domingo, 16 de outubro de 2011

Yehudi Menuhin (1906-1999) - Segunda Parte

Podem ler a primeira parte desta biografia neste post : Yehudi Menuhin (1916-1999) Primeira Parte.

Entre 1930 e 1938 Menuhin vai multiplicar os concertos e gravações tornando-se uma das estrelas do mundo da música. Sim acreditem ou não nessa época os interpretes de música clássica ainda podiam aspirar à celebridade mundial. É uma distinção duvidosa tendo em consideração o padrão médio dos que hoje a conseguem. Notem que foi há pouco mais de 80 anos, há menos de um século portanto que um interprete clássico conseguia ser uma estrela mediática.

Em 1931 interpreta com a LSO dirigida por Landon Ronald o primeiro concerto para Violino e Orquestra de Max Bruch. Podem ouvir essa interpretação aqui (o primeiro movimento).

Em 1932 grava em Londres o Concerto para Violino de Elgar (com o compositor a dirigir a Orquestra) valendo aliás o comentário do compositor "A forma como este rapaz toca o meu concerto é simplesmente espantosa". Felizmente a net permite-nos hoje voltar a ouvir esse documento histórico, que podem ouvir aqui. A palavra "rapaz" pode ser facilmente explicada pelo facto de Menuhin ter nessa altura 16 anos! Já agora para perceberem melhor nada mais simples do que uma fotografia com o maestro Bruno Walter tirada em 1931.

Ainda nesse mesmo ano grava o duplo concerto de Bach com o seu professor Enescu em Paris com a Filarmónica de Paris dirigida por Pierre Monteux. Dessa gravação não encontro qualquer referência mas em compensação podem ficar aqui com a cadência do primeiro Concerto de Paganini para violino e orquestra também dirigido pelo grande maestro francês.

Em 1935 faz uma tournée mundial com mais de 100 concertos em três continentes (Africa, Europa e Oceania).

Em 1937 estreia o Concerto para Violino de Schumann nos Estados Unidos enquanto entre 1934 e 1936 fazia a primeira gravação integral das Sonatas e Partitas de Bach para Violino Solo.

Como vos referimos na primeira parte desta biografia uma parte substancial da informação para a redacção deste texto foi obtida do Site Menuhin.Org.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O CD da Semana de Alex Ross

O CD da semana de Alex Ross é bastante interessante. Desta vez trata-se de um compositor americano contemporâneo (pronto já sei que me vão dizer que não ... ) Charles Ives (1874-1954) interpretado por Hilary Hahn (Violino) e Valentina Lisitsa (Piano).


O post do Alex Ross contém um extracto da Sonata nº2 para Violino e Piano que é muito interessante pela mistura de sonoridades contemporâneas com a música popular americana. O nome da sonata, "In the Barn" é bem adequado e não sejam marotos que eu não quis dizer nada com isto ... 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sonata de Concerto para Violoncelo e Piano Op. 47 - Charles Alkan

Já tínhamos falado de Charles Alkan nesta curta biografia em que falamos um pouco da sua vida - que viveu sempre de forma apaixonada e intensa e apresentamos-vos algumas das suas obras. Não vos referimos no entanto uma que nos passou desapercebida até hoje (e que sinceramente apenas encontramos graças a uma oferta de aniversário, Guia da Música de Câmara da Gradiva - obrigado Gradiva, obrigado pai :-)) e que é raramente interpretada em grande parte pela grande dificuldade técnica da parte de piano, ou não fosse Charles Valentin Alkan um grande pianista e "rival" de Liszt.

A obra de que hoje vos deixamos o ultimo andamento é a Sonata para Piano e Violoncelo Op. 47 foi terminada em 1857 e como o título deixa antever é uma obra imponente quer pela duração quer pela forma que termina com um quarto andamento  que só a ouvir nos deixa sem respiração (imaginem a interpretar depois de mais de 30 min. de música). Um prestissimo verdadeiramente diabólico.

Se desejarem ouvir todos os andamentos (pela ordem certa recomendo-vos :-)) aqui ficam (vale a pena):

Primeiro Andamento
Segundo Andamento
Terceiro Andamento
O quarto andamento já sabem onde está ...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Yehudi Menuhin - Uma Gravação Histórica em plena Guerra Fria

Não foi fácil convencer as autoridades soviéticas a deixarem Oistrakh interpretar o duplo concerto de Bach com Menuhin. Oistrakh era na altura uma das figuras da representação da superioridade do estado Soviético, o Violino do Povo creio que era assim que o chegaram a apelidar. Mas com muita persuasão acabou por se realizar e ainda bem porque este concerto é um daqueles documentos musicais que não podemos perder.

Enquanto não acabo a segunda parte da biografia de Menuhin deliciem-se com o Primeiro Andamento do Duplo Concerto de Bach em Ré Menor - BWV 1043 por Menuhin e Oistrakh. A primeira parte da biografia já foi publicada e se estiveram um pouco mais distraídos podem ler aqui.

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