quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Recomendações de Música Clássica ao Vivo (15.01.2009)

Este post também é publicado no Blog Folhas Pautadas. Como sempre algumas das recomendações que aqui fazemos devem-se aos nossos amigos da Sercutur de que se recomenda a visita em cultura.sapo.pt.

Começamos a nossa visita pelo país como é hábito pelo Sul . Assim no dia 17 Janeiro na Igreja do Carmo em Tavira pelas 21:30 teremos a Orquestra do Algarve com obras de Arnold Schoenberg, Britten e Brahms. A Orquestra será dirigida por Laurent Wagner. Serão solistas Fernando Guimarães (Tenor), Todd Sheldrick (Trompa). Entradas: €8,50.

Ainda no Algarve, agora em Loulé teremos o Coral Feminino "Outras Vozes" que irá apresentar no Arquivo Histórico Municipal de Loulé no dia 17 (Sábado) pelas 16h o seu mais recente álbum "(En)Cantando". A Entrada é Livre.

Na cidade de Setúbal no dia 18 de Janeiro (Domingo) no Club Setubalense às 16h terá lugar a audição da Classe de Piano da Professora Fátima Guerreiro.

Passando agora para a cidade de Lisboa teremos na Casa da América Latina na Sexta-Feira ao fim da Tarde (19h) um recital de Canto e Piano com Helena Vieira, Leonor Padinha, Luís Pereira e Nuno Lopes que pretende festejar este novo ano. A entrada é livre.

No Palácio Nacional de Queluz poderemos ouvir um Recital de Piano por Sergio Tiempo no dia 17 de Janeiro às 17h. O programa irá incluir obras de Bach, Haydn, Chopin, Ravel, Ginastera e Liszt. A entrada é livre.

No Centro Cultural de Cascais o Moscow Piano Quartet dará um concerto de homenagem a Haydn celebrando 200 anos desde o seu falecimento. Nada mais apropriado para um compositor que é apelidado o pai dos quartetos de cordas (para além da Sinfonia como já vimos). Será no Domingo 18 pelas 17h. O programa será inteiramente constituído por obras de Haydn como é natural.

Ainda em Lisboa e ainda no dia 18 de Janeiro no Centro Cultural de Belém teremos a Orquestra Metropolitana de Lisboa e Sol Gabetta (Violoncelo) dirigidos por Augustin Dumay. Será às 21h e serão interpretadas obras de Haydn e Mendelssohn.

Ainda na zona de Lisboa mais precisamente em Oeiras no Palácio dos Aciprestes, Domingo, 18 de Janeiro às 17h00 os Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras apresentarão um concerto intitulado "A MÚSICA E A PINTURA" que assumirá a forma duma conversa sobre a Música e a sua estreita ligação com outras Artes. Serão interpretadas obras de Bach, Beethoven, Scriabin e G. Zlatev-Cherkin.

Um pouco mais a norte, em Santarém no Teatro Sá da Bandeira teremos um "Concerto de Ano Novo" por Bruno Monteiro (Violino) e João Paulo Santos (Piano) no Sábado dia 17 às 21:30. Entrada: €5.

Na invicta cidade do Porto teremos um Recital de Violino e Piano por Evandra Gonçalves e Ana Queirós no Clube Literário do Porto no Sábado 17 às 22:30. Entrada Livre.

Estamos em destaque no Cotonete







Caro Leitores

Bem este post é um tanto egocêntrico e por isso peço desculpa desde já. O nosso blog é destaque no Cotonete. Podem ler o texto aqui.

Entretanto e no mesmo Cotonete não deixem de visitar a secção Programas Clássica aqui onde podem encontrar excelentes programas do Pedro Torres, aqui .

Fiquem bem !

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tchaikovsky - Óperas - A Dama de Espadas e Eugéne Onegin e

Tchaikovsky escreveu mais de dez óperas (onze para ser exacto). Entre a sua primeira ópera "The Voevoda" (Op. 3) e a sua ultima obra "Iolanta" Op. 69 (e que como já referimos foi estreada em simultâneo com o Quebra Nozes) decorreu quase toda a sua carreira. Algumas das óperas que compôs perderam-se e o que é certo é que apenas duas são actualmente interpretadas de forma regular no Ocidente.

A primeira destas Óperas Eugene Onegin (Op. 24) foi composta entre 1877 e 1878. Trata-se de uma ópera em 3 Actos e 7 cenas estreada em Moscovo a 29 de Março de 1879 dirigida por Nikolai Rubinstein. O libreto é de Konstantin Shilovsky e do irmão de Tchaikovsky baseado na novela em verso de Aleksandr Pushkin. Esta ópera conta a história de um homem com um conflito de consciência por ter recusado o amor. Oiçam aqui um extracto de uma ária cantada por Renee Fleming.

A segunda ópera que é ainda hoje interpretada é a Dama de Espadas (Op. 68) composta em 1890. Trata-se de uma ópera também em 3 Actos e 7 Cenas estreada em São Pertersburgo em 19 Dezembro de 1890 dirigida por Eduard Nápravník. O libretto é de Modest Tchaikovsky adaptado de uma história de Aleksandr Pushkin's (note-se porém que o próprio Tchaikovsky fez uma série de alterações ao mesmo durante a composição). Esta ópera conta a história dos resultados da obsseção. Oiçam aqui um extracto de uma ária por Plácido Domingo e Gorchakova.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Glenn Gould (1932-1982) - O Escritor (parte V)

Esta é a quinta parte de um artigo que Glenn Gould escreveu para a revista High Fidelity em 1974. A entrevista que traduzo aqui a partir da versão original que podem encontrar aqui é do próprio Gould que desempenha o papel de entrevistado e entrevistador. A entrevista claro é também sobre o próprio Gould.

As quatro primeiras partes deste artigo estão aqui (primeira parte), aqui (segunda parte), aqui (terceira parte) e aqui (quarta parte)


Glenn Gould entrevista Glenn Gould sobre Glenn Gould High Fidelity, Fevereiro 1974.(Quinta Parte). g.g é Glenn Gould entrevistador, G.G. é glenn Gould pianista/compositor


g.g.: Mas está essencialmente a falar como um reformador do século XVI.

G.G.: Na realidade sinto-me bastante próximo dessa tradição. Na realidade numa das minhas melhores criações notei que --


g.g.: Ora aí está um julgamento de ordem estetica !

G.G.: Mil desculpas -- deixe-me tentar outra vez. Numa ocasião anterior, fiz notar que eu, mais do que o heroi de Mr. Santayana´s sou "O Ultimo Puritano".


Santayana é um filósofo e escritor de origem Espanhola mas que celebrizou nos Estados Unidos com o romance "O Ultimo Puritano" de 1935.


g.g.: E não pensa que exista qualquer problema em conciliar a consciência individual do reformismo e a censura colectiva da tradição puritana? Ambos os caminhos parecem-me curiosamente misturados na sua tese e por aquilo que conheço nos seus documentários também.

G.G.: Bem não, não penso que exista qualquer inconsistência, porque no seu melhor - o que equivale a dizer na sua forma mais "pura" -- essa tradição envolvia uma perpetual divisão cismática. O melhor e mais puro -- e em qualquer medida o mais ostracizado -- dos individuos acabou nos vales dos Alpes como símbolo da sua rejeição do mundo da planície. Na verdade existe uma seita Mennonite na Suiça que equaciona a separação do mundo com a sua atitude.

g.g.: Seria justo sugerir que o Sr., pelo seu lado, relaciona esse afastamento com latitude ? Afinal criou o documentário "A ideia do Norte" como um comentário metafórico e não como um documentário factual.

G.G.: Sim isso é bem verdade. Claro muitos dos documentários falaram de situações de grande isolamento. Estações no ártico, na Newfounland, enclaves Mennonite e por aí fora.

g.g.: Sim mas tratavam-se de comunidades isoladas.

G.G.: Isso é porque a minha obra prima está ainda um pouco longe.

g.g.: São então esquissos autobiográficos?

G.G.: Não me compete a mim dizer isso.

Oportunidades na Amazon