O conjunto de posts sobre este concerto começa com este post em que descrevemos o concerto no seu conjunto. Neste outro post falamos sobre o primeiro andamento em maior detalhe e neste falamos do segundo andamento.
O terceiro andamento é tocado sem interrupção a seguir ao segundo partindo do decrescendo que caracteriza o fim desse andamento.
Como referimos este andamento tem a forma de um "rondo" o que simplificando significa que existe um estribilho repetido várias vezes na forma de vários desenvolvimentos temáticos. Porém contrariamente à prática comum em que esse tema era colocado logo no inicio neste caso Tchaikovsky optou por fazer uma breve introdução.
O andamento no seu conjunto é deve ser sempre interpretado com grande vivacidade como aliás o tempo indicado (Allegro Vivacissimo) reflecte na perfeição.
Como é usual nos concertos do período romântico o fim do concerto caracteriza-se por uma série de alternâncias entre o violino e a orquestra em que o solista demonstra em cada solo toda a sua técnica numa progressão feérica que conduz ao inebriamento do ouvinte, um pouco como em certas danças de salão ou mesmo, que Tchaikovsky me perdoe em danças tribais.
Oiçam aqui uma interpretação maravilhosa deste andamento por Oistrakh que nos tem acompanhado neste concerto.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
Mostrar mensagens com a etiqueta Oistrack. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oistrack. Mostrar todas as mensagens
sábado, 31 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Tchaikovsky - Concerto para Violino (Op. 35) - Segundo Andamento
O conjunto de posts sobre este concerto começa com este post em que descrevemos o concerto no seu conjunto. Neste outro post falamos sobre o primeiro andamento em maior detalhe.
Quanto ao segundo andamento que é um Andante em Sol Menor na forma de uma Canzonetta (uma forma musical derivada da canzona proveniente de Itália no século XVI). Esta forma típica dos grandes concertos românticos é dividida em três partes.
Uma primeira parte que serve de introdução de que se encarregam os sopros, depois o tema principal que é interpretado e introduzido para depois a terceira parte retomar de novo o inicio fechando assim o segundo andamento num piano de que se passa sem interrupção para o terceiro andamento.
Oiçam aqui David Oistrack a interpretar este andamento.
Quanto ao segundo andamento que é um Andante em Sol Menor na forma de uma Canzonetta (uma forma musical derivada da canzona proveniente de Itália no século XVI). Esta forma típica dos grandes concertos românticos é dividida em três partes.
Uma primeira parte que serve de introdução de que se encarregam os sopros, depois o tema principal que é interpretado e introduzido para depois a terceira parte retomar de novo o inicio fechando assim o segundo andamento num piano de que se passa sem interrupção para o terceiro andamento.
Oiçam aqui David Oistrack a interpretar este andamento.
sábado, 18 de outubro de 2008
Brahms - As sonatas para Violino - Terceira Parte
Embora tenha sido começada a ser composta quase a seguir à Sonata nº 2 Brahms acabou por por de lado este trabalho para apenas o retomar em 1888 o que explica de certa forma a profunda diferença entre as duas obras. Enquanto que o Op. 100 é uma obra que radia emoção de uma forma calma quase pacifica a Op. 108 em Ré Menor é precisamente o inverso. Também ela é extraordinariamente emotiva mas aqui estamos a falar de uma forma de expressão muito mais épica e atlética.
Também na estrutura esta obra é diferente dado que Brahms voltou aos quatro andamentos clássicos na forma de Sonata.
O carácter forte da obra, nervoso, é marcado logo no primeiro andamento ou melhor logo destas as primeiras notas que são quase preocupantes pela energia que transmitem que não deixa de ter um certo tom sinistro transmitido pelo ritmo quebrado. Podem ouvir aqui este andamento por uma dupla de luxo que aliás vamos acompanhar ao longo desta obra - com a excepção do ultimo andamento onde serão substituídos por uma outra dupla de igual peso - Perlman no Violino e Daniel Barenboim ao piano.
O segundo andamento é sem exagero um autentico "Lied" sem palavras. Uma composição de que Schubert não desdenharia com certeza a melodia. Uma melodia quase inteiramente exposta pelo Violino tendo aqui o piano um papel secundário. Podem ouvir aqui este andamento.
O terceiro andamento "Um Poco presto e com sentimento" foi descrito de formas muito diferentes. A mais curiosa de todas terá sido a de Clara Schumann que disse deste andamento ser "a imagem de uma bela jovem brincando com o seu amante". Outros viram neste andamento melancolia ou tristeza. Neste andamento o piano ganha o protagonismo cedido ao violino no segundo andamento. Podem ouvir aqui este andamento.
Retomando a forma clássica da Sonata o grande dramatismo, as grandes explosões de emoções estão reservadas para o quarto andamento (Presto Agitato) que é também o mais virtuoso dos quatro como é normal nesta forma musical. Podem ouvir aqui este andamento por David Oistrack e Karl Richter como vêem outra dupla de peso.
A obra foi interpretada em publico pela primeira vez em Budapeste no dia 22 de Dezembro de 1888. Brahms estava nessa altura ao piano sendo Jenö Hubay o violinista escolhido.
As duas restantes partes deste conjunto de posts sobre as sonatas de Brahms para Violino (e piano) podem ser lidas aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
Também na estrutura esta obra é diferente dado que Brahms voltou aos quatro andamentos clássicos na forma de Sonata.
O carácter forte da obra, nervoso, é marcado logo no primeiro andamento ou melhor logo destas as primeiras notas que são quase preocupantes pela energia que transmitem que não deixa de ter um certo tom sinistro transmitido pelo ritmo quebrado. Podem ouvir aqui este andamento por uma dupla de luxo que aliás vamos acompanhar ao longo desta obra - com a excepção do ultimo andamento onde serão substituídos por uma outra dupla de igual peso - Perlman no Violino e Daniel Barenboim ao piano.
O segundo andamento é sem exagero um autentico "Lied" sem palavras. Uma composição de que Schubert não desdenharia com certeza a melodia. Uma melodia quase inteiramente exposta pelo Violino tendo aqui o piano um papel secundário. Podem ouvir aqui este andamento.
O terceiro andamento "Um Poco presto e com sentimento" foi descrito de formas muito diferentes. A mais curiosa de todas terá sido a de Clara Schumann que disse deste andamento ser "a imagem de uma bela jovem brincando com o seu amante". Outros viram neste andamento melancolia ou tristeza. Neste andamento o piano ganha o protagonismo cedido ao violino no segundo andamento. Podem ouvir aqui este andamento.
Retomando a forma clássica da Sonata o grande dramatismo, as grandes explosões de emoções estão reservadas para o quarto andamento (Presto Agitato) que é também o mais virtuoso dos quatro como é normal nesta forma musical. Podem ouvir aqui este andamento por David Oistrack e Karl Richter como vêem outra dupla de peso.
A obra foi interpretada em publico pela primeira vez em Budapeste no dia 22 de Dezembro de 1888. Brahms estava nessa altura ao piano sendo Jenö Hubay o violinista escolhido.
As duas restantes partes deste conjunto de posts sobre as sonatas de Brahms para Violino (e piano) podem ser lidas aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte).
Brahms - As sonatas para Violino - Segunda Parte
A Sonata para Piano e Violino (a ordem pela qual os instrumentos é apresentada foi especificada pelo próprio Brahms) Op. 100 nº 2 em Lá Maior foi composta em 1886 num período altamente produtivo para Brahms. Na verdade compôs nesse período algumas das suas obras de música de câmara mais relevantes . O Op. 99 é a segunda sonata para violoncelo de que falaremos em breve e a Op. 101 é o Trio para piano em Dó menor que obviamente iremos abordar. Se bem se lembram já tínhamos falado desta sonata aqui quando vos reportamos o que se havia passado no recital na jovem violinista portuguesa Maria Viseu.
Esta sonata é das três a mais curta e possivelmente a mais lírica das três. Foi tal como a primeira escrita em três andamentos em parte utilizando o facto do segundo andamento conter em ele próprio várias diferenças de ritmo. O primeiro andamento um Allegro Amabile pode efectivamente ser resumido na palavra que modifica o tempo Allegro. É composto por dois temas tão calmos, tão habilmente conjugados e por um dialogo tão homogéneo entre o violino e o piano que nos parece que nada pode tocar nessa graça. Podem ouvir este andamento aqui por Leonid Kogan. Já o segundo andamento é bastante diferente na sua natureza pois contém diferenças de ritmo acentuadas. Começa na verdade com um Andante Tranquillo para depois caminhar para um Vivace voltar ao Andante retornar a um vivace mas agora anotado como "di piu" - ainda mais para ainda ter tempo para voltar ao Andante e terminar num Vivace. Uma verdadeira montanha russa de emoções. Pode ouvir este segundo andamento por Richter e Oistrack aqui. O terceiro andamento Allegretto Grazioso (quasi andante) é um rondo que apresenta um tema de tal forma rico e aveludado e que escapa à "loucura" normal dos terceiros andamentos das sonatas românticas.
Esta sonata foi tocada pela primeira vez em Viena umas escassas semanas antes do Natal de 1886 com Brahms ao piano e no violino Joseph Hellmesberger.
O primeiro post desta série sobre as sonatas de Brahms para violino pode ser lido aqui.
O terceiro e ultimo post desta série sobre as sonatas de Brahms pode ser lido aqui.
Esta sonata é das três a mais curta e possivelmente a mais lírica das três. Foi tal como a primeira escrita em três andamentos em parte utilizando o facto do segundo andamento conter em ele próprio várias diferenças de ritmo. O primeiro andamento um Allegro Amabile pode efectivamente ser resumido na palavra que modifica o tempo Allegro. É composto por dois temas tão calmos, tão habilmente conjugados e por um dialogo tão homogéneo entre o violino e o piano que nos parece que nada pode tocar nessa graça. Podem ouvir este andamento aqui por Leonid Kogan. Já o segundo andamento é bastante diferente na sua natureza pois contém diferenças de ritmo acentuadas. Começa na verdade com um Andante Tranquillo para depois caminhar para um Vivace voltar ao Andante retornar a um vivace mas agora anotado como "di piu" - ainda mais para ainda ter tempo para voltar ao Andante e terminar num Vivace. Uma verdadeira montanha russa de emoções. Pode ouvir este segundo andamento por Richter e Oistrack aqui. O terceiro andamento Allegretto Grazioso (quasi andante) é um rondo que apresenta um tema de tal forma rico e aveludado e que escapa à "loucura" normal dos terceiros andamentos das sonatas românticas.
Esta sonata foi tocada pela primeira vez em Viena umas escassas semanas antes do Natal de 1886 com Brahms ao piano e no violino Joseph Hellmesberger.
O primeiro post desta série sobre as sonatas de Brahms para violino pode ser lido aqui.
O terceiro e ultimo post desta série sobre as sonatas de Brahms pode ser lido aqui.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Concerto para dois violinos e orquestra
Uma das outras obras de Bach de que gosto particularmente é o concerto para dois violinos e orquestra. No video seguinte podem assistir a uma interpretação histórica de dois dos grandes violinistas do século XX: Menuhin e Oistrack. Aliás este concerto tem também uma história ... que vai também ficar para depois ...
Por agora deliciem-se com uma parte do primeiro andamento.
Por agora deliciem-se com uma parte do primeiro andamento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)