terça-feira, 23 de outubro de 2007

As obras para violino solo de Bach

Uma visão ainda que curta do universo de Bach não ficaria completa sem vos mostrar um exemplo das obras que compôs para violino solo. Sem duvida nenhuma que a Chaconne é dessas peças a mais significativa.

Porque hoje não tenho muito tempo deixo-vos com 4 intepretes desta mesma peça - três deles são grandes nomes do passado (de alguns já falamos) e uma delas é possivelmente uma das melhores violinistas da actualidade (por acaso já tivemos a sorte de a poder ver na Gulbenkian, o ano passado se não estou em erro).

Assim sem nenhuma ordem em particular começamos por Heifetz (prometo que assim que tiver tempo estes textos ficarão linkados para as biografias dos interpretes também).



De seguida Yehudi Menuhin. Pessoalmente prefiro esta interpretação (mas é mesmo uma questão de gosto ...)



O ultimo dos clássicos que seleccionei para que possam comparar é Nathan Milstein.



Finalmente a violinista da nova geração Mullova ...



(se lerem os comentários verão que esta interpretação é polémica). De qualquer forma terão certamente notado as diferenças com as anteriores.

domingo, 21 de outubro de 2007

Biografia de Jean-Pierre Rampal

Nasceu em Marselha a 7 de Janeiro 1922 tendo falecido a 20 de Maio de 2000. Jean-Pierre Rampal é um dos melhores flautistas de sempre sendo conhecido por ter trazido à Flauta o protagonismo como instrumento solista que tinha perdido desde o século XVIII.

Jean-Pierre Rampal é conhecido como o "Homem da Flauta de Ouro" por ser o dono da única flauta em Ouro manufacturada pelo célebre fabricante de Flautas Louis Lot. Rampal tocou com essa flauta até 1958 altura em que a substituiu por uma outra fabricada também em ouro por william S. Waynes. Rampal achava que o metal transmitia ao som uma qualidade diferente da prata.

Ainda durante a guerra Rampal é igualmente conhecido por ter participado numa emissão clandestina de rádio emitida em Paris nos inicios de 1944 em que interpretou obras proíbidas pelos Nazis por terem ligações judaicas ... Hindemith, Schoenberg e Milhaud. Rampal era também conhecido entre os seus colegas por estar sempre disponível para ajudar.

Voltando à musica propriamente dita Rampal é conhecido como referimos por ter trazido a flauta de volta a uma posição de destaque. Interpretou praticamente todo o reportório existente para o instrumento (veja aqui uma interpretação de Bach) tendo inclusivamente alargado o seu ambito quer através de peças escritas especialmente para ele (Rampal) de que se destaca sem dúvida a de Poulenc quer através de transcrições que ele próprio executava (por exemplo o concerto para Violino de Kachaturian).

Bach - Obras para instrumentos de sopro

Tenho de começar por confessar que oiço muito menos obras de sopro do que obras para cordas. Não sei porquê, porque na verdade noutros géneros de música, por exmeplo o Jazz até são os meus instrumentos preferidos.

Possivelmente estará relacionado com o facto de que é um reportório pouco tocado e em que os solistas são geralmente menosprezados se comparados com os seus colegas violinistas ou pianista. Injustamente diga-se.

Vem esta conversa também a propósito do interprete que escolhi para ilustrar esta faceta da obra de Bach. Este interprete já falecido, Jean-Pierre Rampal lutou muito para dar à flauta, o seu instrumento de eleição essa visibilidade. esta gravação é bastante antiga mas não deixa de ser uma verdadeira maravilha.



Para aqueles que como eu cresceram com os Marretas irão eventualmente lembrar-se
deste número. Lindo, cómico, inteligente ... São coisas como estas que levam a música clássica a todos ... reparem só como a Miss Piggy falha a entrada por duas vezes, mas não vou estragar o resto da surpresa :-)

sábado, 20 de outubro de 2007

Bach - As obras para Orgão

Durante a sua vida Bach foi mais conhecido pelas suas obras para órgão e até como interprete neste instrumento do que pelas composições que hoje admiramos. Havia razões culturais e sociólicas para para isso ter acontecido mas se ouvirem esta peça (executada pelo nosso já conhecido Karl Richter) perceberão que não foi só por causa disso. Sintam a emoção que esta peça transmite ! Certamente já a terão ouvido muitas vezes ...



Já agora só para compararem oiçam esta versão por uma artista de que já terão eventualmente ouvido falar. Vanessa Mae ... Se quiserem leiam os comentários ...
A minha opinião ? Bem há duas coisas fundamentais que devem entender. Primeiro se ela seguisse um caminho puramente clássico certamente que não estaria nos 100 melhores violinistas do mundo. Teve a inteligência de encontrar um caminho próprio e um caminho que pode levar pessoas a interessarem-se pela "coisa verdadeira". Só por isso merece respeito. Por outro lado verdade seja dita, todos os compositores e artistas de que vamos falando aqui (bom praticamente todos) foram no seu tempo considerados "maus artistas", "incompreensíveis", "intocáveis", "abstrusidades" e outros epítetos ... então gosto? Não não gosto. Mas não vejo nenhum mal em que alguns de vós gostem. Não se esqueçam é de ouvir também sempre a composição original. Quem sabe se não gostarão mais dessa ...

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