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sábado, 24 de agosto de 2013

Saint Saens - Concerto para Piano e Orquestra nº 5

Este concerto Op. 103 foi composto em 1896 para uma ocasião especifica e festiva na vida de Saint Saens. na verdade o compositor escreveu este concerto para ser interpretado por ele próprio na Sala Pleyel por ocasião da celebração do quinquagésimo aniversário da sua estreia em 1846.

O concerto é popularmente conhecido pelo "Concerto Egipcio" não só por Saint Saens o ter composto no templo egípcio de Luxor mas também pelo forte colorido exótico transmitido pela música com influências não só egípcias mas também espanholas e de Java. Note-se que embora o compositor tenha explicitamente referido as influências de uma canção popular egípcia num dos temas do segundo andamento este cognome não foi proposto por Saint Saens.

Saint Saens foi efectivamente o solista na estreia tendo o concerto recebido criticas muito favoráveis sendo que nos dias de hoje após o Concerto Nº 2 de que já falamos é uma das obras mais populares do compositor. A obra publicada em 1896 foi dedicada ao pianista Louis Diémer que o interpretou por várias vezes.

Não obstante a sua cor exótica ao bom estilo de saint Saens a obra não deixa de ser clássica na forma embora com uma composição que muitas vezes se torna livre das limitações formais do período clássico.

É por exemplo o caso do primeiro andamento (Alegro Animato) em que a forma de Sonata aparentemente clara no inicio acaba por se dissolver numa forma muito mais livre.

O segundo andamento (andante) é o mais exótico dos três e aquele que contém o tema inspirado da melodia egípcia, uma canção de amor Núbia a que já fizemos referência.

No terceiro andamento (Molto allegro) que Saint Saens descreveu como a alegria de atravessar o mar o compositor utiliza vários elementos de composição que fazem desta obra uma das mais "programáticas" ou descritivas se preferirmos do conjunto da sua obra. A tensão criada pela justaposição de temas e a formidável parte de piano fazem deste andamento uns minutos de música que não podem mesmo deixar de ouvir com atenção.


sábado, 10 de agosto de 2013

Saint Saens - Concerto para Piano nº 2

Continuando a nossa revisão das 100 Obras que recomendamos para começar a gostar de música clássica hoje vamos falar-vos do segundo concerto para piano e Orquestra de Saint Saens.

Saint Saens foi um dos compositores franceses mais prolíficos e certamente um dos que conseguiu ter obras de referencia em praticamente todos os géneros musicais. No que diz respeito a concertos para piano e orquestra compôs cinco (falaremos do quinto concerto num próximo post) mas este segundo é o mais popular dos cinco.

Foi composto na Primavera de 1868 em apenas três semanas após o seu amigo maestro Anton Rubinstein lhe ter pedido para arranjar um concerto. Com a sala marcada e sem programa definido Saint Saens propõe escrever um concerto especificamente para a ocasião. Não admira assim que a estreia não tenha corrido especialmente bem. Pouco tempo de ensaio e uma estrutura particularmente difícil e original terão sido as causas.

Na realidade o concerto começa com um Andamento Lento (Andante sostenuto) com uma deliciosa introdução em solo muito ao estilo de Bach onde é apresentado também o primeiro tema. A Orquestra entra então de forma contrastante após o que volta o primeiro tema (a propósito um tema de Fauré) seguido de um breve segundo tema que numa sequência de crescendos (num estilo bastante semelhante a Chopin) nos leva à coda onde volta a ser recapitulado o tema inicial.  Uma das principais criticas feitas a Saint Saens é a falta de unidade da obra que dizia um dos seus colegas "começa em Bach e acaba em Offenbach". É uma injustiça pensamos porque estes contrastes são totalmente propositados e fazem parte do encanto da obra. Para a ilustração desta obra escolhemos uma interpretação do pianista francês Marc André Hamelin.



O segundo andamento (Allegro scherzando) não é o tipico andamento lento como seria de esperar mas antes é mais parecido com um Scherzo com temas leves e bem-dispostos para contrastar com a densidade emocional do primeiro andamento.



No terceiro andamento (Presto) voltamos à "normalidade" na estrutura clássica de um concerto com um andamento rápido em que numa rapidíssima Tarantella tanto o solista como a Orquestra vão ganhando volume e ritmo para terminarem numa verdadeira tempestade de arpégios. Um andamento de cortar a respiração e aproximadamente 20 minutos de música que gostávamos que recomeçassem.

sábado, 1 de setembro de 2012

Saint Saens - Concerto nº 3 em Si Menor (Op. 61)

Hoje continuamos com uma obra para violino sempre no reportório romântico e na escola francesa aproximadamente na mesma época da obra de que vos falamos anteriormente - este concerto foi estreado em 1881 - aliás dedicado e estreado por Pablo de Sarasate, amigo de Saint Saens e claro ele também compositor além de violinista virtuoso.

A razão pela qual decidimos abordar esta obra prende-se com o facto de termos podido ver no You Tube o jovem Manuel Abecassis interpretar esta obra num recital de jovens talentos realizado em Andorra. A obra que vos mostro de seguida é a transcrição para violino e piano (a parte de violino pelo que sei é idêntica à original para violino e orquestra que vos mostro no fim o primeiro andamento numa interpretação de Julia Fischer). Já tínhamos falado deste jovem por várias vezes neste blog mas nunca é demais realçar um talento.

Esta obra de Saint Saens pela sua qualidade musical é uma das obras do compositor que se manteve no reportório. O concerto tem três andamentos que segue aproximadamente a forma clássica de andamento rápido - lento - rápido. E dizemos aproximadamente porque no primeiro andamento, de certo o mais francês dos três há passagens bastante líricas e lentas que contrastam com verdadeiras proezas técnicas rapidíssimas que sem serem tecnicamente tão exigentes como outras obras de Saint Saens são não obstante particularmente desafiantes pelos contrastes que exibem. Não é fácil fazer com que se destaque a natureza poética deste andamento no meio de algumas proezas técnicas ...  Depois deste primeiro andamento o segundo baseado numa melodia popular siciliana é o ponto de passagem e de equilíbrio. Este segundo andamento é quase totalmente constituído por um diálogo entre o violino e os sopros dialogo esse que termina em arpégios em harmónicos verdadeiramente feéricos. O terceiro andamento por seu lado é inspirado em temas espanhóis fazendo deste concerto um verdadeiro concerto "latino". Este andamento tem um final verdadeiramente épico

Fiquem portanto com Manuel Abecassis com os três andamentos do Concerto em Si Menor de Saint Saens.


1º Andamento (Allegro non troppo) - Até 8:49
2º Andamento (Andantino quasi allegretto) - Até 16:09
3º Andamento (Molto moderato e maestoso)

A propósito da versão que vos vou mostrar a seguir não quero que comparem os violinistas em causa, não é essa a intenção - a idade dos mesmos não é de todo a mesma - embora em termos de maturidade musical na minha opinião a diferença seja muito pequena e isto não é pequeno elogio para o mais jovem dos dois músicos porque Julia Fischer é provavelmente uma das melhores da sua geração senão mesmo a melhor - mas isto é difícil de dizer sendo como é uma questão que para mim a partir de um determinado ponto é felizmente subjectiva, mais ou menos o mesmo que dizer que Monet é superior a Manet ou vice-versa.

Mas dizia-vos, a razão pela qual vos mostro a versão original é para que comparem a versão transcrita para Violino e Piano e a versão original e que compreendam um pouco dessa forma o poder e o papel da orquestração.

 

sábado, 14 de março de 2009

Camille Saint Saens - Concerto para Violino nº3

Da nossa lista de 20 concertos este também é um dos que está a precisar de um pouco de campanha eleitoral dado que recebeu apenas um voto até agora.

Este terceiro concerto foi dedicado a Pablo de Sarasate que foi o solista na estreia da obra a 2 de Janeiro de 1881 em Chatelêt (Paris). O trabalho foi composto durante o ano de 1880 e inscreve-se num ciclo de 20 em que foram produzidas a maior parte da obra de Saint Saens.

Este concerto tem uma forma clássica em três andamentos embora os seus tempos não sigam a forma canónica rápido-lento-rápido. Dos três concertos de Saint Saens este foi o que permaneceu no reportório de forma mais premente possivelmente porque é também aquele que é musicalmente mais expressivo transcendendo em muito a simples demonstração de virtuosismo técnico.

Esta interpretação que escolhi é de Silvia Marcovici (violinista romena nascida em Bucareste em 1952 e que se tivermos sorte veremos neste blog quando falarmos do concerto de Glazunov). Este concerto que teve lugar em 1985 era de homenagem a Yehudi Menuhin de quem já falamos por várias vezes neste blog.

1º Andamento (Allegro non troppo) : Oiçam aqui este andamento. Chamo a vossa atenção para uma parte mais lírica no minuto 3:00 ou então logo o inicio que são as partes de que mais gosto.
2º Andamento (Andantino quasi allegretto) : Oiçam aqui o segundo andamento.
3º Andamento (Molto moderato e maestoso): Oiçam aqui o terceiro andamento.

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