Curiosamente também são três as sonatas que Brahms compôs para violino (exactamente o mesmo número das peças que compôs para piano).
A primeira destas obras a Sonata nº 1 Op. 78 em Sol Maior foi composta logo após o seu concerto para violino e é uma obra extraordinariamente lírica, com melodias complexas e maravilhosas. A sonata foi desenvolvida em três andamentos. O primeiro andamento (Vivace ma non troppo) é mais lento do que o usual na forma de sonata temperado que é pela indicação "ma non troppo". Podemos ouvir este andamento aqui interpretado por Jascha Heifetz (1901–1987). O segundo andamento (Adagio) é uma daquelas melodias que parece ter sido escrita directamente com o coração tal a sua pungência. Podemos ouvir aqui a violinista Kyung-Wha Chung numa interpretação fabulosa . Do terceiro andamento (Allegro molto moderato) chamamos a atenção para a coda final que é digna do resto desta lindíssima sonata. Para este andamento escolhemos Pinchas Zukerman que podem ouvir aqui.
A segunda parte deste post sobre as sonatas de Brahms onde iremos falar da intrigante Op. 100 pode ser lida aqui. A terceira parte que será sobre a Op. 108 pode ser lida aqui.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
Paganini - O mágico do violino
Parece-nos justo depois de termos falado de um compositor que se notabilizou pelas suas obras para piano (Chopin) falarmos de um músico que ficou sobretudo conhecido como instrumentista, mais precisamente como virtuoso violinista.
Claro que estamos a falar de Niccolò Paganini. Como decerto sabem este virtuoso era também compositor embora as más línguas digam que compunha apenas para fazer valer o seu imenso talento enquanto violinista, tradição que aliás marca fortemente o período romântico e valeu a muitos compositores (de que vamos falar) alguma incompreensão precisamente por as suas obras não serem construídas para fazer valer o virtuosismo de um executante solista.
O facto é que Paganini tem o seu lugar na história da música sendo as suas obras para Violino ainda hoje interpretadas, muitas fazendo parte do reportório obrigatório de qualquer violinista solista. Para além disso embora seja verdade que a maioria das técnicas que Paganini executava fossem já conhecidas este interprete teve o mérito de as sistematizar e dessa forma criar uma referência em termos de execução e contribuir dessa forma decisiva para o estabelecimento do Violino como instrumento solista.
Para ilustrar este post inicial de Paganini resolvemos mostrar-vos o grande Jascha Heifetz a interpretar o Capricio Nº 24 (Op. 1) em Lá menor que podem ver aqui. Como nota de rodapé saliente-se que a parte de piano não é de Paganini mas sim de Schumann. Pessoalmente acho-a perfeitamente dispensável, redundante e chata. Teria preferido mostrar-vos uma versão apenas com violino mas a interpretação de Heifetz vale o sacrifício (abstraiam-se do piano ...).
Claro que estamos a falar de Niccolò Paganini. Como decerto sabem este virtuoso era também compositor embora as más línguas digam que compunha apenas para fazer valer o seu imenso talento enquanto violinista, tradição que aliás marca fortemente o período romântico e valeu a muitos compositores (de que vamos falar) alguma incompreensão precisamente por as suas obras não serem construídas para fazer valer o virtuosismo de um executante solista.
O facto é que Paganini tem o seu lugar na história da música sendo as suas obras para Violino ainda hoje interpretadas, muitas fazendo parte do reportório obrigatório de qualquer violinista solista. Para além disso embora seja verdade que a maioria das técnicas que Paganini executava fossem já conhecidas este interprete teve o mérito de as sistematizar e dessa forma criar uma referência em termos de execução e contribuir dessa forma decisiva para o estabelecimento do Violino como instrumento solista.
Para ilustrar este post inicial de Paganini resolvemos mostrar-vos o grande Jascha Heifetz a interpretar o Capricio Nº 24 (Op. 1) em Lá menor que podem ver aqui. Como nota de rodapé saliente-se que a parte de piano não é de Paganini mas sim de Schumann. Pessoalmente acho-a perfeitamente dispensável, redundante e chata. Teria preferido mostrar-vos uma versão apenas com violino mas a interpretação de Heifetz vale o sacrifício (abstraiam-se do piano ...).
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