Tal como tinha referido neste post estive neste fim de tarde no São Luís. Gostava de vos poder mostrar um link para a obra do Ivan Moody de que gostei muito mas infelizmente ainda não está no You Tube. Fico assim limitado à obra do Felix Mendelssohn que achei simplesmente fantástica.
Fala-se tanto do génio precoce de Mozart mas que dizer disto composto por Mendelssohn com apenas 14 anos ...
Aqui ficam os links para os cinco andamentos que compõem a Sinfonia para Cordas
1º Andamento: Adagio - Allegro Molto
2º Andamento: Scherzo
3º Andamento: Adagio (a partir do minuto 3:55)
4º Andamento: Allegro Moderato (Minueto)
5º Andamento: Allegro Molto (a partir do minuto 4:00)
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Mendelssohn - Auf Flugeln des Gesanges (Nas asas da canção)
Como prometido ontem hoje no nosso post vamos falar desta canção de Mendelssohn. O Poema de Heines em Inglês é (tradução portuguesa é minha, não sei de quem é esta tradução para inglês). Heine é um poeta alemão de origem judaica célebre pelos seus poema mas também pela quase profecia da sua peça Almansor "Onde queimam Livros também virão a queimar Pessoas" (quase profecia porque referia-se à inquisição e não aos Nazis).
Para ouvirmos esta magnifica canção escolhi uma interpretação de Lotte Lehmann numa gravação de 1928, o video no You Tube vale a pena ser visto nem que seja pelo gira-discos e o próprio vinil ...
My heart’s love far away.
Speeding fast over the palm trees
Where Ganges’ blue water play.
Nas asas da música eu vou ter contigo
O amor do meu coração está longe
Pairando rapidamente sobre as palmeiras
onde as águas do Ganges brincam
Where, hidden in glorious garden,
Beneath the gleaming moon
The lotus flowers are longing
To see their sister soon.
Where, hidden in glorious garden,
Beneath the gleaming moon
The lotus flowers are longing
To see their sister soon.
Onde, escondido num glorioso jardim,
sobre a lua brilhante
as flores de lótus aguardam
para ver a sua irmã em breve
The violets, smiling and timid,
Greet coyly the stars high above.
Roses are whisp’ring in secret
Their stories of innocent love.
The violets, smiling and timid,
Greet coyly the stars high above.
Roses are whisp’ring in secret
Their stories of innocent love.
As violetas, sorrindo timidamente
saúdam as estrelas alto no ceu
as rosas murmuram em segredo
as suas histórias de amor inocente
And there, in its freedom, wanders
The timid tender gazelle
While in the distance murmurs
The flowing stream’s soft spell.
And there, in its freedom, wanders
The timid tender gazelle
While in the distance murmurs
The flowing stream’s soft spell.
E ali na sua liberdade, passeia
a timida e terna gazela
enquanto murmura na distância
o encantamento do ribeiro
Together we’ll rest, beloved,
Praying the gods will send
A dream that knows no waking,
A love that knows no end
Together we’ll rest, beloved,
Praying the gods will send
A dream that knows no waking,
A love that knows no end
Junto descansaremos, bem amada
Pedindo aos deuses que nos enviem
um sonho que não tenha acordar
um amor que não conheça fim.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
As obras de música de camara de Mendelssohn
Estando neste momento quase a terminar a nossa viagem à vida e obra de Mendelssohn falamos ainda pouco da música de camara. Efectivamente referimos o octeto, uma obra que indiscutivelmente marca a descoberta do talento de Mendelssohn (composto quando tinha apenas 16 anos).
Para além desta obra podemos salientar dois trios para piano e uma sonata para violoncelo. O primeiro exemplo de que vos propomos ouvirem um dos andamentos intepretado por um trio de luxo (Anne-Sophie Mutter, André Previn, Lynn Harrell) é o trio para piano nº1 Op. 49 em Ré menor. A sonata nº2 para violoncelo Op. 58 (para Violoncelo e Piano) é outro exemplo que vale a pena uma audição aqui.
Mas se o talento de Mendelssohn ficou marcado por um octeto a sua grande ultima obra, pungente pela dor que exprime é o quarteto Op. 80, o ultimo entre seis outros, composto após o falecimento da sua irmã Fanny. Felix Mendelssohn faleceria ele próprio uns meses apenas após a sua publicação sendo assim esta uma das ultimas obra publicada em vida do compositor. Podem ouvir aqui um dos andamentos.
Para além desta obra podemos salientar dois trios para piano e uma sonata para violoncelo. O primeiro exemplo de que vos propomos ouvirem um dos andamentos intepretado por um trio de luxo (Anne-Sophie Mutter, André Previn, Lynn Harrell) é o trio para piano nº1 Op. 49 em Ré menor. A sonata nº2 para violoncelo Op. 58 (para Violoncelo e Piano) é outro exemplo que vale a pena uma audição aqui.
Mas se o talento de Mendelssohn ficou marcado por um octeto a sua grande ultima obra, pungente pela dor que exprime é o quarteto Op. 80, o ultimo entre seis outros, composto após o falecimento da sua irmã Fanny. Felix Mendelssohn faleceria ele próprio uns meses apenas após a sua publicação sendo assim esta uma das ultimas obra publicada em vida do compositor. Podem ouvir aqui um dos andamentos.
domingo, 28 de junho de 2009
Mendelssohn - Os Oratórios
Os oratórios que Mendelssohn compôs foram durante a sua vida das obras que mais sucesso tiveram. Porém também foram as que mais sofreram com a passagem do tempo em grande parte por terem sido associadas à época vitoriana e em verdade não é uma afirmação totalmente sem fundamento.
Porém não é por isso ou pelo facto dos textos parecerem por vezes datados, piedosos e não propriamente religiosos que estas obras não merecem a nossa atenção.
Dos três oratórios completos St. Paul (Op. 36) , Die erste Walpurgisnacht (Op. 60) e Elijah (Op. 70) e o incompleto Christus publicado postumamente como Op. 97 escolhi o terceiro para ilustrar este post, embora o Op. 60 com textos de Goethe também fosse bastante interessante.
Este Op. 70 foi recebido de forma absolutamente apoteótica na sua estreia a 23 de Agosto de 1846 em Birmingham que a forma como o compositor relata o acontecimento ao seu cunhado dizendo "foi a melhor recepção de uma obra minha que já testemunhei" peca por ser muito modesta. Moscheles por exemplo fala de um exito sem precedentes e alguns jornais da época proclamam Mendelssohn o maior compositor vivo. A obra embora fosse pensada para o "rouxinol sueco" Jenny Lind acabou ser estreada por outra cantora que ainda arranjou tempo para criar contrariedades ao compositor ao pedir para reescrever determinada passagem um tom abaixo ... Mendelssohn que era conhecido por ser um diplomata dessa vez foi sarcástico dizendo-lhe que era mais dispensável que o tom original ...
Contrariamente ao que acontece em St. Paul neste caso os acontecimentos são descritos na primeira pessoa pelos próprios intervenientes sendo de notar do ponto de vista musical uma notável coesão que é pouco típica do compositor.
Embora não tenha sido a ultima das suas obras alguns estudiosos vêm em algumas das estrofes uma exposição quase auto-biográfica do seu próprio cansaço. Por exemplo em "It is enough; Lord take my life" a forma como musicalmente o poema e música se fundem ... Mas não leiam, proponho que ouçam uma interpretação absolutamente brilhante do baritono Dietrich Fischer-Dieskau. Os textos são retirados da liturgia alemã e foram traduzidos para inglês por William Bartholomew. A tradução que se segue para português essa é minha para os menos versados na língua das majestades britânicas.
Basta ! Meu Senhor, retirai-me agora a vida, porque não sou melhor que os meus pais! Não desejo viver mais: Deixai-me morrer porque os meus dias são vazios.
Tenho tido muita inveja de Deus, quebrei para os filhos de Israel a tua aliança, e deitei abaixo os teus altares e trespassei os teus profetas com a espada! Reto apenas eu e procuram retirar-me a vida! Basta ! Meu senhor retirai-me agora a vida pois não sou melhor que os meus pais. Deixai-me morrer agora, tirai a minha vida!
Porém não é por isso ou pelo facto dos textos parecerem por vezes datados, piedosos e não propriamente religiosos que estas obras não merecem a nossa atenção.
Dos três oratórios completos St. Paul (Op. 36) , Die erste Walpurgisnacht (Op. 60) e Elijah (Op. 70) e o incompleto Christus publicado postumamente como Op. 97 escolhi o terceiro para ilustrar este post, embora o Op. 60 com textos de Goethe também fosse bastante interessante.
Este Op. 70 foi recebido de forma absolutamente apoteótica na sua estreia a 23 de Agosto de 1846 em Birmingham que a forma como o compositor relata o acontecimento ao seu cunhado dizendo "foi a melhor recepção de uma obra minha que já testemunhei" peca por ser muito modesta. Moscheles por exemplo fala de um exito sem precedentes e alguns jornais da época proclamam Mendelssohn o maior compositor vivo. A obra embora fosse pensada para o "rouxinol sueco" Jenny Lind acabou ser estreada por outra cantora que ainda arranjou tempo para criar contrariedades ao compositor ao pedir para reescrever determinada passagem um tom abaixo ... Mendelssohn que era conhecido por ser um diplomata dessa vez foi sarcástico dizendo-lhe que era mais dispensável que o tom original ...
Contrariamente ao que acontece em St. Paul neste caso os acontecimentos são descritos na primeira pessoa pelos próprios intervenientes sendo de notar do ponto de vista musical uma notável coesão que é pouco típica do compositor.
Embora não tenha sido a ultima das suas obras alguns estudiosos vêm em algumas das estrofes uma exposição quase auto-biográfica do seu próprio cansaço. Por exemplo em "It is enough; Lord take my life" a forma como musicalmente o poema e música se fundem ... Mas não leiam, proponho que ouçam uma interpretação absolutamente brilhante do baritono Dietrich Fischer-Dieskau. Os textos são retirados da liturgia alemã e foram traduzidos para inglês por William Bartholomew. A tradução que se segue para português essa é minha para os menos versados na língua das majestades britânicas.
It is enough! O Lord, now take away my life, for I am not better than my fathers! I desire to live no longer: now let me die, for my days are but vanity.
I have been very jealous for the Lord God of Hosts, for the children of Israel have broken Thy covenant, and thrown down Thine altars, and slain all Thy prophets, slain them with the sword. And I, even I only am left: and they seek my life to take it away! It is enough! O Lord, now take away my life, for I am not better than my fathers. Now let me die, Lord, take away my life.
Basta ! Meu Senhor, retirai-me agora a vida, porque não sou melhor que os meus pais! Não desejo viver mais: Deixai-me morrer porque os meus dias são vazios.
Tenho tido muita inveja de Deus, quebrei para os filhos de Israel a tua aliança, e deitei abaixo os teus altares e trespassei os teus profetas com a espada! Reto apenas eu e procuram retirar-me a vida! Basta ! Meu senhor retirai-me agora a vida pois não sou melhor que os meus pais. Deixai-me morrer agora, tirai a minha vida!
domingo, 21 de junho de 2009
Mendelssohn - Sinfonia Escocesa (Nº 3 em Lá Menor Op. 56)
Embora os temas escoceses sejam muito presentes nesta sinfonia o compositor apenas a chamava assim entre amigos. Inspirada pela sua visita à Escócia em 1829 diz-se em pleno castelo de Edimburgo e por um concurso de Gaita de Foles !
Embora iniciada em 1829 esta sinfonia apenas foi completada em 1841 tendo sido estreada em 1842 em Leipzig e dedicada à Raínha Vitória. Na verdade Mendelssohn tinha conhecido recentemente a Raínha e tocado mesmo em privado para ela e para o principe Alberto, aliás Mendelssohn apenas dedicou a composição após ter pedido a respectiva autorização à soberana.
Musicalmente esta composição destingue-se para além da utilização de temas escoceses pelo facto dos seus quatro andamentos serem interpretados em sequência sem interrupção entre eles. Este facto foi levado às ultimas consequências pelo compositor que inclusivamente se deu ao trabalho de eliminar as indicações de tempo dos andamentos que denunciariam o seu inicio.
Mendelssohn tentou também evitar qualquer referência programática (daí provavelmente a relutância em chamar esta sinfonia "Escocesa") mas são claras as referências geográficas e emocionais de algumas passagens.
Não obstante o esforço de Mendelssohn a marcação dos tempos passou à posteridade. O primeiro andamento (Andante con moto. Allegro un poco agitato) começa num estilo quase Haydiano numa orquestração bastante trabalhada e densa (pode ouvir aqui a segunda parte deste andamento e aqui a terceira parte).
O segundo andamento (Scherzo: Vivace non troppo) é um dos dois em que transparecem os aspectos escoceses no tema. Este andamento diminui gradualmente de intentidade até se desfazer no terceiro andamento.
O terceiro andamento (Adagio cantabile) poderia facilmente chamar-se o andamento da resignação tal é o sentimento de impotência que transmite. Algumas referências a Beethoven também tornam este andamento uma espécie de veneração do passado, saudade se Mendelssohn fosse português seria adequado.
O quarto andamento (Allegro vivacissimo. Allegro maestoso assai) volta a mostrar o caracter escocês juntando-lhe um caracter também militar. Podem ouvir aqui a segunda parte deste andamento.
Embora iniciada em 1829 esta sinfonia apenas foi completada em 1841 tendo sido estreada em 1842 em Leipzig e dedicada à Raínha Vitória. Na verdade Mendelssohn tinha conhecido recentemente a Raínha e tocado mesmo em privado para ela e para o principe Alberto, aliás Mendelssohn apenas dedicou a composição após ter pedido a respectiva autorização à soberana.
Musicalmente esta composição destingue-se para além da utilização de temas escoceses pelo facto dos seus quatro andamentos serem interpretados em sequência sem interrupção entre eles. Este facto foi levado às ultimas consequências pelo compositor que inclusivamente se deu ao trabalho de eliminar as indicações de tempo dos andamentos que denunciariam o seu inicio.
Mendelssohn tentou também evitar qualquer referência programática (daí provavelmente a relutância em chamar esta sinfonia "Escocesa") mas são claras as referências geográficas e emocionais de algumas passagens.
Não obstante o esforço de Mendelssohn a marcação dos tempos passou à posteridade. O primeiro andamento (Andante con moto. Allegro un poco agitato) começa num estilo quase Haydiano numa orquestração bastante trabalhada e densa (pode ouvir aqui a segunda parte deste andamento e aqui a terceira parte).
O segundo andamento (Scherzo: Vivace non troppo) é um dos dois em que transparecem os aspectos escoceses no tema. Este andamento diminui gradualmente de intentidade até se desfazer no terceiro andamento.
O terceiro andamento (Adagio cantabile) poderia facilmente chamar-se o andamento da resignação tal é o sentimento de impotência que transmite. Algumas referências a Beethoven também tornam este andamento uma espécie de veneração do passado, saudade se Mendelssohn fosse português seria adequado.
O quarto andamento (Allegro vivacissimo. Allegro maestoso assai) volta a mostrar o caracter escocês juntando-lhe um caracter também militar. Podem ouvir aqui a segunda parte deste andamento.
sábado, 13 de junho de 2009
Mendelssohn - As Hébridas
Esta composição foi inspirada pela visita que Mendelssohn fez à Escócia embora claro não tenha sido logo composta na sua totalidade nessa ocasião. Aliás de forma muito engraçada escreveria à sua irmã fanny que a obra cheirava mais agora a contraponto do que a óleo de bacalhau e vento ! Na verdade manter a impressão que a visita lhe transmitiu na música que compunha uma vez desenquadrado do seu ambiente foi uma das maiores dificuldades que Mendelssohn terá sentido.
O Op. 26 embora seja denominado uma "abertura" na verdade é uma obra perfeitamente autonoma que não pretendia ser parte de nenhuma outra composição. Trata-se de uma peça quase impressionista na sua tentativa de transcrever emoções e a paisagem de que são possivelmente um excelente exemplo os acordes iniciais misteriosos e selvagens.
Para ilustrar esta obra escolhemos uma direcção de Pablo Casals que embora incompleta tem o interesse adicional de se poder conhecer a faceta de maestro deste grande músico catalão.
O Op. 26 embora seja denominado uma "abertura" na verdade é uma obra perfeitamente autonoma que não pretendia ser parte de nenhuma outra composição. Trata-se de uma peça quase impressionista na sua tentativa de transcrever emoções e a paisagem de que são possivelmente um excelente exemplo os acordes iniciais misteriosos e selvagens.
Para ilustrar esta obra escolhemos uma direcção de Pablo Casals que embora incompleta tem o interesse adicional de se poder conhecer a faceta de maestro deste grande músico catalão.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Mendelssohn - Sonhos de uma noite de Verão
Esta peça foi composta em períodos muito diferentes da vida de Mendelssohn, quase nos opostos da sua actividade criativa. A abertura (Op. 21) data de 1826 numa altura em que Mendelssohn tinha apenas 17 anos. As restantes partes datam de 1842 uns poucos anos antes do seu precoce falecimento.
Esta composição foi concebida como música incidental para a peça de Shakespeare e resulta de uma encomenda do Rei da Prussia para quem Mendelssohn trabalhava. Este trabalho inclui a famosa marcha nupcial que por tanta vezes repetida em momentos tão marcantes das nossas vidas ou dos nossos amigos dificilmente a conseguimos separar da patina da repetição promovida pela tradição.
As partes puramente instrumentais (o conjunto de peças incluía algumas canções e mesmo pequenos dramas que pretendiam aumentar a dimensão da peça de Shakespeare) são muitas vezes executados e gravados. Destas interpretações escolhemos uma de Furtwangler com a Filarmónica de Berlim. Podem ouvir aqui (Primeira Parte) e aqui (Segunda Parte).
Esta composição foi concebida como música incidental para a peça de Shakespeare e resulta de uma encomenda do Rei da Prussia para quem Mendelssohn trabalhava. Este trabalho inclui a famosa marcha nupcial que por tanta vezes repetida em momentos tão marcantes das nossas vidas ou dos nossos amigos dificilmente a conseguimos separar da patina da repetição promovida pela tradição.
As partes puramente instrumentais (o conjunto de peças incluía algumas canções e mesmo pequenos dramas que pretendiam aumentar a dimensão da peça de Shakespeare) são muitas vezes executados e gravados. Destas interpretações escolhemos uma de Furtwangler com a Filarmónica de Berlim. Podem ouvir aqui (Primeira Parte) e aqui (Segunda Parte).
domingo, 24 de maio de 2009
Mendelssohn Sinfonia nº4 - A Italiana
Esta composição foi inspirada por uma visita que Mendelssohn fez a Itália em 1831. No entanto não a conseguiu terminar na altura pelo que esta apenas sinfonia apenas viria a ser terminada em 1833 sendo estreada em Londres a 13 de Maio de 1833 dirigida pelo próprio Mendelssohn.
Apesar de ter sido um sucesso esta obra nunca satisfez o compositor que fez várias revisões à mesma e nunca a publicou. A designação "Italiana" é do próprio compositor mas como conhecemos a sua resistência à música demasiadamente programática evitaremos as interpretações demasiado coloridas pelas paisagens italianas que alguns seguem.
Esta sinfonia em Lá Maior em quatro andamentos tem um primeiro andamento (Allegro Vivace) bastante convencional em forma de sonata com dois temas de natureza distinta. Um primeiro mais vigoroso e um segundo mais pacifico. A Coda final termina de forma gloriosa este andamento alegre que descreve os ceus azuis de Itália (e aqui estamos a pisar o risco no nosso propósito de não sermos demasiado programáticos).
Oiçam aqui este andamento.
Já o segundo andamento (Andante) é bastante contemplativo na sua essência embora não deixe de ter a característica básica de alegria que acompanha toda esta sinfonia. Para acompanharem este andamento proponho-vos este video. O guia de audição a que se faz referência pode ser lido aqui. Apesar de estar em espanhol é uma excelente maneira de compreender melhor esta obra para quem queira uma análise mais técnica.
O terceiro andamento que se diz ter sido inspirado de um trabalho de juventude afirmação da qual não existem provas. É um andamento delicado que retoma a forma de minueto das sinfonias clássicas. Podem ouvir aqui este andamento com a "sua" Filarmónica de Nova Iorque em 1953.
Finalmente se dúvidas houvesse quanto ao caracter italiano desta sinfonia o ultimo andamento encargar-se-ia de as levantar por completo. É um andamento baseado em duas danças italianas, Tarantella e Saltarello. Se o terceiro andamento é formalmente conservador ao voltar ao minueto em vez do Scherzo "normal" nas sinfonias românticas este quarto andamento é inovador na utilização de um único tema. Podem ouvir este andamento aqui dirigido mais uma vez por Bernstein sempre com a Filarmónica de Nova Iorque.
Apesar de ter sido um sucesso esta obra nunca satisfez o compositor que fez várias revisões à mesma e nunca a publicou. A designação "Italiana" é do próprio compositor mas como conhecemos a sua resistência à música demasiadamente programática evitaremos as interpretações demasiado coloridas pelas paisagens italianas que alguns seguem.
Esta sinfonia em Lá Maior em quatro andamentos tem um primeiro andamento (Allegro Vivace) bastante convencional em forma de sonata com dois temas de natureza distinta. Um primeiro mais vigoroso e um segundo mais pacifico. A Coda final termina de forma gloriosa este andamento alegre que descreve os ceus azuis de Itália (e aqui estamos a pisar o risco no nosso propósito de não sermos demasiado programáticos).
Oiçam aqui este andamento.
Já o segundo andamento (Andante) é bastante contemplativo na sua essência embora não deixe de ter a característica básica de alegria que acompanha toda esta sinfonia. Para acompanharem este andamento proponho-vos este video. O guia de audição a que se faz referência pode ser lido aqui. Apesar de estar em espanhol é uma excelente maneira de compreender melhor esta obra para quem queira uma análise mais técnica.
O terceiro andamento que se diz ter sido inspirado de um trabalho de juventude afirmação da qual não existem provas. É um andamento delicado que retoma a forma de minueto das sinfonias clássicas. Podem ouvir aqui este andamento com a "sua" Filarmónica de Nova Iorque em 1953.
Finalmente se dúvidas houvesse quanto ao caracter italiano desta sinfonia o ultimo andamento encargar-se-ia de as levantar por completo. É um andamento baseado em duas danças italianas, Tarantella e Saltarello. Se o terceiro andamento é formalmente conservador ao voltar ao minueto em vez do Scherzo "normal" nas sinfonias românticas este quarto andamento é inovador na utilização de um único tema. Podem ouvir este andamento aqui dirigido mais uma vez por Bernstein sempre com a Filarmónica de Nova Iorque.
domingo, 17 de maio de 2009
Mendelssohn - Lieder ohne Worte
Recomeçamos hoje o nosso ciclo sobre Mendelssohn precisamente com um ciclo em si próprio. O conjunto de canções que Mendelssohn intitulou Lieder Ohne Worte e que é composto de oito volumes que foram compostos em alturas muito diversas da sua vida.
Porém um facto comum liga estas canções e que aliás é um tema que já abordamos neste nosso espaço: o desejo de exprimir o que as palavras não conseguem. Compreende-se assim que Mendelssohn tenha evitado dar nomes às composições com algumas raríssimas excepções.
Dos oito volumes cada um com seis canções ou seja um total de 48 escolho uma das únicas em que realmente há um nome seleccionado por Mendelssohn. Chama-se dueto e foi assim apelidada porque na verdade se trata de uma simulação de um duo de interpretes. Escolhemos para ilustrar esta canção um amador que podem ver aqui dado que estas canções foram um dos grandes sucessos comerciais de Mendelssohn ... numa altura que a compra (e venda) de partituras era um negócio :-)
Porém um facto comum liga estas canções e que aliás é um tema que já abordamos neste nosso espaço: o desejo de exprimir o que as palavras não conseguem. Compreende-se assim que Mendelssohn tenha evitado dar nomes às composições com algumas raríssimas excepções.
Dos oito volumes cada um com seis canções ou seja um total de 48 escolho uma das únicas em que realmente há um nome seleccionado por Mendelssohn. Chama-se dueto e foi assim apelidada porque na verdade se trata de uma simulação de um duo de interpretes. Escolhemos para ilustrar esta canção um amador que podem ver aqui dado que estas canções foram um dos grandes sucessos comerciais de Mendelssohn ... numa altura que a compra (e venda) de partituras era um negócio :-)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Mendelssohn - Concerto para piano (Op. 25) em Sol Menor.
Image via Wikipedia
Devo dizer-vos que sou um admirador deste compositor pelo que me custa ver o seu concerto para piano com apenas um voto. Talvez com esta campanha possa subir um pouco ...
Este concerto foi composto entre 1830 e 1831 e estreado em Munique em 1831. Na altura em que estava a compor esta peça Mendelssohn tem 22 anos e apaixona-se por Delphine von Schauroth a filha de uma baronesa.
O concerto é relativamente curto em três andamentos claro e muito próximo de uma estrutura clássica de concerto
1º Andamento Molto allegro con fuoco (Sol Menor) , oiçam aqui
2º Andamento Andante (Mi Maior), oiçam aqui
3º Andamento Presto—Molto allegro e vivace (Sol Maior), oiçam aqui
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