quarta-feira, 16 de março de 2016

Workshop - A voz do corpo

Caros amigos e leitores

Este vosso escriba tem estado um pouco afastado mas tem intenção de um dia voltar. Faltou-me durante uns tempos uma qualquer centelha de inspiração que perdurasse.

Talvez por essa razão ao receber uma informação de uma pessoa na qual tenho inteira confiança e ao ler a magnifica proposta deste workshop não hesitei em vos recomendar o mesmo.  Talvez seja este o recomeço de mais posts regulares sobre música clássica.

A voz do corpo - Um workshop para todos os cantores líricos ! Para todos não porque as inscrições são limitadas a 10 participantes. Inscrevam-se antes que esgote !   O workshop decorre de 13 de Abril a 1 de Junho.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Uma compilação melhor que a minha lista de 100 obras !

A Classic FM chamou a atenção de quem gosta de música para uma compilação feita por um amador que conseguiu compilar em cerca de 6 minutos obras (melodias) famosas de 33 compositores clássicos.

O autor do vídeo chama-se Grant Woolard e aqui fica com um desafio. Quantas melodias conseguem reconhecer ? Há mais do que 33 por existem compositores que contribuem com mais do que uma.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Faleceu Pierre Boulez (1925-2016)

Pierre Boulez (1925-2016) faleceu ontem em Baden Baden onde residia.

Já tínhamos falado deste compositor e maestro por várias vezes neste nosso blog, por exemplo quando na conferência que deu em Lisboa quando do lançamento do seu livro Daniel Barenboim confessou nunca ter visto semelhante talento. Obviamente está na nossa lista de grandes maestros.

Pierre Boulez tinha 90 anos e é uma das personagens mais relevantes da música contemporânea quer enquanto compositor quer enquanto maestro.

Tive a sorte de o ter visto uma vez em Lisboa enquanto maestro domínio em que foi certamente mais consensual do que enquanto compositor pese embora o facto de ter sido sempre em ambas as vertentes um Artista polémico, sem concessões.

Terminamos neste blog recordando-o como sempre com música, com Mozart, com a sua Filarmónica de Berlim e com a nossa Maria João Pires. Melhor será possível mas pouco provável. Cenário extraordinário dos claustros do Mosteiro dos Jerónimos.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Holst - Os Planetas

Esta é uma das obras da lista que vos proponho de que será mais facilmente criticada a presença numa lista de 100 obras. Convirá não esquecer no entanto que esta lista não pretende estabelecer mérito artístico mas antes divulgar a música e ajudar quem não a conhece a primeiro gostar e depois aos poucos apreender as várias vertentes da mesma. Ora nitidamente faltava alguma música composta no inicio do século XX e nesse particular Gustav Holst , compositor inglês que compôs esta obra entre 1914 e 1916 merece esta menção por aquilo que pode contribuir numa primeira aproximação à música desse século.

Contrariamente ao que o nome pode parecer indicar esta suite orquestral de sete movimentos (uma execução completa demora cerca de 50 minutos) não tem nada a ver com planetas no sentido astronómico do termo. Tem isso sim a ver com o sentido astrológico de que Holst era, como dizer, partidário.

Assim cada movimento é dedicado a um planeta, ou melhor a um Deus ou se preferirem a um corpo astrológico procurando representar para cada um o seu carácter. É deste ponto de vista uma obra programática.

A obra foi estreada publicamente numa execução completa da suite apenas a 17 de Novembro de 1920 embora antes tenham existido algumas interpretações parciais e/ou privadas.

A estrutura da obra é dividida em sete andamentos com a seguinte descrição:

Marte, O Portador da Guerra (1914)
Vénus, O Portador da Paz (1914)
Mercúrio, O Mensageiro Alado (1916)
Júpiter, O Portador da Alegria (1914)
Saturno, O Portador da Velhice (1915)
Úrano, O Mágico (1915)
Neptuno, O Místico (1915)

Curiosamente o ultimo andamento termina com um fade-out o que se hoje é relativamente comum na época foi uma estreia e seguramente uma das poucas obras da música clássica a terminar com esse efeito.

Podem ouvir uma interpretação completa desta obra no video que se segue.



Uns anos mais tarde do andamento Jupiter Holst retirou uma melodia musicando um poema "I vow to thee my country", hino patriótico que viria a tornar-se facilmente a parte mais conhecida da suite orquestral.



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