Hoje continuamos com uma obra para violino sempre no reportório romântico e na escola francesa aproximadamente na mesma época da obra de que vos falamos anteriormente - este concerto foi estreado em 1881 - aliás dedicado e estreado por Pablo de Sarasate, amigo de Saint Saens e claro ele também compositor além de violinista virtuoso.
A razão pela qual decidimos abordar esta obra prende-se com o facto de termos podido ver no You Tube o jovem Manuel Abecassis interpretar esta obra num recital de jovens talentos realizado em Andorra. A obra que vos mostro de seguida é a transcrição para violino e piano (a parte de violino pelo que sei é idêntica à original para violino e orquestra que vos mostro no fim o primeiro andamento numa interpretação de Julia Fischer). Já tínhamos falado deste jovem por várias vezes neste blog mas nunca é demais realçar um talento.
Esta obra de Saint Saens pela sua qualidade musical é uma das obras do compositor que se manteve no reportório. O concerto tem três andamentos que segue aproximadamente a forma clássica de andamento rápido - lento - rápido. E dizemos aproximadamente porque no primeiro andamento, de certo o mais francês dos três há passagens bastante líricas e lentas que contrastam com verdadeiras proezas técnicas rapidíssimas que sem serem tecnicamente tão exigentes como outras obras de Saint Saens são não obstante particularmente desafiantes pelos contrastes que exibem. Não é fácil fazer com que se destaque a natureza poética deste andamento no meio de algumas proezas técnicas ... Depois deste primeiro andamento o segundo baseado numa melodia popular siciliana é o ponto de passagem e de equilíbrio. Este segundo andamento é quase totalmente constituído por um diálogo entre o violino e os sopros dialogo esse que termina em arpégios em harmónicos verdadeiramente feéricos. O terceiro andamento por seu lado é inspirado em temas espanhóis fazendo deste concerto um verdadeiro concerto "latino". Este andamento tem um final verdadeiramente épico
Fiquem portanto com Manuel Abecassis com os três andamentos do Concerto em Si Menor de Saint Saens.
1º Andamento (Allegro non troppo) - Até 8:49
2º Andamento (Andantino quasi allegretto) - Até 16:09
3º Andamento (Molto moderato e maestoso)
A propósito da versão que vos vou mostrar a seguir não quero que comparem os violinistas em causa, não é essa a intenção - a idade dos mesmos não é de todo a mesma - embora em termos de maturidade musical na minha opinião a diferença seja muito pequena e isto não é pequeno elogio para o mais jovem dos dois músicos porque Julia Fischer é provavelmente uma das melhores da sua geração senão mesmo a melhor - mas isto é difícil de dizer sendo como é uma questão que para mim a partir de um determinado ponto é felizmente subjectiva, mais ou menos o mesmo que dizer que Monet é superior a Manet ou vice-versa.
Mas dizia-vos, a razão pela qual vos mostro a versão original é para que comparem a versão transcrita para Violino e Piano e a versão original e que compreendam um pouco dessa forma o poder e o papel da orquestração.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
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sábado, 1 de setembro de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Beethoven - Sonata Primavera
Tendo em consideração que decorre neste momento uma votação este post pode ser visto como campanha eleitoral e bem de certa forma até é. Na verdade ao percorrer a lista das 100 obras que recomendo para começarem a ouvir música clássica encontrei também esta sonata sem que ainda exista um artigo que a descreva e que me satisfaça. Já falamos dela aqui e também neste outro post mas enquanto descrição já não me satisfazem.
A Sonata Primavera (Op. 24) em Fá Maior é a quinta das sonatas para violino de Beethoven tendo sido editada em 1801 e dedicada ao mecenas Conde Moritz von Fries (o mesmo da sétima sinfonia por exemplo).
É uma obra na qual é evidente que Beethoven já encontrou a sua própria voz estando neste momento já bastante distante do classicismo puro entrando já em pleno romantismo. Curiosamente esta obra inicialmente era para fazer parte de um conjunto que incluía também a Sonata Nº 4 em Lá Menor (Op. 23). Devemos notar que tal como Mozart Beethoven considerava estas obras mais como sonatas para piano com acompanhamento para violino do que o inverso. Porém os violinistas do século XIX e XX apropriaram-se destas obras de tal forma que neste momento tanto poderiam estar nesta lista como numa de obras para piano: É perfeitamente justo dizer que são desse ponto de vista obras em que os dois instrumentos têm papeis quase equilibrados dependendo a sua relevância mais dos interpretes do que da partitura, o que aliás não deixa de ter o seu interesse adicional.
O primeiro andamento da sonata (Allegro) começa com um tema maravilhoso, uma das minhas melodias preferidas em toda a música clássica primeiro introduzido pelo violino e depois repetido pelo piano. É um tema alegre que contrasta com o segundo tema desse mesmo andamento que mantendo alguma alegria não deixa de ter um certo tom de ansiedade digamos. O jogo que descrevemos entre o violino e o piano repete-se ao longo de todo este andamento quase como um desafio. Diz-se que Beethoven procurou que esta obra fosse especialmente fácil de ouvir e talvez por isso os temas são repetidos (são reexpostos) na sua totalidade antes do desenvolvimento que é bastante curto sendo depois de novo recapitulados antes do final do andamento. Esta repetição dos dois temas num andamento que é relativamente curto contribui certamente para que a obra seja de fácil memorização e incute alguma "familiaridade" ao ouvinte. Para ilustrar este primeiro andamento escolhemos David Oistrakh com Lev Oborin no piano.
O segundo andamento (adagio molto expressivo) é de uma tranquilidade absoluta, uma espécie de repouso tranquilo das emoções do primeiro andamento. Agora é o piano que assume a liderança sendo o primeiro a expor os temas seguido pelo violino que os repete. Também neste caso temos dois temas mas contrariamente ao primeiro andamento não estamos aqui na presença de uma forma sonata típica sendo que após a exposição os dois temas são revisitados em sequência com variações. Continuamos a ilustrar esta obra com os interpretes que utilizamos para o primeiro andamento.
O terceiro andamento (Scherzo - Allegro Molto) é particularmente curto apenas pouco mais de um minuto sendo constituído pelo Scherzo propriamente dito e um trio. É de novo um tema alegre e bastante rítmico como que para nos libertar da introspecção em que o segundo andamento nos coloca. Neste caso resolvi passar para uma interprete contemporânea. O video que vos mostro tem a sonata inteira pelo que se desejarem podem ouvi-la toda de seguida mas o terceiro andamento propriamente dito começa um pouco depois de 18:05. Fiquem portanto com Anne Sophie Mutter no violino e Lambert Orkis no piano.
Por fim o quarto andamento (Rondo: Allegro ma non troppo) voltamos a ter uma belíssima melodia com os dois instrumentos em pé de igualdade partilhando, repetindo-a. É um fim de peça bastante alegre que nos faz retornar ao inicio da obra. Ainda não como no período romântico com a forma cíclica de retoma do tema inicial - forma que aprecio particularmente pela sua unidade, aliás o santo graal de românticos como Schubert ou Schumann, mas já bastante próximo ... Para este andamento escolhi o violinista Augustin Dumay com a nossa Maria João Pires ao piano. Tal como no caso anterior a sonata está inteiramente reproduzida neste video sendo que o quarto andamento começa perto de 17:15. Tenho a sorte imensa de ter este disco autografado pela pianista e posso dizer-vos que esta é uma das interpretações de referência segundo muitos especialistas.
A Sonata Primavera (Op. 24) em Fá Maior é a quinta das sonatas para violino de Beethoven tendo sido editada em 1801 e dedicada ao mecenas Conde Moritz von Fries (o mesmo da sétima sinfonia por exemplo).
É uma obra na qual é evidente que Beethoven já encontrou a sua própria voz estando neste momento já bastante distante do classicismo puro entrando já em pleno romantismo. Curiosamente esta obra inicialmente era para fazer parte de um conjunto que incluía também a Sonata Nº 4 em Lá Menor (Op. 23). Devemos notar que tal como Mozart Beethoven considerava estas obras mais como sonatas para piano com acompanhamento para violino do que o inverso. Porém os violinistas do século XIX e XX apropriaram-se destas obras de tal forma que neste momento tanto poderiam estar nesta lista como numa de obras para piano: É perfeitamente justo dizer que são desse ponto de vista obras em que os dois instrumentos têm papeis quase equilibrados dependendo a sua relevância mais dos interpretes do que da partitura, o que aliás não deixa de ter o seu interesse adicional.
O primeiro andamento da sonata (Allegro) começa com um tema maravilhoso, uma das minhas melodias preferidas em toda a música clássica primeiro introduzido pelo violino e depois repetido pelo piano. É um tema alegre que contrasta com o segundo tema desse mesmo andamento que mantendo alguma alegria não deixa de ter um certo tom de ansiedade digamos. O jogo que descrevemos entre o violino e o piano repete-se ao longo de todo este andamento quase como um desafio. Diz-se que Beethoven procurou que esta obra fosse especialmente fácil de ouvir e talvez por isso os temas são repetidos (são reexpostos) na sua totalidade antes do desenvolvimento que é bastante curto sendo depois de novo recapitulados antes do final do andamento. Esta repetição dos dois temas num andamento que é relativamente curto contribui certamente para que a obra seja de fácil memorização e incute alguma "familiaridade" ao ouvinte. Para ilustrar este primeiro andamento escolhemos David Oistrakh com Lev Oborin no piano.
O segundo andamento (adagio molto expressivo) é de uma tranquilidade absoluta, uma espécie de repouso tranquilo das emoções do primeiro andamento. Agora é o piano que assume a liderança sendo o primeiro a expor os temas seguido pelo violino que os repete. Também neste caso temos dois temas mas contrariamente ao primeiro andamento não estamos aqui na presença de uma forma sonata típica sendo que após a exposição os dois temas são revisitados em sequência com variações. Continuamos a ilustrar esta obra com os interpretes que utilizamos para o primeiro andamento.
O terceiro andamento (Scherzo - Allegro Molto) é particularmente curto apenas pouco mais de um minuto sendo constituído pelo Scherzo propriamente dito e um trio. É de novo um tema alegre e bastante rítmico como que para nos libertar da introspecção em que o segundo andamento nos coloca. Neste caso resolvi passar para uma interprete contemporânea. O video que vos mostro tem a sonata inteira pelo que se desejarem podem ouvi-la toda de seguida mas o terceiro andamento propriamente dito começa um pouco depois de 18:05. Fiquem portanto com Anne Sophie Mutter no violino e Lambert Orkis no piano.
Por fim o quarto andamento (Rondo: Allegro ma non troppo) voltamos a ter uma belíssima melodia com os dois instrumentos em pé de igualdade partilhando, repetindo-a. É um fim de peça bastante alegre que nos faz retornar ao inicio da obra. Ainda não como no período romântico com a forma cíclica de retoma do tema inicial - forma que aprecio particularmente pela sua unidade, aliás o santo graal de românticos como Schubert ou Schumann, mas já bastante próximo ... Para este andamento escolhi o violinista Augustin Dumay com a nossa Maria João Pires ao piano. Tal como no caso anterior a sonata está inteiramente reproduzida neste video sendo que o quarto andamento começa perto de 17:15. Tenho a sorte imensa de ter este disco autografado pela pianista e posso dizer-vos que esta é uma das interpretações de referência segundo muitos especialistas.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Anton Arensky (1861-1906) - Trio com Piano em Ré Menor -
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| Aron Arensky |
Esta peça em particular foi composta em 1894 sendo em simultâneo uma homenagem a Mendelssohn e dedicada a memória de Karl Davidov (aliás é por vezes denominado o Trio Davidov) violoncelista e pedagogo.
O trio é composto por quatro andamentos que vos convidamos a ouvir numa interpretação com Robert Preston no Piano, Erik Friedman no violino e James Kreger no violoncelo.
Allegro moderato Scherzo (parte 1 e parte 2) - Allegro molto - Elegia - Adagio Finale - Allegro non troppo
Gostaria de vos chamar a atenção no primeiro andamento do tema constantemente repetido em várias variações de um grande lirismo. O segundo andamento é muito ao estilo de Mendelssohn que aliás caracterizava o compositor. A Elegia, o meu andamento preferido é um belíssimo Andante ... para terminar num ultimo andamento que transborda de energia. Acreditem vale a pena ouvir este trio do principio ao fim.
Curiosamente este trio deverá ter sido uma das primeiras obras gravadas graças a Julius Block que gravou em cilindros de cera num trio que deverá ter sido fantástico dado que Arensky tocava a parte de piano (além de compositor e pedagogo Arensky era um talentoso pianista). Estas gravações podem hoje ser adquiridas em CD pelo preço de $54 dolares (3 CD) com todos os cilindros recolhidos por Julius Block que incluem além desta gravação do Trio de Arensky algumas outras pérolas como gravações de Kreutzer, Taneyev, Conus e ainda gravações das vozes de Tolstoi e Tchaikovsky entre outros.Toda a história dos cilindros e a encomenda dos discos pode ser encontrada aqui. Nesta imagem aqui ao lado podem ver alguns dos cilindros da colecção agora compilados nos 3 CDs de que vos falei.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Charles Valentin Alkan (1813 - 1888)
Charles-Valentin Alkan foi sem dúvida um compositor do período romântico. Não só por ter sido contemporâneo de Chopin ou Liszt mas também porque a sua vida foi vivida com grandeza, eloquência de sentimentos, paixões e mistérios.
Nasceu em Paris no seio de uma família judaica a 13 de Novembro de 1813. Começou por ser uma criança prodígio tendo entrado no Conservatório de Paris com 6 anos e aos 11 ganha o primeiro prémio de solfejo na classe de Zimmermann. Coleccionaria nesse mesmo conservatório mais uma meia-dúzia de primeiros prémios nas classes de piano, composição e órgão entre outros.
Alkan era considerado um dos pianistas mais virtuosos da sua geração sendo até comparado a Chopin e Liszt o que penso diz tudo quanto à sua capacidade enquanto instrumentista. A esse propósito poderemos por exemplo socorrer-nos da opinião de George Sand "plein d'idées fraîches et originales, musicien savant. Aliás a história entre Chopin, George Sand e Alkan e um suposto filho deste ultimo é um tópico que só por si mereceria um post ao estilo de uma novela.
Certo é que a vida de Alkan (que nunca se casou) é entre-cortada por longos períodos durante os quais desapareceu completamente da vida pública e artística. Talvez por isso a sua obra, também largamente composta para piano como a de Chopin se tenha mantido praticamente desconhecida. E não fosse o trabalho de alguns pianistas como por exemplo Ronald Smith (1922- 2004) presidente da Sociedade Alkan (site que aliás reomendamos se quiserem saber mais sobre este compositor) e muito menos seria conhecida.
Há pelo menos uma meia dúzia de obras que mereceriam mais reconhecimento, claro que o carácter extraordinariamente virtuosistico de quase todas elas não facilita a sua interpretação mais frequente em salas de concerto. Em primeiro lugar propomos que oiçam a Sonata : "Les Quatre Ages" (Op. 33) que procura descrever as quatro idades do homem, podem ouvir aqui a primeira parte. Depois fazendo parte do Op. 39 temos o Concerto para Piano Solo e a Sinfonia para Piano Solo . Este Op. 39 é muito curioso porque na realidade é intitulado 12 estudos em todos os modos maiores ... (alias os três andamentos do concerto seguem tal como os da sinfonia uma lógica de progressão de tonalidade coincidente com o objectivo). Antes que me perguntem sim também publicou um conjunto de estudos para as tonalidades maiores precisamente o Op. 35 de que podem ouvir aqui o nº 3 em Sol Maior.
Alkan faleceu em paris a 29 de Março de 1888 mas contrariamente à lenda não faleceu esmagado pela queda da sua biblioteca quando procurava o Talmud mas antes terá sucumbido vitima de uma indisposição que fez cair um pesado móvel em que teria procurado encontrar apoio.
Nasceu em Paris no seio de uma família judaica a 13 de Novembro de 1813. Começou por ser uma criança prodígio tendo entrado no Conservatório de Paris com 6 anos e aos 11 ganha o primeiro prémio de solfejo na classe de Zimmermann. Coleccionaria nesse mesmo conservatório mais uma meia-dúzia de primeiros prémios nas classes de piano, composição e órgão entre outros.
Alkan era considerado um dos pianistas mais virtuosos da sua geração sendo até comparado a Chopin e Liszt o que penso diz tudo quanto à sua capacidade enquanto instrumentista. A esse propósito poderemos por exemplo socorrer-nos da opinião de George Sand "plein d'idées fraîches et originales, musicien savant. Aliás a história entre Chopin, George Sand e Alkan e um suposto filho deste ultimo é um tópico que só por si mereceria um post ao estilo de uma novela.
Certo é que a vida de Alkan (que nunca se casou) é entre-cortada por longos períodos durante os quais desapareceu completamente da vida pública e artística. Talvez por isso a sua obra, também largamente composta para piano como a de Chopin se tenha mantido praticamente desconhecida. E não fosse o trabalho de alguns pianistas como por exemplo Ronald Smith (1922- 2004) presidente da Sociedade Alkan (site que aliás reomendamos se quiserem saber mais sobre este compositor) e muito menos seria conhecida.
Há pelo menos uma meia dúzia de obras que mereceriam mais reconhecimento, claro que o carácter extraordinariamente virtuosistico de quase todas elas não facilita a sua interpretação mais frequente em salas de concerto. Em primeiro lugar propomos que oiçam a Sonata : "Les Quatre Ages" (Op. 33) que procura descrever as quatro idades do homem, podem ouvir aqui a primeira parte. Depois fazendo parte do Op. 39 temos o Concerto para Piano Solo e a Sinfonia para Piano Solo . Este Op. 39 é muito curioso porque na realidade é intitulado 12 estudos em todos os modos maiores ... (alias os três andamentos do concerto seguem tal como os da sinfonia uma lógica de progressão de tonalidade coincidente com o objectivo). Antes que me perguntem sim também publicou um conjunto de estudos para as tonalidades maiores precisamente o Op. 35 de que podem ouvir aqui o nº 3 em Sol Maior.
Alkan faleceu em paris a 29 de Março de 1888 mas contrariamente à lenda não faleceu esmagado pela queda da sua biblioteca quando procurava o Talmud mas antes terá sucumbido vitima de uma indisposição que fez cair um pesado móvel em que teria procurado encontrar apoio.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Schubert - "Die schöne Müllerin"
Schubert publicou dois ciclos de canções que se podem considerar entre as expressões máximas desta forma de arte.
O primeiro deste ciclo foi publicado em 1824 (composto cerca de um ano antes em 1823). Trata-se de um conjunto intitulado "Die schöne Müllerin" composto sobre poemas de Wilhelm Müller.
O ciclo de poemas conta a história de um jovem que passeando pelo campo encontra um ribeiro que segue até encontrar um moinho onde conhece uma bela moleira por quem se apaixona. Infelizmente o objecto do seu amor prefere um caçador que vestido de verde lhe oferece um laço da mesma cor. O jovem desenvolve então uma obsessão pela cor verde terminando por desesperado suicidar-se no ribeiro. A ultima canção é uma ode cantada pelo ribeiro ao jovem para o apaziguar pelo amor não correspondido e pela morte nos braços das suas águas geladas.
O ciclo é composto por vinte canções sendo normalmente cantadas por um homem (Tenor ou Soprano) embora existam transcrições para vozes mais graves. Oiçam aqui Dietrich Fischer-Dieskau acompanhado ao piano por Christoph Eschenbach.
Já agora continuando no ciclo de referências a grandes músicos portugueses oiçam aqui Vianna da Motta ao piano interpretando uma transcrição para piano da segunda canção do ciclo de Schubert. Transcrição aliás ela mesmo não mesmo notável do nosso futuro conhecido Liszt. Trata-se sem dúvida de uma gravação histórica datada de 1928.
O primeiro deste ciclo foi publicado em 1824 (composto cerca de um ano antes em 1823). Trata-se de um conjunto intitulado "Die schöne Müllerin" composto sobre poemas de Wilhelm Müller.
O ciclo de poemas conta a história de um jovem que passeando pelo campo encontra um ribeiro que segue até encontrar um moinho onde conhece uma bela moleira por quem se apaixona. Infelizmente o objecto do seu amor prefere um caçador que vestido de verde lhe oferece um laço da mesma cor. O jovem desenvolve então uma obsessão pela cor verde terminando por desesperado suicidar-se no ribeiro. A ultima canção é uma ode cantada pelo ribeiro ao jovem para o apaziguar pelo amor não correspondido e pela morte nos braços das suas águas geladas.
O ciclo é composto por vinte canções sendo normalmente cantadas por um homem (Tenor ou Soprano) embora existam transcrições para vozes mais graves. Oiçam aqui Dietrich Fischer-Dieskau acompanhado ao piano por Christoph Eschenbach.
Já agora continuando no ciclo de referências a grandes músicos portugueses oiçam aqui Vianna da Motta ao piano interpretando uma transcrição para piano da segunda canção do ciclo de Schubert. Transcrição aliás ela mesmo não mesmo notável do nosso futuro conhecido Liszt. Trata-se sem dúvida de uma gravação histórica datada de 1928.
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