Sergei Prokofiev nasceu em Sontsovka uma cidade que hoje faz parte da Ucrânia a 23 de abril de 1891. O seu pai era um engenheiro agrónomo sendo que a mãe era bastante culta tendo um elevado sentido artístico e gosto pelas artes sendo uma pianista bastante razoável.
Prokofiev teve uma infância que se aproxima do sonho. Pais carinhosos, boas condições de vida, incentivo e educação artística. Prokofiev relembra da sua infância as sonatas de Beethoven que ouvia a sua mãe tocar ao piano. A sua mãe não procurou que Prokofiev tivesse uma educação musical formal desde cedo embora o encorajasse a descobrir a música por si próprio. Assim que teve 8 anos a mãe resolveu levá-lo a São Petersburgo e a Moscovo para ouvirem algumas obras musicais que o influenciaram tão profundamente que de volta a casa compõe uma ópera chamada "O Gigante".
Nessa visita a mãe consegue uma entrevista com um professor do Conservatório que acaba por conseguir convencer um outro colega a dar aulas a Prokofiev na casa dos seus pais. este professor um jovem pianista e compositor Reinhold Gliere conseguiu estabelecer uma excelente relação com Prokofiev ao ponto de passados dois Verões este estar pronto para ingressar no conservatório e ter composto uma sinfonia e mais de 70 obras para piano.
Assim em 1904 Prokofiev e a mãe partem para S. Petersburgo para que o jovem se possa inscrever no Conservatório. Prokofiev é aceite ganhando rapidamente a fama de "Enfant Terrible" muito pela atitude de constante critica dos colegas e professores. Na verdade Prokofiev não se revia no relativo conservadorismo da maioria dos professores e colegas. O único colega com o qual durante esses anos se viria a identificar foi com Miaskovsky o pai da sinfonia Russa e bastante mais velho que Prokofiev.
Além de estudar composição actividade na qual no Conservatório pelas razões anteriormente explicadas nunca conseguiu grande destaque Prokofiev seguiu também Piano disciplina onde mereceu os maiores elogios dos seus professores por exemplo Glazunov dizia-nos em 1909 : "Preparação técnica excepcionalmente brilhante. Interpretação única, original nem sempre no melhor dos gostos artísticos".
Terminando os seus estudos em 1909 Prokofiev continuou no entanto no Conservatório seguindo os cursos de Piano . Em 1910 com a morte do pai decide que tem de repor a sua estrela enquanto compositor. Pensamos que não é por acaso que o faz com o seu primeiro Concerto para Piano (Op. 10 em Ré Bemol) que estreia em 1912. Ainda nesse ano compõe o seu Segundo Concerto para Piano (Op. 16 em Sol Menor) que seria de novo recebido com bastante polémica.
Prokofiev estava então no seu ultimo ano no Conservatório e sabendo que no que dizia respeito à composição nunca iria obter a aprovação dos seus professores resolve dedicar-se a vencer o prémio Anton Rubinstein atribuído ao melhor aluno pianista. Na audição final que Prokofiev vence não o faz sem desafiar a tradição mais uma vez ao ousar interpretar uma obra sua, o Primeiro Concerto para Piano.
Próximo post : Os anos da Maturidade
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Google e Pessoa
O Sopro da Alma de Tiago Cabrita
Enquanto não termino a terceira parte da biografia de Prokofiev que será um dos próximos posts sugiro mais uma obra de um jovem compositor português Tiago Cabrita. Estamos agora numa maré de música contemporânea e nas palavras que roubo do Sérgio, ora tomem lá e digam-me se não é boa?
sábado, 11 de junho de 2011
Assim, do tempo em que me falavas de Nuno da Rocha
Como vos disse aqui fui assistir à estreia absoluta de duas obras de compositores portugueses. De uma delas por gentileza do compositor temos uma gravação que transformei num pequeno filme. Espero que gostem tanto quanto eu.
Não resisto a citar Nuno da Rocha : "Assim, do tempo em que me falavas" é uma memória passada da minha infância. Da missa como cerimónia e como desconhecido para uma criança. Das coisas que ficam para sempre. Das coisas que ainda não se entendiam. É uma memória da pessoa que partiu e que me ensinou a ter fé sem saber porquê".
Nuno da Rocha o compositor iniciou em 2008 o curso de composição da ESML sendo neste momento aluno finalista desse mesmo curso sobre a orientação de António Pinho Vargas.
Foram solistas José Valente no acordeão, Bernardo Nabais, Mariana Portela, Simão Nobre e João Rei nas vozes. A Orquestra de Cordas é constituída por alunos e professores do Instituto Gregoriano e da Escola Superior de Música de Lisboa.
A informação biográfica e da obra foi retirada e adaptada do programa de sala sem autorização dos seus autores. A imagem do compositor foi retirada do site oficial também sem permissão. Caso exista alguma imprecisão ou problema ...
Podem também ouvir a missa na página de Facebook do Compositor.
Não resisto a citar Nuno da Rocha : "Assim, do tempo em que me falavas" é uma memória passada da minha infância. Da missa como cerimónia e como desconhecido para uma criança. Das coisas que ficam para sempre. Das coisas que ainda não se entendiam. É uma memória da pessoa que partiu e que me ensinou a ter fé sem saber porquê".
Nuno da Rocha o compositor iniciou em 2008 o curso de composição da ESML sendo neste momento aluno finalista desse mesmo curso sobre a orientação de António Pinho Vargas.
Foram solistas José Valente no acordeão, Bernardo Nabais, Mariana Portela, Simão Nobre e João Rei nas vozes. A Orquestra de Cordas é constituída por alunos e professores do Instituto Gregoriano e da Escola Superior de Música de Lisboa.
A informação biográfica e da obra foi retirada e adaptada do programa de sala sem autorização dos seus autores. A imagem do compositor foi retirada do site oficial também sem permissão. Caso exista alguma imprecisão ou problema ...
Podem também ouvir a missa na página de Facebook do Compositor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
