Como de costume hoje é dia das nossas recomendações para o próximo fim de semana.
Começamos pelo sul do país no Algarve na Sexta-Feira (8 de Fevereiro) às 21:30, no Teatro das Figuras, Faro. Poderá ouvir a Orquestra do Algarve dirigida pelo Maestro Cesário Costa sendo Solistas: Sónia Alcobaça (Soprano), Raquel Camarinha (Soprano) Patrícia Quinta (Meio-soprano). Um programa variado desde Vivaldi até Bizet com uma estreia absoluta Minha partilha de mim de João Antunes.
Em Lisboa não esqueçam que na Sexta ás 18h poderão assistir ao concerto da jovem violinista Maria Viseu (mais informação aqui).
Também em Lisboa no Domingo sugerimos a Orquestra Académica Metropolitana, sob direcção de Jean-Marc Burfin no Centro Cultural de Belém (CCB) às 17h00. Entrada: EUR 5,00. Reservas: 213612444. O programa será constituído por obras de Brahms, Weber e Schumann.
Indo agora para os Açores e mesmo a propósito do nosso tema Beethoviano e para o caso de existir algum leitor nas ilhas (pelas minhas estatisticas não, mas nunca se sabe :-))poderão ouvir a «Sinfonia nº 1 e 2» de Beethoven por - António Rosado e Alexei Eremine. Teatro Micaelense - Centro Cultural e de Congressos. Dia 09 (Sábado) às 21:30. Entrada: EUR 15,00. Reservas: 296308340 / 296308350 / 214346304
Finalmente no Norte duas recomendações desta vez ambas para a zona do Porto. A primeira um programa para os mais novos. Integrado nos «Concertos Promenade 2008» poderão ouvir «A Floresta», de Eurico Carrapatoso no Coliseu do Porto dia 10 (Domingo)às 11h30. Entrada: EUR 10,00 / EUR 5,00.Reservas: 223394948
No Auditório de Espinho como sempre muita variedade e qualidade na programação desta vez com um grupo vindo da Holanda . Hans Hof Ensemble e Ensemble SOIL - Under Construction - Dias 8 e 9 de Fevereiro, Sexta-feira e Sábado às 21:30. Bilhete normal: 5 euros. Preço reduzido: maiores de 65 e menores 25 anos: 3 euros.
Um espectáculo onde o teatro, a dança e a música encontram-se numa peça em que cinco pessoas alimentam o seu pequeno e próprio universo. Assiste-se à construção de um sítio para viver, presencia-se a forma como todos se arrastam uns aos outros nos seus desejos, sonhos e até pesadelos. Insistentemente, trabalham de forma enérgica e tentam obter o controlo do mundo. Um cenário que se repete vezes sem conta – na esperança, no desespero e nas ruínas.
Mais uma vez agradecemos aos nossos amigos da Sercultur algumas destas sugestões e recomendamos a visita cultura.sapo.pt para outras propostas que não destacamos aqui.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Claudio Arrau, Beethoven e a Liberdade
Hoje o pianista chileno Claudio Arrau faria 105 anos. Se têm seguido o meu blog lembram-se certamente de algumas das suas interpretações por exemplo esta. Tinha preparado um post com uma pequena biografia de Arrau mas o nosso blog de referência Desnorte antecipou-se e certamente fê-lo melhor do que eu , por isso leiam aqui o resumo da vida de um homem que sempre batalhou pelos direitos humanos, pela liberdade contra a tirania, tal como Beethoven.
Talvez por isso Arrau foi um dos melhores interpretes de Beethoven. Tinha também planeado mostrar-vos uma sonata de Beethoven que encontrei no You Tube mas mais uma vez outro dos nossos sites de referência antecipou-se. Por isso vejam aqui o que o site do curso de piano do conservatório de Setúbal preparou para vós sobre Arrau (a propósito é a efeméride 101, pena que não seja a 105, era giro !)
Poderia ainda falar-vos das inúmeras glórias e sucessos que Arrau foi juntando ao longo da sua carreira. Prefiro no entanto terminar apenas com três videos de cerca de 36 minutos no total em que Claudio Arrau responde a uma série de perguntas sobre a sua vida e sobre a arte. Não sei que impressão vos causará a vós. O que vos posso dizer é que conhecia a voz do seu piano e esta emocionava-me. A voz dele a falar de arte transmite pelo tom calmo, pela forma de falar exactamente a mesma dimensão transcendental que apenas os grandes génios podem conseguir.
As perguntas nem sempre são as mais inteligentes, mas até aí Claudio Arrau se supera.
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 1
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 2
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 3
Talvez por isso Arrau foi um dos melhores interpretes de Beethoven. Tinha também planeado mostrar-vos uma sonata de Beethoven que encontrei no You Tube mas mais uma vez outro dos nossos sites de referência antecipou-se. Por isso vejam aqui o que o site do curso de piano do conservatório de Setúbal preparou para vós sobre Arrau (a propósito é a efeméride 101, pena que não seja a 105, era giro !)
Poderia ainda falar-vos das inúmeras glórias e sucessos que Arrau foi juntando ao longo da sua carreira. Prefiro no entanto terminar apenas com três videos de cerca de 36 minutos no total em que Claudio Arrau responde a uma série de perguntas sobre a sua vida e sobre a arte. Não sei que impressão vos causará a vós. O que vos posso dizer é que conhecia a voz do seu piano e esta emocionava-me. A voz dele a falar de arte transmite pelo tom calmo, pela forma de falar exactamente a mesma dimensão transcendental que apenas os grandes génios podem conseguir.
As perguntas nem sempre são as mais inteligentes, mas até aí Claudio Arrau se supera.
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 1
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 2
Entrevista a Claudio Arrau - Parte 3
Concerto Aberto Antena 2 com a jovem violinista Maria Viseu
Ainda não é quinta-feira mas como este concerto é Sexta a uma hora complicada fica já aqui a divulgação. Se puderem não faltem. Garanto-vos que vale a pena! Beethoven, Brahms e Mendelssohn para um concerto quase totalmente romântico :-)
A jovem violinista Maria Viseu, vencedora do Prémio Jovens Músicos em 2006, apresenta-se em Recital com o pianista Ian Mikirtoumov na próxima 6ª feira, 8 de Fevereiro, às 18 horas no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações (Rua do Instituto Industrial, 16 - próximo do Mercado da Ribeira). Entrada Livre.
Neste Recital, integrado no programa "Concerto Aberto" da Antena 2 da RDP, Maria Viseu, oriunda da Academia de Música de Lisboa e elemento dos Violinhos, interpreta um aliciante programa de onde se destacam a Sonata "Primavera" de Beethoven, a Sonata Nº2 de Brahms, e o Concerto de Mendelssohn.
A jovem violinista Maria Viseu, vencedora do Prémio Jovens Músicos em 2006, apresenta-se em Recital com o pianista Ian Mikirtoumov na próxima 6ª feira, 8 de Fevereiro, às 18 horas no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações (Rua do Instituto Industrial, 16 - próximo do Mercado da Ribeira). Entrada Livre.
Neste Recital, integrado no programa "Concerto Aberto" da Antena 2 da RDP, Maria Viseu, oriunda da Academia de Música de Lisboa e elemento dos Violinhos, interpreta um aliciante programa de onde se destacam a Sonata "Primavera" de Beethoven, a Sonata Nº2 de Brahms, e o Concerto de Mendelssohn.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Beethoven - 5º Concerto para Piano
Se ontem falámos de uma das grandes obras de Beethoven hoje iremos abordar uma outra que é não menos importante. O 5º concerto para Piano em Mi Bemol Maior.
Este concerto foi composto entre 1809 e 1810 em Viena tendo sido estreado em 1810 em Leipzig. É conhecido pela sua grandiosidade como "Imperador" mas conhecendo o gosto de Beethoven duvido que aprovasse a designação!
O primeiro andamento (Allegro em Mi Bemol Maior) é profundamente inovador na forma (como aliás o quarto já tinha sido ao abrir directamente com o solista) ao criar uma série de "pseudo-cadencias" como resposta a alguns acordes da orquestra. Quebrando mais uma tradição não existe cadência no fim do andamento (uma cadência num concerto para os que não estão familiarizados com este termo significa uma passagem em que o instrumento solista interpreta uma passagem sozinho sem acompanhamento da orquestra, normalmente uma passagem de grande virtuosismo. A este propósito falámos ontem das cadências que Kreisler escreveu a para o concerto para Violino. Na verdade na tradição dos grandes instrumentistas do século XIX e princípios do século XX era normal estes escreverem esta parte das obras que funcionavam como uma demonstração de virtuosismo (esta tradição vem desde o barroco). Bem o parênteses já vai longo por isso fiquemos com Claudio Arrau pianista Chileno no primeiro andamento deste magnifico concerto. Dada a extensão do mesmo está dividido em duas partes, poderão ouvi-lo Aqui - Parte1 e Aqui - Parte 2.
O segundo andamento (Adagio un poco mosso em Si Maior) é um dos meus andamentos preferidos. Por vezes parece que estamos a ouvir Chopin (e tratando-se de piano isto é um elogio). Aliás é melhor que Chopin porque não temos apenas o piano, temos o piano e uma orquestração genial. São apenas subtis aflorar de cordas e de sopros mas que contribuem para o grande lirismo deste andamento. Para ilustrar este andamento escolhi uma interpretação de Van Cliburn o grande pianista norte-americano que em 1958 conquistou o primeiro prémio Tchaikovsky. Podem ouvir este andamento aqui.
O terceiro andamento (Rondo: Allegro ma non troppo - Mi Bémol Maior) é bastante exuberante e um claro contraste com o segundo andamento. Note-se que este andamento é "atacado súbito" - não existe paragem entre o segundo e o terceiro andamento. Para ilustrar este andamento escolhemos uma interpretação do grande pianista Russo Lev Oborin vencedor do primeiro prémio Chopin em 1927 que podem ouvir aqui.
Este concerto foi composto entre 1809 e 1810 em Viena tendo sido estreado em 1810 em Leipzig. É conhecido pela sua grandiosidade como "Imperador" mas conhecendo o gosto de Beethoven duvido que aprovasse a designação!
O primeiro andamento (Allegro em Mi Bemol Maior) é profundamente inovador na forma (como aliás o quarto já tinha sido ao abrir directamente com o solista) ao criar uma série de "pseudo-cadencias" como resposta a alguns acordes da orquestra. Quebrando mais uma tradição não existe cadência no fim do andamento (uma cadência num concerto para os que não estão familiarizados com este termo significa uma passagem em que o instrumento solista interpreta uma passagem sozinho sem acompanhamento da orquestra, normalmente uma passagem de grande virtuosismo. A este propósito falámos ontem das cadências que Kreisler escreveu a para o concerto para Violino. Na verdade na tradição dos grandes instrumentistas do século XIX e princípios do século XX era normal estes escreverem esta parte das obras que funcionavam como uma demonstração de virtuosismo (esta tradição vem desde o barroco). Bem o parênteses já vai longo por isso fiquemos com Claudio Arrau pianista Chileno no primeiro andamento deste magnifico concerto. Dada a extensão do mesmo está dividido em duas partes, poderão ouvi-lo Aqui - Parte1 e Aqui - Parte 2.
O segundo andamento (Adagio un poco mosso em Si Maior) é um dos meus andamentos preferidos. Por vezes parece que estamos a ouvir Chopin (e tratando-se de piano isto é um elogio). Aliás é melhor que Chopin porque não temos apenas o piano, temos o piano e uma orquestração genial. São apenas subtis aflorar de cordas e de sopros mas que contribuem para o grande lirismo deste andamento. Para ilustrar este andamento escolhi uma interpretação de Van Cliburn o grande pianista norte-americano que em 1958 conquistou o primeiro prémio Tchaikovsky. Podem ouvir este andamento aqui.
O terceiro andamento (Rondo: Allegro ma non troppo - Mi Bémol Maior) é bastante exuberante e um claro contraste com o segundo andamento. Note-se que este andamento é "atacado súbito" - não existe paragem entre o segundo e o terceiro andamento. Para ilustrar este andamento escolhemos uma interpretação do grande pianista Russo Lev Oborin vencedor do primeiro prémio Chopin em 1927 que podem ouvir aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)