terça-feira, 18 de novembro de 2014

Pedro e o Lobo contado por Jacques Brel - Mais uma das minhas 100 obras preferidas

Retomo de novo o tema das 100 obras que recomendo para quem quer começar a ouvir música clássica. Por vezes chamo a este tema as "100 obras preferidas" - pequena liberdade poética que não deixa de estar correcta dado que sem dúvida todas as obras de que vos falo fazem parte daquelas que prefiro.

Hoje vou falar-vos de uma história que certamente conhecem - O Pedro e o Lobo . A obra musical foi composta por Prokofiev em 1936 sob encomenda de Natalya Stats e o Teatro de Crianças de Moscovo. O objectivo era introduzir nas crianças o gosto pela música. Intrigado pelo desafio Prokofiev levou menos de uma semana a completar tanto a música como o texto ambos de sua autoria.

A estreia teve lugar uns dias depois a 2 de Maio de 1936 e esteve muito longe de ser um sucesso. Felizmente desde aí a peça tornou-se prevalecente precisamente para o fim a que se destinava - a introdução à música para os mais pequenos e não só diríamos nós, não só !

Não vos vou fazer perder muito tempo procurando explicar que cada instrumento representa uma personagem, nem tão pouco vos vou procurar demonstrar a genialidade desta composição aparente simples.

A narração da história é uma prova do inegável sucesso da obra. Percorrendo rapidamente a lista de narradores que tenham gravado , excluindo as actuações ao vivo não gravadas que tornariam esta lista ainda mais impressionante, vemos nomes como Eleonor Roosevelt, David Attenborough, António Banderas e Sophia Loren , Bill Clinton e Gorbachev, David Bowie, Sting entre muitos outros ...

Hoje e para começar recomendo-vos uma narração em Francês pelo enorme Jacques Brel - não é a melhor orquestra possível e o inicio com a apresentação dos instrumentos pelo maestro poderia ser muito melhor mas a narração de Jaques Brel é simplesmente fantástica ...



Agora outras das versões que vos dei na lista de personalidades celebres. Primeiro Sting (com uma orquestra francamente melhor) dirigida por Claudio Abbado.



E por fim a versão com David Bowie (orquestra filarmónica de Filadélfia dirigida por Eugene Ormandy).



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