Retomo de novo o tema das 100 obras que recomendo para quem quer começar a ouvir música clássica. Por vezes chamo a este tema as "100 obras preferidas" - pequena liberdade poética que não deixa de estar correcta dado que sem dúvida todas as obras de que vos falo fazem parte daquelas que prefiro.
Hoje vou falar-vos de uma história que certamente conhecem - O Pedro e o Lobo . A obra musical foi composta por Prokofiev em 1936 sob encomenda de Natalya Stats e o Teatro de Crianças de Moscovo. O objectivo era introduzir nas crianças o gosto pela música. Intrigado pelo desafio Prokofiev levou menos de uma semana a completar tanto a música como o texto ambos de sua autoria.
A estreia teve lugar uns dias depois a 2 de Maio de 1936 e esteve muito longe de ser um sucesso. Felizmente desde aí a peça tornou-se prevalecente precisamente para o fim a que se destinava - a introdução à música para os mais pequenos e não só diríamos nós, não só !
Não vos vou fazer perder muito tempo procurando explicar que cada instrumento representa uma personagem, nem tão pouco vos vou procurar demonstrar a genialidade desta composição aparente simples.
A narração da história é uma prova do inegável sucesso da obra. Percorrendo rapidamente a lista de narradores que tenham gravado , excluindo as actuações ao vivo não gravadas que tornariam esta lista ainda mais impressionante, vemos nomes como Eleonor Roosevelt, David Attenborough, António Banderas e Sophia Loren , Bill Clinton e Gorbachev, David Bowie, Sting entre muitos outros ...
Hoje e para começar recomendo-vos uma narração em Francês pelo enorme Jacques Brel - não é a melhor orquestra possível e o inicio com a apresentação dos instrumentos pelo maestro poderia ser muito melhor mas a narração de Jaques Brel é simplesmente fantástica ...
Agora outras das versões que vos dei na lista de personalidades celebres. Primeiro Sting (com uma orquestra francamente melhor) dirigida por Claudio Abbado.
E por fim a versão com David Bowie (orquestra filarmónica de Filadélfia dirigida por Eugene Ormandy).
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Ernest Chausson - Poéme
Continuamos hoje a nossa epopeia pelas 100 obras que recomendamos com uma composição de um músico quase desconhecido mas de que gosto particularmente. Esta obra é uma das peças fundamentais no reportório de violino tendo sido composta em 1896 por Ernest Chausson por encomenda - ou melhor por influencia - do grande violinista e compositor Ysaÿe que lhe tinha solicitado um concerto para violino.Ora Ernest Chausson que não era particularmente conhecido pela sua auto-confiança sentido-se incapaz de tal tarefa resolveu escrever uma obra menos complexa - uma espécie de fantasia. A obra foi estreada formalmente em Paris em 1897 por Ysaÿe tendo desde logo conhecido um grande sucesso.
A obra contida num único andamento não possui nenhuma forma composicional especifica desenvolvendo-se livremente inspirado numa história do romancista Russo Ivan Turgenev intitulada "Canto do Amor Triunfante". Note-se porém que apesar dessa inspiração Chausson quis desde sempre negar qualquer desígnio programático referindo "não existe qualquer descrição. Apenas sensações."
Para ilustrar esta obra escolhemos uma gravação da violinista francesa Ginette Neveu de 1946 com a Orquestra Philarmonia de Londres sobre a direcção de Dobroven.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
E agora algo totalmente diferente - Uma versão hilariante do Hino da Alegria
Já que o outro dia falamos da Nona Sinfonia e da versão modificada de Bernstein - de Hino à Alegria para Hino à Liberdade por ocasião da queda do Muro de Berlim, hoje vamos para outro registo, neste caso a tonalidade cómica.
Estamos a falar precisamente da versão magistral do Hino da Alegria, o Hino Oficial da Europa na percepção de Rowan Atkinson conhecido pela sua personagem Mr. Bean. Neste caso com uma versão que até estava a correr bem do hino ... até que ...
Já agora na imagem que escolhi um dos papeis mais brilhantes do actor britânico na brilhante série série Blackadder. Se nunca viu não sabe o que perdeu: um dos humores mais inteligentes e ácidos que a epoca da história onde se desenrola a série não só não apaga como catalisa ... a ver - claro depois do hino como que vos deixo isto porque a seguir à música nada como uma boa gargalhada.
Estamos a falar precisamente da versão magistral do Hino da Alegria, o Hino Oficial da Europa na percepção de Rowan Atkinson conhecido pela sua personagem Mr. Bean. Neste caso com uma versão que até estava a correr bem do hino ... até que ...
Já agora na imagem que escolhi um dos papeis mais brilhantes do actor britânico na brilhante série série Blackadder. Se nunca viu não sabe o que perdeu: um dos humores mais inteligentes e ácidos que a epoca da história onde se desenrola a série não só não apaga como catalisa ... a ver - claro depois do hino como que vos deixo isto porque a seguir à música nada como uma boa gargalhada.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Uma recomendação musical - O ciclo de concertos no São Carlos dedicado ao Centenário da 1ª Guerra
Pois é, parece incrível para alguns mas faz já um século que se iniciou o primeiro grande flagelo moderno da humanidade.
O Teatro Nacional de São Carlos a exemplo de várias outras salas de espectáculo por essa Europa criou um ciclo de concertos entre 15 a 29 de Novembro especialmente concebido pelo seu conteúdo para recordar esse triste evento da nossa história.
Para mais informação e compra de bilhetes basta apontar o seu browser para este link:
Se non ora, quando ?
A música perante a tragédia das duas guerras
Como (quase) sempre não queria terminar este post sem um pouco de música. E para isso resolvi seleccionar três obras que fazem parte dos programas (uma para cada dia) com uma pequena explicação sobre a razão da sua ligação com o tema.
The Spirit of England (Elgar) : Composto entre 1915 e 1917 e dedicado aos ingleses que combateram na 1ª Guerra em especial (segundo o compositor) os de Worcester.
Le Tombeau de Couperin (Ravel) : Composição de Ravel dedicada a um seu amigo que faleceu na 1ª Guerra. A versão que vos mostramos é a Orquestra composta em 1919 uns anos após a original composta entre 1915 e 1917.
Canto do Livre (Fernando Lopes Graça) : Uma canção contra a guerra de 1946 sobre um poema de António Augusto Passos.
O Teatro Nacional de São Carlos a exemplo de várias outras salas de espectáculo por essa Europa criou um ciclo de concertos entre 15 a 29 de Novembro especialmente concebido pelo seu conteúdo para recordar esse triste evento da nossa história.
Para mais informação e compra de bilhetes basta apontar o seu browser para este link:
Se non ora, quando ?
A música perante a tragédia das duas guerras
Como (quase) sempre não queria terminar este post sem um pouco de música. E para isso resolvi seleccionar três obras que fazem parte dos programas (uma para cada dia) com uma pequena explicação sobre a razão da sua ligação com o tema.
The Spirit of England (Elgar) : Composto entre 1915 e 1917 e dedicado aos ingleses que combateram na 1ª Guerra em especial (segundo o compositor) os de Worcester.
Le Tombeau de Couperin (Ravel) : Composição de Ravel dedicada a um seu amigo que faleceu na 1ª Guerra. A versão que vos mostramos é a Orquestra composta em 1919 uns anos após a original composta entre 1915 e 1917.
Canto do Livre (Fernando Lopes Graça) : Uma canção contra a guerra de 1946 sobre um poema de António Augusto Passos.
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