sexta-feira, 6 de junho de 2008

Recomendações de música ao vivo da Quinta-Feira de novo à Sexta

Pois é, o meu PC em casa entregou a alma ao criador - perdoem-me a blasfémia (não nada a ver com o blog de mesmo nome) - ou pelo menos a sua fonte de alimentação decidiu que era tempo de se reformar. Foi por isso que me foi impossível fazer ontem este habitual post e por isso também hoje será um pouco mais curto do que habitual. Mesmo assim cobrimos o país inteiro com concertos de entrada livre para não haver desculpas na vossa (nossa) batalha contra os sofás e pantufas (agora com o calor talvez essas já estejam derrotadas à partida). Saiam de casa e vão ouvir e ver música ao vivo porque já sabem: Ao Vivo é outra Coisa !

Começando pelo sul como de costume na Igreja da Misericórdia (Tavira) poderão ouvir Ana Rita Faleiro num recital de piano inserido no ciclo "Música nas Igrejas", promovido pela Câmara Municipal de Tavira. . Dia 7 de Junho (Sábado) às 19h. A entrada é livre.

Um pouco mais ao norte, mais precisamente em Évora no Convento dos Remédios poderão ouvir o Coro da Universidade de Lisboa dirigido por José Robert. Dia 8 de Junho (Domingo) pelas 18h30. Serão interpretadas obras de Britten (Hymn to St. Cecília) e Giles Swayne (Missa Tiburtina). Entrada Livre.

Ainda ligeiramente mais a Norte e para o interior em Portalegre poderão ouvir «Il Trovatore», de Giuseppe Verdi pela Orquestra do Norte dirigida por José Ferreira Lobo. Será hoje Sexta-Feira dia 6 de Junho às 22h no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Entrada Livre.

Em Lisboa (mais precisamente em Cascais) no Centro Cultural de Cascais poderão ouvir a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO) dirigida por Nikolay Lalov num concerto intitulado "Miniatura Musical". Serão interpretadas obras de P. Sarassate, P. Stainov, N. Paganini, Fr. Kreisler e A. Piazzola. Sexta-Feira, 6 de Junho às 21h.

Agora sim em Lisboa propriamente dita na Basílica dos Mártires integrado no Ciclo de Páscoa e Santos - Concertos de Música Sacra da Baixa-Chiado poderão ouvir «Se la face y pale» pelo Ensemble Mensura. Será interpretada a missa "Se la face y pale" de Guillaume Dufay e obras de outros compositores flamengos. Domingo 8 de Junho às 16h. Entrada Livre.

Ainda em Lisboa no dia 7 de Junho (Sábado), poderemos ouvir na Sé de Lisboa o Concerto de final de ano dos coros Instituto Gregoriano de Lisboa. Será às 21:30 e a entrada é livre.

Um pouco mais a norte, em Torres Vedras no Teatro-Cine o Ensemble Darcos interpretará Quarteto para o Fim dos Tempos de Olivier Messiaen. Será hoje sexta-feira 6 de Junho às 21:30.

Para a invicta cidade do Porto tenho uma proposta que me deixou bastante curioso. Poderão ouvir na MAC de Serralves Jozef van Wissem num recital de alaúde. Só que segundo a descrição do concerto trata-se aqui da ponte entre a música renascentista, barroca e contemporanea com improvisão e recurso pontual a manipulação electrónica. Estranho não ? Será nos dias 7 e 8 de Junho às 15h, 17h e 19h sendo a entrada livre.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Schubert - As Óperas

Continuando a nossa visita aos vários tipos de composição hoje falaremos de ópera. Também neste caso as obras de Schubert são relativamente desconhecidas o que é uma pena dado que algumas possuem o lirismo, a poesia feita música que caracteriza as suas composições.

Na realidade muitas das óperas de Schubert estão hoje incompletas, algumas porque nunca foram efectivamente terminadas outras porque tendo sido terminadas perderam-se actos inteiros ou partes destes. Diga-se em abono da verdade que este facto está relacionado com o carácter pouco sistemático e muito pouco atento aos detalhes de Schubert. Publicar, corrigir eram coisas que o aborreciam.

Para vermos como poderiam ter sido belas as suas óperas (aliás, correcção são belas) oiçam por exemplo esta gravação de 1988 da ópera (a primeira completa) na Ópera de Viena com a orquestra de câmara da Europa dirigida por Claudio Abbado. Oiçam aqui ...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Schubert - O quinteto "A Truta" D. 667 em Lá Maior

Hoje de manhã, como aperitivo propus que ouvissem um quarteto fabuloso interpretar o inicio deste quinteto . Agora vamos falar deste quinteto em maior detalhe.

Esta peça em Lá Maior foi composta quando Schubert tinha apenas 22 anos embora tenha sido publicada em 1829 - um ano após a sua morte.

A peça é composta à volta de um conjunto de variações de um Lied anterior de Schubert Op.32 (D.550) e é formada por cinco andamentos. Tal como em muitas das obras de Schubert podemos criticar uma composição pouco perfeita , como uma espécie de esquisso. A esta obra em particular é frequentemente apontado o facto de existir uma fraca coesão entre andamentos e de serem frequentes longas repetições de material temático com pouca ou nenhuma transformação. A composição do quinteto é pouco usual pela presença do contrabaixo tendo permitido a Schubert a exploração de outras sonoridades.

1º Andamento (Allegro vivace) : Este andamento está escrito na forma de sonata. A explicação sobre o significado deste termo está prometida para um destes dias.

2º Andamento (Andante) : Este andamento está construído com base em diálogos entre instrumentos que por várias vezes parecem estar a terminar mas que depois recomeçam transmitindo algum humor (pela repetição do fim anunciado ... )

3º Andamento (Scherzo - Presto) : Este andamento é rápido como o nome indica transmitindo um grande vigor a que se junta um melancólico trio para balancear o andamento.

4º Andamento (Andantino - Allegretto) : Este andamento é baseado em variações sobre a canção de que falámos no início deste post. Cada um dos instrumentos toca a melodia a seu tempo.

5º Andamento (Allegro giusto) : Semelhante na construção ao segundo andamento mas por vezes considerado excessivamente repetitivo (em alguns casos os interpretes optam mesmo por não fazer as repetições marcadas pelo compositor).

Fiquem agora com as partes todas do documentário e da interpretação de que vos falei hoje de manhã.

Dos Factos às Lendas

Hoje tenho uma recomendação diferente na forma da arte da imagem em movimento e peço desculpa, essencialmente para os que vivem na zona de Lisboa. Na verdade gostaria de vos dar a conhecer o ciclo de cinema "Da Lenda aos Factos" cuja concepção repousa num conjunto de filmes baseados em histórias reais mas que pelo transcenderam essa dimensão pela natureza poética da obra cinematográfica, pela interpretação dos actores, pela adaptação da história ou por uma mistura desses vários vectores.

O ciclo inicia-se já no próximo dia 4 de Junho às 21:30 com a exibição do filme My Darling Clementine de John Ford com Henry Fonda entre outros. O preço dos bilhetes é convidativo (€2,5) por isso se quiserem um serão bem passado e sem dúvida diferente façam uma visita à Cinemateca Portuguesa. A sessão será apresentada por João Benard da Costa.

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