quarta-feira, 28 de março de 2012

Pergolesi - Stabat Matter

No fim de semana passado fui ouvir a Camara Musart (composta por alunos da ESML), o Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música e as solistas Margarida Marecos (Soprano) e Conceição Martinho (Alto) dirigidos por Gareguin Aroutiounian interpretar a obra mencionada no título do post.  Foi uma boa forma de passar uma parte da tarde de Domingo.

Esta obra é uma das que mais me toca do reportório barroco. Não sei explicar a razão, talvez seja o conjunto da melodia e do texto (já vos explicarei do que se trata) ou talvez a conjunção dos dois, ou as dinâmicas que se criam entre os solistas e a orquestra (e o coro quando existe). Sei no entanto que me leva quase sempre perto das lágrimas. Embora não tenha forma de o explicar formalmente e possivelmente nem tenha razão do ponto de vista musical acho que é uma obra extraordinariamente revolucionária para a época.

Stabat Matter é na um poema do século XIII que relata a dor de Maria  tendo sido utilizado como base de obras vocais por vários compositores entre os quais para além de Pergolesi  no período barroco podemos citar Vivaldi (neste video numa interpretação de Philippe Jaroussky),  Scarlatti ou já no período clássico Haydn. Aliás aparentemente a obra de Pergolesi foi encomendada para substituir a deste ultimo compositor julgado já "fora de moda". Seguindo os links podem rapidamente comparar as várias obras.

Pergolesi (1710-1736) viveu apenas 26 anos tendo falecido de Tuberculose, esta obra data aliás do ano do seu falecimento. O seu enorme talento foi reconhecido por vários outros compositores entre os quais Bach que inclusivamente a adaptou (BWV 1036).

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5


Perto da Cruz mantinha-se 

Chorando a Mãe Triste
Perto de Seu Filho até ao fim
[...]

terça-feira, 20 de março de 2012

Carlos Seixas - Concerto para Cravo e Orquestra de Cordas

Este ultimo fim de semana fui ouvir a Orquestra da Escola superior de Música no belissimo auditório Vianna da Motta nas instalações da referida Faculdade. Além da abertura das Bodas de Figaro, de uma das cem sinfonias de Haydn e de um concerto para Oboe de Vivaldi tive oportunidade de voltar a ouvir o concerto para Cravo e Orquestra de Cordas de Carlos Seixas.  Carlos Seixas foi o primeiro compositor português de que falamos neste blog, mais precisamente com esta biografia.

Este concerto em Lá Maior é uma das obras do período barroco que mais me encantam e não me cansarei de vos referir a genialidade do compositor e a inovação que introduziu. esta peça em particular poderá ter sido uma das primeiras obras para este tipo de composição de Orquestra. Os temas são simplesmente deliciosos e quando acaba só temos pena que já tenha terminado. Os cerca de 7/8 minutos sabem a muito pouco.

Desta vez (já da ultima vez num concerto à conversa também assim tinha sido) ouvi o concerto interpretado por uma jovem cravista (Catarina Melo) que nos encantou. Claramente não gravei o evento mas caso alguém tenha um registo autorizado e esteja a ler este post (combinação de eventos quase tão improvável como ganhar a lotaria mas enfim) e o queira e possa partilhar (cada vez mais difícil) já sabe, basta fazer um comentário neste post !

Na falta do registo anterior podem ouvir aqui a Orquestra Barroca Norueguesa dirigida por Ketil Haugsand que também é o solista no cravo. O concerto segue a disposição normal com um primeiro andamento rápido (allegro) seguido de um lento (adagio) para terminar com um novo andamento rápido, neste caso uma Giga. São cerca de 6:30 de música que como dizia gostaríamos que durassem mais ...

A propósito ou a despropósito é deste compositor que actualmente estou a aprender uma outra peça que finalmente consegui encontrar no You Tube ! Fica aqui também essa Toccata interpretada pelo Rui Paiva (de que obviamente nunca chegarei aos calcanhares sequer, aliás depois de ouvir isto a minha luta será para conseguir algo de vagamente parecido :-)) ...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Debussy, Francis Poulenc e Denise Duval

Outras das pérolas (numa noite em que a música começou por ser outra, digamos que verde e branca) continuando a revisão do disco da Diapason é uma canção de Debussy interpretada por Denise Duval acompanhada ao piano pelo compositor Francis Poulenc. Essa obra não a consigo encontrar no You Tube mas podem ouvir a parceria entre Denise Duval e Francis Poulenc num vídeo histórico em que interpretam partes da "Voix Humaine".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Josef Suk (1929-2011)

No passado mês de Julho (em 2011 portanto) faleceu Josef Suk. Lembrei-me dele porque no disco deste mês da Diapason uma das obras escolhidas no "canto do coleccionador" é a interpretação da Sonata para violino e piano de Dvorak Op. 57. Nesta obra suk é acompanhado ao piano por Jan Panenka com quem gravou inúmeras obras de música de câmara.

Para quem não sabe Josef Suk é  neto do compositor checo de mesmo nome e também bis-neto do próprio Antonin Dvorak pelo que obviamente detinha uma compreensão única das obras do compositor da Boémia. Infelizmente não encontro no You tube interpretações desta obra pelo próprio mas proponho-vos que oiçam Josef Suk com a Orquestra da República checa no Concerto para Violino de Dvorak, e aqui a obra em questão no principio deste post (a interpretação não é de referência mas é de bom nível).

A propósito de Josef Suk (o violinista) proponho também que oiçam sempre com a Filarmónica da Republica Checa a interpretação da obra do seu avô o compositor Josef Suk, Fantasia em Sol Bemol, lindíssimo!

Sempre em família podem ouvir também uma interpretação da Sonatina para Violino e Piano Op. 100 de Dvorak (coloquei o segundo andamento no link porque é o que prefiro mas a obra está totalmente disponível como aliás as anteriores que referi).

Oportunidades na Amazon