Já que o outro dia falamos da Nona Sinfonia e da versão modificada de Bernstein - de Hino à Alegria para Hino à Liberdade por ocasião da queda do Muro de Berlim, hoje vamos para outro registo, neste caso a tonalidade cómica.
Estamos a falar precisamente da versão magistral do Hino da Alegria, o Hino Oficial da Europa na percepção de Rowan Atkinson conhecido pela sua personagem Mr. Bean. Neste caso com uma versão que até estava a correr bem do hino ... até que ...
Já agora na imagem que escolhi um dos papeis mais brilhantes do actor britânico na brilhante série série Blackadder. Se nunca viu não sabe o que perdeu: um dos humores mais inteligentes e ácidos que a epoca da história onde se desenrola a série não só não apaga como catalisa ... a ver - claro depois do hino como que vos deixo isto porque a seguir à música nada como uma boa gargalhada.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Uma recomendação musical - O ciclo de concertos no São Carlos dedicado ao Centenário da 1ª Guerra
Pois é, parece incrível para alguns mas faz já um século que se iniciou o primeiro grande flagelo moderno da humanidade.
O Teatro Nacional de São Carlos a exemplo de várias outras salas de espectáculo por essa Europa criou um ciclo de concertos entre 15 a 29 de Novembro especialmente concebido pelo seu conteúdo para recordar esse triste evento da nossa história.
Para mais informação e compra de bilhetes basta apontar o seu browser para este link:
Se non ora, quando ?
A música perante a tragédia das duas guerras
Como (quase) sempre não queria terminar este post sem um pouco de música. E para isso resolvi seleccionar três obras que fazem parte dos programas (uma para cada dia) com uma pequena explicação sobre a razão da sua ligação com o tema.
The Spirit of England (Elgar) : Composto entre 1915 e 1917 e dedicado aos ingleses que combateram na 1ª Guerra em especial (segundo o compositor) os de Worcester.
Le Tombeau de Couperin (Ravel) : Composição de Ravel dedicada a um seu amigo que faleceu na 1ª Guerra. A versão que vos mostramos é a Orquestra composta em 1919 uns anos após a original composta entre 1915 e 1917.
Canto do Livre (Fernando Lopes Graça) : Uma canção contra a guerra de 1946 sobre um poema de António Augusto Passos.
O Teatro Nacional de São Carlos a exemplo de várias outras salas de espectáculo por essa Europa criou um ciclo de concertos entre 15 a 29 de Novembro especialmente concebido pelo seu conteúdo para recordar esse triste evento da nossa história.
Para mais informação e compra de bilhetes basta apontar o seu browser para este link:
Se non ora, quando ?
A música perante a tragédia das duas guerras
Como (quase) sempre não queria terminar este post sem um pouco de música. E para isso resolvi seleccionar três obras que fazem parte dos programas (uma para cada dia) com uma pequena explicação sobre a razão da sua ligação com o tema.
The Spirit of England (Elgar) : Composto entre 1915 e 1917 e dedicado aos ingleses que combateram na 1ª Guerra em especial (segundo o compositor) os de Worcester.
Le Tombeau de Couperin (Ravel) : Composição de Ravel dedicada a um seu amigo que faleceu na 1ª Guerra. A versão que vos mostramos é a Orquestra composta em 1919 uns anos após a original composta entre 1915 e 1917.
Canto do Livre (Fernando Lopes Graça) : Uma canção contra a guerra de 1946 sobre um poema de António Augusto Passos.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Wish you Where Here numa versão com Grappelli
Num post de um amigo músico tive conhecimento da existência desta versão que ou desconhecia ou de que me tinha esquecido totalmente. E logo uma combinação fabulosa, uma das minhas canções preferidas com um dos violinistas que conheço com o som mais naturalmente fabuloso.
Se ontem vos pedi uma hora e meia hoje como é segunda bastarão pouco mais de 6 minutos. Não é que como o pai de Gershwin meça o valor das obras pela sua duração mas tenho em consideração os tempos modernos e a menor disponibilidade de tempo e de atenção :-)
Wish you were here ... hum sim ... desejaria.
Se ontem vos pedi uma hora e meia hoje como é segunda bastarão pouco mais de 6 minutos. Não é que como o pai de Gershwin meça o valor das obras pela sua duração mas tenho em consideração os tempos modernos e a menor disponibilidade de tempo e de atenção :-)
Wish you were here ... hum sim ... desejaria.
domingo, 9 de novembro de 2014
O 25º Aniversário da Queda do Muro e a História da Música
Hoje falamos de um evento também ele relacionado com o regime soviético e com a privação de liberdade de que o Muro de Berlim era o mais óbvio dos sinais. E quando o muro caiu de novo a música de Beethoven agora pelas mãos de um outro grande compositor voltou a estar relacionada com este evento através de um concerto histórico numa orquestra com músicos das duas Alemanhas e das quatro potencias que haviam dividido Berlim.
E voltou transmutada de Ode à Alegria para uma Ode à Liberdade sem dúvida uma liberdade poética que o romântico, humanista e convicto apoiante da amizade entre humanos, Schiller teria certamente aplaudido de pé a ideia. O que vos posso dizer mais? Já por várias vezes vos falei desta obra e em particular deste concerto. Se tiverem cerca de uma hora e meia recomendo que o oiçam e vejam na sua totalidade já aqui em baixo ... - Não é todos os dias que podemos assistir a um concerto com esta relevância histórica.
Além da substituição da palavra "Freude" (Alegria) por "Freiheit" (Liberdade) esta interpretação contém a participação de um coro de crianças algo bastante invulgar e certamente não previsto por Beethoven.
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