomes da música erudita são preservados. Um forte abraço!!!"
A 30 de Setembro Mário comentava a nossa escolha nas interpretações das Sinfonias a votação: "Caro Fernando, excelente escolha, Carlos Kleiber para a 7ª! Já para a 9ª, preferia Solti (clássico) ou Herreweghe (leitura histórica).
Duas sugestões para Brahms:
nº4 - Carlos Kleiber,
http://www.youtube.com/watch?v=yCaaPaQx5zg
nº2 - o belo 2º andamento num vídeo recente de boa qualidade,
http://www.youtube.com/watch?v=RS0dSoK5J9U
Em gravações,aprecio a 2ª de Celibidache ou de Kurt Sanderling
Se não se importa, vou usar o vídeo da 2ª no meu blog.
De Schubert, não arranjo nada de jeito no youtube. A minha 9ª preferida é a de Gunter Wand.
Abraço"
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
domingo, 29 de agosto de 2010
A pirotecnia visual versus o "sentir a música dentro de si" II
Tentei que isto fosse um comentário mas aparentemente há um limite para a dimensão dos mesmos ... arghhhhhhhhhhh.
@Mário: Pois pode, pois pode. E também concordo que as posições do público e do interprete são assimétricas. Mas não deixa de ser engraçado que no tempo dos compositores que admiramos essa não fosse a norma de comportamento e que eles não a esperassem sequer (aliás ficavam preocupados quando uma obra sua era ouvida de principio a fim sem manifestações de júbilo - era sinal que alguma coisa não tinha "passado"). Como também não deixa de ser interessante os caminhos diferentes que seguiram a música instrumental e a ópera desse ponto de vista e as razões históricas que justificam essa diferença comportamental.
Não quero dizer com isto que gostasse de ver as obras interrompidas a meio ou no fim de um andamento para se pedir um encore. Não é isso. Mas por vezes não sei se na defesa da "integridade" da obra ou da interpretação, ou do "conceito" do compositor não nos esquecemos que a música como qualquer forma de arte é feita para ser usufruída. É sempre a sublimação de algo de acordo com regras e técnicas mas se não for feita para ser usufruída não tenho certeza que faça sentido. E é precisamente nesse usufruto que não sei se não exageramos no espartilho de convenções que colocamos à música de que tanto gostamos. Aqui poderia juntar à polémica a razão pela qual creio que a música clássica contemporânea não cumpre este requisito na maioria dos casos mas isso seria ainda abrir ainda mais um desvio, um parênteses. Eu sei que gosto do Vitorino Nemésio pelos seus longos e às vezes poeticamente livres parênteses mas tentemos não abrir demasiadas conversas paralelas a estes nossos limitados neurónios ...
Quer enquanto interprete quer enquanto ouvinte, posições assimétricas concordamos plenamente, sinceramente não sei ... e depois de ler os vários artigos do Alex Ross ainda fiquei mais na dúvida. Pessoalmente penso que o silêncio e a forma actual de ouvir foi uma evolução mas repare por exemplo no concerto de ano novo. Não lhe parece que em alguns concertos se ganharia com um momento de alegria? Não todos claro que nem todas as obras se prestam a isso - um acontecimento desses depois de sei lá - uma das "Paixão" de Bach seria perfeitamente despropositado, mas em alguns casos não seria admissível ou desejável? Não faria com que muito mais pessoas se sentissem próximas da "nossa" música?
Claro que se coloca a questão de quem determinaria os momentos, mas aí para mim é claro que quem "manda" é o maestro ... Sei que divergi mais para o público do que para o interprete porque neste a tendência que tenho observado ultimamente é precisamente no sentido destes utilizarem cada vez mais efeitos pirotécnicos em vez de se preocuparem com a música, uma questão precisamente de marketing porque é este comportamento que é preferido pela esmagadora maioria da audiência ... ou melhor é isso que lhes permite ultrapassar o limite de vendas dos "connaisseurs" e passar para o grande público, pelo menos parece ser essa a opinião dos marketeers de música. Ah e sim também explica porque razão cada vez mais os interpretes são tratados como "sex symbols" de forma mais ou menos velada (ou não ...)
@Mário: Pois pode, pois pode. E também concordo que as posições do público e do interprete são assimétricas. Mas não deixa de ser engraçado que no tempo dos compositores que admiramos essa não fosse a norma de comportamento e que eles não a esperassem sequer (aliás ficavam preocupados quando uma obra sua era ouvida de principio a fim sem manifestações de júbilo - era sinal que alguma coisa não tinha "passado"). Como também não deixa de ser interessante os caminhos diferentes que seguiram a música instrumental e a ópera desse ponto de vista e as razões históricas que justificam essa diferença comportamental.
Não quero dizer com isto que gostasse de ver as obras interrompidas a meio ou no fim de um andamento para se pedir um encore. Não é isso. Mas por vezes não sei se na defesa da "integridade" da obra ou da interpretação, ou do "conceito" do compositor não nos esquecemos que a música como qualquer forma de arte é feita para ser usufruída. É sempre a sublimação de algo de acordo com regras e técnicas mas se não for feita para ser usufruída não tenho certeza que faça sentido. E é precisamente nesse usufruto que não sei se não exageramos no espartilho de convenções que colocamos à música de que tanto gostamos. Aqui poderia juntar à polémica a razão pela qual creio que a música clássica contemporânea não cumpre este requisito na maioria dos casos mas isso seria ainda abrir ainda mais um desvio, um parênteses. Eu sei que gosto do Vitorino Nemésio pelos seus longos e às vezes poeticamente livres parênteses mas tentemos não abrir demasiadas conversas paralelas a estes nossos limitados neurónios ...
Quer enquanto interprete quer enquanto ouvinte, posições assimétricas concordamos plenamente, sinceramente não sei ... e depois de ler os vários artigos do Alex Ross ainda fiquei mais na dúvida. Pessoalmente penso que o silêncio e a forma actual de ouvir foi uma evolução mas repare por exemplo no concerto de ano novo. Não lhe parece que em alguns concertos se ganharia com um momento de alegria? Não todos claro que nem todas as obras se prestam a isso - um acontecimento desses depois de sei lá - uma das "Paixão" de Bach seria perfeitamente despropositado, mas em alguns casos não seria admissível ou desejável? Não faria com que muito mais pessoas se sentissem próximas da "nossa" música?
Claro que se coloca a questão de quem determinaria os momentos, mas aí para mim é claro que quem "manda" é o maestro ... Sei que divergi mais para o público do que para o interprete porque neste a tendência que tenho observado ultimamente é precisamente no sentido destes utilizarem cada vez mais efeitos pirotécnicos em vez de se preocuparem com a música, uma questão precisamente de marketing porque é este comportamento que é preferido pela esmagadora maioria da audiência ... ou melhor é isso que lhes permite ultrapassar o limite de vendas dos "connaisseurs" e passar para o grande público, pelo menos parece ser essa a opinião dos marketeers de música. Ah e sim também explica porque razão cada vez mais os interpretes são tratados como "sex symbols" de forma mais ou menos velada (ou não ...)
sábado, 28 de agosto de 2010
Eliza Flower (1803-1846)
Continuando a percorrer o período romântico à procura de mulheres que tenham conseguido alguma notoriedade no campo da composição hoje um pouco por acaso encontramos o nome de Eliza Flower, confessamos por causa do Titanic como vou explicar de seguida.
Eliza Flower dedicou essencialmente à música sacra nomeadamente musicando obras de sua irmã a poeta e escritora Sarah Fuller Flower Adams. A mais conhecida dessas obras é o hino "Nearer my God to Thee" que ficou tristemente celebre (tristemente pelas circunstâncias da tragédia claro) por ter sido a música que foi interpretada enquanto o Titanic se afundava. Esta composição foi obviamente popularizada pelos vários filmes produzidos sobre a tragédia pelo que reconhecerão de certeza a melodia, bela e tranquila.
Proponho aqui a versão com o poema mais raramente ouvido do que a versão puramente instrumental.
Eliza morreu bastante jovem com apenas 43 anos depois de uma vida apelidada em muitas das biografias que consultei como "radical" ou polémica em virtude de um eventual romance com William Fox 17 anos mais velho, divorciado e padre da igreja unitária (não tenho a certeza que é assim que se traduz este ramo das igrejas baseadas na fé cristã). Outro trabalho notável de Eliza Flower foi a composição de música para as canções românticas de Sir Walter Scott, aliás o seu primeiro trabalho enquanto compositora.
Eliza Flower dedicou essencialmente à música sacra nomeadamente musicando obras de sua irmã a poeta e escritora Sarah Fuller Flower Adams. A mais conhecida dessas obras é o hino "Nearer my God to Thee" que ficou tristemente celebre (tristemente pelas circunstâncias da tragédia claro) por ter sido a música que foi interpretada enquanto o Titanic se afundava. Esta composição foi obviamente popularizada pelos vários filmes produzidos sobre a tragédia pelo que reconhecerão de certeza a melodia, bela e tranquila.
Proponho aqui a versão com o poema mais raramente ouvido do que a versão puramente instrumental.
Eliza morreu bastante jovem com apenas 43 anos depois de uma vida apelidada em muitas das biografias que consultei como "radical" ou polémica em virtude de um eventual romance com William Fox 17 anos mais velho, divorciado e padre da igreja unitária (não tenho a certeza que é assim que se traduz este ramo das igrejas baseadas na fé cristã). Outro trabalho notável de Eliza Flower foi a composição de música para as canções românticas de Sir Walter Scott, aliás o seu primeiro trabalho enquanto compositora.
A pirotecnia visual versus o "sentir a música dentro de si"
Há uns dois dias por acaso li uma conversa de uns jovens instrumentistas meus conhecidos (bem pelo menos alguns deles) no Facebook. Estes jovens não sei se todos serão violinistas mas em todo o caso a conversa era (também) baseada em exemplos de violinistas conhecidos.
Debatiam eles sobre a necessidade de exteriorizar ou não a emoção que sentiam ao interpretar e nas formas a utilizar para essa exteriorização. Estavam todos de acordo que o fundamental era que essa emoção fosse sobretudo audível musicalmente mas divergiam um pouco sobre se sim ou não a exteriorização corporal era importante, relevante ou se antes pelo contrário prejudicava precisamente a componente musical.
Poderá parecer à primeira vista uma conversa pouco relevante já que a primeira coisa que nos ocorre será pensar que pouco importará, cada devendo fazer como entende melhor cabendo ao público a apreciação se gosta ou não do que está a ouvir e a ver.
Porém e antes de vos darmos dois exemplos e de vos deixar a palavra para que exprimam a vossa opinião gostaria de vos dizer que antes pelo contrário: Considero a conversa mesmo muito importante e em grande parte pode estar na base de um dos problemas da música clássica. Porquê ? Porque preocupados com demasiado formalismo, muito rigor e silêncio talvez nos tenhamos esquecido que a música também é sentimento e espontaneidade. Tanto do interprete como do público.
Não quero com isto dizer que devamos passar a fazer dos concertos de música clássica uma espécie de versão bem comportada de um concerto de rock com o público a trautear alegremente as melodias enquanto o concertista alegremente se passa com uns riffs no violino esfregando-se violentamente no solo. Não é isso de todo. A música de que gostamos não necessita disso.
Porém há uns tempos tinha-vos falado deste post do blog do Alex Ross que abordava o tema dos aplausos nos concertos de música clássica e a evolução recente dos costumes nos mesmos - interessante por exemplo a comparação com a ópera. Tinha também na altura relatado o que considerava impossível alguma vez acontecer quando Dudamel esteve na Gulbenkian. Sei que aqui a ênfase está no publico (e também porque nesse caso a orquestra ... ) mas reflictam um pouco sobre o que é realmente sério e o que queremos da nossa música quando interpretada ao vivo: Tanto dos interpretes como do público - aqui fica o desafio.
Para ilustrar deixo-vos com dois exemplos antagónicos mas dentro de uma interpretação ainda assim bastante contida. Primeiro Menuhin e Oistrakh no duplo de Bach, repare-se como a emoção transborda de qualquer forma sem necessidade de grandes artifícios.
Agora um segundo exemplo também de uma dupla com Vengerov e Bashmet na Sinfonia Concertante de Mozart.
Eu sei que o tema é polémico e exista quem não goste nada do Dudamel precisamente por causa deste folclore. Precisamente por ser polémico e por estar quanto a mim no cerne da perda de vitalidade da música de que gostamos é que no âmbito do objectivo inicial deste blog coloco o tema à vossa discussão. Digam de vossa justiça.
Debatiam eles sobre a necessidade de exteriorizar ou não a emoção que sentiam ao interpretar e nas formas a utilizar para essa exteriorização. Estavam todos de acordo que o fundamental era que essa emoção fosse sobretudo audível musicalmente mas divergiam um pouco sobre se sim ou não a exteriorização corporal era importante, relevante ou se antes pelo contrário prejudicava precisamente a componente musical.
Poderá parecer à primeira vista uma conversa pouco relevante já que a primeira coisa que nos ocorre será pensar que pouco importará, cada devendo fazer como entende melhor cabendo ao público a apreciação se gosta ou não do que está a ouvir e a ver.
Porém e antes de vos darmos dois exemplos e de vos deixar a palavra para que exprimam a vossa opinião gostaria de vos dizer que antes pelo contrário: Considero a conversa mesmo muito importante e em grande parte pode estar na base de um dos problemas da música clássica. Porquê ? Porque preocupados com demasiado formalismo, muito rigor e silêncio talvez nos tenhamos esquecido que a música também é sentimento e espontaneidade. Tanto do interprete como do público.
Não quero com isto dizer que devamos passar a fazer dos concertos de música clássica uma espécie de versão bem comportada de um concerto de rock com o público a trautear alegremente as melodias enquanto o concertista alegremente se passa com uns riffs no violino esfregando-se violentamente no solo. Não é isso de todo. A música de que gostamos não necessita disso.
Porém há uns tempos tinha-vos falado deste post do blog do Alex Ross que abordava o tema dos aplausos nos concertos de música clássica e a evolução recente dos costumes nos mesmos - interessante por exemplo a comparação com a ópera. Tinha também na altura relatado o que considerava impossível alguma vez acontecer quando Dudamel esteve na Gulbenkian. Sei que aqui a ênfase está no publico (e também porque nesse caso a orquestra ... ) mas reflictam um pouco sobre o que é realmente sério e o que queremos da nossa música quando interpretada ao vivo: Tanto dos interpretes como do público - aqui fica o desafio.
Para ilustrar deixo-vos com dois exemplos antagónicos mas dentro de uma interpretação ainda assim bastante contida. Primeiro Menuhin e Oistrakh no duplo de Bach, repare-se como a emoção transborda de qualquer forma sem necessidade de grandes artifícios.
Agora um segundo exemplo também de uma dupla com Vengerov e Bashmet na Sinfonia Concertante de Mozart.
Eu sei que o tema é polémico e exista quem não goste nada do Dudamel precisamente por causa deste folclore. Precisamente por ser polémico e por estar quanto a mim no cerne da perda de vitalidade da música de que gostamos é que no âmbito do objectivo inicial deste blog coloco o tema à vossa discussão. Digam de vossa justiça.
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