No quinto movimento, sem dúvida o mais "diabólico" da sinfonia continua o pesadelo e as visões induzidas pelo ópio. Voltando ao texto de Berlioz diz o compositor acerca desta quinta parte:
"O Arstista vê-se no sabbat, no meio de um conjunto horrível de sombras, feiticeiros, monstros de todas as espécies reunidos para o seu enterro. Ruídos estranhos, gemidos, gargalhadas, gritos longínquos aos quais outros gritos parecem responder. A melodia amada reaparece mas perdeu o seu caracter de nobreza e timidez; não é agora mais do que uma dança ignóbil, trivial e grotesca: É Ela que vem ao Sabbat ... Grande aclamação de alegria à sua chegada ... Ela junta-se à orgia diabólica ... Paródia burlesca do Dies Irae, ronda do Sabbat. A Ronda do Sabbat e o Dies Irae misturados"
Oiçam aqui esta quinta parte interpretada pela NHK Symphony Orchestra (Tokyo) conduzida pelo maestro Pinchas Steinberg.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Berlioz - Sinfonia Fantástica Op. 14 (Quarta Parte)
A quarta parte da sinfonia fantástica intitula-se "Marche au Suplice". Retomando como de costume a folha de programa original escrita pelo próprio Berlioz ficamos a saber que:
"Tendo adquirido a certeza que não somente que aquela que ele adora não corresponde ao seu amor mas que ainda por cima é incapaz de o compreender e como se isso não fosse suficiente é indigna do seu amor o artista resolve envenenar-se com ópio. Porém a dose é demasiado fraca para lhe dar a morte ao invés fazendo-o mergulhar num sono acompanhado de visões horríveis. Sonha que matou a mulher que ama e que é condenado e conduzido ao cadafalso assistindo à sua própria execução. O cortejo avança ao som de uma marcha às vezes sombria e cruel outras vezes brilhante e solene e na qual aos ruídos surdos de passos graves sucedem-se sem transição passos fortíssimos. No fim da marcha os quatro primeiros compassos que representam a ideia fixa reaparecem como um derradeiro pensamento de amor interrompido pelo golpe fatal".
Interpretado num allegretto non troppo este andamento é simultaneamente o mais curto e o mais assustador desta sinfonia. Oiça aqui a Orquestra Filarmónica de Israel dirigida por Noam Zur.
"Tendo adquirido a certeza que não somente que aquela que ele adora não corresponde ao seu amor mas que ainda por cima é incapaz de o compreender e como se isso não fosse suficiente é indigna do seu amor o artista resolve envenenar-se com ópio. Porém a dose é demasiado fraca para lhe dar a morte ao invés fazendo-o mergulhar num sono acompanhado de visões horríveis. Sonha que matou a mulher que ama e que é condenado e conduzido ao cadafalso assistindo à sua própria execução. O cortejo avança ao som de uma marcha às vezes sombria e cruel outras vezes brilhante e solene e na qual aos ruídos surdos de passos graves sucedem-se sem transição passos fortíssimos. No fim da marcha os quatro primeiros compassos que representam a ideia fixa reaparecem como um derradeiro pensamento de amor interrompido pelo golpe fatal".
Interpretado num allegretto non troppo este andamento é simultaneamente o mais curto e o mais assustador desta sinfonia. Oiça aqui a Orquestra Filarmónica de Israel dirigida por Noam Zur.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
As recomendações de Quinta-Feira (21.08.2008)
Voltamos hoje às recomendações de Quinta-Feira. continua dificil dado que o país parece continuar de férias musicais.
Começando como sempre ao Sul teremos em Sines mais precisamente no Centro de Artes de Sines (CAS) o Zodiac Trio. Este trio composto pela portuguesa Ana Castanhito (harpa), a inglesa Alison D'Souza (viola de arco) e a catalã Marta Santamaria (flauta). Este agrupamento faz parte dos grupos de Música de Câmara da escola Royal College of Music. Será na Sexta-Feira dia 22 às 22h. Entradas: €5. Reservas: 269860080. Serão interpretadas obras de Vivaldi, Debussy entre outros. Informação fornecida por cultura.sapo.pt (sercultur).
Um pouco mais ao Norte em Évora teremos António Plitz e José Farinha na Igreja de São Vicente (Évora) num Recital de Violino e Guitarra. Será no Sábado às 21:30 e serão interpretadas obras de Niccolò Paganini, Mauro Giuliani, Jorge Cardoso e Celso Machado. Informação fornecida por cultura.sapo.pt (sercultur).
Perto do Mar e relativamente perto de Lisboa, uma boa sugestão para um inicio de noite diferente, teremos em Sesimbra na Fortaleza pelas 22:00 as “As Quatro Estações” de A. Vivaldi pela Camerata Vianna da Motta.
A Camarata é uma iniciativa de Irene Lima enquanto professora de Música de Câmara na Escola Superior de Música de Lisboa que reuniu jovens músicos cujas qualidades artísticas despertaram a vontade de se reunirem num trabalho que se prolongasse para lá da Instituição Académica. A Camarata é dirigida pelo Maestro Massimo Mazza sendo constituída por 13 músicos e tendo como núcleo base o Quarteto Vianna da Motta.
Finalmente nos Açores na Ilha do Faial no dia 23 de Agosto na Igreja de Castelo Branco e no dia 24 de Agosto na Igreja do Capelo teremos a Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida por Christopher Bochmann.
Começando como sempre ao Sul teremos em Sines mais precisamente no Centro de Artes de Sines (CAS) o Zodiac Trio. Este trio composto pela portuguesa Ana Castanhito (harpa), a inglesa Alison D'Souza (viola de arco) e a catalã Marta Santamaria (flauta). Este agrupamento faz parte dos grupos de Música de Câmara da escola Royal College of Music. Será na Sexta-Feira dia 22 às 22h. Entradas: €5. Reservas: 269860080. Serão interpretadas obras de Vivaldi, Debussy entre outros. Informação fornecida por cultura.sapo.pt (sercultur).
Um pouco mais ao Norte em Évora teremos António Plitz e José Farinha na Igreja de São Vicente (Évora) num Recital de Violino e Guitarra. Será no Sábado às 21:30 e serão interpretadas obras de Niccolò Paganini, Mauro Giuliani, Jorge Cardoso e Celso Machado. Informação fornecida por cultura.sapo.pt (sercultur).
Perto do Mar e relativamente perto de Lisboa, uma boa sugestão para um inicio de noite diferente, teremos em Sesimbra na Fortaleza pelas 22:00 as “As Quatro Estações” de A. Vivaldi pela Camerata Vianna da Motta.
A Camarata é uma iniciativa de Irene Lima enquanto professora de Música de Câmara na Escola Superior de Música de Lisboa que reuniu jovens músicos cujas qualidades artísticas despertaram a vontade de se reunirem num trabalho que se prolongasse para lá da Instituição Académica. A Camarata é dirigida pelo Maestro Massimo Mazza sendo constituída por 13 músicos e tendo como núcleo base o Quarteto Vianna da Motta.
Finalmente nos Açores na Ilha do Faial no dia 23 de Agosto na Igreja de Castelo Branco e no dia 24 de Agosto na Igreja do Capelo teremos a Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida por Christopher Bochmann.
Benjamin Britten ( 1913 - 1976 ) - Poemas
Supomos que o visitante que procurava os poemas de Benjamin Britten poderia estar à procura das obras que resultaram da colaboração entre Britten e o poeta W. H. Auden. Em particular destacamos Our Hunting Fathers, Paul Bunyan e Hymn to Saint Cecilia.
Porém o trabalho mais significativo de Britten que mistura música e poesia é o War Requiem que é baseado no texto em Latim da Missa dos Mortos e nove poemas de Wilfred Owen.
Porém o trabalho mais significativo de Britten que mistura música e poesia é o War Requiem que é baseado no texto em Latim da Missa dos Mortos e nove poemas de Wilfred Owen.
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